Ao lamentar a situação política e social da Venezuela o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que o Brasil escapou de trilhar um caminho semelhante em 2016, na ocasião do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

“O Brasil, peço a Deus, com a ajuda de todos, que não flerte mais com o socialismo. Que tem certas coisas que, depois de experimentadas, para se livrar delas é muito difícil e por vezes quase impossível. Nós nascemos para sermos livres”, declarou.

O presidente discursou Palácio do Planalto, durante cerimônia em que foram assinados acordos para o acolhimento de imigrantes e refugiados vindos da Venezuela. Desde 2017 até agosto deste ano, de 480 mil venezuelanos que atravessaram a fronteira, 200 mil permaneceram no Brasil.

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Um dos acordos foi a criação de um fundo privado, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, para o recebimento de doações para a Operação Acolhida, do governo federal.

“Somos mais ricos do que a Venezuela. E graças a Deus estamos salvos, por parte, muito, de homens e mulheres que entenderam a situação crítica em 2016 e deram um basta na situação”, disse o presidente. “Nós nos livramos. Mas não nos esqueçamos que o inimigo está aí do lado. O inimigo não dorme”, continuou.

Bolsonaro voltou a dizer que a democracia brasileira foi garantida pelas Forças Armadas e que a “liberdade” é mais importante do que a vida.

“Uma prova viva de quem decide se o povo vai viver na liberdade, na democracia, são as suas Forças Armadas. Quer queiram quer não queiram. Essa é a verdade. Quem mantém a ditadura venezuelana são as suas Forças Armadas. Em outros países, quem manteve a democracia e as liberdades foram as Forças Armadas”, afirmou.

O presidente mencionou como parte desse processo, sem citar o nome, o coronel Carlos Brilhante Ustra, condenado por casos de tortura ocorridos durante a ditadura militar.