Governo do TO critica recomendação 'confusa' após Ministério da Saúde recuar sobre vacinação de adolescentes sem comorbidades

Ainda não há definição sobre como vão ficar os públicos da vacinação contra a Covid-19 no Tocantins após a nota informativa em que o Ministério da Saúde recua da recomendação para vacinação de adolescentes sem comorbidades. A nova orientação foi criticada tanto pelo governo estadual quanto pela prefeitura de Palmas.

A Secretaria Estadual de Saúde classificou a nota do Ministério como 'confusa' e disse que a mudança de orientação é 'controversa'. A prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro (PSDB) publicou um comentário nas redes sociais dizendo que o Programa Nacional de Imunização (PNI) está desorganizado e que o município está a todo momento precisando fazer ajustes por causa da situação. 

O governo estadual disse ainda que vai se reunir com representantes de outros estados e dos municípios tocantinenses para definir o que fazer. Esta reunião ainda não tem data para acontecer.

O que diz a nota do Ministério?

O Ministério da Saúde publicou uma nota informativa nesta quarta-feira (15) em que volta atrás sobre a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades. Agora, a orientação do ministério é que não seja feita a vacinação deste grupo.

A vacinação deve ficar restrita a três perfis específicos:

  • adolescentes com deficiência permanente,
  • adolescentes com comorbidades,
  • e adolescentes que estejam privados de liberdade.

A nota informativa desta quarta contraria uma outra publicada pela pasta em 2 de setembro, que recomendava a vacinação para esses adolescentes a partir do dia 15.

A decisão foi tomada dentro de um contexto de aumento dos relatos de falta de vacinas no país, sobretudo para a segunda dose.

Além disso, o recuo é o segundo na semana: na quarta-feira, após o ministro Marcelo Queiroga dizer que há "excesso de vacinas", o governo voltou atrás e manteve o intervalo de 12 semanas para a segunda dose da vacina AstraZeneca. A previsão era reduzir para 8 semanas neste mês.

Nota da Secretaria Estadual da Saúde na íntegra

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) esclarece que a recomendação acerca da paralisação da imunização em menores de 18 anos sem comorbidades, partiu unilateralmente da Secretaria da Covid-19, do Ministério da Saúde (MS). Ocorre, entretanto, que além da nota técnica ser confusa, há controvérsias acerca do tema, razão pela qual já foi solicitada e designada reunião técnica entre a referida Secretaria, o CONASS, o CONASEMS e, ainda, operadores do PNI atuantes na Anvisa.

Portanto, o Estado do Tocantins se resguarda no direito de se manifestar sobre o tema apenas quando ocorrer a referida reunião e houver deliberações concretas afetas a esta discussão.


Fim do toque de recolher e festas liberadas em boates na 3ª maior cidade do Tocantins

Terceira maior cidade do Tocantins, Gurupi publicou um novo decreto na noite desta quarta-feira (15/9) relaxando as medidas de enfrentamento à pandemia da Covid-19.

O documento volta a permitir o funcionamento de boates e casas noturnas; retira o toque de recolher e também as limitações de horário para funcionamento das atividades comerciais. As novas medidas valem até o dia 04 de outubro e podem sofrer alterações de acordo com a evolução do cenário epidemiológico.

A prefeita da cidade, Josi Nunes (PSL), justifica sua decisão citando a redução no número de casos da doença, queda no índice de internação nos leitos hospitalares e o avanço na vacinação contra a Covid-19.

“Graças ao avanço na vacinação em nossa cidade, que nesta semana já está imunizando os adolescentes, e também aos baixos índices de casos confirmados por dia e à conscientização da nossa gente, conseguimos fazer estas flexibilizações. Mas é preciso que todos continuem alertas e mantenham os cuidados e a prevenção usando máscara, higienizando as mãos e evitando aglomerações”, afirmou o secretário municipal de Administração, Valdeci Junior.

