Após ter o mandato cassado pela Câmara, a deputada Flordelis (PSD-RJ) afirmou que não cometeu crime e que os colegas votaram sem estudar o processo de cassação ao qual foi submetida.

O  plenário da Câmara cassou o mandato da deputada por 437 votos a 7. Ela é acusada de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019.

O processo criminal ainda não foi julgado, mas os deputados consideraram que a atuação da parlamentar ao longo do caso feriu o Código de Ética da Câmara.

“Saio de cabeça erguida para lutar pela minha liberdade. Não cometi crime algum”, afirmou Flordelis.

A deputada cassada disse que a defesa tem fundamentação para provar a inocência dela.

“Dois anos sofrendo covardias. Não concordo com o assassinato cometido, era para ele estar vivo e pagar pelas coisas monstruosas que fez. Meu pecado foi amar um homem mais do que a mim mesma. Estou pagando caro por isso”, afirmou.

Flordelis disse também que esperava “justiça” da Câmara mas foi “massacrada” e teve a imagem “destruída”.

Disse ainda, que existe uma ré confessa, a filha biológica que está presa. “É duro para uma mãe. Queria estar no lugar da minha filha, mas não vou assumir um crime que não cometi”, declarou.

A defesa da ex-deputada afirmou que recorrerá à Justiça contra a cassação do mandato.

“O Judiciário é nosso porto seguro. Entendemos que o volume de provas não foi analisado aqui hoje,” disse o advogado Jader Marques.

Segundo ele, não há possibilidade de Flordelis vir a ser presa. O advogado disse que ela sempre cumpre as determinações judiciais.