Pesquisa aponta alto índice de confiança de empresários industriais do Tocantins

O índice de confiança do empresário industrial (ICEI) registrou 59,8 pontos no mês de setembro. Ao superar a linha divisória da metodologia da pesquisa de 50 pontos, o resultado indica que o segmento está confiante para os próximos seis meses, o que acontece pelo terceiro mês consecutivo. Mostra ainda um crescimento de 4,8 pontos em relação ao ICEI no mês de agosto. A realização da pesquisa é da Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO), com apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A pesquisa é feita no Tocantins por meio de respostas online das empresas ou via telefone. A amostra foi de 83 indústrias, sendo 58 de pequeno porte e 25 de médio e grande porte, com realização de 1 a 14 de setembro.

O presidente da Fieto, Roberto Pires, ressaltou que é necessário superar os desafios no segmento industrial. “É preciso ter confiança para superar os desafios trazidos por esta nova realidade, que não foram poucos para o segmento industrial. O empresário está fazendo sua parte, reinventando estratégias e oportunidades e mantendo o foco na retomada do crescimento econômico”, declarou.

Cenário Nacional

No cenário nacional, a confiança também é confirmada: o ICEI chegou a 61,9 pontos em setembro.

Por  Ascom Fieto

 


XIV MOSCA tem início nesta quarta-feira, 23, em formato online

A Mostra de Cultura, Arte e Teatro (Mosca) entra em sua 14ª edição. Por conta do contexto global de pandemia, que impôs ao mundo o isolamento social como medida de prevenção, o evento nesta edição recebe o título de “Mosca na Janela,” pois acontecerá de forma online, em três etapas, divididas nos meses de setembro, outubro e novembro de 2020.

O objetivo do evento é compartilhar produções e refletir sobre o teatro, as artes e a educação no momento da pandemia. Um trabalho poético-pedagógico de suma importância pela sua tarefa de experimentar atividades artísticas em uma nova realidade da Cena expandida, possibilitando, assim, reunir a comunidade acadêmica geral em especial os discentes e docentes parceiros de outros Estados do país, bem como interessados em participar deste campo poético, educacional e científico.

De acordo com a professora Bárbara Tavares dos Santos, a proposta da Mosca desta edição é de exibir, no espaço virtual, uma amostragem de diferentes obras de arte que estão sendo produzidas e gestadas no período do isolamento, além de promover e estimular novas criações, intercâmbios e encontros entre artistas, docentes e discentes do ensino superior e da educação básica espalhados pelas cinco regiões do país. “O desejo é provocar e instigar a comunidade acadêmica e audiência em geral a pensarem sobre os desafios deste novo campo de apresentação artístico-científica”, afirma.

O projeto é desenvolvido horizontalmente pela comissão organizadora que é composta por discentes, docentes e técnica administrativa. A primeira etapa conta com atrações convidadas de teatro e música, e terá o lançamento do Edital do evento, que será aberto a comunidade de estudantes, professores e demais artistas da cidade e de todo o país.

Programação

A abertura, nesta quarta-feira, 23, a programação contará com show da cantora Malusa. Na quinta-feira, 24, haverá mostra das produções realizadas no curso e na sexta-feira, 25, a Cia de Teatro Engenharia Cênica apresenta o espetáculo #PoliFace.Edith_7x7. As apresentações acontecerão sempre às 19h30 no canal de Youtube do curso (Teatro UFT). O evento ainda contará com laboratórios de criação artísticas, workshops e rodas de conversa.

Comissão organizadora:

Docentes: Prof. Bárbara Tavares dos Santos, Prof. Heitor Martins Oliveira, Prof. Renata Patrícia da Silva e Prof. Ricardo Ribeiro Malveira.

Discentes: Gabriel Deeaz e Ronalda Pinto.

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UC7VJdURmq4nvFVadwF-pZUQ

E-mail: mosca.teatro@uft.edu.br


Capital confirma 143 novos casos da Covid-19 com 142 mortes pela doença

O Boletim epidemiológico nº 187, da terça feira, 22, registra 143 casos novos, sendo 77 mulheres e 66 homens, com 141 pacientes em isolamento domiciliar e dois hospitalizados. O informativo traz também a confirmação de oitos óbitos na Capital ocasionados por complicações decorrentes da Covid-19. Todos os óbitos registrados estavam em investigação epidemiológica, desde o dia 11 de setembro.

