O presidente Jair Bolsonaro disse a apoiadores ser favorável a separar alunos inteligentes dos “atrasados”.

“O que acontece na sala de aula: você tem um garoto muito bom, você pode colocar na sala com melhores. Você tem um garoto muito atrasado, você faz a mesma coisa. O pessoal acha que juntando tudo, vai dar certo. Não vai dar certo. A tendência é todo mundo ir na esteira daquele com menor inteligência. Nivela por baixo. É esse o espírito que existe no Brasil”, afirmou.

A declaração do mandatório foi em resposta a uma fala de uma apoiadora, no Palácio da Alvorada. A mulher, que disse ser professora, afirmou ter ficado triste com a derrubada das mudanças que seriam feitas na educação especial. Em outubro do ano passado, o governo publicou um decreto com uma nova Política Nacional de Educação Especial.

O documento previa a separação de alunos. Dentre alguns pontos, falava na criação de turmas e escolas especializadas que atendessem apenas estudantes com alguma deficiência. A medida foi criticada por especialistas, por dificultar a inclusão. O governo justificou que um dos objetivos do plano era dar flexibilidade aos sistemas de ensino, ofertando alternativas, como classes e escolas comuns inclusivas; classes e escolas especiais; classes e escolas bilíngues de surdos.

Em dezembro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli suspendeu o decreto após um pedido feito pelo PSB. Em seguida, o plenário da Corte analisou a questão e decidiu manter a suspensão da medida do governo.