Putin se declara disposto a ir aos EUA e convida Trump para ir à Rússia

O presidente russo Vladimir Putin se declarou disposto a ir a Washington para se reunir com Donald Trump e assegurou ter convidado seu colega americano a Moscou, depois de uma primeira cúpula entre os dois muito criticada nos Estados Unidos.

"Estamos dispostos a convidar o presidente Trump a Moscou. Estou disposto a ir a Washington", afirmou Putin em coletiva de imprensa em Johannesburgo, à margem da cúpula dos Brics.

Estas reuniões com Trump são úteis, afirmou, elogicando seu colega americano "por sua grande qualidade de tentar cumprir suas promessas junto aos eleitores americanos".

Putin e Trump mostraram uma incomum compatibilidade na coletiva de imprensa posterior a uma reunião a portas fechadas em 16 de julho passado em Helsinque, especialmente sobre as acusações de ingerência russa nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, negadas por Moscou.

Esta esperada primeira cúpula entre os dois desatou uma série de críticas nos Estados Unidos, onde as declarações de Trump foram consideradas conciliadores demais em relação a Putin.


Reino Unido detém quatro homens por jogar ácido em criança de três anos

Quatro homens foram detidos no Reino Unido por conta de um ataque com ácido a uma criança de três anos que estava com sua família em um shopping, informou nesta segunda-feira a polícia.

Os agentes detiveram em Londres três homens de 22, 25 e 26 anos, enquanto outro homem de 39 anos foi preso ontem em Wolverhampton, no centro da Inglaterra, todos eles suspeitos de conspirar para causar danos físicos graves.

A criança estava em uma cadeira de passeio em uma loja com sua família quando às 13h15 local (10h15, em Brasília) sofreu um ataque com substância corrosiva, lhe causando ferimentos no rosto e no braço, foi hospitalizada e já recebeu alta.

O ataque ocorreu no estabelecimento Home Bargains de Tallow Hill, em Worcester (centro inglês), informou a polícia de West Mercia, que pediu a colaboração o público e apontou que por enquanto não há informações sobre os motivos do ataque.


Trump adverte Irã para que não volte a ameaçar EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu o Irã no último  domingo (22/07) para que "jamais volte a ameaçar os Estados Unidos" sob pena de "consequências como poucos conheceram ao longo da história".

O aviso foi uma resposta a advertências do presidente iraniano, Hassan Rohani, para o perigo de os EUA começarem um conflito com seu país.

"Já não somos um país que apoie suas palavras dementes de violência e de morte. Cuidado!", acrescentou Trump, numa mensagem toda em letras maiúsculas publicada no Twitter.

Poucas horas depois, a agência estatal iraniana Irna minimizou as mensagens de Trump, descrevendo-as como uma reação passiva aos comentários de Rohani.

A agência, porta-voz do governo do Irã, acrescentou nesta segunda-feira que a mensagem de Trump está apenas imitando o ministro iraniano do Exterior, Mohammad Javad Yarif, que no passado alertara o Ocidente para "nunca ameaçar um iraniano".

No domingo, Rohani alertou Trump para "não brincar com fogo" e garantiu que um conflito com o Irã seria a "mãe de todas as guerras".

Ele ressaltou que o Irã responderá a ameaças "com ameaças" e não vai se intimidar, segundo discurso publicado no site da presidência iraniana. Ele também voltou a afirmar que Teerã pode bloquear as rotas para exportação de petróleo no Golfo Pérsico em represália à decisão dos EUA de abandonar o acordo nuclear multilateral de 2015 com o Irã e impor novas sanções a Teerã.

As sanções entrarão em vigor em agosto e ameaçam afetar a já enfraquecida economia iraniana. A medida pretende atingir o Irã em duas frentes: seus programas de mísseis balísticos e sua influência regional.

Já durante visitas à Suíça e à Áustria, no começo do mês, Rohani advertira que o Irã pode fechar o Estreito de Ormuz, principal rota para as exportações de petróleo da região do Golfo.

A troca de mensagens acaloradas com países em disputa com os EUA faz parte do histórico de Trump.

A disputa retórica lembra a troca de mensagens entre Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, antes de as tensões terem dado lugar a uma aproximação inesperada com a Coreia do Norte.

Também no domingo, o secretário de Estado Mike Pompeo havia afirmado que Washington não tinha medo de impor sanções "do mais alto nível" ao regime de Teerã.

Num discurso perante a diáspora iraniana na Califórnia, Pompeo confirmou que Washington quer que todos os países reduzam suas importações de petróleo iraniano até "perto de zero", até o início de novembro. Caso contrário, esses países enfrentariam sanções dos EUA.


Em carta, Kim pede ações concretas a Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, revelou nesta quinta-feira (12) uma carta "muito legal" enviada por Kim Jong-un, em que o ditador da Coreia do Norte expressa otimismo sobre um "novo futuro" entre os dois países, mas pede "ações concretas" para gerar confiança.

"Uma nota muito legal do líder Kim Jong-un", afirmou Trump nas redes sociais junto com uma cópia do documento do dia 6 -mesmo dia em que o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, chegou a Pyongyang para conversas com o regime. "Um grande progresso está sendo feito!", acrescentou Trump.

Na carta, Kim afirmou a Trump que está convencido de que os esforços mútuos rumo a um "novo futuro" entre Coreia do Norte e EUA seguramente chegarão a um bom resultado e se mostra confiante de que a cúpula de Singapura, onde ambos se reuniram há cerca de um mês, tenha sido o início de um processo "significativo".

"Agradeço profundamente os esforços enérgicos e extraordinários realizados por Sua Excelência Senhor Presidente para melhorar as relações entre os dois países e a implementação fiel da declaração conjunta", disse Kim na carta.

O ditador também declarou ter esperança de que "a invariável confiança e a convicção" em Trump "se fortaleçam ainda mais no processo futuro de tomar ações concretas".

Pompeo viajou a Pyongyang na semana passada, numa tentativa de avançar nos compromissos de desnuclearização assumidos durante a cúpula histórica de Cingapura.

Mas a Coreia do Norte vê a desnuclearização como um longo processo de desarme multilateral em toda a península Coreana e não como um desmantelamento unilateral de seu arsenal nuclear.

Em declarações em Tóquio, Pompeo insistiu em que as conversas ocorrem em "boa fé" e que as sanções só serão retiradas em caso de abandono completo do programa nuclear pelo regime de Kim Jong-un. Já Pyongyang advertiu que o futuro do processo estava em perigo pelas demandas excessivas dos EUA.

Uma reunião entre representantes das duas administrações na zona desmilitarizada entre as Coreias foi adiada de quinta para domingo (15).

O encontro teria participação de membros do Pentágono e do comando da ONU e foi anunciado pelo secretário de Estado americano durante a última visita.

Também há ceticismo nos EUA sobre a relação da Casa Branca com a Coreia do Norte. Estudos recentes mostram que Pyongyang continuou a expandir sua infraestrutura nuclear e de mísseis. Agentes de inteligência também estimam que não haverá desnuclearização completa.

Segundo as agências de notícias Associated Press e AFP, o governo americano acusou o país asiático de continuar a violar as sanções da ONU com o contrabando de petróleo refinado acima da cota estipulada de 500 mil barris anuais.

O grupo teria superado em mais de 50% o limite estabelecido na punição internacional. A reclamação foi enviada em carta ao Conselho de Segurança.

Apesar das incertezas, Trump mantém a confiança. Ao deixar a reunião da Otan em Bruxelas, citou como progresso o fim dos testes nucleares e de mísseis norte-coreanos. Com informações da Folhapress.