Bolsonaro acena ao estado com R$ 2,2 bilhões, mas Witzel diz que valor é 'insuficiente

Na videoconferência na qual os governadores de todos os estados e do Distrito Federal se reuniram com Jair Bolsonaro, o presidente acenou com uma ajuda financeira de R$ 2,2 bilhões ao governo do Rio, que seria paga em quatro parcelas mensais de R$ 550 milhões. O governador Wilson Witzel, no entanto, contesta o valor, que na sua opinião deveria ser maior.

“Apesar de a ajuda ser fundamental, no caso do Rio o valor é insuficiente para repor as perdas neste período de pandemia. Por isso, solicitei audiência com o presidente para discutir a situação específica do estado”, escreveu o governador em rede social após a reunião. Ao GLOBO, o secretário estadual de Fazenda, Luiz Claudio Rodrigues de Carvalho afirmou serem necessários ao menos R$ 10 bilhões em 2020.

Na videoconferência, Witzel não se manifestou, pois ficou acordado que apenas os governadores João Doria (São Paulo), Reinaldo Azambuja (Mato Grosso do Sul) e Renato Casagrande (Espírito Santo) falariam. Fontes do Palácio Guanabara disseram à reportagem que um dos principais pleitos de Witzel a Bolsonaro envolve a Cedae. O governador gostaria de prolongar o prazo para privatizar a empresa, que expiraria este ano, por conta da crise no mercado financeiro provocada pela pandemia. Witzel pleiteia, ainda, que o governo federal compre ações da Cedae em um eventual IPO (abertura da companhia ao mercado de ações).


Paulo Marinho diz que entregou provas de suposto vazamento de operação da PF

O empresário Paulo Marinho afirmou nesta quinta-feira que entregou provas a procuradores do Ministério Público Federal (MPF) de um suposto vazamento de operação da Polícia Federal em 2018 que atingiu o gabinete do então deputado estadual e atual senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro.

Após cerca de duas horas e meia de depoimento no MPF, Marinho disse que comprovou o conteúdo da denúncia envolvendo a operação Furna da Onça, feita em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo no fim de semana, e que acrescentou detalhes.

O empresário, suplente de Flávio no Senado, mas que se tornou um desafeto da família Bolsonaro, já havia prestado depoimento por quase cinco horas na véspera à PF no âmbito de investigação interna da corporação sobre o suposto vazamento.

Ele disse que apresentou mais detalhes ao MPF, uma vez que a investigação da PF seria mais restrita.

“Reproduzi meu depoimento com mais riqueza de detalhes. Trouxe provas e deixei as provas nas mãos do procurador“, disse Marinho a jornalistas na saída do depoimento no MPF do Rio de Janeiro. “Eu confirmei integralmente o conteúdo da entrevista que dei à Folha de S.Paulo, dando outros detalhes e entregando provas“.

O procurador Eduardo Benones disse aos jornalistas que o conteúdo apresentado por Marinho foi produtivo, e que há indícios de vazamento da operação, que agora precisam ser comprovados.

A apuração, segundo ele, será célere e deve ocorrer em até 90 dias. Há uma possibilidade de citados na suposta investigação serem intimados a depor, acrescentou.

“Ele trouxe alguns papéis hoje“, afirmou Benones. “Com depoimento de ontem e com o de hoje, a gente tem razão para crer que os fatos merecem ser investigados. Está mais claro que precisa ser investigado e colher elementos probatórios. Até agora o que temos são indícios“, acrescentou.

Marinho afirmou também que apresentou uma denúncia ao MPF sobre uma suposta devassa que estaria sendo feita em suas contas pessoais desde que fez a denúncia ao jornal.

Além das investigações do MPF e PF, o Ministério Público estadual do Rio de Janeiro decidiu dar continuidade a uma investigação de suposto crime eleitoral cometido por Flávio Bolsonaro na sua declaração de bens para as eleições para a Assembleia Legislativa do Estado. Uma investigação já tinha sido feita e arquivada pela PF.

"O Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção do MPRJ (GAECC/MPRJ) confirma que passou a atuar no caso a partir de auxilio solicitado pela 204ª Promotoria Eleitoral e que está analisando o inquérito para adoção das medidas cabíveis”, informou o MPRJ.

Flávio é investigado por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. O deputado nega ter cometido irregularidades.


Maia diz que Câmara estuda prorrogação do auxílio emergencial

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que já há parlamentares estudando uma forma de prorrogar o auxílio emergencial de R$ 600 aprovado pelo Congresso. Maia entende que o benefício concedido por três meses a trabalhadores informais pode não ser suficiente diante da pandemia do coronavírus. O presidente da Câmara reforçou ainda que deputados estão analisando a ampliação de outras medidas já tomadas pelo governo.

Após reunião com o presidente Jair Bolsonaro e governadores no Palácio do Planalto, Maia foi à Câmara, onde foi questionado sobre a possibilidade de estender o auxílio emergencial.

