Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em busca de irregularidades em folhas de pagamento de órgãos e entidades federais resultou na correção de 14.933 situações ilegais, o que gerou economia de mais de R$ 386 milhões anuais aos cofres públicos.

Segundo o relatório da auditoria, ao qual a coluna teve acesso, foram analisadas informações financeiras de 2,6 milhões de servidores ativos, aposentados e pensionistas vinculados a 603 unidades, todas listadas no documento. Em 332 delas, havia irregularidades nas folhas de pagamento de janeiro de 2020 a março deste ano. A fiscalização não especificou em quais órgãos e entidades os problemas foram encontrados.

Outros 176.329 indícios de ilegalidade seguem em apuração. Considerando a taxa de sucesso na detecção e na correção dos erros, estima-se que a União ainda possa poupar R$ 1,8 milhão ao ano.

O TCU fiscaliza continuamente as folhas de pagamento de unidades da administração federal por meio do cruzamento de bases de dados públicas. Nessa auditoria, o volume de recursos examinado superou o montante de R$ 27 bilhões ao mês, referentes às despesas com a remuneração de 1,6 milhão de ativos, 727 mil inativos e 424 mil pensionistas.

Entre os órgãos e entidades que tiveram dados acompanhados, estão Banco do Brasil, Petrobras, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Presidência da República, Senado Federal, Câmara dos Deputados, Supremo Tribunal Federal, ministérios e conselhos profissionais de diversos estados. Também figuram na lista instituições de ensino e pesquisa, como Fiocruz e universidades federais, a exemplo de UFRJ, Unirio e UFF.