O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem resistido a um recuo na possibilidade de retorno do horário de verão.

Nos últimos dias, entidades empresariais têm pressionado o governo federal pela volta do adiantamento em uma hora dos relógios como uma forma de enfrentar a atual crise hídrica.

Segundo relatos feitos  por dois ministros, no entanto, o presidente já indicou que não pretende retomar o horário de verão por considerar que teria efeito limitado na diminuição do consumo de energia.

De acordo com assessores presidenciais, dados técnicos que mostram mudança nos hábitos de consumo da população foram apresentados ao Palácio do Planalto pelo Ministério de Minas Energia.

As informações são de que os brasileiros passaram a consumir mais energia no período da manhã, não mais ao final do dia, o que fazia com que o horário de verão fosse eficaz na redução de demanda.

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, tem sugerido o retorno do horário de verão entre outubro e março.

Ele avalia que a última barreira do governo federal contra a proposta caiu diante da pesquisa Datafolha, que mostrou o apoio à medida de 55% dos brasileiros.

Além disso, os empresários acreditam que o horário de verão poderia provocar uma alta no faturamento de setores, que foram bastante prejudicados pela crise sanitária da Covid-19. No caso do turismo, o aumento poderia chegar a 30%.