PSL reage a Bolsonaro e diz que projeto familiar soa pouco republicano

A direção do PSL reagiu nesta quarta-feira (13) à decisão do presidente Jair Bolsonaro de sair da sigla pela qual foi eleito para criar a Aliança Pelo Brasil.

Em nota assinada pela comissão executiva nacional, o PSL classificou o novo partido a ser criado por Bolsonaro como projeto pouco republicano.

"Projetos personalistas e familiares soam pouco republicanos em um momento em que se procura conferir transparência à vida pública e, sobretudo, política", diz o texto.

Partido com uma das maiores bancadas da Câmara, o PSL vive um racha: de um lado, o presidente Jair Bolsonaro e aliados; de outro, parlamentares alinhados com o fundador e presidente da legenda, Luciano Bivar. Veja quem apoia quem nessa briga Divulgação/

O documento reafirma que os mandatos dos deputados federais eleitos pelo PSL pertencem ao partido e que a direção da sigla "não cederá a nenhum tipo de achaque ou desvirtuamento da legalidade ou da moralidade por quem quer que seja".

Segundo os dirigentes do PSL, o chamado troca-troca partidário "desacredita o nosso sistema e enfraquece a democracia". "O PSL acredita em instituições fortes e um partido estruturado."

De acordo com o PSL, embora Bolsonaro e seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (RJ), tenham anunciado a saída do partido, a direção da sigla ainda não recebeu oficialmente os pedidos de desfiliação.

Bolsonaro comunicou nesta terça-feira (12) a deputados aliados que vai deixar o PSL para fundar uma nova agremiação —a nona de sua carreira política. Em seguida, ele fez o anúncio nas redes sociais.

A saída do presidente do PSL ocorre na esteira das denúncias sobre o esquema de candidaturas de laranjas nas eleições de 2018, revelado pela Folha em fevereiro.

A mudança se dá também no momento em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apontado como principal opositor de Bolsonaro, está solto. Ele passou 580 dias preso em Curitiba, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex de Guarujá (SP).

O racha no partido ficou evidente em outubro, quando Bolsonaro disse que o presidente do PSL, Luciano Bivar, estava "queimado pra caramba". A legenda tem a segunda maior bancada da Câmara, com 53 deputados.

A direção da legenda diz que o PSL "continua comprometido com as ideias e valores que elegeram o presidente Jair Bolsonaro": "o liberalismo econômico —com um Estado enxuto e eficiente — e o conservadorismo nos costumes".

"Ao longo desses 11 meses de governo, o partido manteve-se fiel às pautas propostas pelo Executivo. Votou integralmente a favor da reforma da Previdência e apoia as reformas tributária, administrativa, a PEC [proposta de emenda à Constituição] do Pacto Federativo e o pacote anticrime do ministro Sérgio Moro", afirma a legenda.


TRF-4 anula sentença alegando 'copia e cola' de juíza da Lava Jato

O Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-4) anulou hoje uma decisão da juíza Gabriela Hardt, que substituiu temporariamente Sergio Moro nas ações referentes à Lava Jato em Curitiba, alegando que a magistrada "copiou e colou" sua sentença.

O argumento é similar ao utilizado pela defesa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que questionou Hardt pela sentença referente ao sítio de Atibaia. Lula foi condenado a 12 anos e 11 meses por Hardt em uma decisão de fevereiro deste ano, e os advogados do ex-presidente também afirmaram que houve cópia por parte da magistrada.

No caso de hoje, o desembargador Leandro Paulsen escreveu que "reproduzir, como seus, argumentos de terceiro, copiando peça processual sem indicação da fonte, não é admissível".

Os magistrados João Pedro Gebran Neto (relator) e Carlos Eduardo Thompson Flores também votaram pela nulidade da sentença de Hardt.

Segundo Paulsen, a juíza federal "apropriou-se" dos fundamentos do Ministério Público Federal expostos nas alegações finais, "sem fazer qualquer referência de que os estava adotando como razões de decidir, trazendo como se fossem seus o s argumentos, o que não se pode admitir."

Lula pediu perícia

No caso que envolve o ex-presidente Lula, sua defesa protocolou nos autos uma perícia realizada pelo Instituto Del Picchia que constatou que houve, por parte de Hardt, "aproveitamento do mesmo arquivo de texto" que embasou a condenação do petista no processo que investiga supostas irregularidades referentes a um apartamento tríplex no Guarujá.

