Áudios captados pela Polícia Civil do Tocantins, com autorização judicial, revelam como agia a quadrilha de tráfico de drogas que foi alvo de uma operação na quinta-feira (17). O grupo era organizado e usava caminhões para transportar toneladas de drogas pelas estradas tocantinenses. Para evitar a polícia, batedores eram enviados antes das carretas, para avisar sobre eventuais blitz ou reforços na segurança.

Investigado 1: entendeu padrinho. mas qual material que você precisava, ai?

Investigado 2: não, lá é o verdinho, pro cara buscar de mil unidades lá. Ai o cara vai com o caminhão, traz o bagulho, a despesa, o batedor e o caminhão, tudo é do cara e nois raxa a parada no meio.

Investigado 1: tem tudo, você precisa só do material?

Investigado 2: só do material que eu preciso, pô.

Foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão e de prisão no Tocantins e em Goiás. Três alvos já estavam detidos. Segundo as investigações, a organização atuava fora e dentro das cadeias. Em outro áudio captado pela polícia, um dos suspeitos liga para a mulher de dentro da cela.

Investigado: assim amor, é por que aqui tá difícil celular… aqui o celular nosso perdeu… nós tinha dois celular aqui na cela… aí rodou…e cê sabe que na cadeia a gente depende dos outros para falar… e o telefone que a gente usa do comando ele é muito ocupado.

Segundo a investigações essa organização criminosa, era violenta. Além de tráfico de drogas, cometia homicídios e roubos, principalmente na região de Miracema e Tocantínia, na região central do estado.

As investigações começaram em 2019. Foi identificada ainda a existência de uma espécie de deposito de armas, chamado de paiol pelas organizações criminosas. Em algumas situações, os criminosos chegavam a expulsar pessoas de suas casas por terem algum parentesco com membros de uma facção rival

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