O líder do Governo na Câmara do , Ricardo Barros (PP-PR), disse no plenário da Casa que o fato de a Anvisa ter autorizado o uso de poucas vacinas no Brasil “atrasa” o cronograma de imunização do Executivo.

Ele enumerava ações do governo federal para defender a atuação do Executivo no combate à pandemia.

“Ainda com poucas vacinas autorizadas pela Anvisa, e portanto atrasando o nosso cronograma de vacinação, mas o governo fez os contratos, assinou os contratos e tem as 560 milhões de doses de vacinas contratadas”, declarou Barros.

 “E contratará mais, porque como estamos vendo agora, a programação de entrega de vacinas não pode ser cumprida porque não houve a possibilidade da liberação da Anvisa nem da Covaxin, nem da Sputnik, nem de outras vacinas que estão lá pedindo o uso emergencial”, disse o deputado.

O governo tem sido criticado por ter demorado para comprar imunizantes em 2020. Depois, quando buscou adquirir as substâncias, outros países já tinham passado na frente.

A vacinação tem sido feito no Brasil com os imunizantes CoronaVac e o desenvolvido pela universidade britânica de Oxford com a farmacêutica AstraZeneca.

Também tiveram registrou ou autorização de uso emergencial pela Anvisa as vacinas da Janssen e da Pfizer/BioNTech.

Nessa semana a Anvisa negou autorização para que a vacina russa Sputnik V fosse importada. No fim de março, disse que faltavam documentos para autorizar a importação da Covaxin, desenvolvida na Índia.

Essa não é a 1ª vez que Barros faz críticas à Anvisa. Em fevereiro, ele falou em “enquadrar” a agência para que mais vacinas fossem aprovadas.

PARTIDO DE BOLSONARO

Barros citou, no mesmo discurso, o fato de o presidente Jair Bolsonaro estar procurando um partido para disputar a reeleição em 2022. Bolsonaro está sem sigla desde que se desentendeu com a direção do PSL em 2019 e deixou a legenda.

“Quero destacar o momento que estamos vivendo no Brasil, momento importante político, de decisões. O presidente Jair Bolsonaro escolherá o seu partido político. As alianças estaduais estão se formando. A reeleição dos senhores parlamentares está em andamento”, declarou Barros.

Bolsonaro passou a tentar criar o próprio partido, a Aliança pelo Brasil, depois de deixar o PSL. Mas a sigla ainda não conseguiu as cerca de 500 mil assinaturas necessárias para ser registrada no TSE.

O presidente da República busca uma sigla para disputar a eleição e, possivelmente, migrar para a Aliança quando estiver pronta.

Atualmente, Bolsonaro mantém conversas com a cúpula do PRTB. Há outras legendas cotadas para abrigar o presidente, porém:  PMB (Partido da Mulher Brasileira) –que aprovou no sábado (24.abr) a mudança de nome para Brasil 35–. o Patriota, o PL (Partido Liberal), o PSC (Partido Social Cristão) e o Democracia Cristã.