Atividades Liberadas

Fica liberado o funcionamento das boates e casas noturnas com apresentações musicais. Nestes locais é necessário, segundo o artigo 22, estabelecer a lotação máxima no interior de 50% da capacidade máxima, com a limitação de 200 pessoas; e ainda os responsáveis devem fazer o controle de entrada solicitando apresentação de comprovante vacinal contra a Covid-19, com ao menos a 1ª Dose ou Dose Única, e documento de identidade com foto.

Os estabelecimentos comerciais que atuam no ramo alimentício (restaurantes, sorveterias, açaiterias, bares, padarias, lanchonetes, pamonharias, pit dogs, pizzarias, espetinhos, etc.) podem funcionar sem restrição de horário; tendo que estabelecer lotação máxima no interior do estabelecimento de 50% da capacidade máxima e também estão permitidas apresentações musicais em ambientes que comportem somente participantes sentados.

Atividades Suspensas

Conforme o artigo 11, continuam suspensas todas as reuniões, eventos públicos e privados de qualquer natureza que favoreçam a aglomeração de pessoas e ainda os shows artísticos.

Confira todos os detalhes do Decreto nº. 1.223.

Penalidades

O descumprimento das normas sujeitará o infrator, conforme o caso, às penalidades administrativas, cíveis e criminais, inclusive, à cassação de alvará, para atividades comerciais, na hipótese de reincidência.

O decreto reforça que no caso de descumprimento do uso obrigatório de máscara o cidadão infrator poderá responder por crime contra a ordem e a saúde pública e estará sujeito a multa nos termos do artigo 3º, da Lei Municipal nº 2.480/2020.

Denúncias

As denúncias referentes ao descumprimento deste Decreto poderão ser realizadas por meio da ouvidoria geral do município, através do telefone fixo e whatsapp (63) 3315-0077, no horário das 8 às 18 horas, de segunda a sexta-feira.


Retomada das cirurgias eletivas fica para outubro e MPE anuncia que vai acompanhar execução do plano

A 27ª Promotoria de Justiça da Capital comunicou que irá acompanhar a execução do plano de retomada dos atendimentos ambulatoriais e das cirurgias eletivas. Anunciado ainda para setembro pelo governo estadual, a Secretaria da Saúde do Tocantins (Sesau) informou ao Ministério Público (MPE) na terça-feira, 14, que o restabelecimento dos serviços ficará para outubro. Os procedimentos estavam suspensos há mais de nove meses devido à pandemia da Covid-19 e o órgão de controle cobrava o retorno deles na Justiça.

Atendimento ambulatorial antecede cirurgias

No documento enviado à promotora Araína Cesárea D’Alessandro, a Sesau afirma que o reinício do atendimento ambulatorial e das cirurgias eletivas foi discutido pela Superintendência de Unidades Hospitalares e pelos gestores dos hospitais da rede estadual, sendo a retomada dos serviços autorizada em um memorando circular. O atendimento ambulatorial, que antecede a realização das cirurgias, terá reinício em 1º outubro.

Regulação de pacientes

A documentação encaminhada pela Sesau também presta esclarecimentos sobre a regulação dos pacientes que dão entrada no Hospital Geral de Palmas (HGP) e em outras unidades da rede. Conforme a explicação, a pasta está em processo de implantação de um novo sistema – o SER II -, que ampliará a regulação para as unidades que servem como “porta de entrada”. A pauta foi tema de recomendação do MPE em audiência no dia 2 deste mês, que vê na atualização uma forma de desafogar o HGP para permitir que foque em serviços de alta complexidade.

Efetivo restabelecimento depende de alguns fatores

Acionada pela Coluna do CT, a Sesau confirmou que a retomada das cirurgias eletivas está prevista para o dia 1º de outubro e destacou pontos ainda passíveis de avaliação para garantir o restabelecimento, como: disponibilidade de salas cirúrgicas e leitos, quantitativo de servidores, estoques de sangue. Também é destacado que o Ministério da Saúde (MS) ainda não revogou a Portaria que proíbe a realização dos procedimentos, e que o retorno deve ser avaliado pelo Estado. “A efetiva consumação [do plano] ainda depende de alguns fatores. […] Entretanto, o governo reafirma, desde já, o firme propósito de retornar a prestação destes serviços a partir de 1º de outubro”, afirma.