Já em relação a taxa de ocupação hospitalar houve redução, quando comparada nos últimos boletins da Capital, que é de 45,2% nesta segunda. A vigilância epidemiológica de Palmas informa que após 191 dias de resposta, até as 12 horas do dia 22 de setembro de 2020, totaliza 63.030 notificações para síndrome gripal (SG), onde estão incluídos também os casos suspeitos para Covid-19, sendo: 18.961 descartados e 15.385 casos confirmados (números acumulados) para a doença.

Óbitos

Todos os óbitos registrados estavam em investigação epidemiológica. Um caso ocorreu no dia 11 de setembro, dois outros no dia 12 de setembro, um no dia 18 de setembro, três no dia 19 de setembro e um óbito no dia 20 deste mês.

Cabe destacar que a investigação epidemiológica analisa a causa de casa morte para emitir a Certidão de Óbito e registrar no banco de dados da Capital, por meio de laudo e exames médicos de sangue e imagem detalhados para confirmar, de fato, se esses pacientes vieram a falecer em decorrência da Covid-19, além de confirmá-los como residentes de Palmas. Com os novos casos, o município chega a 142 mortes. A taxa de letalidade está em 0,93%.

As vítimas tinham 32, 37, 58, 59, 67, 70, 71, e 83 anos. O paciente de 67 anos era homem portador de leucemia. Segundo o boletim, dois óbitos ocorreram no dia 12 deste mês, um de um paciente homem de 58 anos e diabético. O outro de 32 anos que não possuía nenhuma comorbidade relatada.

No dia 18 a paciente era mulher de 37 anos, portadora de doença imunossupressora. Os óbitos das vítimas do dia 19 ocorreram em uma mulher de 71 anos, hipertensa e cardiopata e de um homem acamado e portador de de câncer de próstata de 83 anos e outro homem de 59 anos, hipertenso e diabético. O último óbito registrado deste boletim ocorreu no dia 20 de uma mulher de 70 anos que era diabética.

Internações

Em Palmas, 126 pessoas estão internadas por causas ligadas ao cornavírus. Desse número, 76 (60,3%) são residentes de Palmas e 50 (39,7%) são moradores de outras cidades/estados.

Os leitos clínicos públicos e privados estão com taxa de ocupação de 37,7%. Já os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) têm a taxa de ocupação de 55,0%. Sobre os leitos de estabilização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), o Boletim aponta que a taxa de ocupação é de 8,8% na UPA Norte e de os leitos da UPA Sul são 28,6%, até o fechamento do Boletim.

Testes

Do total de testes realizados, o Boletim mostra que o Laboratório Municipal de Palmas testou 333 pacientes (80 confirmados), o Laboratório Central do Estado (Lacen-TO) fez 72 testes (30 positivos) e a rede privada e as farmácias testaram 64 pacientes (33 positivos).


Governo autoriza estudos para comprovar viabilidade de concessão de rodovias

A Agência Tocantinense de Transportes e Obras (Ageto), autorizou que a empresa ImTraff Consultoria e Projetos de Engenharia Ltda faça estudos de tráfego, por sua conta e risco, em trechos de rodovias estaduais constantes na Lei Nº 3.684, de 24 de junho de 2020.

Os estudos serão realizados nas rodovias TO 010, 030, 050, 080, 222, 342, 355, 445 e 455, totalizando aproximadamente 546 Km. O objetivo é identificar o potencial para fins de concessão à iniciativa privada dos serviços de operação, manutenção, conservação, monitoramento e implantação de obras de infraestrutura e de outras melhorias viárias.

Com a publicação da Autorização no Diário Oficial do Estado (DOE), o Governo do Tocantins atende a solicitação da empresa ImTraff Consultoria e Projetos de Engenharia e define que, a realização dos estudos possui validade de 180 dias, devendo observar o disposto no Decreto Nº 6.148, de 10 de setembro de 2020, quanto às regras da Manifestação de Interesse Privado.

Para o presidente do Conselho de Parcerias e Investimentos do Tocantins e secretário de Estado de Parcerias e Investimentos, Claudinei Quaresemin, essa Manifestação de Interesse Privado indica a confiança do mercado no Programa de Parcerias e Investimentos - Tocantins PPI. “Vemos que o interesse do mercado privado pelo Programa de Concessões e Parcerias do Governo está cada vez maior. Uma empresa só assume esse tipo de risco quando acredita que haverá muitos interessados no momento em que o projeto for oferecido à iniciativa privada”, afirma.

