Quarta morte causada por cerveja contaminada é confirmada em Minas Gerais

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Minas Gerais confirmou que a morte de uma mulher em Pompéu, em 28 de dezembro de 2019, está relacionada com a síndrome nefroneural causada pelo consumo de cerveja contaminada. Ela tinha 60 anos e consumiu a Belorizontina no bairro de Buritis.

 Também  foi confirmada a morte de um homem de 89 anos em decorrência do consumo da bebida. Até o momento, quatro pessoas morreram. Segundo a SES, até esta quinta-feira foram notificados 18 casos de intoxicação, dos quais quatro foram confirmados e 14 continuam sob investigação.

Apenas a morte de Pachoal Dermatini Filho, de 55 anos, está dentre os casos confirmados de intoxicação pelo dietilenoglicol. Os outros três estão entre os casos suspeitos e a confirmação sobre a causa da morte depende do resultado de análises laboratoriais.

O  Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou uma nota informando que identificou a presença de monoetilenoglicol e dietilenoglicol em oito produtos da Cervejaria Backer. Foram encontradas as substâncias tóxicas nas marcas Capitão Senra, Pele Vermelha, Fargo 46, Backer Pilsen, Brown e Backer D2, além das marcas Belorizontina e Capixaba.

As análises foram realizadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária e constataram 21 lotes contaminados. A cerveja Belorizontina passou a ter 12 lotes contaminados.

MP proíbe comercialização de cervejas da Backer

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) proibiu a comercialização e o fornecimento de cervejas produzidas pela Backer. O documento foi emitido após uma reunião que envolveu o Procon-MG, representantes da Cervejaria Backer, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel-MG), a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais e a Secretaria Municipal de Saúde da capital.

Ficou definido também que os "produtos deverão ser separados, devidamente identificados e ficar sob a guarda do responsável pelo estabelecimento até a conclusão das investigações".

Além disso, o MPMG declarou que "em hipótese alguma, esses produtos poderão ser descartados, seja no lixo comum ou em qualquer outro local" e que a "cervejaria Backer emitirá um comunicado, posteriormente, sobre a destinação desses produto".


Seguro-desemprego: falha no sistema impede liberação para quem fez saque imediato do FGTS

Trabalhadores demitidos sem justa causa e que tentaram sacar o seguro-desemprego estão enfrentando dificuldades e atrasos na liberação do benefício. O problema começou na segunda quinzena de dezembro e ocorreu após a liberação do saque imediato de R$ 500 por conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O governo informou que ainda está verificando o número de trabalhadores prejudicados.

A Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia, informou que os todos os trabalhadores que tiveram o acesso ao seguro-desemprego dificultado terão seus pedidos reprocessados e liberados até a próxima quarta-feira, dia 22. Já os benefícios solicitados a partir de segunda-feira, dia 20, deverão ser liberados automaticamente.

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De acordo com a pasta, a falha ocorreu no sistema de conferências para o pagamento do seguro-desemprego. Por motivos de segurança, é feita uma série de checagens em diversas bases de dados toda vez que um trabalhador solicita o benefício. O processo ocorre para verificar a identidade do trabalhador e se ele realmente tem direito ao pagamento.

O analista de marketing Miguel Faria, de 33 anos, está há uma semana tentando dar entrada no benefício, mas seu cadastro presentou inconsistência. Ele efetuou o saque imediato dos recursos previstos na nova modalidade de retirada do Fundo de Garantia no ano passado:

— A solicitação apresentava "divergências" no final do cadastro. Mas eu não entrei com recurso. Agora, vou esperar a regularização para fazer um novo pedido. Estou em busca de recolocação no mercado de trabalho, mas enquanto isso quero receber o dinheiro do seguro desemprego — afirma Miguel, que trabalhava há dois anos e meio em uma empresa e tem direito a receber cinco parcelas do benefício.

O governo afirmou ainda que, com a introdução das novas modalidades de saque do FGTS, o fluxo de registros no sistema do Fundo de Garantia foi alterado. A opção pelo saque tem aparecido como última informação, onde o sistema do seguro-desemprego busca a informação de “demissão sem justa causa”. Quando isto acontece, o sistema indica uma pendência, e o trabalhador não consegue solicitar o benefício.