Leia a íntegra da nota:

“A Secretaria Estadual de Saúde (SES) esclarece que, em que pese o plano de retomada das cirurgias eletivas já ter sido entregue ao governador Mauro Carlesse para análises, a efetiva consumação ainda depende de alguns fatores. Entre os mais preponderantes, está a reavaliação da situação das unidades hospitalares, os leitos disponíveis e o quantitativo de servidores – pois o quadro funcional foi alterado desde o início da pandemia, quer seja pelo grupo de risco, quer seja por finalização dos contratos ou aposentadorias – como também, a estabilização dos estoques de sangue.

Simultaneamente, também é preciso avaliar os espaços adequados para atendimentos ambulatoriais; disponibilidade de salas cirúrgicas; existência de leitos suficientes para atendimento dos procedimentos de urgência e emergência, além de equipamentos de proteção individual e suporte para testagem prévia para Covid-19.

Além disso, é preciso frisar que alguns procedimentos são realizados apenas em Hospitais de “Porte III” e esses ainda estão ocupados por pacientes acometidos pela Covid-19. Ao ensejo, reiteramos que a Portaria do Ministério da Saúde que proíbe a realização das cirurgias eletivas – como forma de evitar a propagação do novo Coronavírus –  ainda não foi revogada, cabendo, portanto, a cada unidade da federação fazer seus próprios estudos de viabilidade visando tal retomada.

Por fim, é necessário ainda o redirecionamento de recursos financeiros para este fim, o que já está sendo estudado e planejado pela Secretaria de Governo. Entretanto, o Governo do Tocantins reafirma, desde já, o firme propósito de retornar a prestação destes serviços a partir de 1º de outubro de 2021.

 


Câmara de Vereadores, secretaria e fundos de 4 cidades têm contas reprovadas pelo TCE

Conselheiros do Tribunal de Contas do Tocantins (TCE) julgaram irregulares contas da Secretaria Municipal da Fazenda de Porto Nacional e da Câmara Municipal de São Miguel, além dos fundos municipais de Assistência Social de Formoso do Araguaia e São Bento.

Todos os responsáveis foram multados pelo órgão. As decisões estão no Boletim Oficial do TCE publicado nesta quinta-feira (16).

 

Porto Nacional

As contas da Secretaria Municipal da Fazenda de Porto Nacional julgadas irregulares são referentes ao exercício financeiro de 2019 e foram prestadas por Iomar Teixeira de Souza, então titular da pasta. A multa aplicada a ele é de R$ 2 mil.

Entre as irregularidades, o TCE apontou ausência ou registros contábeis incorretos e, consequentemente, falta de transparência e fidedignidade das informações, além de déficit financeiro.

São Miguel

A Câmara de São Miguel teve as contas de 2018 julgadas irregulares. O presidente na época era José Amari Lopes de Sousa, que foi multado em R$ 2 mil.

Conforme o TCE, houve déficit orçamentário e o total da despesa da Câmara Municipal atingiu o índice de 7,004% da receita base de cálculo, portanto, fora do limite constitucional estabelecido. 

São Bento

Em São Bento, as contas do Fundo Municipal de Assistência Social de 2018 foram reprovadas em razão de déficit orçamentário.

O fundo foi comandado por Lumara Cabral Gonçalves Parente de 1º de janeiro a 02 de outubro e por Ivaneide Pereira da Silva Bezerra de 03 de outubro a 31 de dezembro. Cada uma foi multada em R$ 1 mil.

Formoso do Araguaia

O Fundo Municipal de Assistência Social de Formoso do Araguaia também teve as contas julgadas irregulares referentes ao exercício financeiro de 2018.

Rosania Rodrigues Gama, então gestora, e José Idejar Viana de Macedo, contador na época, foram multados em R$ 2 mil e R$ 1 mil, respectivamente.

O TCE citou déficit financeiro e inconsistências no registro das variações patrimoniais diminutivas relativas a pessoal e encargos.