"As paridades nos cabeçalhos (da primeira e das demais páginas) e de rodapés; as idênticas determinações das margens (esquerda, direita, superior e inferior); a extensão das linhas; os espaçamentos interlineares e entre parágrafos; as fontes e seus tamanhos; os títulos e trechos destacados em negrito e centralizados; para citarmos os elementos mais distintivos ou associativos, nas formatações dos textos computadorizados, não deixam dúvidas quanto às correspondentes", diz a perícia contratada pela defesa do ex-presidente, protocolada no dia 29 de fevereiro.

"Há certeza técnica de que a sentença do sítio foi superposta ao arquivo de texto da sentença do tríplex, diante das múltiplas e extremamente singulares 'coincidências' terminológicas", informou o documento, que foi encaminhado ao STF.

A juíza assumiu a titularidade temporariamente a 13ª Vara Federal de Curitiba após a exoneração de Moro, que se tornou ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Em março, o juiz federal Luiz Antônio Bonat foi conduzido à titularidade e, consequentemente, ficou responsável pelos casos referentes à Lava Jato.

Hardt admitiu que usou sentença como modelo

Em maio, Hardt admitiu, em entrevista a jornalistas antes de palestrar em um evento, que utilizou como modelo a decisão do ex-juiz Sergio Moro sobre o caso do tríplex. A juíza afirmou que faz isso "sempre" e que seria um "retrabalho" começar a redigir uma sentença do zero.

"A gente sempre faz uma sentença em cima da outra. E a gente busca a anterior que mais se aproxima", afirmou. "Nosso sistema tem modelo para que a gente comece a redigir em cima dele. Eu faço isso em todas as minhas decisões. Raramente começo a redigir uma sentença do zero porque seria um retrabalho."

Em relação ao ex-presidente, Hardt afirmou que a sentença disponível no sistema que tinha mais semelhanças com o caso era a do ex-juiz Sergio Moro. "Usei o modelo do caso mais próximo, mas a fundamentação da sentença não tem nada da anterior", declarou. Na sentença que condenou Lula, a juíza chegou a mencionar o termo "apartamento" (fato também mencionado na perícia contratada pela defesa do ex-presidente).

Este termo específico, admitiu a juíza, estava na sentença de Moro e não foi alterado por erro pessoal. "Eu fiz em cima e na revisão esqueci de tirar aquela palavra", disse Hardt. "Fiz a sentença sozinha. Todas as falhas dela são minhas."


Sistemas do INSS ainda não foram atualizados para as novas regras de aposentadoria e pensão

A reforma da Previdência começou a valer, mas os sistemas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ainda não estão atualizados para as novas regras de concessão de benefícios como aposentadoria e pensão por morte. O EXTRA percorreu quatro agências da Previdência Social na cidade do Rio, onde os servidores informaram que sequer receberam orientações de como informar a população corretamente sobre as mudanças.

Em nota, o INSS informou que "os sistemas de concessão já estão sendo preparados para que as novas regras sejam implementadas", mas não esclareceu quando os sistemas serão atualizados, efetivamente.

Alexandre Triches, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), contou que, embora o ideal fosse que os sistemas estivessem atualizados no dia em que a reforma entrou em vigor, é comum que a Dataprev demore para fazer adequações.

— Sempre foi assim. O problema é que dessa vez é uma mudança muito grande, é a reforma mais ampla desde a Constituição de 1988, e vai exigir um trabalho pesado da área de informática. Seria importante que tivessem antecipado as mudanças no sistema para fazer adequações, caso fosse necessário, e corrigir possíveis falhas, por exemplo — explicou.

O INSS alega que o segurado que tem direito adquirido, ou seja, já cumpria os requisitos para acesso aos benefícios na data de promulgação da Emenda Constitucional, terá seu benefício garantido pelas regras anteriores. E que "de forma automática, os sistemas reconhecerão qual o melhor benefício devido ao segurado."

No entanto, sem que os sistemas estejam atualizados não será possível informar ao segurado qual a opção mais vantajosa para aposentadoria. Segundo Triches, existem casos em que as regras de transição previstas na reforma da Previdência poderão ser melhores do que as regras antigas.

— Em um primeiro momento, esse atraso pode não trazer prejuízos aos segurados, pois a possibilidade de protocolar o pedido de benefício continua acontecendo. Porém, quanto mais tempo a Dataprev levar para atualizar o sistema, maior será o tempo de espera, já que para analisar o pedido o servidor precisa dos dados atualizados — alegou.

