BC dos EUA deve subir juro em março em batalha contra inflação

O Fed, Banco Central dos Estados Unidos, disse nesta quarta-feira (27) que provavelmente aumentará as taxas de juros do país em março e reafirmou planos de encerrar suas compras de títulos naquele mês, também no que o presidente da autoridade monetária, Jerome Powell, prometeu que será uma luta determinada para domar a inflação.

"O comitê tem a intenção de aumentar a taxa dos federal funds na reunião de março, assumindo que as condições sejam apropriadas para isso", disse Powell, indo mais longe do que a mensagem do comunicado de política monetária do Fed, de que apenas as taxas subiriam "em breve".

Subsequentes aumentos nas taxas de juros e uma eventual redução nas participações de ativos pelo Fed seguiriam conforme necessário, disse Powell, enquanto as autoridades monitoram a rapidez com que a inflação se afasta das máximas em várias décadas em que se encontra agora de volta à meta de 2% do Fed.

Muito ficou a ser decidido ainda, disse o chefe do Fed, incluindo quão rapidamente as taxas subirão ou a velocidade em que as autoridades deixarão o balanço de US$ 9 trilhões cair.

Mas o líder do Fed foi explícito em um ponto-chave: com a inflação alta e, por enquanto, aparentemente piorando, o Fed neste ano planeja reprimir gradualmente o crédito e encerrar o apoio extraordinário que forneceu à economia dos EUA durante a pandemia.

Desde a última reunião do Fed em dezembro, disse Powell, a inflação "não melhorou. Provavelmente piorou um pouco... Na medida em que a situação se deteriorar ainda mais, nossa política (monetária) terá que refletir isso", disse Powell.

"Este será um ano em que nos afastamos gradualmente da política monetária altamente acomodatícia que implementamos para lidar com os efeitos econômicos da pandemia."

A extensão desse afastamento pelo Fed de políticas adotadas durante a pandemia rumo a uma abordagem mais combativa contra a inflação tomará mais forma nas próximas semanas.

Dependerá de como a própria inflação se comporta, e Powell disse que as autoridades ainda esperam que grande parte da melhora venha à medida que os tremores secundários da pandemia diminuam, talvez permitindo que eles façam menos trabalho por meio de uma política monetária mais rígida.

Uma miríade de riscos permanece, desde uma pandemia que ainda está em andamento até um potencial conflito militar Rússia-Ucrânia.

Mas Powell disse que os formuladores de política monetária neste momento sentem que têm "bastante espaço para aumentar as taxas de juros" sem ameaçar o progresso nos empregos ou retardar uma recuperação econômica que desejam manter em andamento.

Em um refrão que se tornou comum, ele observou que "a economia está bem diferente" hoje do que quando o Fed começou a aumentar as taxas de juros pela última vez em 2015, com inflação mais alta, desemprego mais baixo, o que Powell considera impulso suficiente para a economia andar sem apoio do banco central.

Naquela virada para uma política monetária mais rígida, o Fed moveu-se inicialmente de forma glacial, com 0,25 ponto percentual de alta do juro em 2015 e apenas outro em 2016.

Investidores estão esperando muito mais desta vez, com preços de contratos futuros de juros embutindo quatro aumentos de taxa de juro neste ano.

Os membros do Fomc também concordaram na reunião desta semana sobre um conjunto de princípios para "reduzir significativamente" o tamanho das enormes participações de ativos pelo Fed.

Autoridades disseram que vão encolher as participações "principalmente" limitando quanto do principal dos títulos vencidos será reinvestido a cada mês. Esse plano começaria após a alta das taxas de juros, disse o Fed, sem ainda definir uma data, ritmo ou tamanho final específicos.

Com o tempo, o balanço do Fed não apenas seria reduzido, mas também se afastaria dos títulos lastreados em hipotecas e passaria a ser ponderado em relação aos títulos do Tesouro dos EUA, "minimizando assim o efeito das participações do Federal Reserve na alocação de crédito entre setores da economia", disse banco.