Comércio com China responde por 67% do superávit brasileiro em 2021, diz FGV

As trocas comerciais com a China responderam por 67% do superávit acumulado pela balança comercial do Brasil de janeiro a agosto deste ano, segundo os dados do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

No mês de agosto, a balança comercial atingiu um novo valor recorde na série histórica, de US$ 7,6 bilhões, o que levou a um saldo de US$ 52,1 bilhões acumulados nos oito primeiros meses deste ano. O saldo do comércio com a China foi de US$ 35 bilhões. Sem as trocas comerciais com os chineses, o superávit brasileiro teria sido de US$ 17,1 bilhões.

“Em adição, com o segundo maior parceiro comercial do Brasil, os Estados Unidos, o país é deficitário”, alertou a FGV, em nota.

O Icomex lembra que a soja, o minério de ferro e o petróleo explicaram 45% das exportações brasileiras no de janeiro a agosto, período em que a China comprou 63% das vendas externas brasileiras de minério de ferro, 69% da soja em grão e 49% do petróleo.

A China também teve elevada participação nas compras de carne bovina (57%) e celulose (42%) brasileiras.

“Os ventos favoráveis da balança comercial estão estritamente associados ao desempenho no mercado chinês. Supondo que este continue favorável, os possíveis riscos seriam: aumento das importações com a retomada de um crescimento sustentado do país, num ambiente de valorização cambial, e/ou uma queda acentuada nos preços das commodities”, avaliou a FGV.

“Para 2022, o aumento das importações com crescimento sustentado é um cenário distante, logo a questão se resume, em grande medida, ao desempenho da China para assegurar o crescimento das exportações do país. Com o fim dos estímulos associados às políticas para enfrentar os efeitos recessivos do Covid, é esperada uma menor demanda para minério de ferro”, afirma.

Segundo a FGV, “questões climáticas podem continuar afetando o preço dos grãos e, ao mesmo tempo, a reorganização da criação de suínos na China pode diminuir a demanda por ração animal (soja). A demanda chinesa poderá se traduzir em taxas menores de crescimento, mas não esperamos um recuo nas suas importações”.

O relatório do indicador ressalta, porém, que considerando uma perspectiva de médio e longo prazo, o Brasil deveria buscar garantias via acordos com a China para as vendas de commodities ao mesmo tempo em que deveria perseguir uma diversificação da pauta exportadora em termos de produtos e países de destino.

De acordo com a nota do Icomex, o “superávit comercial para 2022 está assegurado, o que é um fator importante, num momento em que há incertezas quanto à entrada de capital via investimentos diretos ou em portfólio no país. Como o país é historicamente deficitário em serviços e rendas, um menor déficit em transações correntes fica dependente da balança comercial”.

Em agosto de 2021, o volume exportado pelo Brasil para o resto do mundo cresceu 8,6% ante agosto de 2020, enquanto o volume importado avançou 39,0%. No acumulado do ano, o volume das exportações subiu 4,4%, e o de importações cresceu 24,8%.


Com inflação alta, salário mínimo já perdeu R$ 62 em poder de compra em 2021

O salário mínimo, de R$ 1.100 em 2021, está perdendo poder de compra rápido ao longo do ano, conforme a inflação avança e torna itens do dia a dia mais caros.

Desde janeiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o indicador oficial de inflação da baixa renda, já subiu 5,9%, numa das maiores altas para o período em duas décadas.

É, em oito meses, mais do que a inflação de outros anos inteiros. Em 2020, por exemplo, o INPC foi de 5,5% e, em 2019, 4,5%.

Com isso, o salário mínimo, que foi reajustado pela última vez em janeiro, já perdeu R$ 62 de seu poder de compra: descontada a inflação, os R$ 1.100 de janeiro são o equivalente, hoje, a R$ 1.038, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Ou seja: ter R$ 1.100 na mão, agora, compra o que, em janeiro, custava R$ 1.038, na média.

Reajuste anual

O salário mínimo deve ser reajustado todo ano pelo menos para recompor a inflação do ano anterior, um direito que é garantido pela Constituição Federal.

Esses reajustes são feitos pelo governo anualmente, geralmente em janeiro, e é normal, com isso, que o salário mínimo vá perdendo um pouco de seu poder de compra conforme os meses passam e a inflação avança.