Diretor do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social no Estado do Rio (Sindsprev/RJ), Rolando Medeiros contou que a demora na adequação do sistema às novas regras não é o único problema das agências do INSS.

— O sistema não estava preparado nem para o regime antigo. Já vem de algum tempo que os servidores têm reclamado de dificuldades para acessar o CNIS (Extrato Previdenciário). Alguns programas disponibilizados pela Dataprev são arcaicos. O sistema cai diariamente, às vezes fica mais de um dia fora do ar. Além disso, não temos servidores suficientes, e temos uma demanda cada vez maior de segurados. Os prazos para agendamento são longos e muitas vezes quando o segurado chega à agência no dia marcado se depara com um sistema fora do ar, e aí a pessoa tem que agendar de novo para outro dia — lamentou.


Tesouro Selic? Fundos de taxa zero? CDB? Com Selic baixa, onde colocar o dinheiro da reserva de emergência?

Tesouro Selic? Fundos de taxa zero? CDB? Com Selic baixa, onde colocar o dinheiro da reserva de emergência?Tesouro Selic? Fundos de taxa zero? CDB? Com Selic baixa, onde colocar o dinheiro da reserva de emergência?

A água bateu na canela. É essa a sensação de quem tem dinheiro na renda fixa ou ainda mantém a reserva de emergência na poupança, agora que a taxa básica de juro (a Selic) está em 5% ao ano e embicando para cair mais até o fim do ano. Há dois anos, esta mesma taxa estava em 14,25%, ou seja, mesmo deixando o dinheiro aplicado em renda fixa, o brasileiro estava ganhando mais de 1% ao mês, correndo pouco risco. Mas essa rentabilidade foi derrubada, e os 0,3% ao mês de retorno mensal, praticamente em linha com a inflação, está passando a sensação de que o dinheiro está "queimando na mão".

Conheça nosso comparador de investimentos

Para início de conversa, a reserva de emergência nada mais é do que o colchão de segurança para caso alguém fique desempregado ou haja algum problema de saúde na família. Eventualmente (e mais raramente), também pode ser usada para aproveitar uma boa oportunidade de investimento. A recomendação é ter entre três a seis salários brutos na reserva. Exemplo: alguém que ganha R$ 2,5 mil por mês, precisaria guardar entre R$ 7,5 mil e 15 mil para emergências.

Quais seriam, então, as melhores alternativas de aplicações para deixar o dinheiro da reserva de emergência? O que está rendendo mais do que a poupança? Há opções que paguem mais do que o famoso “100% do CDI”?

Pensando em responder a essas perguntas, o Valor Investe pediu às plataformas Órama e Genial Investimentos para elencar essas opções. Vale ressaltar que as sugestões apresentadas são todas de aplicações que podem ser resgatadas a qualquer momento ou, pelo menos, no mesmo dia. E são de renda fixa — categoria que, ao menos historicamente, apresenta risco menores que a de renda variável.


Rádio se desculpa após acusação de homofobia por não tocar música de Pabllo Vittar

"Olá, não tocamos Pabllo Vittar aqui", respondeu o responsável pelo contato com os fãs da rádio. Ao ser questionado os motivos, o locutor continuou: "Porque não sabemos se ele é homem ou mulher".

A situação gerou revolta, fãs acusaram a Super FM de Papanduva (SC) de homofobia e fizeram um novo mutirão. A estação se desculpou nas redes sociais.

"Devido ao ocorrido no dia de hoje a Direção e a Equipe da Super FM vem esclarecer:

Sabemos que foi errado o que foi falado na conversa no Whatsapp (conversa particular entre ouvinte e locutor), o responsável pelas respostas já foi identificado e responderá internamente e administrativamente pelo ocorrido. A equipe da rádio pede desculpas e reforça que a rádio não possui posicionamentos preconceituosos de qualquer natureza. Somos contra qualquer tipo de preconceito e desrespeito", diz o comunicado.

Além do esclarecimento, a rádio catarinense incluiu "Parabéns", da drag e de Psirico, na programação, para alegria dos fãs. Pabllo Vittar agradeceu ao apoio dos fãs com emojis emocionada.

"Obrigada, Vittarlovers (nome do fã clube de Pabllo)", escreveu a cantora.

Johnny Hooker também revela preconceito com seu trabalho

Embora este seja um caso específico que veio a público, artistas LGBT revelaram que a luta para emplacarem músicas nas rádios é real.