Fornecimento

O comunicado de política monetária do Fed citou ganhos recentes "sólidos" de empregos que continuaram mesmo quando o surto da variante Ômicron do coronavírus levou os números diários de casos de Covid-19 a níveis recordes.

Embora o Fed tenha parado de tentar avaliar quando a inflação pode diminuir, o comunicado trouxe que as autoridades continuam esperando que melhorias nas cadeias de suprimentos globais amenizem o ritmo dos aumentos de preços.

"Desequilíbrios de oferta e demanda relacionados à pandemia e à reabertura da economia continuaram a contribuir para níveis elevados de inflação", disse o Fed.

Os preços ao consumidor dos EUA subiram em dezembro 7% na comparação anual, maior patamar desde a década de 1980. Os formuladores de política monetária não divulgaram novas projeções econômicas e de taxas de juros nesta quarta-feira.

 


Alta dos juros nos EUA vai ameaçar crescimento econômico do Brasil

A sinalização do Fed (Federal Reserve), o Banco Central dos Estados Unidos, de que vai elevar a taxa básica de juros nos próximos meses traz dores de cabeça para a economia brasileira. O movimento tende a afastar investidores dos mercados emergentes e afetar o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) — soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Atualmente fixada no intervalo entre 0% e 0,25% ao ano, a taxa de juros norte-americana deve começar a subir a partir do mês de março, conforme perspectivas adiantadas pelos diretores do Fed em comunicado nesta quarta-feira (26). As previsões apontam para ao menos três saltos da taxa até o fim de 2022 com o objetivo de conter a inflação nos Estados Unidos.

Rachel de Sá, chefe de economia da Rico Investimentos, avalia que a decisão, a ser confirmada, torna o investimento no Brasil menos atrativo, ainda que a taxa Selic figure em um patamar bem superior ao dos juros oferecidos em países desenvolvidos.

“Os investidores veem os títulos soberanos da dívida pública dos Estados Unidos como um ativo de zero risco. Se não existe risco e oferecem um retorno um pouco maior, eles pensam duas vezes antes de tomar mais risco à procura de um retorno”, explica Rachel.

Andrey Nousi, fundador e presidente da Nousi Finance, partilha da mesma posição de Rachel e classifica o mundo dos investimentos como um “cobertor curto”. “Se os Estados Unidos ficam mais atrativos, os investidores começam a sugar a liquidez de outros países. Naturalmente, quem tende a sofrer mais são os emergentes, aqueles com economias mais fragilizadas”, observa ele.

Para Nousi, elevação dos juros em terras norte-americanas tende a manter a Selic em um patamar mais elevado para incentivar o estrangeiro a permanecer com o dinheiro por aqui, o que põe a atividade econômica em risco. "Essa taxa de juros em níveis elevados é muito letal para a economia brasileira, porque ela estrangula o empreendedor que precisa financiar suas atividades.”

A avaliação pessimista leva em conta que as taxas de juros em níveis mais elevados encarecem o crédito e, consequentemente, afetam a geração de empregos. A situação afeta a renda dos trabalhadores e reduz o consumo das famílias, responsável por dois terços (cerca de 65%) do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

Aguardada pelo mercado financeiro, as futuras altas já refletem nas expectativas de crescimento da economia brasileira para este ano. Para os analistas consultados semanalmente pelo BC (Banco Central), o avanço do PIB nacional deve encerrar 2022 com alta de apenas 0,29%, patamar semelhante ao apresentado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) no início desta semana.

Apesar dos impactos, Rachel de Sá, da Rico, adiciona uma percepção de que a contenção da inflação nos Estados Unidos pode trazer um efeito positivo para o Brasil, caso ela ocorra “de forma gradual e dentro do esperado” pelos analistas.


Moçambique: sobe para 18 o nº de mortos após tempestade tropical

O número de mortos provocados pela passagem da tempestade tropical “Ana” subiu para 18 em Moçambique, segundo a atualização na manhã desta quinta-feira (27) feita pelo do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

A instituição também indica que 99 pessoas ficaram feridas. Três províncias do país foram as mais atingidas pela passagem da tempestade tropical: Tete, Zambézia e Nampula

O INGD informa ainda que 2756 casas ficaram totalmente destruídas, doze unidades sanitárias foram afetadas e centenas de salas de aula destruídas.

