Brasil registra 224.567 casos de Covid-19 em 24 horas e bate novo recorde

O Brasil registrou, nas últimas 24 horas, 224.567 casos de Covid-19 — um novo recorde desde o início da pandemia (o anterior foi no último 19 de janeiro, quando o país havia registrado 204.854 casos da doença).

Com 570 mortes decorrentes da Covid-19 registradas nas últimas 24 horas, o país também atingiu o maior número de óbitos desde 13 de novembro de 2021.

Os dados são do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde).

A média móvel de casos, que considera os últimos sete dias, chegou a 159.877 infecções — recorde pelo nono dia consecutivo. Já a média móvel de óbitos decorrentes da Covid-19 está em 365.

Ainda de acordo com dados do Conass, o país enfrenta a pior semana epidemiológica desde o início da pandemia, com 933.452 casos entre 16 e 22 de janeiro.

Desde o início da pandemia, o Brasil acumula 24.535.884 casos de Covid-19 e 624.413 óbitos.

Avanço da variante Ômicron

Com o avanço da variante Ômicron, o Brasil está registrando sucessivos recordes na taxa de transmissão da Covid-19. Na última semana, de 16 a 23 de janeiro, a taxa de contágio chegou a 1.78, o maior valor desde janeiro de 2021. Já a transmissão do novo coronavírus em São Paulo atingiu 1.79, a maior taxa para a capital paulista desde que os dados foram computados. Isso significa que cada 100 pessoas infectadas transmitem a Covid-19 para outras 179.

Os dados são de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que produzem o Info Tracker, responsável por monitorar o avanço e o ritmo de contaminação da doença no país. O matemático e coordenador da plataforma, Wallace Casaca, afirmou em entrevista nesta quarta-feira (26) que a velocidade de transmissão da variante Ômicron é algo sem precedentes na comunidade científica.

Ocupação dos leitos de UTI no Brasil

Um levantamentonesta quarta-feira (26), junto às Secretarias Estaduais de Saúde mostrou que ao menos seis estados brasileiros e o Distrito Federal estão com mais de 80% dos leitos de UTI ocupados.

São eles Espírito Santo (80,99%), Pernambuco (81%), Goiás (84,57%), Mato Grosso (84,72%), Rondônia (85,50%), Mato Grosso do Sul (87%). O Distrito Federal está com 100% dos leitos de Terapia Intensiva ocupados. Leia mais.

São Paulo vacina 500 mil crianças

O estado de São Paulo já aplicou a primeira dose de vacinas contra a Covid-19 em 500 mil crianças de 5 a 11 anos.

Esse grupo começou a ser vacinado com a Coronavac em 22 de janeiro. Segundo o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, até a primeira quinzena de fevereiro todas as crianças receberão uma dose de vacinas contra a Covid.


Inflação deve ficar acima de 10% ao menos até fevereiro, diz economista da FGV

Os preços medidos pelo IPCA devem seguir acima dos dois dígitos ao menos até o final do mês de fevereiro e, embora uma desaceleração seja esperada para a metade final de 2022, a inflação pode fechar o ano quase dobrando a meta, que foi estabelecida em 3,5%, é o que aponta o economista da FGV/IBRE, André Braz.

“Nós vamos ter janeiro e fevereiro garantindo que a taxa em 12 meses se mantenha em dois dígitos”, disse André Braz nesta quarta-feira (26). “Fechamos em 10,06% esse IPCA, que desacelerou em 12 meses, mas ainda continua em dois dígitos”, adicionou o especialista.

Considerado a prévia da inflação oficial no Brasil, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15), registrou alta de 0,58% em janeiro, divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Ele relacionou a persistência do alto índice de inflação a alguns itens em especial, entre eles bens duráveis.

“As pressões inflacionárias continuam bem disseminadas entre as principais despesas familiares, como itens de linha branca e carros, tudo isso continua subindo muito de preço”, disse.

O aumento dos alimentos também mantém os preços pressionados, segundo o especialista, por conta de “fenômenos climáticos, que são mais fortes nessa época do ano e que afetam principalmente a oferta de produtos in natura. Frutas, legumes, hortaliças, tiveram um aumento importante neste mês”, explicou.

Aumento de 25% no transporte público

Para fevereiro, ele destaca também reajustes em serviços importantes, que pesam sobre o orçamento familiar, como da mensalidade escolar e, principalmente, do transporte público.