A realização dos estudos de tráfego não gera ao Estado obrigação de ressarcimento, indenização ou reembolso de custos incorridos na realização dos estudos propostos. No entanto, nos termos do Decreto Estadual 6.148, de 10 de setembro de 2020, gera o compromisso de, no caso de aprovação e seleção do projeto pelo Estado, que seja contemplado no edital da futura licitação e no contrato de concessão a ser celebrado com o vencedor do certame, a obrigação do contratado em ressarcir os referidos custos, limitados aos valores definidos.

“Esta é a fase de modelagem do projeto, quando são feitos estudos de tráfego dentro de padrões internacionais que vão permitir que possamos confirmar quais os trechos rodoviários são, de fato, viáveis para um projeto de concessão e quais trechos ainda não têm maturidade, não possuem fluxo de transporte de cargas ou de veículos necessários para que possam se enquadrar dentro de um programa de concessão. Esses estudos vão permitir com que o Programa de Parcerias e Investimentos prossiga”, explicou o secretário Executivo do Conselho de Parcerias e Investimentos do Tocantins, Robson Ferreira.

Para que as rodovias sejam concedidas à iniciativa privada, elas devem passar por algumas etapas. A primeira é a qualificação do projeto, que já foi feita pelo Conselho de Parcerias e Investimentos do Governo do Tocantins. Após esta fase, se inicia o processo de modelagem (o que está ocorrendo), quando são feitos estudos de viabilidade da concessão das rodovias.

Finalizado os estudos, o Governo realizará audiências públicas para debater sobre a concessão com a população que será beneficiada pelo serviço. As duas últimas etapas são, a realização do processo de licitação e a assinatura do contrato com a empresa vencedora.


Governo quer relançar ideia da CPMF nesta semana

O governo trabalha para apresentar ainda esta semana a segunda etapa de sua proposta de reforma tributária, com a criação de uma contribuição sobre transações, nos moldes da extinta CPMF, para desonerar a folha de salários das empresas.

A estratégia por trás dessa aceleração, se é que ela vai se confirmar dadas as tentativas frustradas anteriores, é tentar apoio suficiente no Congresso para manter o veto à desoneração da folha de 17 setores econômicos por mais um ano.

A análise do veto pelo Congresso está prevista para a próxima semana, no dia 30 de setembro. Diante do risco de derrota, o governo quer sugerir, como contrapartida à manutenção do veto, uma proposta de emenda constitucional (PEC) que diminua os encargos sobre a folha de todas as empresas, mas que, para compensar a Previdência, recria a CPMF - que o Ministério da Economia insiste em dizer que será outro tributo, sobre transações digitais.


Defesa entra com habeas corpus para que Flordelis não seja monitorada por tornozeleira eletrônica

Os advogados da deputada federal Flordelis dos Santos de Souza entraram com um habeas corpus no Tribunal de Justiça do Rio para tentar impedir que a parlamentar seja monitorada por tornozeleira eletrônica. Na última semana, a juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói, determinou que Flordelis coloque o equipamento e fique em recolhimento domiciliar noturno, entre as 23h e 6h. A deputada é ácusada de ser mandante da morte do marido, o pastor Anderson do Carmo.

O pedido foi distribuído para a 2ª Câmara Criminal do TJ do Rio. Inicialmente, caberá ao desembargador Celso Ferreira Filho, relator do processo, decidir sobre o pedido de liminar da defesa. Apenas posteriormente haverá julgamento do mérito pelos desembargadores da câmara.

Flordelis deve se apresentar para colocar tornozeleira, afirma secretaria

A Secretaria de Administração Penitenciária do Rio (Seap), responsável pela colocação da tornozeleira, informou ao EXTRA que diante da decisão judicial, Flordelis deve se apresentar no Patronato Magarino Torres, na Rua Frei Caneca, no Estácio, para instalação do equipamento. Até a tarde dessa terça-feira, a deputada ainda não tinha se apresentado.

O advogado Anderson Rollemberg, que defende Flordelis, afirmou que a parlamentar vai aguardar o julgamento do habeas corpus para se apresentar. No pedido feito ao TJ, os advogados pedem que os desembargadores afastem as medidas cautelares de monitoramento por tornozeleira eletrônica e o recolhimento norturno.