Apesar da tempestade já ter passado, há famílias que ainda não podem voltar às suas casas, que permanecem inundadas. Para amparar as vítimas da tempestade tropical foram criados oito centros de acomodação na Província da Zambézia e dois na Província de Tete.

Para assegurar a retomada do transporte em várias estradas, o Governo de Moçambique trabalha para avaliar as condições técnicas para a instalação de pontes metálicas.

Na última quarta-feira (26), foi encontrado o corpo do Administrador da Cidade de Tete, José Maria Menderes, que foi arrastado pela força das águas durante a passagem da tempestade tropical "Ana".

 


Preocupações russas devem ser levadas a sério, diz China aos EUA

A China pediu nesta quinta-feira (27) ao governo dos Estados Unidos que as preocupações de segurança da Rússia a respeito da crise na Ucrânia devem ser levadas a sério, durante uma ligação entre os chefes de diplomacia das duas potências.

Na conversa, o ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, também exigiu ao secretário de Estado Antony Blinken que Washington "pare de interferir" nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim e "pare de brincar com o fogo" na questão de Taiwan.

A ligação, a poucos dias da cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno, abordou principalmente a crise na Ucrânia, onde a presença de dezenas de milhares de tropas russas na fronteira provocam o temor de uma invasão.

O Kremlin nega ter intenções hostis e justifica a mobilização de seu exército pela preocupação com sua segurança ante a possível expansão da Otan para a antiga zona de influência de Moscou.

"As preocupações razoáveis de segurança da Rússia devem ser levadas a sério e resolvidas", declarou Wang Yi, de acordo com o comunicado divulgado pelo ministério chinês. "A segurança regional não pode ser garantida pelo fortalecimento ou, inclusive, a expansão dos blocos militares".

"Todas as partes deveriam abandonar completamente a mentalidade da Guerra Fria e formar um mecanismo de segurança europeu equilibrado, efetivo e sustentável por meio de negociações", insistiu o ministro.

Ao mesmo tempo, Blinken advertiu o colega chinês para "os riscos econômicos e de segurança global que representam uma agressão da Rússia contra a Ucrânia e concordou que a desescalada e a diplomacia são a maneira responsável de proceder", disse seu porta-voz Ned Price.

O ministro chinês aproveitou a conversa para advertir o governo dos Estados Unidos contra sua postura a respeito dos Jogos Olímpicos de Pequim, que foi afetado pela rivalidade entre as duas potências e as acusações de violações dos direitos humanos na China.

Estados Unidos e outros países aliados anunciaram um boicote diplomático aos Jogos por esta questão, especialmente pela repressão à minoria muçulmana uigur na região de Xinjiang.

"A prioridade mais urgente agora é que os Estados Unidos parem de interferir nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim", disse Wang. O ministro também pediu que seu colega "pare de brincar com fogo" com Taiwan, uma fonte de grandes tensões entre as duas potências.


Aeroporto de Istambul reabre após nevasca que parou Turquia e Grécia

O aeroporto de Istambul reabriu nesta terça-feira (25) após mais de 24 horas de inatividade devido a uma nevasca incomum que paralisou o leste do Mediterrâneo e forçou a Grécia a declarar dois dias de feriado.

A neve causou caos em ambos os países, afetando o tráfego nas estradas e serviços básicos, o que deixou centenas de pessoas presas em seu carro na Grécia.

Grande parte da atenção internacional se concentrou no fechamento do aeroporto de Istambul, um dos maiores da Europa, inaugurado em 2019.

Durante o dia, as atividades foram retomadas com a chegada de um voo de Caracas. Apenas uma das três pistas estava operacional, de modo que somente alguns entre centenas de voos cancelados puderam ser remarcados.