A advogada Cinthia Savelli, coordenadora de Direito Trabalhista da Escola Superior de Advocacia da OAB/RJ, lembra que, após a demissão, o trabalhador deve requerer um código de saque para o FGTS, e é por meio deste sistema e código que é solicitada a liberação do seguro-desemprego, feita pelo Ministério da Economia. Segundo ela, a liberação normalmente ocorre em 30 dias:

— Hoje as bases de dados dos trabalhadores são integradas e as informações checadas para evitar fraudes ou que alguém que não faz jus ao benefício receba o pagamento. O problema é que o governo abriu uma nova possibilidade de saque sem atentar para o fato de que isso geraria problemas na liberação do seguro desemprego. E ainda havia a orientação para que os trabalhadores entrassem com o recurso o que estenderia para 60 dias o prazo de análise dos processos — observa Savelli.

Recursos

Uma das apurações da plataforma é feita nos registros do FGTS, do qual deveria constar “demissão sem justa causa” como última informação. Isto impede, por exemplo, a concessão de benefícios a trabalhadores que foram demitidos por justa causa ou tiveram seu contrato por prazo determinado encerrado, dois casos que não dão direito ao pagamento.

Os trabalhadores que apresentaram um recurso administrativo de número 557 terão os benefícios liberados primeiro. Já aqueles que não contestaram a negativa terão a liberação automática. A evolução da solicitação ou da reanálise de benefício pode ser acompanhada pela internet (www.gov.br) ou pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.

Os trabalhadores demitidos sem justa causa têm direito ao seguro-desemprego e também podem sacar o valor de FGTS depositado pelo último empregador mais a multa de 40% sobre o total. A liberação da parcela ocorre sempre 30 dias após a requisição.

Regras

O direito ao recebimento do seguro-desemprego varia entre 3 e 5 parcelas, conforme o número de solicitações que já foram feitas anteriormente e a quantidade de meses em que foi mantido algum vínculo de emprego. O valor do benefício, por sua vez, irá variar conforme a faixa salarial do beneficiado.

O trabalhador que solicitar o seguro-desemprego pela primeira vez deve ter mantido um vínculo formal de emprego e ter recebido salário por pelo menos 12 meses durante os últimos 18 meses antes da dispensa. Para receber as 5 parcelas é preciso ter mais de 24 meses de trabalho na empresa.

Na segunda solicitação do benefício, o período mínimo é de 9 meses nos últimos 12 meses antes da dispensa. Já para as demais solicitações, basta ter mantido o contrato de trabalho nos 6 meses imediatamente anteriores ao seu término.

As condições para o empregado doméstico, porém, são distintas. Neste caso, o trabalhador deve ter trabalhado por um período mínimo de 15 meses nos últimos 24 meses anteriores à dispensa.


Quatro suspeitos de tráfico de drogas morrem em operação da PM no Vidigal

Quatro suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas morreram a tiros durante operação da Polícia Militar no Vidigal, na Zona Sul do Rio. A corporação informou que, com eles, foram apreendidas duas pistolas, quatro granadas e uma quantidade de entorpecentes ainda não contabilizada.

De acordo com a PM, criminosos atiraram contra os policiais no período da tarde e houve confronto. Nas redes sociais, moradores relataram barulhos de tiros principalmente na parte baixa da comunidade. Circulam imagens que mostram o momento em que PMs atiram.

Em comunicado, a assessoria de imprensa explicou que equipes da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), por meio do Grupamento de Intervenções Táticas (GIT), do GIT Motos e da UPP local, realizaram uma ampla ação visando a reprimir o crime organizado.

Polícia Militar apreendeu armas de fogo e granadas em operação no VidigalPolícia Militar apreendeu armas de fogo e granadas em operação no Vidigal Foto: Divulgação

Ainda durante a manhã desta quinta-feira, um suspeito identificado como Gláucio Maia Lourenço, de 23 anos, foi preso com uma espingarda calibre 12. Com ele, também foram encontrados um rádio transmissor e munição. A ocorrência foi encaminhada para a 15ª DP (Gávea).

 


Procon-SP notifica Seara após consumidor encontrar faca em pacote de frango

Após um consumidor reclamar nas redes sociais ter encontrado um pedaço de faca dentro do pacote de frango congelado da marca Seara, o Procon-SP notificou a empresa a prestar esclarecimentos sobre o caso. A empresa deve responder em sete dias.

