O Brasil chegou a 3.674.176 casos e 116.666 óbitos por coronavírus, segundo consórcio de veículos de imprensa. Nas últimas 24 horas, o país registrou 46.959 novas ocorrências e 1.215 novas mortes pela pandemia.

As informações são do boletim das 20h do consórcio de veículos de imprensa, formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, que reúne informações das secretarias estaduais de Saúde.

Embora não haja comprovação científica de sua eficácia no combate ao coronavírus, o governo brasileiro gastou no mínimo R$ 18 milhões na compra de hidroxicloroquina, cloroquina, ivermectina e azitromicina, segundo levantamento do GLOBO. Só o Ministério da Saúde distribuiu 5,2 milhões de comprimidos de cloroquina a estados e municípios. Os remédios foram produzidos na Fiocruz e no laboratório do Exército.

Em meio à corrida global pela vacina pelo coronavírus – a Universidade de Oxford, por exemplo, pode enviar dados sobre seus testes ainda este ano a órgãos regulares -, a comunidade científica deparou-se, desde o início da semana, com casos documentos de reinfecção por Covid-19 em Hong Kong, Bélgica e Holanda. A descoberta levantou preocupações sobre a duração da imunidade do organismo humano contra o Sars-CoV-2 e as possíveis implicações epidemiológicas se os casos se multiplicarem mundo afora.

O médico brasileiro Jarbas Barbosa, vice-diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas, defendeu que ainda é preciso “entender melhor” as informações veiculadas de Hong Kong, o primeiro local a registrar a reinfecção de um paciente.

— Temos mais de 23 milhões de casos de Covid no mundo. E, até agora, apenas dois ou três relatos de reinfecção. Precisamos entender melhor o que aconteceu. E saber se eles estão relacionados a alguma modificação do vírus ou se se trata de alguma situação específica do sistema imunológico dessas pessoas — afirmou.