"Se a Pabllo que é esse sucesso popular estrondoso e não toca nas rádios, imagina a gente? Por isso, hoje, e mais do que nunca, deem stream e espalhem o trabalho dos seus artistas do coração. É muito importante", escreveu o cantor Johnny Hooker no Twitter.

"Como eu gostaria que a Pabllo não sofresse preconceito pelas rádios e como eu gostaria que os fãs entendessem isso de uma vez por todas", disse o produtor musical Rodrigo Gorky.

"As rádios são o lugar mais inóspito para divulgar nosso trabalho. É um meio que parece que está cercado por dinossauros da cultura, que simplesmente não querem entender que as drag queens representam o futuro do que a gente está falando, entendeu?", disse Gloria Groove em entrevista ao site Popline.


Brasileiros são condenados por explorar prostitutas e vender drogas em Londres

Uma família tradicional muito rica e bem sucedida, indignada com a corrupção de seu país. Assim o casal de paulistas Flávia Xavier-Sacchi, de 23 anos, e Renato Dmitrov Sacchi, de 43, além do irmão dele, Raul Sacchi, de 49, se mostrava nas redes sociais. A ostentação, porém, acabou há duas semanas. Os três brasileiros foram condenados e presos por exploração sexual de mulheres e venda de drogas em bordéis ilegais de Londres. As informações são da BBC.

No último dia 24, depois de negarem qualquer envolvimento em atividades ilegais, Renato e a esposa Flavia confessaram ter culpa e cada um foi condenado a mais de 8 anos de prisão. Já Raul Sacchi, que não admitiu participação no esquema, recebeu uma pena maior: 9 anos e dois meses de prisão.

Além de fotos e vídeos no exterior, com jetskis e carros de luxo como Lamborghini, Ferrari e Rolls Royce, os três costumavam compartilhar mensagens de apoio a operações da Polícia Federal e do Exército no Brasil, com legendas como "os corruptos piram!". De acordo com a Scotland Yard, porém, os Sacchi eram os líderes de uma rede de prostíbulos ilegais espalhada em seis bairros do norte de Londres — "um império milionário", conforme definiu a imprensa local.

Segundo a polícia, os três "desfrutavam de estilos de vida luxuosos, gastando os lucros obtidos com a exploração de profissionais do sexo em férias de luxo, veículos e joias". Eles empregavam ao menos outros cinco brasileiros no esquema, descrito como "uma rede sofisticada de prostíbulos, pelos quais vendiam drogas e controlavam prostitutas", faturando mais de R$ 5 milhões por ano.

Antonio Teca Miranda, um brasileiro que mais tarde confessou participar das atividades de cafetinagem e venda de drogas, foi condenado a dois anos e seis meses de prisão. Outros quatro brasileiros — Maria Carvalho, Tony Simão, Henim Almeida e Anna Paula De Almeida Prudente — também foram presos em batidas policiais.

A investigação, que durou mais de um ano, começou a partir da denúncia de uma jovem brasileira, que procurou as autoridades em abril de 2017. Ela relatou que foi forçada a se prostituir nos bordéis da família por dois meses e que era ameaçada pelos Sacchi, que lhe diziam que, caso ela tentasse fugir ou deixar a prostituição, eles matariam sua família no Brasil.

Com a ajuda da polícia, ela conseguiu escapar. Agentes infiltrados começaram a visitar os bordéis e flagraram também funcionários vendendo drogas, especialmente cocaína. Embora a prostituição seja legal na Grã-Bretanha, a exploração desta atividade e a existência de prostíbulos é proibida.


Biometria nas eleições: 37 milhões ainda não se cadastraram; veja como fazer

Dos 147 milhões de eleitores no Brasil, 110 milhões já fizeram o cadastramento biométrico na Justiça Eleitoral. Esse número representa 75% da população. São 37 milhões de pessoas, 25% do eleitorado, que ainda precisam comparecer a um cartório, segundo a Justiça Eleitoral.

Em todo o país, são 949 cidades em situação de revisão obrigatória atualmente. Neste processo, os Tribunais Regionais Eleitorais convocam os moradores para comprovar endereço, revisar os dados biográficos e coletar os dados biométricos. Os eleitores dessas localidades que não regularizarem sua situação poderão perder o título de eleitor. A data final para fazer a regularização depende de cidade para cidade e pode ser consultado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O processo é feito por meio de agendamento nos cartórios eleitorais. O cidadão deve levar um documento de identificação com foto, comprovante de residência e, se tiver, o título de eleitor. Sem o título de eleitor regularizado, não é possível tirar passaporte nem carteira de identidade, por exemplo.