Ou seja, o piso nacional sempre chega ao fim do ano capaz de comprar um pouco menos do que comprava no início.

Como neste ano, porém, muitos itens começaram a ficar caros demais, essa mordida nos salários ficou mais rápida e mais intensa.

“A velocidade com que o salário mínimo vem perdendo poder de compra ficou muito rápida”, disse Ilmar Silva, economista do Dieese. “E, para uma pessoa que vive com uma renda de R$ 1.100, qualquer R$ 62 faz diferença, sim.”

Inflação maior para os mais pobres

Silva destaca, ainda, que a dinâmica atual da inflação está especialmente mais cruel para os mais pobres, que têm uma parte muito maior do salário comprometida com itens básicos da casa – justamente onde estão os maiores aumentos.

“A alta mais considerável aconteceu no grupo de alimentação, que é o que vai trazer a maior preocupação para as famílias de renda mais baixa. Cerca de 25% do orçamento deles é com alimentação”, disse.

Em 2021, considerado o acumulado entre janeiro e agosto, os preços dos alimentos nos supermercados sobiram 4,7%, de acordo com os dados do INPC.

E, se 2020, os vilões foram o arroz e o óleo de soja, em 2021, são as carnes (+8,4%), o frango (+11%), a margarina (+15%) e o café (+17%) que também resolveram pesar no carrinho.

Além disso, a conta de luz sobe 10% só neste ano, o gás encanado já ficou 14% mais caro desde janeiro e, o botijão, 23%.

Também estão na lista a gasolina, que já subiu 30% e, o etanol, 40%. “Os combustíveis afetam menos a baixa renda, que não tem carro, mas acabam influenciando no preço dos alimentos e de uma série de outras coisas [pelo transporte]”, explica Silva.

Não à toa, a inflação da baixa renda está correndo na frente da inflação geral: enquanto o INPC, que considera a cesta de consumo daquelas que ganham até cinco salário mínimos, sobe 5,9% de janeiro a agosto, o IPCA, que é a inflação da população geral, sobe 5,7%.

Em 12 meses, o IPCA chegou a 9,7%, enquanto o INPC já passou dos dois dígitos e chegou aos 10,4% em um ano até agosto. Os dois indicadores são calculados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


País terá mais cinco feriados nacionais até o fim de 2021; veja lista

O feriado de Independência do Brasil é celebrado nesta terça-feira (7), e apesar de a pandemia do novo coronavírus ainda tirar o protagonismo das viagens, os dias de descanso continuam sendo muito bem-vindos, seja para curtir a família, se dedicar a um hobby ou simplesmente maratonar sua série favorita.

O Brasil ainda tem mais cinco feriados nacionais até o fim deste ano, sem contar os recessos estaduais e municipais.

Entre os nacionais, os feriados de Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro) e o de Finados (2 de novembro) também serão em uma terça-feira, possibilitando a famosa “emenda” que o trabalhador brasileiro conta os dias no calendário para fazer planos.

O feriado do Dia da Consciência Negra, celebrado no Brasil em 20 de novembro, foi oficialmente instituído em âmbito nacional em novembro de 2011. A data é feriado nacional em mais de 1000 cidades brasileiras.

Veja a lista completa dos feriados nacionais que ainda teremos em 2021:

  • 12 de outubro (terça-feira): Nossa Senhora Aparecida;
  • 2 de novembro (terça-feira): Finados;
  • 15 de novembro (segunda-feira): Proclamação da República;
  • 20 de novembro (sábado): Dia da Consciência Negra;
  • 25 de dezembro (sábado): Natal.

Luiza Trajano é única brasileira na lista de mais influentes do mundo da Time

A empresária Luiza Helena Trajano é a única brasileira a figurar a famosa lista de 100 pessoas mais influentes do mundo em 2021. Trajano, aos 69 anos de idade, aparece na categoria de “Titãs”, ao lado do CEO da Apple Tim Cook, da atleta Simone Biles e da roteirista Shonda Rhimes.

