O órgão regulador de alimentos e medicamentos da Argentina (ANMAT) autorizou o uso emergencial da vacina da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 e o  da Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, da Rússia.

O governo ainda negocia um acordo de prestação de serviços com a Pfizer.

“A Administração Nacional de Medicamentos e Alimentos informa que, por meio do Regulamento 9210/20, autorizou a inscrição no Registro de Especialidades Medicinais do produto ‘Comirnaty/BNT162b2’, uma vacina para SARS-COV-2 da empresa Pfizer”, disse a agência, em comunicado.

Segundo a ANMAT, a vacina “apresenta uma relação risco-benefício aceitável” que permite sua autorização, concedida pelo prazo de um ano sob a condição de venda sob prescrição.

A Argentina participou dos estudos de fase 3 do imunizante da Pfizer/BioNTech. Entretanto, segundo o governo, as negociações para o fornecimento de doses pararam.

“Conversamos com muitos laboratórios. A primeira com que falamos foi a Pfizer, então temos certa frustração de que isso não saia”, disse o ministro da Saúde, Ginés González García, em declarações à rádio El Destape. “Quando isso acabar, a verdade será conhecida”, acrescentou.

O ministro disse que o laboratório estabeleceu novas condições “inaceitáveis” para o fornecimento de vacinas, sem entrar em detalhes, mas depois esclareceu que as negociações continuam e espera que “corram bem”.

“O compromisso que existia era que, se a Argentina colocasse voluntários, teria prioridade para negociar, mas a negociação não é fácil, ainda é um produto comercial”, afirmou o diretor do estudo de vacinas da Pfizer na Argentina, Gonzalo Pérez Marc.

Outras vacinas

Na terça-feira (22), um voo partiu para Moscou em busca de 300 mil doses da Sputnik V que vão permitir o início da campanha de vacinação no país sul-americano. O acordo global prevê o fornecimento de 25 milhões de doses.

Segundo o jornal “Clarín”, uma fonte sênior do Ministério da Saúde disse que “a vacinação começaria na segunda ou terça-feira, e em todas as províncias ao mesmo tempo”.

A Argentina também assinou convênios de fornecimento de vacinas com a Universidade de Oxford, associada à farmacêutica AstraZeneca, e faz parte do mecanismo Covax, da Organização Mundial da Saúde (OMS).