O embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, disse  que conversou por telefone com o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Carlos Alberto França, e falou em “continuar a parceira de vacinas” com o país.

“Nesta manhã, conversei, por telefone, com o chanceler brasileiro Sr. França. Concordamos em reforçar ainda mais a confiança política mútua num ambiente sadio e amigável, implementar os consensos entre os chanceleres, e continuar a nossa parceira de vacinas. foto do ano 2019”, disse no Twitter.

O telefonema entre os 2 ocorreu 1 dia após a declaração do ministro da Economia, Paulo Guedes, que afirmou que o coronavírus foi “inventado” pela China e que a vacina  desenvolvida pelo país asiático é “menos eficiente” do que as doses fabricadas nos Estados Unidos. A frase de Guedes contraria a OMS (Organização Mundial da Saúde), que já descartou que o coronavírus tenha sido “criado”. O ministro da Economia foi alvo de críticas, depois, disse que houve um mal-entendido e usou “uma imagem infeliz” ao falar sobre a China.

Logo após a fala de Guedes, Wanming chegou a responder às críticas, sem citar o ministro: “Até o momento, a China é o principal fornecedor das vacinas e dos insumos ao Brasil, que respondem por 95% do total recebido pelo Brasil e são suficientes para cobrir 60% dos grupos prioritários na fase emergencial. A CoronaVac representa 84% das vacinas aplicadas no Brasil”, disse ele no Twitter.

Em  discurso na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, Carlos França disse que também teve recentemente uma conversa com o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, para falar sobre vacinas.

“Em conversa telefônica com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, fiz dois pedidos: que (a China) apoiasse a aquisição pelo Brasil de 30 milhões de doses da vacina da Sinopharm, para entrega ainda no 2º trimestre deste ano; e que nos auxiliasse no fornecimento de IFAs (Ingredientes Farmacêuticos Ativos) com vistas à produção no Brasil de um total de 60 milhões de doses da vacina Oxford-AstraZeneca”, afirmou.

Carlos França disse que a China é um grande parceiro e afirmou que o ministro comprometeu-se a fazer tudo o que estivesse a seu alcance para cooperar.

“Reservará e fornecerá ao Brasil, o quanto antes, quota maior de IFAs para a produção da vacina Oxford-AstraZeneca. Ressaltou, na ocasião, que abril seria mês crítico na China, e que precisam acelerar a vacinação interna. Mas afiançou que, em maio e junho, haverá grande aumento da produção de IFAs naquele país”, afirmou.