A Seara deverá descrever e comprovar por meio de fotografias o processo produtivo do produto Filezinho de Peito (Sassami), da linha Congelados & Soltinhos; informar o lote, data de fabricação e validade do item; se já coletou e verificou o produto junto ao consumidor e comprovar quais as providências serão adotadas.

Também deverá informar se identificou alguma falha no processo produtivo que possa ter causado o problema e, em caso positivo, quais medidas foram adotadas para que não volte a acontecer.

Quando qualquer consumidor constata que um produto adquirido apresenta problema que o torne impróprio ao consumo, deve solicitar ao fornecedor (comerciante ou fabricante) a sua substituição ou devolução dos valores pagos.

A Seara respondeu ao EXTRA que adota rígidos controles de qualidade e está apurando o assunto com rigor e urgência. A companhia informou que já realizou a visita técnica na casa do consumidor para investigação e providências.


Chamaremos até o diretor, se for o caso', diz delegada após vistoria da polícia à estação de tratamento da Cedae

A Polícia Civil encerrou uma primeira vistoria na Estação de Tratamento da Água do Guandu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A delegada-assistente da Delegacia de Defesa de Serviços Delegados (DDSD), Josy Lima, que está à frente do caso, explicou que o objetivo principal da ação foi saber como funciona o processo de captação da água desde as nascentes nos rios até a chegada à casa dos consumidores. Com isso, os agentes vão saber quais são os funcionários encarregados por cada etapa para chamá-los para depor.

— Chamaremos para prestar depoimento qualquer pessoa que acharmos necessário, até o diretor, se for o caso, para elucidar o fato. A Polícia Civil quer saber se houve erro, negligência ou omissão por parte de algum funcionário — explicou a delegada.

Delegada-assistente da Delegacia de Defesa de Serviços Delegados (DDSD), Josy Lima, que está à frente do caso, comentou como está sendo feita a investigaçãoDelegada-assistente da Delegacia de Defesa de Serviços Delegados (DDSD), Josy Lima, que está à frente do caso, comentou como está sendo feita a investigação.

De acordo com ela, o processo de purificação é muito técnico, o que a fez requisitar o auxílio e um perito ambiental.

— Dependemos muito do laudo pericial também. Não sabemos qual laboratório fará a análise, pois ele terá que ter a capacidade técnica de atestar com segurança. O ideal será termos pelo menos dois laudos de diferentes laboratórios para nos dar mais segurança — ressaltou.


Empresa de chefe da Secom mantém contratos com emissoras e agências de publicidade que recebem verba do governo

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) vai acionar a Corte na sexta-feira com uma representação pedindo que a distribuição de verbas de publicidade do governo federal obedeça a critérios técnicos. A solicitação, que será encaminhada pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, foi motivada pela reportagem do jornal “Folha de S. Paulo” revelando que a empresa do titular da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Fábio Wajngarten, tem contratos em vigor com emissoras de televisão e agências de publicidade que recebem verbas do governo federal. É tarefa da Secom direcionar os recursos de propaganda do Palácio do Planalto.

A representação vai pedir uma medida cautelar, ou seja, de cumprimento imediato. Caso seja aceita pelo Tribunal, a regra terá validade para toda a administração federal. O documento será entregue na sexta porque é o primeiro dia após o fim do recesso. Já há um processo em andamento no TCU que analisa possíveis irregularidades na distribuição de verbas de publicidade.

A lei que trata de regras de conduta na administração federal estabelece que fica configurado conflito de interesses quando é praticado “ato em benefício de interesse de pessoa jurídica de que participe o agente público, seu cônjuge, companheiro ou parentes, consanguíneos ou afins, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, e que possa ser por ele beneficiada ou influir em seus atos de gestão”. Uma das penalidades previstas é a demissão do cargo.

– É preciso que seja respeitado o princípio constitucional da impessoalidade, que assegura a todos igualdade de participação nas verbas. Lembrando que igualdade não significa necessariamente que todos devem ter acesso à mesma fatia (da publicidade). Quem tem participação maior (na audiência) deve receber o valor proporcional correspondente – afirmou o subprocurador-geral.

Lucas Rocha Furtado acrescentou que a apuração de possíveis irregularidades no âmbito penal a respeito do recebimento dos pagamentos deve ficar a cargo do Ministério Público Federal, não do TCU.

