09O presidente Jair Bolsonaro disse que o governo avalia enviar lotes de vacinas contra o coronavírus para unidades militares como forma de acelerar as imunizações.

“Vamos estudar semana que vem com o Ministro da Saúde, para ver se parte dessas vacinas já começa a ser distribuída para unidades militares, que daí nós daremos a devida velocidade a esse processo de vacinação”, disse Bolsonaro.

Ele falou em transmissão ao vivo nas redes sociais, como costuma fazer toda 5ª feira. Segundo ele a participação das Forças Armadas na campanha de vacinação já está acertada com o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto.

 “E onde tiver uma unidade militar, sempre tem um efetivo de enfermeiros e pelo menos um médico”, declarou o presidente da República.

Bolsonaro cultiva desde a campanha que o levou para a presidência da República, em 2018, a imagem de proximidade com os militares. Na live desta 5ª, ao se referir às Forças Armadas ele falou na 1ª pessoa.

“Estamos à disposição e chegando para nós esse dever o militar trabalha 24h por dia independente de ser sábado, domingo ou feriado”, disse ele, que foi capitão do Exército.

Bolsonaro, porém, fez uma ressalva: “Obviamente dependemos de vacinas chegando para nós. Em chegando para as Forças Armadas nós cumpriremos essa missão”.

O governo federal tem sido acusado por opositores de demorar para comprar imunizantes e, assim, causar dificuldades para o programa de vacinação decolar no Brasil.

O Executivo rejeita essa acusação. Bolsonaro citou números de doses distribuídas pelo governo federal aos Estados.

“O ministério da Saúde distribuiu 45 milhões de doses e 24 milhões foram aplicadas. Essa diferença, no meu entender, é em parte a não notificação de forma rápida para o ministério da Saúde”, declarou.

Bolsonaro insinuou, sem mencionar nominalmente, que o governo do Maranhão, Flávio Dino (PC do B) demora para enviar as doses aos municípios.

“Vi hoje um vídeo da reclamação do prefeito de São Pedro dos Crentes, no Maranhão, dizendo que quando a vacina chega, geralmente em São Luiz, até ser distribuída para o município leva um tempo muito grande. Lá o governador, segundo ele, considera sábado, domingo e feriado, não trabalha nesses dias. Acho que não deveria ser essa forma de trabalhar quando se está numa crise”, disse Bolsonaro.