O presidente Jair Bolsonaro anunciou uma troca no comando da PF (Polícia Federal). O delegado Paulo Maiurino vai substituir o atual diretor-geral, Rolando Alexandre de Souza. Na PRF (Polícia Rodoviária Federal), quem assume é Silvinei Vasques, no lugar de Eduardo Aggio.

Bolsonaro já havia dado aval para que o novo ministro da Justiça, Anderson Torres, trocasse o comando da PF.

Em seu perfil no Twitter, Torres comentou sobre as mudanças e agradeceu o trabalho de Souza e Aggio.

Paulo Maiurino é delegado da PF desde 1998. Comandou a Interpol no Brasil entre 2009 e 2010. Foi assessor de relações internacionais da direção-geral da PF de 2008 a 2009 e já chefiou divisões da corporação.

Integrantes da PF, ouvidos pelo Poder360 nesta 3ª feira (6.abr.2021), disseram que veem a mudança como “natural”, já que há um novo ministro, mas criticaram a frequência de trocas.

Com o novo diretor, são 4 os que já passaram pelo comando da instituição no governo Bolsonaro. O agora ex-diretor-geral, Rolando Alexandre de Souza, foi nomeado em maio de 2020. Antes, passaram pelo cargo Maurício Leite Valeixo e Rogério Augusto Viana Galloro.

Anderson Torres tomou posse como ministro da Justiça e Segurança Pública na 3ª feira (6.abr), em cerimônia reservada no Palácio do Planalto.

Na posse, Torres disse que a “força da segurança pública tem que se fazer presente” nesse momento tão crítico do país, “garantindo a todos um ir e vir sereno e pacífico”. “A justiça e a segurança pública somadas são a espinha dorsal da paz e da tranquilidade da nação, principalmente quando se passa por uma crise sanitária mundial como a que vivemos e que impacta diretamente a economia e a qualidade de vida dos cidadãos brasileiros”, afirmou, destacando que a segurança pública foi uma das principais bandeiras de campanha de Bolsonaro e que ela “voltará a tremular alta e imponente”.

O presidente Bolsonaro também falou sobre a responsabilidade do cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública, que tem a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal sob seu comando. Para Bolsonaro, as mudanças que Torres poderá fazer na pasta são naturais, “para melhor adequá-lo” ao objetivo traçado pelo novo ministro.