A África do Sul enviou para as ruas  o exército para reprimir a violência desencadeada pela prisão do ex-presidente Jacob Zuma.

Uma série de tumultos e saques deixou ao menos seis mortos no último domingo, segundo informações das autoridades locais.

A polícia disse que os distúrbios estão se intensificando e que 219 pessoas foram presas, depois que o ex-presidente desafiou a pena de prisão de 15 meses imposta pelo principal tribunal do país.

Jacob Zuma foi condenado no final do mês passado por faltar ao depoimento judicial no inquérito que investiga corrupção durante os 9 anos dele na presidência no país.

Segundo a agência de notícias Reuters, nesta segunda, as ruas de Pietermaritzburg, na província de KwaZulu-Natal, onde nasceu Zuma estavam cheias de pneus queimados e objetos saqueados de lojas.

A polícia local disse em um comunicado que “criminosos oportunistas parecem estar aproveitando a revolta que alguns sentem com o encarceramento de Zuma para roubar e causar destruição”.

O atual presidente do país, Cyril Ramaphosa disse na véspera que a violência no país está prejudicando os esforços para reconstruir a economia, que foi seriamente abalada pela pandemia.