No perfil publicado pela revista norte-americana, e escrito pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Trajano é definida como uma pessoa que “assumiu o desafio de construir uma gigante comercial [o Magazine Luiza] ao mesmo tempo em que tenta construir um Brasil melhor”.

Segundo Lula, “quando a Covid-19 chegou ao Brasil, matando mais de 580 mil brasileiros e causando uma recessão, o Magazine Luiza ajudou as pequenas empresas a se adaptarem ao comércio digital, fornecendo uma plataforma para vender e entregar seus produtos”.

“No mundo dos negócios ainda dominado por homens, a brasileira Luiza Trajano conseguiu transformar o Magazine Luiza, que começou como uma loja única em 1957, em um gigante do varejo com dezenas de bilhões de dólares. É uma grande conquista — uma entre muitas”, escreveu o ex-presidente. Trajano é cotada para ser candidata a vice-presidente do petista nas eleições de 2022.

Estimativas da revista Forbes apontam que Trajano tem uma fortuna de US$ 5,6 bilhões. E não é de se estranhar: o Magazine Luiza (e Trajano) tem um apetite forte por aquisições. Em 2020, foram compradas 11 empresas e, somente em abril deste ano, em três dias, o Magalu fez a aquisição de outras duas companhias.

Os líderes

Listado em 2019 e em 2020, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não foi lembrado neste ano. A líder de destaque na nova edição é Ngozi Okonjo-Iweala, política nigeriana que se tornou neste ano a primeira mulher a ser diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMS). O texto sobre Okonjo-Iweala é assinado a quatro mãos, pelo Príncipe Harry e pela esposa, Meghan Markle.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, foi destacado pelo seu grande ex-adversário no Partido Democrata, o senador Bernie Sanders. A vice-presidente Kamala Harris é apresentada pela presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, a também democrata Nancy Pelosi.

Entre os estreantes, estão Naftali Bennett, que assumiu como primeiro-ministro de Israel encerrando o longo governo de governo de Benjamin Netanyahu; Ron Klein, chefe de gabinete de Joe Biden apresentado pela ex-secretária de Estado Hillary Clinton; e Abdul Ghani Baradar, um dos líderes do Talibã, grupo que retomou o controle do Afeganistão após duas décadas de ocupação americana.


Energia gerada por termelétricas é recorde em julho; geração de hidrelétricas é menor desde 2002

O Brasil registrou em julho recorde na geração de energia por usinas termelétricas e a menor produção de energia por hidrelétricas para o mês desde 2002, mostram dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

A energia gerada em termelétricas é mais cara e provoca aumento no custo da conta de luz.

Esse cenário é reflexo do agravamento da escassez hídrica nos últimos meses. O problema é causado pela falta de chuvas. Consequentemente, há queda no armazenamento de água nos reservatórios das hidrelétricas.

Para poupar água, o governo aciona mais termelétricas, que geram energia por meio da queima de combustíveis como óleo e gás natural. A ampliação do uso das termelétricas vem provocando aumento nas contas de luz.

De acordo com o ONS, termelétricas geraram 18.625 megawatts-médios (MWmed) em julho de 2021, maior quantidade da história e o dobro do verificado em março deste ano (9.341 MWmed).

Antes, o recorde havia sido registrado em outubro de 2017, quando a geração de energia por meio de termelétricas ficou em 17.711 MWmed.

As hidrelétricas produziram 34.489 MWmed, menor nível desde fevereiro de 2002 (33.775 MWmed), último mês do racionamento de energia, que havia começado em 2001.

Em se tratando de meses fechados, os números de julho são os mais recentes disponíveis no site do ONS.

Resposta do ministério

O perguntou ao Ministério de Minas e Energia se os números do ONS indicam piora na situação dos reservatórios das hidrelétricas e o aumento dos riscos de apagões e de um novo racionamento de energia no país.

O ministério enviou resposta, mas não se manifestou especificamente sobre o questionamento. Em vez disso, listou uma série de medidas adotadas para aliviar o impacto da crise hídrica e garantir o atendimento da demanda por energia no país.