Eleitores de cidades que não estão em processo de revisão não são obrigados a fazer o cadastramento neste momento, mas o TSE recomenda que quem ainda não compareceu ao cartório, faça a coleta da biometria antes que se torne obrigatória.

Além das 949 cidades que estão em processo de revisão atualmente, 2.796 municípios já foram revisados e 1.768 entram na categoria "ordinário", em que o cadastramento biométrico não é obrigatório, mas já pode ser feito. Outras 229 cidades não tem biometria, principalmente pequenos municípios no Espírito Santo, Mato Grosso e cidades no exterior, onde o eleitorado que mora fora do país pode votar.

No Rio, metade ainda precisa se regularizar

No Rio de Janeiro, 5,6 milhões de eleitores ainda não fizeram o cadastro biométrico nos cartórios eleitorais do estado. Esse número representa 45,7% de eleitores do estado. Na capital, que ainda não passou pela revisão obrigatória, a porcentagem é um pouco maior. Mais da metade, 51,5% dos eleitores ainda não realizaram o cadastro. Neste momento, 28 municípios do estado estão passando pelo cadastramento obrigatório.

No estado, as seguintes cidades estão em processo de revisão: Arraial do Cabo, Bom Jesus do Itabapoana, Carapebus, Cardoso Moreira, Comendador Levy Gasparian, Cordeiro, Duque de Caxias, Iguaba Grande, Italva, Itaocara, Lage do Muriaé, Macuco, Magé, Mendes, Miracema, Natividade, Porciúncula, Porto Real, Quatis, Quissamã, Rio Claro, Santa Maria Madalena, São Fidélis, São João do Meriti, São José do Vale do Rio Preto, Silva Jardim, Varre-Sai e Vassouras.

Os moradores dessas cidades têm até primeiro de dezembro para comparecer a um cartório eleitoral e regularizar a situação.

Os estados de Roraima, Amapá, Tocantins, Goiás, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe e o Distrito Federal são considerados 100% "biometrizados" pela Justiça Eleitoral. Os três estados com menor percentual são Minas Gerais, 43,43%, Espírito Santo, 51,42%, e Rio de Janeiro com 54,24%.

Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo e Fortaleza apresentam os menores índices de cadastramento entre as capitais por serem as únicas que ainda não passaram pelo processo de revisão obrigatória. Belo Horizonte teve 40% dos eleitores cadastrados, seguido de Rio de Janeiro, com 48,5% e Porto Alegre com 51,5%. O restante das capitais, que já passaram pelo processo de revisão, apresentam índices acima de 99%.

Para este ano, a Justiça Eleitoral superou a meta de cadastramentos biométricos. Segundo estatísticas do TSE, 22 milhões de pessoas fizeram o processo este ano. A meta era de 21,7 milhões.


Estudante de medicina à beira da morte descobre cura para a própria doença

David Fajgenbaum foi diagnosticado com a doença de Castleman, um raro distúrbio autoimune que gera a produção excessiva de células nos gânglios linfáticos do corpo. Na época, em 2010, ele ainda era estudante de Medicina e enfrentou diversas sessões de quimioterapia para tentar conter o avanço da doença. A pior crise foi em 2013, quando foi informado que tinha apenas 35% de chance de cura e um médico pediu até que ele escrevesse um testamento. Contrariando todas as expectivas, porém, o estudante conseguiu encontrar a própria cura.

Acamado, o jovem examinou ponto a ponto seus prontuários e descobriu algo que havia passado despercebido pelos médicos. Ele viu que uma proteína conhecida pela sigla VEGF havia atingido 10 vezes o nível normal e lembrou que na faculdade aprendeu que essa substância controla o crescimento dos vasos sanguíneos. O jovem supôs então que as manchas que tinha pelo corpo a cada crise da doença eram causadas pelo pico dessa proteína, que sinalizava que de alguma maneira o sistema imunológico devia atuar contra ela.

A partir daí, lembrou que já existia uma medicamento imunosupressor que poderia ajudá-lo a combater a produção excessiva da proteína. Após consultar um especialista, recebeu o aval para começar o tratamento com remédio que até hoje, seis anos depois, é o responsável por manter Fajgenbaum vivo.

