O Governo do Estado em carta aberta do Grupo Gestor do Executivo, expos o grave momento em que se encontra Tocantins. Sem meias palavras, o Estado está quase quebrado, talvez pelas decisões equivocadas tomadas no passado ou pela fragilizada capacidade de administrar do atual chefe do Executivo. Diante do fato, não podemos deixar de pensar nos Rios, o de Janeiro e o Grande do Sul, que hoje estão quase falidos, quando temos um documento assinado pelos responsáveis da área econômica deliberando sobre a situação crítica das finanças.

O Tocantins tem uma história curta e um grande potencial para se tornar uma das grandes forças deste país, porém nós tomamos conhecimento por meio da carta aberta que estamos em uma situação crítica. De que forma não ficar perplexo com essas informações, de não ficar estarrecido com as informações que o dinheiro é pouco para o tanto que deve ser feito, para dar solução aos inúmeros problemas estruturais da saúde, da educação e da segurança pública. Não é fácil ter de saber que o governo não deu conta do recado, ou por incompetência ou por falta de visão e, lembrando um grande marqueteiro, o governo não trabalhou com “Economia Criativa”, e agora está em crise, pior dizendo, estamos em crise. No entanto os representantes do governo se apressaram em dizer que “o Palácio Araguaia demonstra preocupação com o equilíbrio fiscal do Tocantins e com o cumprimento à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).”

No documento, o Executivo informa que a data-base e implementos salariais só voltarão à pauta em outubro, que a jornada de 40 horas será restabelecida em agosto e adianta demissões de contratos temporários, além de cargos e funções em comissão. Mais uma vez os contratados e os cargos em comissão são os culpados e mais uma vez pagarão o pato. Sem esquecer que ainda temos os aprovados em concurso que não tomaram posse, a questão da data-base que será empurrada com a barriga, ficando só no caso dos trabalhadores estaduais. Volto a lembrar do caso dos cariocas e gaúchos, estados com mais dinheiro que o Tocantins e hoje estão em estado, literalmente, de quebradeira. E lá tudo foi causada por sucessivos erros da administração pública.

Por isso, meu caro leitor, é necessário refletir sobre o papel do Estado, tanto nos níveis municipal, estadual e federal.

De que forma o Estado deve se portar e o tamanho ideal do Estado, de maneira a que não atrapalhe a iniciativa privada, mas também que na comprometa os interesses e as necessidades dos cidadãos? São perguntas que devemos fazer quando temos contato com uma carta aberta do Grupo Gestor do Executivo.

Carta Aberta