Denúncia da subprocuradora da República Lindôra Araújo no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra o candidato à reeleição da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-TO), Gedeon Pitaluga, acelerou o processo de fusão de duas chapas de oposição. A candidata Ester Nogueira mantém sua candidatura e Rita Rocha se retira da disputa e seu vice, Murilo Sudré, continuará no mesmo cargo na chapa da ex-adversária e agora aliada. O anúncio da junção dos dois grupos foi feito na sexta-feira, 29, em vídeo postado nas redes sociais por Ester, logo após a denúncia vir a público.

Advocacia envergonhada

No vídeo, Ester diz que “jamais a advocacia esteve tão envergonhada por um dirigente”. “A classe hoje caminha de cabeça baixa, comandada por alguém que não honra a profissão que escolheu. Ao contrário, é acusado de praticar atos desprezíveis”, disparou a candidata.

Há mais de 15 anos

Da denúncia da procuradora Lindôra Maria Araújo, Ester destacou em seu vídeo o trecho que afirma que “Gedeon Batista Pitaluga Júnior há mais de 15 anos vem se utilizando da profissão de advogado, das instituições de classe que a representam e de suas relações políticas para cometer crimes diversos e locupletar-se com recursos advindos da atividade criminosa’; mas, infelizmente, esse não é um caso isolado”.

Muita imoralidade

“É muita imoralidade”, reagiu também Rita Rocha em vídeo nas redes sociais, sexta-feira, numa referência à nova denúncia contra Gedeon. “A advocacia tocantinense não pode ser representada assim.”

Retire-se!

Em seguida ela se voltou diretamente ao atual presidente da OAB-TO: “Tenha hombridade, retire-se! Resolva seus problemas pessoais longe dos holofotes da Ordem. Nos poupe de passar por essa vergonha. Faça isso em prol do juramento que você fez de defender a advocacia”, afirmou.

Nesta quarta

A nova chapa vai ser protocolada nesta quarta-feira, 3, em virtude do feriado prolongado. A composição, de 77 nomes, deve ser alterada por conta da fusão, que já vinha sendo discutida antes da denúncia.

A denúncia

Gedeon já enfrenta uma condenação na primeira instância da Justiça Federal por peculato. Agora a acusação da procuradora da República é por lavagem de dinheiro e corrupção passiva e ativa. Conforme a denúncia, o presidente da OAB-TO estaria envolvido em pagamentos de propina ao desembargador afastado do Tribunal de Justiça Ronaldo Eurípedes e ao ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha (PSB) para que agissem em favor da empresa de lixo da Capital Valor Ambiental, cliente do escritório de Gedeon. Teriam sido pagos R$ 150 mil a cada um.

Nega com veemência

O ex-prefeito Carlos Amastha negou veementemente ter recebido qualquer quantia. “No dia em que encontrarem dinheiro público ou de esquemas de empresas em minhas contas, eu largo a política definitivamente”, avisou.