“Existe impacto em preços administrados relevantes, como passagem de ônibus, se a gente levar em conta o aumento do diesel, das peças de reposição, dos veículos, dos pneus. A gente teria aí reajuste em torno de 25%”, diz Braz.

Ele ressalta que as prefeituras estão se movimentando para tentar uma maneira de subsidiar esse aumento da passagem e diminuir o impacto do serviço essencial na inflação.

Clima e demanda mundial

Ainda que a inflação feche fevereiro acima dos dois dígitos, Braz afirma que a tendência é que ela perca força ao longo do ano por conta de um clima mais favorável às lavouras brasileiras e pelo esfriamento da demanda mundial.

A perspectiva da FGV/Ibre é de inflação próxima de 6% ao final de 2022, bem abaixo da registrada em 2021, porém, ainda muito acima da meta, de 3,5%.

Braz afirma que a política de aumento de juros nas economias desenvolvidas pode esfriar a demanda por produtos básicos, o que esfriaria também a inflação brasileira, já que o brasileiro compete por esses itens com consumidores de outros países, em especial, dos grandes mercados.

Petróleo pode mudar o cenário

Porém, a iminência de uma guerra na Ucrânia e sanções econômicas envolvendo a Rússia, grande produtora de energia, poderia mudar o cenário e alavancar o preço do petróleo acima dos US$ 100.

Segundo o Centro Brasileiro de Infraestrutura, se o barril ficar acima de US$ 100, a gasolina pode chegar a mais de 10 reais o litro em alguns lugares do Brasil, causando uma forte pressão inflacionária em toda a cadeia.

Além disso, aumento do dólar e instabilidade política poderiam agravar esse cenário inflacionário, diz Braz.

“A gente deve levar tudo isso em consideração. Há, sim, condições de a gasolina repetir o tom do ano passado e vir como grande destaque da inflação desse ano”, alertou.

“Mas, colocando essa guerra comercial de lado e considerando que grandes economias devem diminuir seus estímulos, aumentar juros e parar de comprar títulos, isso também pode frear a demanda e trazer alguma estabilidade no preço do petróleo”, afirmou o especialista.

Com informações de Priscila Yasbek e Ligia Tuon


83% dos brasileiros fizeram cortes no orçamento em 2021, apontam CNDL e SPC Brasil

A pandemia de Covid-19 impactou diretamente o orçamento das famílias brasileiras. Uma pesquisa produzida pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em conjunto com a SPC Brasil, revela que oito em cada dez brasileiros precisaram cortar gastos em 2021, em função da menor arrecadação durante a crise sanitária.

Entre os que precisaram realizar cortes no orçamento, 55% das pessoas reduziram o número de saídas para entretenimento. Já 48% deste grupo diminuiu o consumo de itens supérfluos de supermercado, enquanto 44% cortaram os gastos com vestuários, calçados e acessórios.

O presidente da CNDL, José César da Costa, destaca que apesar de o cenário de vacinação contra Covid-19 trazer alívio à população, as consequências econômicas e sociais da pandemia ainda impactam no crescimento do país e na renda dos brasileiros.

“O desemprego elevado é, sem sombra de dúvidas, um dos grandes desafios a serem enfrentados pelo país e isso está ligado diretamente ao retorno do crescimento econômico, que ainda não alavancou. A renda da população foi fortemente afetada nos últimos dois anos e isso, somado aos preços elevados, traz insegurança para as famílias”, aponta Costa.

Dificuldades em arcar com os compromissos

O estudo da CNDL também mostra que 32% dos brasileiros tiveram que fazer uso de alguma reserva financeira para manter as contas em dia. A mesma porcentagem da população alega ainda que ficaram e/ou estão há muitos meses impossibilitados de arcar com todos os compromissos, seja pelo encarecimento no custo de vida ou em função do desemprego.

“Em todo momento de crise verifica-se uma redução no consumo geral e em especial no das famílias com menor poder aquisitivo. Nesses períodos de crise, o foco é no consumo apenas de produtos essenciais e em quantidades mínimas. E a inflação também gerou um aumento no custo de vida das pessoas, a população está com dificuldade de encontrar produtos e serviços que tradicionalmente consumia”, disse o Coordenador do MBA em Gestão Financeira da FGV, Ricardo Teixeira

Quatro em cada dez brasileiros realizam ‘bicos’ para completar renda

E para arcar com os compromissos mensais, pelo menos 40% dos brasileiros realizaram trabalhos extras em 2021, segundo o levantamento. Entre os que afirmam ter sido necessário realizar os ‘bicos’, 19% afirmam estar trabalhando como diarista ou lavando roupa, 19% realizando serviços gerais de manutenção e 17% revendendo produtos.


