O presidente Jair Bolsonaro recebeu no Palácio do Planalto Sebastião Curió, o Major Curió, 81 anos, oficial do Exército que comandou a repressão à Guerrilha do Araguaia (PA).

O encontro aconteceu às 10h20 e não constava da agenda oficial do presidente, divulgada pela Secretaria de Comunicação Social. Por volta de 21h20, a assessoria de Bolsonaro atualizou a agenda e incluiu o encontro.

Major Curió, que passou para a reserva como coronel, foi denunciado pelo Ministério Público Federal por homicídio e ocultação de cadáveres durante o combate à guerrilha. Em 2009, ao jornal “O Estado de S. Paulo”, Curió afirmou que o Exército executou 41 pessoas no Araguaia.

Em uma rede social, o senador Chico Rodrigues (DEM-RR) postou a foto do encontro, chamado por ele de “histórico”. O parlamentar também escreveu que Major Curió é um “homem de honra” e “defensor dos garimpeiros” – ele foi intervertor, designado pelo regime militar, no garimpo de Serra Pelada, no Pará.

À TV Globo, Chico Rodrigues disse que não participou do encontro, que a foto foi feita por um funcionário dele e que não sabia das denúncias do MPF contra Curió.

Guerrilha do Araguaia

A Guerrilha do Araguaia foi um movimento contrário à ditadura militar, que atuou entre as décadas de 1960 e 1970.