Nesta quarta-feira, a “Folha de S. Paulo” mostrou que Wajngarten, mesmo depois de assumir a Secom, permaneceu com 95% das cotas da FW Comunicação e Marketing. A empresa recebeu, no ano passado, R$ 9.046 mensais da Band (aproximadamente R$ 109 mil por ano) por serviços que incluem estudos sobre anunciantes do mercado e a checagem se peças publicitárias foram de fato veiculadas. Em 2019, do dia em que Wajngarten assumiu a função até o fim do ano, a Band recebeu do governo federal 12,1% da verba de publicidade destinada às emissoras abertas, de acordo com a reportagem. No anterior, a fatia havia sido de 9,8%. A emissora foi procurada pelo GLOBO, mas ainda não respondeu.

A empresa do titular da Secom também recebeu R$ 4.500 por mês da Propeg, agência de publicidade que tem contrato com a Caixa Econômica Federal. Ainda segundo o jornal, a FW Comunicação e Marketing foi paga por outras duas agências contratadas pelo banco: a Artplan e a Nova/SB. Em agosto do ano passado, Wajngarten prorrogou por mais um ano o contrato da Secom com a Artplan. O acordo inclui outras duas agências e está orçado em R$ 127,3 milhões.

À “Folha”, Wajngarten disse que os contratos “existem há muitos anos e muito antes de sua ligação com o poder público”. O titular da Secom disse que deixou o posto de administrador da empresa antes de assumir o cargo público, o que é estipulado por lei. Ele acrescentou que a firma tem contratos com a Record e Band desde 2003 e com as três agências de publicidade desde 2016.

Após a publicação da reportagem pela “Folha”, o governo Bolsonaro defendeu Wajngarten em uma nota oficial. Em nota, a Secom disse que a matéria se trata de uma "mentira absurda, ilação leviana!" e que se trataria de mais uma investida do jornal "de maneira desatinada e irresponsável contra o governo Bolsonaro". No texto, Wajngarten justifica que se afastou da gestão da empresa e nomeou um administrador. Ele também alega que os contratos em questão são prévios à sua entrada na atual gestão federal.

Procurada, a Record informou que não se pronunciaria sobre o caso.

A Artplan informou que presta serviços à Secom desde o governo anterior e que todas as suas transações comerciais seguem o cuprimento de regras legais e de Compliance. A empresa informou ainda que contrata o serviço da empresa Controle da Concorrência para a Caixa desde agosto de 2017, com pagamentos mensais que variam entre R$ 1.119,00 e R$ 1.521,66.

A Propeg informou que presta o serviço ao Núcleo de Mídia da instituição financeira e que, por contrato, o valor total de cada serviço é rateado por casa uma das três agências licitadas.

A Nova/SB informou que a FW Comunicação e Marketing é contratada desde 2011 pelas agências de publicidade licitadas e que atendem a Caixa, para fazer checking, análise de mercado e banco de dados com anúncios e filmes de todo o setor bancário. A empresa negou que a renovação dos contratos com demais clientes do Governo Federal tenha ocorrido com interferências da Secom.


Mulher relata agressão por desconhecida em restaurante de luxo em São Paulo

A comemoração do aniversário de um amigo se transformou em um episódio marcado por violência para a consultora imobiliária Milka Borges. Ela foi agredida no restaurante Iulia, localizado no Jockey Club, na Zona Sul de São Paulo, na noite do último sábado, por uma mulher que não a conhecia.

A agressora foi identificada pela empresária como Fernanda Bonito, namorada de Ricardo Lima, irmão do dono do estabelecimento. Milka, que já realizou dois procedimentos cirúrgicos após o episódio, publicou em uma rede social um vídeo na noite de terça-feira, no qual relatou a agressão que sofreu.

Ainda debilitada e com o rosto muito inchado, a consultora imobiliária contou no vídeo que encontrou Fernanda na fila do banheiro do restaurante, onde várias mulheres aguardavam para utilizar as cabines, por volta de 21h. Aparentemente muito alterada, segundo Milka, Fernanda se recusou a esperar e começou uma discussão no local.

"Ela falou para todas que estavam no banheiro que ela mandava no local e esmurrou todas as portas dizendo que iria entrar na cabine antes de qualquer uma que esperava a vez para usar a toalete. As meninas informaram que existia uma fila e que ela precisava aguardar a vez dela".

Segundo Milka, Fernanda ignorou a fila e empurrou a amiga que estava com ela quando esta tentou utilizar uma cabine que ficou vaga. Milka narrou que Fernanda furou a fila, usou o banheiro e começou a gritar com a amiga dela após deixar a cabine dizendo que "poderia tirar quem quisesse dali".