Banco Central suspende temporariamente acesso ao Sistema de Valores a Receber

O Banco Central informou há pouco, nesta terça-feira (25), que suspendeu “temporariamente” o acesso ao Sistema de Valores a Receber (SVR), em razão da instabilidade no site.

“O lançamento do Sistema Valores a Receber (SVR) gerou demanda de acessos muito acima da esperada, o que provocou instabilidade em sua página e também nos sites do BC, do Registrato e Minha Vida Financeira. Para estabilizar esses sites, o BC suspendeu temporariamente o acesso ao SVR”, diz a nota divulgada pela autarquia.

A autoridade monetária informou que está trabalhando para que o funcionamento dos sites seja normalizado o mais breve possível e também para o retorno do SVR. “Manteremos o público informado quanto a esses desenvolvimentos e pedimos desculpas pelo transtorno.”

O SVR entrou em funcionamento ontem. O sistema permite que cidadãos e empresas consultem se têm algum dinheiro “esquecido” a receber em bancos e demais entidades do sistema financeiro.

A consulta é feita na página ‘Minha Vida Financeira’, dentro do site do BC, apenas usando o CPF ou CNPJ da empresa. Segundo a autarquia, as informações disponibilizadas no novo serviço são de responsabilidade das próprias instituições, mas o órgão estima que há cerca de R$ 8 bilhões de recursos nesta condição.


Carro voador é aprovado em testes e recebe certificação para voar;

Um carro que pode se transformar em uma pequena aeronave foi aprovado com louvor em testes de voo na Eslováquia, disseram os desenvolvedores do projeto.

O carro voador, batizado de “AirCar”, recebeu um Certificado de Aeronavegabilidade da Autoridade de Transporte Eslovaca após completar 70 horas de “testes de voo rigorosos”, informou a Klein Vision, a empresa por trás do “carro-avião de modo duplo”.

De acordo com um comunicado divulgado pela empresa, os voos de teste — que incluíram mais de 200 decolagens e aterrissagens — foram compatíveis com os padrões da Agência Europeia de Segurança da Aviação (EASA).

“Os desafiadores testes de voo incluíram toda a gama de manobras de voo e desempenho e demonstraram uma surpreendente estabilidade estática e dinâmica do veículo quando está em modo aeronave”, disse a empresa.

Um porta-voz da Klein Vision disse que é necessária uma licença de piloto para dirigir o veículo híbrido, e acrescentou que a empresa espera colocar o “AirCar” à venda dentro de 12 meses.

Uma equipe de oito especialistas passou mais de 100.000 horas transformando conceitos de design em modelos matemáticos que permitiram a produção do protótipo do carro voador. O “AirCar” é movido por um motor BMW de 1,6 litros e funciona com um simples “combustível vendido em qualquer posto de gasolina”, disse Anton Zajac, cofundador da Klein Vision, em comunicado.

O veículo pode voar a uma altitude máxima de 18.000 pés (cerca de 5,4 quilômetros), acrescentou Zajac.

Em junho, o carro voador completou um voo de teste de 35 minutos entre os aeroportos de Nitra e a capital Bratislava, na Eslováquia. Após o pouso, a aeronave se transformou em carro e foi conduzida pelas ruas até o centro da cidade.

“A certificação entregue ao AirCar abre as portas para a produção em massa de carros voadores muito eficientes”, disse o piloto de testes Stefan Klein, inventor do carro e líder da equipe de desenvolvimento.

Kyriakos Kourousis, presidente do Grupo de Especialistas em Aeronavegabilidade e Manutenção da Sociedade Aeronáutica Real, do Reino Unido, disse que “esta não é a primeira vez que tipos semelhantes de veículos recebem certificados”.

“Se a empresa que está envolvida na certificação fizer um plano de negócios, isso pode chegar até a criação de um produto que pode ir para o mercado”, disse Kourousis.

Ele acrescentou: “É a escala que vai criar muitas novas oportunidades de emprego e abrir a possibilidade de que novas tecnologias sejam desenvolvidas”.

Outros projetos de carros voadores em desenvolvimento incluem o PAL-V Liberty, um giroplano que também funciona como veículo automotivo, da empresa holandesa PAL-V. O veículo recebeu uma base de certificação completa da Agência Europeia de Segurança da Aviação, mas ainda não completou a etapa final de “demonstração de conformidade”, conforme diz o site da empresa holandesa.