O aeroporto de Istambul recebeu mais de 37 milhões de passageiros no ano passado, apesar das interrupções no tráfego aéreo devido à pandemia.

Reclamações dos passageiros

Nas redes sociais, os passageiros manifestaram sua indignação com a falta de atenção no terminal e a falta de informação.

"Não há uma garrafa de água. Consideração zero com mulheres e crianças", reclamou Chris Wiggett, um dos passageiros afetados, no Twitter.

Outras imagens do terminal mostraram uma multidão exigindo que os passageiros afetados fossem acomodados em um hotel.

A prefeitura de Istambul informou que se acumularam quase 85 centímetros de neve e as autoridades decidiram fechar as universidades até segunda-feira.

Na Grécia, Atenas e várias cidades do centro do país acordaram na terça-feira com uma espessa camada de neve, o que obrigou o governo a decretar feriados na Ática e em algumas ilhas na terça e quarta-feira.

Na noite de segunda para terça-feira, 3.500 motoristas tiveram que ser resgatados após ficarem presos nos arredores de Atenas por uma nevasca "excepcional", segundo o ministro da Proteção Civil e Mudanças Climáticas, Christos Stylianides.

Um sexagenário sem-teto foi encontrado morto em Tessalônica, a segunda cidade do país, no norte, provavelmente devido ao frio.

O aeroporto internacional de Atenas, onde muitos aviões não decolaram na terça-feira, cancelou cerca de trinta voos das companhias aéreas do mar Egeu e Olímpico programados para o dia seguinte.

Alguns motoristas furiosos ligaram para as estações de rádio para expressar "sua raiva" e criticar o governo pelo "caos".

Os cortes de eletricidade alimentaram o descontentamento, e o Ministério Público anunciou uma investigação sobre o fechamento da principal rodovia do país, que liga a capital ao aeroporto.


Festas no lockdown podem derrubar Boris Johnson do cargo?

As denúncias de festas envolvendo o primeiro-ministro Boris Johnson durante o restrito lockdown do Reino Unido fez com que a opinião pública atacasse duramente o político. Apesar de pedir desculpas aos britânicos, o premiê afirma que não pretende renunciar ao cargo, que deve ocupar até 2024.

No entanto, com a atual situação, existe uma pressão para que o partido do primeiro-ministro, o partido Conservador, retire o apoio a Johnson e que seja escolhido um novo nome antecipadamente. Vale lembrar que não é a população que elege quem ocupa essa posição no sistema parlamentarista, mas os membros do partido ou da coalizão com maior número de parlamentares eleitos.

Mesmo neste cenário incerto, a professora da ESPM e doutora em relações internacionais pela London School of Economics Carolina Pavese acredita que Johnson ainda tenha alguns meses à frente do Reino Unido.

“Não há um nome consensual dentro do partido de quem possa substituir Johnson. Há uma pressão para se esvaziar a cadeira, mas não há uma configuração de um candidato para substituir ou uma definição de nomes”, explica Pavese.

As medidas restritivas impostas pelo governo do Reino Unido na pandemia foram uma das bandeiras de Johnson em 2020, levando a população à ira com a revelação do escândalo batizado pela imprensa britânica como Partygate, uma referências as festas realizadas na residência oficial e que violaram as regras de isolamento do país.

“O sentimento geral é de revolta, de indignação e de injustiça. Essas regras de lockdown foram muito restritas no Reino Unido em todas as ondas”, destaca Pavese. “Essa vivência desse lockdown é ainda muito presente na relação dos cidadãos britânicos com a pandemia e uma característica muito forte de como o governo lidou com o coronavírus”.


Peru supera três milhões de casos de Covid, quase 10% da população

O Peru superou na última terça-feira (25) a marca de três milhões de casos confirmados de Covid-19, o que representa quase 10% de sua população, em meio à terceira onda da pandemia, provocada pela variante Ômicron, informou o ministério da Saúde.

O total de contágios alcançou 3.020.756 (+44.496 em 24 horas) e as mortes chegaram a 204.587 (+183), em um país de 33 milhões de habitantes.