Atualmente, Fajgenbaum é professor assistente do curso de medicina da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Ele também fundou a Rede Colaborativa da Doença de Castleman, que reúne os principais especialistas e pesquisadores da doença.

Fajgenbaum estava noivo em 2013. Hoje é casado e já tem uma filha, Amelia, que acaba de completar um ano. Na semana passada ele lançou um livro no qual compartilha sua história de superação: "Chasing My Cure" ("Em Busca da Minha Cura", em tradução livre)


‘Quem comete crime deve ser exemplarmente punido’, diz Flordelis em postagem na Internet

A deputada federal Flordelis dos Santos (PSD) fez uma postagem em suas redes sociais, no início da tarde desta terça-feira, defendendo a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional que trata da possibilidade de prisão após condenação em segunda instância. O projeto está sendo debatido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa nesta terça-feira. A parlamentar está sendo investigada pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo por suspeita de envolvimento na morte do marido, o pastor Anderson do Carmo.

“Participo neste momento da reunião na CCJ onde é debatido a PEC 410/2018 da Prisão em 2ª instância sou favorável a PEC pois o objetivo dela é destacamente impedir que a impunidade se perpetue no Estado. Quem comete crime deve ser exemplarmente punido”, escreveu Flordelis em suas contas no Facebook e Instagram. A também pastora foi eleita deputada federal no ano passado com quase 200 mil votos.

Flordelis costuma compartilhar detalhes de sua rotina em Brasília em suas redes sociais. Em sua página no Facebook, ela posta vídeos dos discursos nas comissões das quais faz parte. Há cerca de duas semanas, a deputada postou fotos de reuniões realizadas em seu gabinete no Centro do Rio nas quais foram discutidas candidaturas municipais para as eleições de 2020.

Dois filhos da deputada - Lucas Cézar dos Santos e Flávio dos Santos Rodrigues - estão presos acusados de envolvimento no assassinato de Anderson. Eles já viraram réus em processo na 3ª Vara Criminal de Niterói, mas a DH continua apurando a participação de outras pessoas no caso. Além do crime em si, Flordelis também vem sendo investigada por suspeita de ter fraudado uma carta na qual Lucas mudou sua versão sobre o assassinato de Anderson e confessou o crime.

Em seu interrogatório na Justiça, no dia 1º, Lucas admitiu que não foi o autor da correspondência. O rapaz afirmou ter copiado um texto já pronto, entregue a ele por seu irmão, Flávio dos Santo Rodrigues, e pelo ex-PM Marcos Siqueira da Costa. Os três estavam presos na Penitenciária Bandeira Stampa, conhecida como Bangu 9. Lucas e Flávio´, que também é réu pela morte do pastor, dividiam a mesma cela.

Com as declarações de Lucas, a juíza determinou que sejam investigados crimes envolvendo a confecção da carta. A Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo já vinha apurando as circunstâncias em que a correspondência foi escrita. Ao apreender o telefone celular de Flordelis e de duas netas, no dia 17 de setembro, a polícia encontrou indícios de que o documento pode ter sido fraudado.


Aluno ativa spray de pimenta do pai em escola municipal do Rio, e crianças precisam de atendimento

Uma situação atípica  fez com que a direção da Escola municipal Alagoas, em Pilares, precisasse acionar uma ambulância do Samu. Um aluno, filho de um agente da área de segurança, pegou da mochila do pai um spray de pimenta e resolveu levar para a escola. Na sala de aula, ele acabou ativando sem querer o produto, que acabou atingindo quem estava por lá.

A direção, conta a Secretaria municipal de Educação, imediatamente chamou o Samu, que realizou o atendimento de emergência às crianças no local. De acordo com a pasta, os pais do menino foram notificados. Apesar do susto, nenhum aluno teve maiores complicações.

Em nota, a SME informou também que convocou uma equipe da Guarda Municipal para reforçar orientações de segurança às crianças:

"Para orientar estudantes e responsáveis, uma equipe da Ronda Escolar da Guarda Municipal foi convocada para a escola para reforçar as orientações com atividades socioeducativas e lúdicas. As atividades lúdicas tratam temas como a convivência sem violência, orientações para o trânsito, entre outras, visando incentivar o desenvolvimento da cidadania entre as crianças. As palestras abordam desde questões relacionadas à sustentabilidade até prevenção às drogas e à violência. Também será realizada uma palestra pedagógica no próximo dia 21/11".