Da mesma forma, a empresa norte-americana Terrafugia obteve um certificado de aeronavegabilidade de aeronaves especiais para o seu veículo Transition — que também permite aos usuários dirigir e voar — de acordo com um comunicado de imprensa divulgado em janeiro do ano passado.

Kourousis acrescentou que veículos como o “AirCar” poderão, um dia, substituir os helicópteros.

“A escolha de um motor de combustão interna para o sistema de propulsão deste veículo foi provavelmente feita com base em tecnologia comprovada”, disse Kourousis. “O impacto ambiental pode ser substancial se a utilização desses veículos for ampliada, especialmente em ambientes urbanos”.

“Acredito que veremos veículos totalmente elétricos ou pelo menos híbridos desse tipo, ou similar, em um futuro próximo, contribuindo para nossas metas de sustentabilidade ambiental”.

 


“Eles reconhecem a nossa importância em todas as negociações”, diz Guedes sobre OCDE

Nesta terça-feira (25), o conselho de ministros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com sede em Paris, aprovou o início das negociações sobre a adesão do Brasil à entidade.

“Eles reconhecem a nossa importância em todas as negociações, e eu sempre enfatizava isso: nós vamos sempre ajudar, mas queremos também a ajuda de vocês. E esse reconhecimento vem agora”, ressaltou o ministro da Economia, Paulo Guedes.

O ministro da Economia esteve presente junto do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e do ministro das Relações Exteriores, Carlos França, durante pronunciamento à imprensa nesta terça-feira (25) acerca do início das negociações para a entrada do Brasil na OCDE.

“Esse processo de acesso à OCDE é o reconhecimento de que nós somos um grande país. Nós já estávamos como uma grande potência emergente nos BRICS, estávamos no G20, mas faltava essa dimensão, que estávamos perseguindo há muito tempo”, disse Guedes.

“Mais de um terço dos requisitos legais foram preenchidos. Isso é expressivo. De 251, atendemos 103”, acrescentou.

O ministro da Economia destinou o foco do seu discurso no apoio às reformas estruturantes, reiterando a importância da reforma tributária, e se comprometeu com a redução gradual da tributação dos IOFs sobre fluxos internacionais.

“Mandei uma carta à OCDE na semana passada, dizendo que cumprimos os últimos dois requisitos [econômicos] que faltavam. Era a Lei Cambial, que o Congresso aprovou no ano passado, e a Receita Federal se comprometendo a reduzir o IOF sobre as operações financeiras”.

Ciro Nogueira e Carlos França também discursaram sobre o convite que o governo brasileiro recebeu.

O ministro da Casa Civil disse que “a decisão reflete o compartilhamento do nosso país aos valores fundamentais da OCDE: a defesa das democracias, da liberdade, da economia de mercado, da proteção do meio ambiente e dos direitos humanos”.

Já Carlos França, ministro das Relações Exteriores, afirmou que o presidente Bolsonaro recebeu a carta “com grande satisfação”, e já assinou uma carta de resposta, minutada pelo Itamaraty.

“Nesse momento, quando a carta chegar à OCDE, esperamos que eles preparem um roteiro que deverá ser aprovado pelo conselho da Organização, além de haver discussões em vários dos cerca de 30 comitês que eles dispõem”, declarou o ministro.

A previsão é que a adesão efetiva do Brasil na OCDE ocorra em um prazo de três a cinco anos.

O Brasil negocia sua entrada no grupo desde 2018, mas até agora o convite formal não havia sido feito. Além do Brasil, outros cinco países que também estavam na fila de espera — Argentina, Peru, Romênia, Bulgária e Croácia – receberam o convite.

Em nota, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) comemorou o convite. “O convite de acessão à OCDE é passo fundamental para crescimento econômico.  Aprovação do Brasil como candidato a membro da Organização demonstra empenho nacional em melhoria do ambiente de negócios”, disse a entidade.


Responsável pelo Enem pede demissão de cargo no Inep

O então diretor de Avaliação da Educação Básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Anderson Oliveira, pediu demissão do cargo nesta terça-feira (25).

Sua exoneração foi publicada no Diário Oficial da União, assim como a nomeação de sua substituta, Michele Cristina Silva Melo. As mudanças foram assinadas pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.

Anderson Oliveira estava no cargo há oito meses e trabalhava na autarquia desde 2013, ocupando previamente cargos de gerente de projetos, assessor de gestão da presidência do Inep e coordenador-geral do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade).