"Desde outubro de 2020, o Ministério de Minas e Energia (MME) tem adotado diversas medidas para mitigar o impacto no setor elétrico do pior cenário de escassez hídrica da história do país. Entre as ações mais recentes, destacam-se o decreto que estabelece a redução do consumo de energia elétrica na administração pública federal e os programas para redução voluntária da demanda por grandes e pequenos consumidores", diz a nota.

"A Câmara de Regras Excepcionais para a Gestão Hidroenergética (CREG) editou duas resoluções para enfrentamento do cenário de aumento nos custos de geração decorrente da escassez hídrica: a criação de novo patamar de bandeira tarifária e o lançamento do Programa de Incentivo à Redução Voluntária do Consumo de Energia Elétrica", complementou o ministério.

No fim de agosto, o governo e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciaram um novo patamar de bandeira tarifária. Chamada de "bandeira tarifária escassez hídrica", começou a vigorar em 1º de setembro e introduziu nas contas de luz uma cobrança adicional de R$ 14,20 a cada 100 kW/h consumidos.

A previsão é que a nova bandeira permaneça em vigor até 30 de abril de 2022.

Também no fim de agosto, o governo anunciou um programa que dará desconto na conta de luz dos consumidores residenciais e pequenos negócios que reduzirem de forma voluntária o consumo de energia.

Esse programa prevê um bônus para quem diminuir o consumo de energia entre setembro e dezembro em, no mínimo, 10% em relação ao mesmo período de 2020.

O desconto será de R$ 0,50 por cada quilowatt-hora (kWh) do volume de energia economizado, dentro de uma meta de 10% a 20%. Quem economizar menos que 10% não receberá bônus, e quem economizar mais que 20% não receberá prêmio adicional


Estresse alto aumenta risco de hipertensão, derrame e ataque cardíaco, diz estudo

O estresse está bombando continuamente em suas veias? Mesmo que sua pressão arterial esteja normal agora, altos níveis de estresse podem colocá-lo em risco de desenvolver hipertensão na próxima década ou mais adiante, descobriu um novo estudo.

Quando o hormônio do estresse, cortisol, continua a aumentar ao longo do tempo, você também pode estar em maior risco de ter um derrame, ataque cardíaco ou doença cardíaca, de acordo com a pesquisa publicada nesta segunda-feira (13) no Circulation, o jornal da Associação Americana do Coração (AHA, na sigla em inglês).

É mais um estudo que ilustra a ligação entre a mente e a saúde cardíaca de uma pessoa, disse o cardiologista Glenn Levine, professor de medicina do Baylor College of Medicine em Houston, que não esteve envolvido no estudo.

“Estresse, depressão, frustração, raiva e uma visão negativa da vida não só nos tornam pessoas infelizes, mas têm um impacto negativo em nossa saúde e longevidade”, disse Levine, que presidiu a declaração científica da AHA sobre a conexão entre o bem-estar mental e as doenças cardíacas.

“Ao desenvolver a declaração da AHA, analisamos todos os dados que pudemos encontrar e concluímos que fatores negativos de saúde psicológica, como estresse, estavam claramente associados a muitos fatores de risco cardiovascular“, disse Levine.

A boa notícia, disse Levine, é que, como a mente, o coração e o corpo estão interconectados e interdependentes, uma pessoa também pode melhorar sua saúde cardiovascular se esforçando por uma perspectiva psicológica positiva.

“Você pode decidir mudar sua mentalidade sobre essa situação estressante ou estabelecer limites – apenas por estar ciente de que pode evitar que o estresse se torne tóxico para você”, disse a especialista em gerenciamento de estresse Cynthia Ackrill, editora da revista Contentment, produzida pelo Instituto Americano de Stress. “Não devemos descartar nossa capacidade de ter um papel em nosso bem-estar“, disse Ackrill, que não esteve envolvida no estudo.

Maior impacto sobre os jovens

O novo estudo acompanhou 412 adultos multirraciais entre 48 e 87 anos com pressão arterial normal, medindo os níveis de hormônios do estresse na urina em vários momentos entre 2005 e 2018. Os níveis hormonais foram comparados a quaisquer eventos cardiovasculares que possam ter ocorrido, como hipertensão, dores no coração, ataques cardíacos e cirurgia de ponte de safena.

