Um caso de suposta agressão física e verbal envolvendo servidores da UPA de Araguaína e um morador da cidade virou caso de polícia. A confusão ocorreu anexo I da unidade, onde são atendidos pacientes que apresentam sintomas de Covid-19.

O administrador Danilo Alves disse que estava do lado de fora da unidade acompanhando uma amiga que apresentava falta de ar. Mas, em razão da demora na realização de um raio-x, a paciente solicitou sua ajuda e o mesmo se dirigiu à recepção para obter informações, contudo, a atendente teria sido irônica, segundo ele.

“A paciente recebeu o atendimento inicial e estava há mais de duas horas esperando para fazer o exame e me pediu ajuda. Eu estava do lado de fora e fui até a recepção para pedir informações. Quando perguntei sobre a demora, a atendente me respondeu com ironia, perguntando se ela não era menor de idade para ter acompanhante. Mandaram eu me retirar do local e me tiraram a força”, contou.

Danilo Alves disse que foi tratado com arrogância e pegou o celular para filmar a situação, mas o aparelho teria sido tomado por um segurança da unidade que contou com a ajuda de um enfermeiro. Em seguida, os dois teriam segurado nos braços de Danilo e lhe retirado de dentro da unidade. No momento da confusão, um enfermeiro chegou a danificar a vidraça da porta de entrada.

O administrator acionou a Polícia Militar e registrou a ocorrência. “Fiquei sentado durante quase 4 horas na cadeira do lado de fora e teve muita gente que foi maltratada, sou cidadão e mereço respeito”, desabafou.

O que diz a direção

O Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), que gerencia a UPA, contou outra versão para os fatos. Afirmou, em nota, que a paciente tinha suspeita de covid-19 e, por isso, não poderia ter acompanhamento e, mesmo assim, o administrador tentou forçar a entrada na unidade.

“Diante da insistência, o segurança e o porteiro pediram ao homem que saísse da unidade. Neste momento, o homem fez agressões verbais à equipe e começou a gravar um vídeo. O porteiro e o segurança, então, retiraram-no da unidade e a equipe da UPA chamou a polícia para conter a situação”, conta a direção.

A instituição disse que defende o diálogo e o respeito no ambiente de saúde e, por isso, buscou oferecer todas as informações ao cidadão. As informações são do site AF Notícias.