Logo após, Milka relatou que a mulher andou na direção dela e a empurrou e começou a a agredi-la. A consultora afirmou que conseguiu segurar Fernanda e impedir que as agressões continuassem. Neste momento, a mulher saiu do banheiro em busca dos seguranças e do namorado.

"Os seguranças empurraram a porta e eu estava atrás pegando minhas coisas no chão. Nesse momento ela entrou no banheiro com o namorado e os seguranças, pegou um copo de vidro espesso que estava na mão do namorado e jogou em direção ao meu rosto. Não tive como me defender e o copo acertou o meu rosto. Em choque, não percebi a gravidade da situação, só percebi quando vi que estava jorrando muito sangue e uma menina que estava na fila, disse que era da área da saúde, me colocou dentro de uma cabine. O namorado e os seguranças ainda tentavam entrar para me pegar".

Milka contou que conseguiu sair do banheiro e caminhou até o estacionamento sem qualquer apoio de funcionários do local. Ela afirma que aguardou a chegada de uma ambulância e da polícia, mas por fim decidiu seguir com amigos até um emergência.

"Fui atendida pela emergência do hospital com muita perda de sangue. O médico suturou o rasgo que a Fernanda fez no meu rosto. De sábado até hoje, passei por duas cirurgias, tive cortes profundos na face. Passei por um especialista bucomaxilofacial, estou em repouso. Estou tomando as medidas judiciais cabíveis. Desejo que a justiça seja feita e que as pessoas que me agrediram, assim como o restaurante Iulia, que negou segurança e socorro, sejam punidos com o rigor da lei".

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que a agressão é investigada pelo 34º Distrito Policial (Vila Sônia). Milka prestou depoimento nesta quarta-feira, a polícia Civil instaurou inquérito para esclarecer todas as circunstâncias do fato.

O que diz o restaurante

Em nota, o Iulia afirmou que "lamenta profundamente" o episódio, e ressaltou que Fernanda, apontada como autora das agressões, "não é sócia e nunca fez parte" da equipe do restaurante.

"O Iulia Restaurante lamenta profundamente o episódio de desentendimento entre duas frequentadoras no seu sanitário feminino, na noite de 11/01, e que acabou resultando em ferimentos à Sra. Milka Borges. Em seus 3 anos de funcionamento, jamais registramos fato semelhante em nosso restaurante. Ressaltamos que a acusada de agressão pela denunciante não é sócia e nunca fez parte de nosso restaurante e que deverá responder pelas consequências de seus atos. Prestamos nosso apoio e solidariedade à Sra. Milka Borges pela lamentável ocorrência em nosso estabelecimento e estamos à disposição das autoridades responsáveis para colaborar com o devido esclarecimento dos fatos"


Água utilizada na produção da cerveja Belorizontina estava contaminada

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou que a água utilizada na produção da Cerveja Belorizontina, feita pela Cervejaria Backer, estava contaminada com a substância dietilenoglicol. A análise do Mapa constatou ainda que a contaminação aconteceu dentro da cervejaria. Duas mortes por síndrome nefroneural, que podem estar relacionadas com a ingestão da cerveja, já foram confirmadas.

A força-tarefa formada para investigar o caso ainda não chegou à conclusão de como a água teria sido contaminada com a substância, mas três hipóteses são consideradas: sabotagem, vazamento no tanque de resfriamento ou utilização indevida do dietilenoglicol durante a produção. Seis lotes da Belorizontina e um lote da cerveja Capixaba já foram periciados e em todos eles foi encontrada a substância. Na ação da força-tarefa foram apreendidos 139 mil litros de cerveja engarrafada e 8.480 litros de chope.

Os lotes que já foram detectados como contaminados são: L2 1354, L2 1348, L2 1197, L2 1604, L2 1455, L2 1464 da marca Belorizontina e L2 1348 da marca Capixaba.

A apuração do Mapa identificou que a água utilizada, primeiramente, no resfriamento do mosto cervejeiro, materia-prima da cerveja, já estava contaminada. Ao longo da cadeia, essa água que após resfriar o mosto saía quente do tanque, era novamente utilizada no processo de produção. Assim, o Mapa concluiu que toda produção da Backer deve ter sido contaminada, justificando a decisão de determinar o recolhimento e impedir a comercialização de todos os rótulos da cervejaria.