Na realização da última edição do Enem, servidores do Inep denunciaram episódios de intimidação, assédio e má gestão, destacando uma alegada sobrecarga de trabalho na autarquia. Eles questionavam a gestão do presidente do Inep, Danilo Dupas, frente à situação relatada.

“O medo é a tônica. Trabalhadores e chefias estão adoecendo mentalmente, em virtude da sobrecarga de trabalho e do clima desfavorável à realização segura das atividades altamente complexas do Inep”, afirmou a Associação dos Servidores do Inep na ocasião.


Prévia da inflação oficial, IPCA-15 desacelera a 0,58% em janeiro, diz IBGE

Considerado a prévia da inflação oficial no Brasil, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15), registrou alta de 0,58% em janeiro, divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (26).

A expectativa do mercado ficava em torno de uma alta de 0,43%.

O resultado do primeiro mês do ano mostra uma desaceleração em relação a dezembro, quando o indicador subiu subido 0,78%, fechando 2021 em 10,42% — maior resultado acumulado em um ano desde 2015, quando avançou 10,71%.

Nos últimos 12 meses, o indicador acumula alta de 10,20%, abaixo dos 10,42% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2021, a taxa foi de 0,78%.

Vale lembrar que o mercado espera alta de 5,15% na inflação de 2022, ainda acima do teto da meta para o ano, de 5%

O IBGE remete a desaceleração verificada em janeiro ao recuo no grupo Transportes, que mostrou queda de -0,41%, influenciada, principalmente, pela redução nos preços da gasolina (-1,78%) e das passagens aéreas (-18,21%).

O instituto ressalta que esses dois subitens contribuíram com -0,12 p.p. cada no IPCA-15 de janeiro. Além disso, etanol (-3,89%) e o gás veicular (-0,26%) também tiveram variações negativas no período.

/ IBGE

Oito de nove grupos têm alta

Apesar da queda no grupo Transportes, oito de nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em janeiro.

O maior impacto (0,20 p.p.) veio de alimentação e bebidas, que avançou 0,97% em janeiro, influenciado sobretudo pela alimentação no domicílio (1,03%). Dentro desse grupo, os maiores impactos vieram de cebola (17,09%), frutas (7,10%), café moído (6,50%) e carnes (1,15%).

Vale ressaltar que houve queda nos preços da batata-inglesa (-9,20%), do arroz (-2,99%) e do leite longa vida (-1,70%), que já haviam recuado no mês anterior, lembra o IBGE.

O instituto também destaca que o subitem alimentação fora do domicílio (0,81%) também acelerou em relação a dezembro (0,08%).

Segundo maior impacto no IPCA-15 (0,12 p.p.), o grupo saúde e cuidados pessoais subiu 0,93%, levado, principalmente, pelos itens de higiene pessoal (3,79%).

No lado das quedas, o estudo destaca os planos de saúde, com recuo de 0,69%. “Em dezembro, foi incorporada a última fração mensal do reajuste anual que havia sido suspenso em 2020 e que foi aplicado a partir de janeiro de 2021”, diz o instituto.

“Com isso, restou apenas a fração referente ao reajuste negativo de -8,19% anunciado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no ano passado, aplicado a partir do IPCA-15 de julho”.

Com alta de 0,62%, o grupo habitação teve maior influência do aluguel residencial, que avançou 1,55%. “Houve ainda alta no gás encanado (8,40%), consequência de um reajuste em São Paulo”.

A energia elétrica, subitem de maior peso dentro do grupo, desacelerou para 0,03% em janeiro, ressalta o IBGE. A variação positiva da taxa de água e esgoto (0,28%) decorre do reajuste de 9,05% ocorrido em Salvador.

Maior variação no IPCA-15 de janeiro, vestuário subiu 1,48%, com alta em todos os itens, entre eles, roupas masculinas (2,35%), roupas femininas (1,19%) e calçados e acessórios (1,20%).


População poderá consultar e solicitar valores esquecidos em bancos

O Banco Central informou que está disponível a partir desta segunda-feira (24) o serviço chamado de “Valores a Receber”, sistema que permite que cidadãos e empresas consultem se têm algum dinheiro “esquecido” a receber em bancos e demais entidades do sistema financeiro.

A consulta pode ser feita na página “Minha Vida Financeira”, dentro do site do BC, apenas usando o CPF ou CNPJ da empresa. Segundo o BC, as informações disponibilizadas no novo serviço são de responsabilidade das próprias instituições, mas o órgão estima que há cerca de R$ 8 bilhões de recursos nesta condição.

