As aproximadamente  44 mil doses da vacina Coronavac destinadas ao Tocantins chegaram a Palmas por volta das 18 horas em um avião da Polícia Federal.

De lá, o carregamento seguiu para o Laboratório Central do Tocantins, Lacen, transportado em um caminhão escoltado por viaturas da Polícia Federal.

No local, o Governador Mauro Carlesse, juntamente com o secretário da Saúde, Edgar Tolline, detalharam as regras para a primeira etapa de vacinação no Tocantins.

De acordo com Tolline, as doses destinadas ao Tocantins irão imunizar 22 mil tocantinenses, já que o imunizante é aplicado em duas doses. Segundo ele, o Tocantins também irá seguir as recomendações do Plano Nacional de Imunização, planejado pelo Ministério da Saúde. “Os primeiros a serem vacinados serão os grupos delimitados pelo MS”, disse o secretário.

Neste primeiro momento, de acordo com o secretário, terá direito a vacina os indígenas que residem nas aldeias, os profissionais da saúde que atuam na linha de frente do combate a Covid-19 e os idosos que vivem em instituições (asilos).

O secretário explicou que nesta terça-feira, 19, as vacinas serão conferidas e separadas. A partir desta quarta, 20, as doses estarão disponíveis aos municípios da reginão sul e da região central. As vacinas dos municípios da região do meio norte do Tocantins devem seguir para Araguaína, onde estarão disponíveis a partir da quinta-feira, 21.

Todos os 139 municípios receberão as vacinas. “Esse é só o começo, o Ministério se comprometeu a não deixar de enviar novas doses e a vacinação vai continuar”, explicou o governador Mauro Carlesse.

A previsão, conforme o gestor, é que outras 40 mil doses cheguem nos próximos 10 dias. “Mas não podemos esquecer dos cuidados, temos que continuar usando máscara e álcool em gel pois isso é só o começo”, alertou Carlesse.

Primeiros vacinados

Duas profissionais da saúde e um indígena foram os primeiros a serem imunizados no estado.

A primeira tocantinense a ser vacina foi Edileuza Ferreira dos Santos, enfermeira do Hospital Regional de Gurupi, de 52 anos e concursada desde 1994. Logo após foi a vez de Lucília Tito Barbosa, de 50 anos, funcionária da linha de frente no Hospital Geral de Palmas. O primeiro indígena foi José Rolando Xerente de 30 anos.