Segundo o Mapa, os controles de produção demonstram que os lotes já detectados como contaminados passaram por distintos tanques, afastando a possibilidade de ser um evento relacionado ao lote ou tanque específico. Os representantes do ministério não disseram, no entanto, quantos tanques estariam com resquícios da substância.

O ministério identificou que desde janeiro de 2018 até agora a Cervejaria Backer adquiriu 15 toneladas de monoetilenoglicol, que pode resultar em dietilenoglicol após reações.

— Esse insumo não é consumido em ritmo elevado no processo. (A grande) aquisição pode significar ampliação do processo cervejeiro, mas também pode significar falha do processo de modo que o produto esteja sendo gasto acima do esperado — explicou Carlos Vitor Müller, coordenador-geral de vinhos e bebidas do Ministério.

Em nota, a cervejaria Backer reafiirmou que "nunca comprou e nem utilizou o dietilenoglicol em seus processos de fabricação" e reforçou "que a substancia empregada pela cervejaria é o monoetilenoglicol, cujas notas fiscais de aquisição já foram compartilhadas com a Polícia Civil e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)".

A empresa explicou que "nos últimos dois anos, a Backer precisou aumentar a compra de monoetilenoglicol para atender a demanda de ampliação constante da sua planta produtiva" e que "no período, foram adquiridos 29 novos tanques de fermentação". A cervejaria disse que "aguarda os resultados das apurações e continua à disposição das autoridades".

Não há proibição de utilização do dietilenoglicol para serpentinas de resfriamento, no entanto, a maior parte das fábricas, segundo o Ministério, costuma utilizar o álcool etílico para esse fim. A restrição é que essa substância em hipótese alguma pode entrar em contato com o alimento por ser tóxica.

O Mapa recebeu um pedido da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) pedindo a proibição do etilenoglicol na produção do produto. Questionados sobre o incremento da fiscalização desse tipo de produto na cadeia cervejeira, Müller ponderou:

— A gente não tinha notificação dessa substância em cervejas até hoje. Não há como ter ação fiscalizatória sobre um risco completamente desconhecido. Temos primeiro que conhecer mais a fundo o que aconteceu, ter evidências concretas. Se houve sabotagem, ela não repercute em controle fiscal do Mapa.

Caso as investigações concluam que houve responsabilidade da empresa no caso, a Backer pode ser acionada em diversas frentes, de acordo com a gravidade.

— As penalidades são diversas, vão de advertência a multa, apreensão, cassação de registro. Todas as possibilidades estão na mesa— afirmou Glauco Bertoldo, diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal.


Presidente da Cedae rejeitou solução proposta por técnicos e usada em 2001

Técnicos da Cedae — inclusive Júlio César Antunes, então chefe da Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu — sugeriram ao presidente da companhia, Hélio Cabral, que interrompesse a captação e abrisse a comporta por algumas horas para conter a crise provocada pela alga produtora de geosmina, que deixou a água distribuída aos cariocas com gosto, cor e sabor ruim.

Esse foi o procedimento adotado em 2001, quando a ETA enfrentou a mesma situação, por conta de uma série de condições além da poluição, como calor e ventos. Na época, por causa das providências, o problema nem chegou a virar crise.

Se adotasse a solução, o abastecimento poderia ficar prejudicado, em algumas regiões da cidade, por até dois dias.

Cabral não concordou. E acabou afastando Antunes, que tem 30 anos de Cedae, 15 deles só em Guandu.

O presidente optou pela compra de carvão ativado e produtos químicos.

Quem tem razão? A quem interessa o gasto com os produtos?

Mais duas perguntas a serem feitas ao padrinho de Cabral, o presidente do PSC, Pastor Everaldo.


Doria comemora: SP é o destino mais procurado para o carnaval deste ano

Enquanto o prefeito Marcelo Crivella (PRB) não põe os pés na Sapucaí e entra em rota de colisão com os blocos de rua, o governador João Doria (PSDB) comemora o sucesso de Momo na Terra da Garoa.

Ele está divulgando entre os seus contatos no WhatsApp uma pesquisa da plataforma de venda de viagens Decolar dando São Paulo como o destino nacional mais procurado durante o carnaval.

Em 2019, a cidade já tinha ultrapassado o Rio no número de blocos carnavalescos.