Entre os novos casos positivos está a número dois do governo peruano, a chefe de gabinete Mirtha Vásquez. Outros quatro ministros do presidente Pedro Castillo foram diagnosticados recentemente com Covid-19, incluindo o ministro da Saúde, Hernando Cevallos.  

Vásquez, de 46 anos, "está com sintomas leves mas estável e deve trabalhar de forma forma remota em sua residência" até os resultados de novos exames, informou o governo.

Desde a confirmação dos primeiros casos de Ômicron, em 19 de dezembro, o Peru registrou 757 mil casos de coronavírus, 25% do total de contágios desde que a pandemia começou no país, em março de 2020.


Voto em branco domina 1º dia de eleição presidencial na Itália

O voto em branco dominou nesta segunda-feira (24) a primeira rodada de votação no Parlamento da Itália para eleger um novo presidente da República, uma eleição marcada pela incerteza, na qual o atual primeiro-ministro, Mario Draghi, é um dos favoritos.

Mais de mil "grandes eleitores" (321 senadores, 629 deputados e 58 representantes de 20 regiões) foram convocados para eleger o novo presidente, cujo mandato dura sete anos.

A cédula branca imperou no primeiro dia, já que os líderes dos partidos não chegaram a um acordo sobre o sucessor de Sergio Mattarella, cujo mandato acaba em 3 de fevereiro.

As duas maiores coligações de esquerda e direita, que não têm maioria parlamentar, decidiram votar em branco, totalizando 672 cédulas.

Matteo Salvini, líder da ultradireitista Liga, partido com o maior número de parlamentares, se reuniu nesta segunda-feira separadamente com Draghi e com os líderes do Partido Democrático (PD, esquerda), do antissistema Movimento Cinco Estrelas (M5S) e do direitista Irmãos da Itália, para tentar propor uma personalidade com amplo consenso.

"O diálogo foi aberto. Trabalhamos por um nome", anunciaram em comunicado conjunto os líderes da Liga e do PD, formações historicamente rivais.

As funções do presidente são essencialmente honorárias na Itália, onde rege o sistema parlamentar. Portanto, para o cargo, costuma-se escolher uma personalidade renomada, com capacidades notáveis de mediação e que esteja acima dos partidos.

Voto no estacionamento

Nas três primeiras rodadas de votação, é necessária uma maioria de dois terços, mas, a partir da quarta rodada de votações, é suficiente uma maioria simples.

A votação ocorre mediante voto secreto, e não há dúvidas de que ela vai durar vários dias.

No passado, não faltaram surpresas, tanto que as eleições para presidente na Itália costumam ser comparadas aos conclaves para a eleição do papa.

Devido às medidas sanitárias adotadas contra a Covid, cada rodada vai durar apenas um dia, e os que se infectarem com o vírus terão uma mesa de votação externa especial, no estacionamento do Parlamento.

Segundo o canal de televisão La7, entre 12 a 15 parlamentares testaram positivo.

A incerteza cresceu após a retirada, no sábado (22), da candidatura do ex-primeiro-ministro e magnata das comunicações Silvio Berlusconi, de 85 anos, que lançou uma campanha original, seduzindo os parlamentares indecisos pelo telefone, com piadas e promessas.

Il Cavaliere está hospitalizado para fazer exames "de rotina", por isso desapareceu de fato da cena política.

Draghi presidente?

Draghi, de 74 anos, é o principal candidato, mas sua eleição abriria uma fase de instabilidade política.

Eixo crucial da ampla coalizão que vai da direita à esquerda, o que lhe garantiu obter fundos colossais da União Europeia, o economista deu ao país um prestígio internacional que se acreditava perdido.

Mas sua eleição deixaria o posto de primeiro-ministro vago. Portanto, muitos preferem que ele permaneça no cargo até as eleições legislativas de 2023, já que temem eleições antecipadas.

Investidores internacionais também temem que a Itália, endividada, fique para trás em um rigoroso calendário de reformas se Draghi renunciar como primeiro-ministro.

