A escolha da indicação para a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda está em aberto, mas o presidente Jair Bolsonaro (PSL) já deixou claro que quer alguém totalmente alinhado com o seu governo. Bolsonaro deu a entender que não quer que o chefe do Ministério Público seja uma “pedra no seu sapato”.

“O nosso sentimento é que [o Ministério Público] não joga pelo desenvolvimento do Brasil. Sei que eles têm que fiscalizar a lei, mas às vezes vai um pouquinho além disso”, afirmou, ao chegar ao Palácio da Alvorada.

Apesar de ter recebido candidatos nesta semana, o presidente indicou que já tem seus preferidos ao cargo, sem revelar os nomes. “Sempre tenho simpatias, obviamente”, declarou. Disse também que pode reconduzir a atual procuradora-geral, que fica no cargo até setembro: “Jamais descartaria Raquel Dodge”.

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Bolsonaro teve encontros individuais com três subprocuradores cotados: Mário Bonsaglia, ​José Bonifácio Borges de Andrada e Antonio Carlos Simões Martins Soares.

Bonsaglia é o primeiro colocado da lista tríplice elaborada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e foi o único dos mais votados a ser recebido pelo presidente da República até o momento. Os outros dois candidatos são a subprocuradora Luiza Frischeisen e o procurador regional Blal Dalloul.

Apesar de tradicionalmente o nome do PGR sair dessa lista, não há obrigação constitucional para isso. Questionado se seguiria o método, Bolsonaro disse apenas que seguirá a legislação. “Eu sigo a lei, sigo a Constituição, com todo respeito ao Ministério Público. É só isso e mais nada”, declarou o presidente.