Eles solicitam, ainda, que caso os magistrados entendam que as medidas cautelares devem ser mantidas, para que as mesmas sejam submetidas ao plenário da Câmara dos Deputados.


Condenados por corrupção não podem ser libertados por norma sobre pandemia, confirma CNJ

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou a prorrogação por 360 dias da recomendação para que juízes avaliem, caso a caso, a possibilidade de revogação de prisões provisórias como forma de conter a propagação do coronavírus em presídios e no sistema socioeducativo. O presidente do conselho e do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, tinha tomado essa decisão na semana passada e, agora, o plenário do CNJ confirmou por unanimidade.

Também foi confirmada a parte da decisão de Fux que retirou da lista dos beneficiados pessoas condenadas por organização criminosa, lavagem de dinheiro, contra a administração pública - como corrupção, concussão e prevaricação -, por crimes hediondos ou por crimes de violência doméstica contra a mulher.

Inicialmente, a norma para conter a Covid-19 no sistema prisional foi editada em março pelo ministro Dias Toffoli, antecessor de Fux no cargo. Foi ideia do novo presidente excluir a possibilidade de libertação de presos por crimes graves.

Podem ser beneficiados pela norma mulheres gestante, lactantes, mães ou pessoas responsáveis por criança de até doze anos ou por pessoa com deficiência, assim como idosos, indígenas, pessoas com deficiência ou que se enquadrem no grupo de risco. A regra também vale para pessoas em presídios com ocupação superior à capacidade, ou sem equipe de saúde no estabelecimento, ou em locais que favoreçam a propagação do coronavírus.

Além disso, a medida de março também sugere a revogação de prisões preventivas com prazo superior a 90 dias, ou que estejam relacionadas a crimes praticados sem violência ou grave ameaça. Ainda segundo a norma, o juiz deverá avaliar a suspensão do dever de apresentação periódica ao juízo das pessoas em liberdade provisória ou suspensão condicional do processo, pelo prazo de 90 dias. E, ainda, prender alguém preventivamente apenas em casos de “máxima excepcionalidade”.

Outra sugestão é conceder a saída antecipada dos regimes fechado e semiaberto, especialmente para o grupo considerado especial - ou seja, mães, idosos e pessoas do grupo de risco. O mesmo vale para quem está em presídios superlotados, ou em condições insalubres. Ainda para progressões de regime, a norma recomenda que juízes concedam, quando possível, prisão domiciliar a quem está em regime aberto e semiaberto. No caso de presos com diagnóstico suspeito ou confirmado de contaminação por coronavírus, e quando não houver local de isolamento no presídio, o caso deve ser de transferência para a prisão domiciliar.

As mesmas recomendações são dadas às Varas de Infância e Juventude, em relação a jovens infratores. A norma ainda prevê a colocação em prisão domiciliar de pessoas presas por não pagamento de pensão alimentícia. Outra recomendação do CNJ é para que tribunais e juízes reagendem as audiências em processos em que os réus estejam soltos. No caso de réus presos, deve ser realizada a audiência por videoconferência.

O CNJ recomendou também que os presídios brasileiros adotem “medidas preventivas de higiene, tais como aumento da frequência de limpeza de todos os espaços de circulação e permanência das pessoas custodiadas e privadas de liberdade, com atenção especial para higienização de estruturas metálicas e algemas, instalação de dispensadores de álcool gel nas áreas de circulação”. Ainda determinou o “abastecimento de remédios e fornecimento obrigatório de alimentação e itens básicos de higiene pela administração pública e a ampliação do rol de itens permitidos e do quantitativo máximo de entrada autorizada de medicamentos, alimentos e materiais de limpeza e higiene fornecidos por familiares e visitantes”.

Também deve ser evitado o transporte compartilhado de presos, “garantindo-se manutenção de distância respiratória mínima e a salubridade do veículo”, além da “designação de equipes médicas em todos os estabelecimentos penais ou socioeducativos para a realização de acolhimento, triagem, exames médicos, testes laboratoriais, coleta de amostras clínicas e vacinação”. Nos casos suspeitos ou confirmados de contágio por coronavírus, o preso deve ser isolado e encaminhado imediatamente para tratamento em unidade de saúde de referência. O juiz, nesses casos, deve avaliar a substituição da prisão por pena alternativa.