Sem definição

A imprensa italiana cita há semanas nomes de candidatos além de Draghi para suceder Sergio Mattarella, de 80 anos, no Palácio do Quirinal, a sede da Presidência.

Entre os nomes que os setores progressistas lançaram neste fim de semana está o católico Andrea Riccardi, fundador da Comunidade de Santo Egídio, próximo ao papa Francisco e conhecido por sua política em favor dos migrantes e por ter mediado inúmeros conflitos internacionais.

Observadores calculam que antes da quinta-feira (27), quando ocorrerá a quarta rodada e será necessária apenas uma maioria simples para a vitória, o candidato mais provável aparecerá.


O ministro dos Transportes britânico, Grant Shapps, confirmou nesta segunda-feira (24) que a partir do próximo dia 11 de fevereiro será eliminada a exigência de testes de Covid-19 para pessoas totalmente vacinadas ao chegarem ao Reino Unido. Em pronunciamento na Câmara dos Comuns, Shapps especificou que os viajantes vacinados que então chegarem ao país terão apenas que preencher um formulário de localização, mas esses documentos — que também são atualmente exigidos — "serão mais simples e fáceis". Por outro lado, as pessoas que não estiverem totalmente vacinadas não terão mais que fazer o teste no oitavo dia após a chegada ao país ou isolar-se. Com as mudanças, aqueles viajantes que não estiverem imunizados terão que preencher o documento de localização, apresentar o resultado negativo de um teste de Covid-19 feito dois dias antes da partida para o Reino Unido e passar por outro PCR na chegada. Shapps justificou as mudanças nas regras atuais com o argumento de que os testes em pessoas vacinadas não são mais "úteis", ressaltando que a medida tornará as viagens "muito mais fáceis", economizará dinheiro para as famílias e dará segurança aos passageiros e para a indústria, especialmente antes do verão. Durante o discurso, o ministro também indicou que o país também reconhecerá as vacinas de outros 16 países, incluindo China e México, o que significa que viajantes vacinados de um total de 118 países poderão entrar no Reino Unido. Por sua vez, os menores de 18 anos continuarão a ser tratados como totalmente vacinados para fins de viagens internacionais. Esta informação havia sido antecipada na manhã de hoje pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, durante uma visita a um hospital em Londres, embora não tenha especificado datas ou detalhes. A notícia representa um importante impulso para o setor da aviação e algumas companhias aéreas já reagiram, como a britânica easyJet, cujo CEO, Johan Lundgren, indicou em comunicado que os clientes "ficarão satisfeitos ao ver o retorno das viagens sem restrições ao Reino Unido. "Acreditamos que a exigência de teste para viagens deve ser coisa do passado. Está claro que as restrições de viagem não reduziram significativamente a disseminação da Ômicron no Reino Unido, por isso é importante que não haja mais reações precipitadas a futuras variantes", disse Lundgren. Atualmente, para entrar no Reino Unido, as pessoas que já estão vacinadas têm que solicitar um teste de Covid-19 a uma empresa privada, ao qual esses viajantes devem se submeter dois dias após a chegada ao país. Os viajantes não vacinados, por sua vez, devem fazer um teste antes do embarque e dois testes PCR na chegada — realizados no segundo e oitavo dia após o desembarque —, além de ficarem isolados por dez dias.

governo dos Estados Unidos recomendou nesta segunda-feira (24) que os cidadãos americanos na Ucrânia "saiam agora" do país e afirmou que não contempla nenhum plano de evacuação como o que ocorreu no Afeganistão.

"Estamos comunicando aos cidadãos americanos que eles devem sair [da Ucrânia] agora", declarou a porta-voz do governo americano, Jen Psaki, em entrevista coletiva diária, na qual esclareceu que "não há nenhum plano para uma evacuação militar".

O Departamento de Estado ordenou no domingo passado a saída das famílias dos trabalhadores da embaixada em Kiev e autorizou a retirada dos funcionários não essenciais diante da "contínua ameaça de uma ação militar por parte da Rússia".