“Pesquisas anteriores se concentraram na relação entre os níveis de hormônio do estresse e hipertensão ou eventos cardiovasculares em pacientes com hipertensão existente. No entanto, faltavam estudos em adultos sem hipertensão”, disse o autor da pesquisa, Dr. Kosuke Inoue, professor assistente de epidemiologia social na Universidade de Kyoto, no Japão, em comunicado.

O estudo testou três hormônios – norepinefrina, epinefrina e dopamina – que regulam o sistema nervoso autônomo e controlam funções involuntárias do corpo, como frequência cardíaca, pressão arterial e respiração. Inoue e sua equipe também analisaram os níveis de cortisol, um hormônio esteroide que é liberado pelo corpo em reação ao estresse agudo, como o perigo.

Uma vez que o perigo passa, o corpo reduz a produção de cortisol, mas se uma pessoa está continuamente estressada, os níveis de cortisol podem permanecer elevados. “Norepinefrina, epinefrina, dopamina e cortisol podem aumentar com o estresse de eventos da vida, trabalho, relacionamentos, finanças e muito mais”, disse Inoue.

Dobrar os níveis de cortisol sozinho – mas não de norepinefrina, epinefrina ou dopamina – foi associado a um risco 90% maior de sofrer um evento cardiovascular, descobriu o estudo. Cada vez que os níveis combinados de todos os quatro hormônios do estresse dobraram, o risco de desenvolver pressão alta aumentou entre 21% e 31%.

O efeito foi mais pronunciado em pessoas com menos de 60 anos, um achado preocupante, de acordo com os pesquisadores. “Nesse contexto, nossos resultados geram a hipótese de que os hormônios do estresse desempenham um papel crítico na patogênese da hipertensão entre a população mais jovem”, escreveram eles.

O estudo teve limitações, incluindo a falta de um grupo de controle e o uso de apenas uma medida – análise de urina – para testar os hormônios do estresse, observaram os autores. Ainda assim, examinar os hormônios do estresse extraídos da urina ao longo do tempo é considerado algo “limpo e novo”, disse Levine.

“É uma forma um tanto objetiva, pelo que podemos dizer com ferramentas imperfeitas, de categorizar as pessoas que provavelmente estarão mais estressadas na maior parte do tempo.”

O que fazer?

Como posso saber se corro o risco de ter problemas cardíacos devido a níveis elevados de hormônios do estresse? “Embora não saibamos quais são os nossos níveis de cortisol na urina, existem maneiras de aprendermos a refletir sobre se podemos ter alguns fatores psicológicos negativos”, disse Levine.

“Se reconhecermos que tendemos a ficar estressados, frustrados ou irritados com frequência, é útil refletir sobre quais são exatamente as coisas que nos levam a esses estados”, acrescentou. “Assim que fizermos isso, podemos realmente sentar e decidir cuidadosamente, vale a pena permitir que essas coisas me levem a ficar estressado ou frustrado?”

Ficar ciente do que desencadeia seu estresse permite que você seja capaz de interromper as respostas hormonais automáticas, antes que elas acionem seu sistema circulatório, disse Ackrill. “Ficamos preocupados com alguma coisa, de modo que nosso sistema nervoso simpático acelera tudo. Precisamos de nosso coração batendo rápido para manter nossa pressão sanguínea alta para que tenhamos uma boa circulação e possamos fugir do perigo”.

“Você pode intervir mais cedo, quando estiver apenas começando a montar sua resposta ao estresse, com alguma respiração profunda ou outra proposta de relaxamento”, acrescentou Ackrill. Isso permitirá que as funções executivas do cérebro entrem em ação, dando-lhe opções de como lidar com a situação.

“Frequentemente, deixamos nossa mente reagir rapidamente a algo antes de realmente termos tempo para permitir que nossos níveis mais elevados de funcionamento cognitivo, nosso córtex pré-frontal, trabalhem”, disse Levine. “Devemos fazer uma pausa, ponderar, digerir, e levar alguns segundos para decidir qual é a maneira mais hábil de reagir”.