A norma do CNJ também proíbe a entrada nos presídios de visitantes que que apresentem febre ou sintomas respiratórios associados à Covid-19, com encaminhamento para o serviço de saúde de referência. Ainda sobre as visitações, é recomendado o fracionamento em diferentes dias e horários, “a fim de reduzir o número de pessoas que circulam nos locais e assegurar a manutenção de distância respiratória segura”. Há, ainda, a determinação de facilitar outros meios de comunicação dos presos, para evitar-se a visitação presencial.

A norma foi baixada em março “considerando o alto índice de transmissibilidade do novo coronavírus e o agravamento significativo do risco de contágio em estabelecimentos prisionais e socioeducativos, tendo em vista fatores como a aglomeração de pessoas, a insalubridade dessas unidades, as dificuldades para garantia da observância dos procedimentos mínimos de higiene e isolamento rápido dos indivíduos sintomáticos, insuficiência de equipes de saúde”


Brasil registra média móvel de 707 óbitos por coronavírus, a menor dos últimos dez dias, indica consórcio de veículos de imprensa

O Brasil registrou ontem 35.252 novos casos e 809 novas mortes por Covid-19. A pandemia, até agora, já provocou 4.595.335 ocorrências e 138.159 óbitos no país, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa.

O consórcio é formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde. O boletim é concluído às 20h.

A média móvel de mortes, por sua vez, é de 707. É a menor dos últimos dez dias.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda.

Seis estados brasileiros registraram tendência de aumento na média móvel de mortes; Amapá, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte.

A tendência foi de queda em nove estados, além do Distrito Federal: Acre, Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.

Onze unidades federativas apresentaram tendência estável no índice: Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Tocantins.

Um levantamento da ONG Open Knowledge Brasil, divulgado pela Agência Bori, alertou para a existência de um apagão nas estatísticas da Covid-19 entre povos indígenas no Brasil.

Apenas 15% das capitais e 57% dos estados brasileiros divulgam dados da doença estratificados por etnias indígenas, prejudicando o monitoramento do novo coronavírus nessas populações. O levantamento indicou, ainda, que um a cada quatro casos de Covid-19 e de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) não são identificados por raça ou cor, um requisito obrigatório desde 2017.

Em entrevista ao GLOBO nesta terça-feira, o infectologista colombiano Ricardo Palacios, gerente médico de Ensaios Clínicos do Instituto Butantan, informou que crianças e adolescentes brasileiros também participarão de estudos sobre a vacina contra a Covid-19, como já acontece na China, e provavelmente ainda este ano.

A gigante chinesa Sinovac Biotech desenvolve a vacina CoronaVac, que, se aprovada, deverá ser aplicada em duas doses. No Brasil a liderança dos testes é do Butantan, que busca incluir 9 mil pessoas em seu projeto, sendo que 4 mil dos pacientes já foram recrutados.

A Rússia, por sua vez, deve registrar uma segunda vacina em potencial contra a Covid-19 até o dia 15 de outubro, segundo a agência estatal de notícias Tass. No mês passado, o país homologou a vacina Sputnik V, a a despeito do ceticismo de boa parte da comunidade científica internacional, que questionou a suposta falta de transparência sobre o desenvolvimento do imunizante, cujos testes já abrangem mais de 40 mil voluntários.

De acordo com o Ministério da Saúde da Rússia, a Sputnik V já foi liberada para a população e a entrega dos primeiros lotes está prevista para um futuro próximo

A nova vacina foi desenvolvida pelo Instituto Vector, da Sibéria, que concluiu o estágio inicial de testes em humanos na semana passada.

O pior da pandemia já passou, segundo estudo publicado por pesquisadores da Universidade de Princeton (EUA) na revista Science. A equipe traçou oito cenários que podem ser seguidos pelo coronavírus, e em nenhum deles o número de infectados é maior do que em 2020. Segundo o cenário mais otimista, a Covid-19 pode ser quase erradicada nos próxmos cinco anos.

Em Manaus, por exemplo, até 66% da população já foi exposta ao coronavírus. Com este contingente, a cidade já teria atingido o status de "imunidade de rebanho", no qual o vírus encontra dificuldade para se propagar, segundo estudo da USP e da Universidade de Oxford.