"Não há intenção de promover uma saída ou uma evacuação nesse sentido [como no Afeganistão]. Portanto, estamos comunicando aos cidadãos americanos que eles devem sair agora", advertiu Psaki.

A porta-voz observou que os americanos podem deixar a Ucrânia por meio de companhias aéreas comerciais ou por via terrestre e destacou que a embaixada em Kiev pode "prestar assistência".

No entanto, ela insistiu que o Afeganistão foi o único precedente para uma evacuação militar e que a recomendação de deixar a Ucrânia é a mesma que em casos como na Etiópia e no Cazaquistão.

Na mesma coletiva, Psaki revelou que o governo dos EUA tem discutido com aliados europeus ao longo das últimas semanas o possível destacamento de tropas americanas para o Leste Europeu.

Biden se reunirá nesta segunda-feira com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Jens Stoltenberg, e vários líderes europeus para coordenar a resposta à mobilização de tropas russas na fronteira ucraniana.

A Aliança Atlântica anunciou nesta segunda-feira que está "em alerta" e enviando navios e caças adicionais para as forças da Otan no Leste Europeu, reforçando a dissuasão e a defesa aliada, enquanto a Rússia continua a aumentar o poder militar nos arredores da Ucrânia.

 


Reino Unido não pedirá teste a vacinados para entrarem no país

O ministro dos Transportes britânico, Grant Shapps, confirmou nesta segunda-feira (24) que a partir do próximo dia 11 de fevereiro será eliminada a exigência de testes de Covid-19 para pessoas totalmente vacinadas ao chegarem ao Reino Unido.

Em pronunciamento na Câmara dos Comuns, Shapps especificou que os viajantes vacinados que então chegarem ao país terão apenas que preencher um formulário de localização, mas esses documentos — que também são atualmente exigidos — "serão mais simples e fáceis".

Por outro lado, as pessoas que não estiverem totalmente vacinadas não terão mais que fazer o teste no oitavo dia após a chegada ao país ou isolar-se.

Com as mudanças, aqueles viajantes que não estiverem imunizados terão que preencher o documento de localização, apresentar o resultado negativo de um teste de Covid-19 feito dois dias antes da partida para o Reino Unido e passar por outro PCR na chegada.

Shapps justificou as mudanças nas regras atuais com o argumento de que os testes em pessoas vacinadas não são mais "úteis", ressaltando que a medida tornará as viagens "muito mais fáceis", economizará dinheiro para as famílias e dará segurança aos passageiros e para a indústria, especialmente antes do verão.

Durante o discurso, o ministro também indicou que o país também reconhecerá as vacinas de outros 16 países, incluindo China e México, o que significa que viajantes vacinados de um total de 118 países poderão entrar no Reino Unido.

Por sua vez, os menores de 18 anos continuarão a ser tratados como totalmente vacinados para fins de viagens internacionais.

Esta informação havia sido antecipada na manhã de hoje pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, durante uma visita a um hospital em Londres, embora não tenha especificado datas ou detalhes.

A notícia representa um importante impulso para o setor da aviação e algumas companhias aéreas já reagiram, como a britânica easyJet, cujo CEO, Johan Lundgren, indicou em comunicado que os clientes "ficarão satisfeitos ao ver o retorno das viagens sem restrições ao Reino Unido.

"Acreditamos que a exigência de teste para viagens deve ser coisa do passado. Está claro que as restrições de viagem não reduziram significativamente a disseminação da Ômicron no Reino Unido, por isso é importante que não haja mais reações precipitadas a futuras variantes", disse Lundgren.

Atualmente, para entrar no Reino Unido, as pessoas que já estão vacinadas têm que solicitar um teste de Covid-19 a uma empresa privada, ao qual esses viajantes devem se submeter dois dias após a chegada ao país.

Os viajantes não vacinados, por sua vez, devem fazer um teste antes do embarque e dois testes PCR na chegada — realizados no segundo e oitavo dia após o desembarque —, além de ficarem isolados por dez dias.