Milhares de pessoas que trabalham em serviços essenciais ou precisam sair para fazer compras em Buenos Aires começaram na quarta-feira (15) a respeitar o uso obrigatório de máscara de proteção.

Agentes de trânsito e policiais fiscalizaram os principais acessos ao metrô, trens e ônibus, bem como a entrada de supermercados e farmácias. A multa para quem não estiver usando máscara pode chegar a R$ 6 mil.

“Parece bom, porque é a forma de nos cuidarmos e prevenir a hecatombe que se espera. Espero que não terminemos como em Paris e todos esses lugares”, disse à AFP a enfermeira Elizabeth Viscaíno, 44.

A Argentina decretou o confinamento total dos 44 milhões de habitantes em 20 de março, quando somava 128 infectados e três mortos pela Covid-19. A quarentena deve se estender até 26 de abril.

Até ontem, foram registrados na Argentina 2.243 casos e 105 mortos. Nas principais estações de trem e metrô, câmeras foram instaladas para medir a temperatura dos usuários. Policiais com termômetros também se oferecem para fazê-lo, embora esta medida não seja obrigatória.

Apesar de muitos usarem máscaras cirúrgicas, os habitantes de Buenos Aires também usam máscaras caseiras. A venda do modelo N95, de proteção máxima, foi proibida para quem não trabalhar no sistema de saúde.