Elias Maluco recusou atendimento de advogados em presídio federal onde foi encontrado morto

O traficante Elias Pereira da Silva, conhecido como Elias Maluco, se recusou a ser atendido por seus advogados na tarde desta terça-feira no presídio federal de Catanduvas, no Paraná. O criminoso foi encontrado morto em sua cela na unidade de segurança máxima. A informação foi confirmada pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen) por volta das 18h.

De acordo com a advogada Lucéia Macedo, ela e um colega chegaram ao presídio por volta das 16h para atenderem Elias. Na unidade, receberam a informação de que ele havia se recusado a ser atendido. Os advogados pediram que os agentes penitenciários insistissem com o detento, mas não conseguiram ter acesso ao traficante.

- Apenas quando chegamos na cidade Cascavel, voltando de Catanduvas, vimos uma notícia de que ele havia morrido. As informações extraoficiais são de que ele teria cometido suicídio, mas não temos confirmação. Estranhei demais a postura dele de recusar atendimento. Eu o defendia há dois anos e isso nunca havia acontecido - afirma Lucéia.

Em nota, o Depen, responsável pela administração dos presídios federais, informou que o local foi preservado até a chegada da Polícia Federal, que foi acionada para realização da perícia. O comunicado não esclarece se os indícios são de morte violenta, natural ou suicídio. Ainda de acordo com o departamento, a família de Elias foi comunicada pelo serviço social da unidade.

Condenado pela morte do jornalista Tim Lopes, Elias Maluco estava em presídio federal de segurança máxima desde 2007, quando foi enviado o primeiro grupo de presos do Rio, integrantes da maior facção criminosa do estado, para Catanduvas. Desde então, ele passou por outras unidades, como a de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Em 2017, ele retornou para o presídio no Paraná.

Elias Maluco é o segundo preso do Rio encontrado morto em presídio federais nos últimos cinco meses. Em abril, Paulo Rogério de Souza Paz, conhecido como Mica, foi encontrado morto em uma cela na penitenciária federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde cumpria pena. A suspeita é de que Mica tenha se suicidado com um lençol em sua cela.


Ministro do STJ decide manter prisão de Cristiane Brasil

O ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu manter a prisão da ex-deputada Cristiana Brasil (PTB). Paciornik manteve a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que negou conceder prisão domiciliar.

Segundo o ministro do STJ, a defesa de Cristiane Brasil não comprovou que houve irregularidade na prisão. Com isso, Paciornik afirmou que o pedido de soltura deve ser analisado pela Quinta Turma da Corte.

Cristiane Brasil é pré-candidata a prefeita do Rio pelo PTB e se entregou à polícia no último dia 11, após ser alvo da Operação Catarata, que investiga supostos desvios em contratos de assistência social no governo do estado e na Prefeitura do Rio.

Ela responde por atos supostamente praticados entre maio de 2013 e maio de 2017, quando assumiu secretarias municipais nas gestões de Eduardo Paes e Marcelo Crivella.

Operação Catarata

Segundo as investigações, Cristiane Brasil recebia propina de três formas: em dinheiro, através de depósitos em contas de outras pessoas, que devolviam os valores pra ex-deputada e também pelo pagamento de contas pessoais.

Para decidir pela manutenção da prisão preventiva de Cristiane Brasil, a Justiça do Rio de Janeiro afirmou que "apura-se que há robusto panorama probatório superficial de que a paciente exerceu pressão política para auferir rendimentos dos contratos cartelizados, e, valeu-se da sua condição de detentora de cargo de secretariado de município e deputada federal para garantir o sucesso da empreitada criminosa.”

Na decisão que manteve a prisão, o ministro do STJ afirmou que não é possível identificar o constrangimento ilegal apontado pela defesa com a ordem de prisão.

“Verificando-se a extensa e robusta fundamentação trazida na decisão que manteve a prisão preventiva da paciente, em análise perfunctória não verifico a existência de teratologia apta a justificar seu afastamento”, escreveu.

O que diz a deputada?

No dia em que se apresentou à polícia, a ex-deputada gravou um vídeo dizendo que acredita no trabalho da Justiça.

"Um absurdo uma que denúncia antiga de 2012, 2013, esteja sendo cumprida agora. Um mandado de prisão preventiva contra mim faltando dias para eleição. Isso num momento em que minha candidatura se fortalece. Creio que tenha interesse político nesses atos que acontecem. Minha consciência está tranquila de que a justiça será feita e os fatos serão esclarecidos a meu favor", disse Cristiane.