O Brasil registrou ontem 35.252 novos casos e 809 novas mortes por Covid-19. A pandemia, até agora, já provocou 4.595.335 ocorrências e 138.159 óbitos no país, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa.

O consórcio é formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde. O boletim é concluído às 20h.

A média móvel de mortes, por sua vez, é de 707. É a menor dos últimos dez dias.

A “média móvel de 7 dias” faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda.

Seis estados brasileiros registraram tendência de aumento na média móvel de mortes; Amapá, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte.

A tendência foi de queda em nove estados, além do Distrito Federal: Acre, Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.

Onze unidades federativas apresentaram tendência estável no índice: Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Tocantins.

Um levantamento da ONG Open Knowledge Brasil, divulgado pela Agência Bori, alertou para a existência de um apagão nas estatísticas da Covid-19 entre povos indígenas no Brasil.

Apenas 15% das capitais e 57% dos estados brasileiros divulgam dados da doença estratificados por etnias indígenas, prejudicando o monitoramento do novo coronavírus nessas populações. O levantamento indicou, ainda, que um a cada quatro casos de Covid-19 e de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) não são identificados por raça ou cor, um requisito obrigatório desde 2017.

Em entrevista ao GLOBO nesta terça-feira, o infectologista colombiano Ricardo Palacios, gerente médico de Ensaios Clínicos do Instituto Butantan, informou que crianças e adolescentes brasileiros também participarão de estudos sobre a vacina contra a Covid-19, como já acontece na China, e provavelmente ainda este ano.

A gigante chinesa Sinovac Biotech desenvolve a vacina CoronaVac, que, se aprovada, deverá ser aplicada em duas doses. No Brasil a liderança dos testes é do Butantan, que busca incluir 9 mil pessoas em seu projeto, sendo que 4 mil dos pacientes já foram recrutados.

A Rússia, por sua vez, deve registrar uma segunda vacina em potencial contra a Covid-19 até o dia 15 de outubro, segundo a agência estatal de notícias Tass. No mês passado, o país homologou a vacina Sputnik V, a a despeito do ceticismo de boa parte da comunidade científica internacional, que questionou a suposta falta de transparência sobre o desenvolvimento do imunizante, cujos testes já abrangem mais de 40 mil voluntários.

De acordo com o Ministério da Saúde da Rússia, a Sputnik V já foi liberada para a população e a entrega dos primeiros lotes está prevista para um futuro próximo

A nova vacina foi desenvolvida pelo Instituto Vector, da Sibéria, que concluiu o estágio inicial de testes em humanos na semana passada.

O pior da pandemia já passou, segundo estudo publicado por pesquisadores da Universidade de Princeton (EUA) na revista Science. A equipe traçou oito cenários que podem ser seguidos pelo coronavírus, e em nenhum deles o número de infectados é maior do que em 2020. Segundo o cenário mais otimista, a Covid-19 pode ser quase erradicada nos próxmos cinco anos.

Em Manaus, por exemplo, até 66% da população já foi exposta ao coronavírus. Com este contingente, a cidade já teria atingido o status de “imunidade de rebanho”, no qual o vírus encontra dificuldade para se propagar, segundo estudo da USP e da Universidade de Oxford.