O Brasil recebeu nesta quarta-feira (8) a primeira remessa do lote de 8,9 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 da Pfizer. A aeronave com 1.134.900 imunizantes desembarcou no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), às 20h45.

Segundo acordo firmado entre o Ministério da Saúde e a farmacêutica, serão mais seis voos com saída de Miami (EUA) e chegada em Campinas até o próximo domingo (12).

No total, serão entregues 8.972.730 milhões de doses da vacina produzida em parceria com a BioNTec, de acordo com cronograma divulgado pela Pfizer.

As vacinas são concedidas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, responsável pela distribuição para estados e município.

Segundo a pasta, a vacina da Pfizer/BioNTech é a terceira mais utilizada no Brasil. Também estão disponíveis no PNI a Coronavac (Sinovac/Butantan), as vacinas da Oxford/AstraZeneca e Janssen.

Já são mais de 59 milhões de doses da Pfizer distribuídas no país, desde o início da vacinação, segundo Ministério da Saúde.

 

Vacina da Pfizer será utilizada para terceira dose

O imunizante da Pfizer será utilizado preferencialmente na aplicação da terceira dose contra a Covid-19 no Brasil. A orientação é do Ministério da Saúde, que anunciou em agosto o planejamento para a aplicação das vacinas. De forma alternativa, poderão ser usados os imunizantes de vetor viral da AstraZeneca e da Janssen.

A campanha de vacinação com a terceira dose terá início na segunda quinzena de setembro e contemplará inicialmente apenas pessoas acima de 70 anos que receberam a segunda dose há pelo menos seis meses e indivíduos imunossuprimidos que foram vacinados há 28 dias, considerando todas as vacinas disponíveis no país.

Outros estados e cidades, porém, já iniciaram a imunização com a terceira dose ou anunciaram datas diferentes do cronograma do Ministério da Saúde, como São Paulo, por exemplo, que iniciou essa categoria de vacinação na última segunda-feira (6).

“Ideal é que seja a Pfizer”, diz especialista

Em entrevista à CNN, a infectologista da Unicamp e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) Raquel Stucchi afirmou que o imunizante contra a Covid-19 ideal como reforço para os idosos que receberam a Coronavac inicialmente é o da Pfizer.

Segundo a profissional da saúde, isso se deve à tecnologia da vacina de RNA mensageiro.

“Para a dose adicional, o ideal é fazermos uma vacina diferente da primeira dose, porque isso aumenta a resposta do nosso organismo, do nosso sistema de defesa”, explicou Stucchi. “Estudos mostram que fazer imunizantes de laboratórios diferentes é muito recomendado.”

Pfizer liberada para adolescentes

A vacina da Pfizer é a única que já tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a aplicação no público entre 12 e 17 anos.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, a vacinação de adolescentes de 12 a 14 anos, sem comorbidades ou deficiência física permanente, também teve início na última segunda-feira (6).