Na época do anúncio do sistema, em junho de 2021, a autarquia disse que é comum que as pessoas não saibam ou não se lembrem da existência dos saldos.

“Em algumas situações, os saldos a receber podem ser de pequeno valor, mas pertencem aos cidadãos, que agora possuem uma forma simples e ágil para receber esses valores”, afirmou o BC nesta segunda-feira, em nota.

As pessoas físicas e jurídicas que têm valores a receber poderão solicitar o resgate via Pix no Registrato, sistema do BC em que a população pode consultar informações financeiras como empréstimos em seu nome, dívidas com órgãos públicos, entre outras.

Para essa opção, é necessário, contudo, que os bancos ou instituições financeiras tenham aderido a um termo específico junto ao BC.

A outra alternativa é informar os dados de contato no Registrato e, em seguida, a instituição financeira deve informar o meio de pagamento ou transferência.

Segundo o órgão, a partir da terça-feira (25), as instituições autorizadas que tenham valores a devolver receberão documento com os dados dos usuários que já solicitaram a devolução com indicação de chave Pix, e terão 10 dias úteis para fazer a transferência.

“No caso das instituições que não aderiram ao Termo de Adesão, a devolução deverá ser feita na forma acordada entre as partes após o contato do usuário pelos canais da instituição informados no sistema”, disse o BC.

Duas fases

A consulta e devolução de valores estão divididas em duas fases. Na primeira etapa, já disponível, são cerca de R$ 3,9 bilhões de valores a serem devolvidos, como recursos de conta corrente ou poupança encerradas com saldo disponível, além de tarifas, parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente (com devolução prevista em Termo de Compromisso do banco com o BC).

Também estão incluídos nessa fase cotas de capital e rateio de sobras líquidas de beneficiários e participantes de cooperativas de crédito, assim como recursos não procurados relativos a grupos de consórcio encerrados.

O BC prevê que a segunda fase deve ser iniciada ainda no primeiro semestre de 2022.

Nessa etapa, estarão disponíveis recursos de: tarifas e parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente, previstas ou não em Termo de Compromisso com o BC; contas de pagamento pré-paga e pós-paga encerradas com saldo disponível; contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários encerradas com saldo disponível; entre outros.


Prêmio especial da Mega-Sena acumula e vai a R$ 31 milhões; veja números sorteados

Caixa Econômica Federal realizou, nesta terça-feira (25), o primeiro sorteio da “Mega-Semana de Verão”. Com o prêmio, os ganhadores poderiam levar para casa até R$ 28,5 milhões.

As dezenas sorteadas foram: 13 – 19 – 29 – 42 – 49 – 52.

Como nenhuma aposta acertou os seis números sorteados, o prêmio acumulou mais uma vez. Segundo a Caixa, está estimado agora em R$ 31 milhões para o próximo sorteio na quinta-feira (27).

Já a quina teve 42 apostas vencedoras, que resultaram no prêmio de R$ 48.167,42 para cada. Outras 3.080 apostas acertaram a quadra, cada uma receberá R$ 938,32.

As Mega-Semanas foram criadas em 2010 para oferecer ao público mais chances de ganhar na Mega-Sena, já que são realizados três concursos. O desta terça-feira foi o de número 2.447.

Os próximos sorteios das outras Mega-Semanas ocorrerão no Carnaval (a partir do dia 22 de fevereiro), na Proclamação da República (a partir de 22 de novembro) e nas seguintes semanas temáticas: Fortuna (26 de abril), Milionária (31 de maio), São João (28 de junho), Sorte (2 de agosto), Apostador (13 de setembro) e Primavera (18 de outubro).

Fechando a primeira Mega-Semana de 2022, os próximos sorteios ocorrerão nos dias 27 e 29 de janeiro.

Premiação

O prêmio bruto corresponde a 43,35% da arrecadação. Dessa porcentagem:

  • 35% são distribuídos entre os acertadores dos 6 números sorteados (Sena);
  • 19% entre os acertadores de 5 números (Quina);
  • 19% entre os acertadores de 4 números (Quadra);
  • 22% ficam acumulados e são distribuídos aos acertadores dos 6 números nos concursos de final 0 ou 5.
  • 5% ficam acumulados para a primeira faixa – sena – do último concurso do ano de final 0 ou 5 (Mega da Virada).

Acumulação

Não havendo acertador em qualquer faixa, o valor acumula para o concurso seguinte, na respectiva faixa de premiação.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao tesouro nacional para aplicação no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).