- A impressão é que sim (será necessário prorrogar auxílio emergencial). Em que condições? Nós não podemos esquecer que o auxílio emergencial é fundamental. Se a crise continuar, ele vai ser tão importante como está sendo agora. Agora, de onde vamos conseguir tirar o dinheiro? Esse é o nosso desafio. Já coloquei alguns parlamentares para estudar isso para ter uma proposta que a gente possa fazer ao governo. Se for necessário, (vamos) continuar com o programa, mas a gente precisa encontrar parte desses recursos na estrutura de gastos do governo, onde tem (dinheiro) e está mal alocado - disse Maia.

O presidente da Câmara também avalia que o Congresso poderá alterar a Medida Provisória 936, que autorizou a redução de salários e jornada de trabalhadores. A ideia é estabelecer na MP a possibilidade de que o presidente da República possa postergar a regra.

- (Temos) demanda grande de prorrogar a MP 936, vamos colocar com o relator. Tem muita convergência de a gente autorizar o presidente da República a poder renovar a MP 936. Eu acho que isso é importante.

Maia elogiou ainda a conversa entre Bolsonaro e governadores. Disse que o diálogo é importante para encontrar caminhos para a crise. Sobre o socorro a estados e municípios, previsto em lei ainda não sancionada por Bolsonaro, disse que o ato deve sair nos próximos dias.

- O maior problema depois da sanção é que tem algumas travas no projeto, a necessidade de abrir mão de ações que foram apresentadas pós decretação de calamidade, acho que esses são os maiores problemas. O problema não é a questão do dinheiro. Me pareceu que não é o maior problema, mas tem alguma burocracia. Por isso que eu acredito que ele não tenha cravado uma data, mas vai ser muito próxima à data demandada pelos prefeitos e governadores, na minha opinião - disse Maia.

Maia disse entender que o socorro chegará aos estados e municípios "nos próximos dias" ou "no fim do mês". Na reunião, Bolsonaro afirmou que sancionará a lei, com o veto, o mais breve possível. Com isso, o funcionalismo de União, estados e municípios terão os salários congelados até 2021. Bolsonaro afirmou que o congelamento de salários é o remédio menos amargo.

- É uma trava importante e simbólica - disse Maia sobre o congelamento de salários.

Regularização fundiária

Apesar dos elogios ao governo, o presidente da Câmara criticou a inciativa do governo de tentar mudar o texto de projeto de lei que regulariza terras da União na Amazônia. A proposta alternativa da Câmara não altera o marco temporal de 2008 para a titulação. Além disso, os deputados alteraram regras para que a dispensa de vistoria fosse restrita a áreas de até seis módulos fiscais (unidade de medida agrária). O Executivo queria que a dispensa ocorresse em áreas de até 15 módulos.

Para Maia, aceitar a vontade governo neste tema seria dar dar um estímulo à invasão de terras.

- Eu avisei ao governo que nós temos um texto que, em algum momento, teve acordo. Depois, o acordo foi desfeito, mas seria muito ruim para a Câmara dos Deputados, do meu ponto de vista, respeitando a dos outros parlamentares, que nós mudássemos o texto (...) seria uma sinalização de que estamos flexibilizando a ocupação em todo o Brasil, especialmente na região amazônica. O acordo que nós construindo atende a 95% dos produtores rurais. Não haveria anistia e manteríamos o marco temporal de 2008 - disse Maia.

Enem

Ele também disse que pediu a Bolsonaro o adiamento das inscrições do Enem. Na quarta-feira, Bolsonaro disse publicamente que havia chegado a um acordo com Maia apenas para o adiamento da aplicação do exame.

- Coloquei ao presidente que é importante também adiar a data das inscrições. Não é só a data do Enem. O estudo é vinculado, uma coisa à outra.

Eleições

O presidente da Câmara também reafirmou que o Congresso estuda novas datas para a realização das eleições municipais deste ano.

- Há aí dois períodos que estão sendo discutidos, 15 de novembro ou o primeiro domingo de dezembro para o segundo turno.


STF restringe alcance de medida que livra agentes públicos de processos

Por nove votos a um, o Supremo Tribunal Federal (STF) restringiu o alcance da medida provisória (MP) do presidente Jair Bolsonaro que livra qualquer agente público de processos civis ou administrativos motivados por ações tomadas no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. Segundo os ministros da Corte, medidas que possam levar à violação aos direitos à vida e à saúde ou sem o embasamento técnico e científico adequado poderão ser punidas. No julgamento, houve críticas a ações que ignorem a ciência e, mesmo sem citar nomes, à gestão do governo na área da saúde.

O ministro Gilmar Mendes, por exemplo, fez uma referência à fala de Bolsonaro de que "quem for de direita toma cloroquina, quem for de esquerda toma tubaína". O presidente vem sendo acusado de ignorar cientistas e técnicos ao minimizar a pandemia e defender medidas como a prescrição dos remédios cloroquina e hidroxicloroquina em pacientes com sintomas leves da Covid-19. Na última quarta-feira, por exemplo, por pressão de Bolsonaro, saiu o novo protocolo do Ministério da Saúde que ampliou a recomendação do uso dos medicamentos.

A MP do governo estabelece que as autoridades só poderão ser responsabilizadas se ficar comprovado o dolo (ação intencional) ou "erro grosseiro". No entanto, estipula que o chamado "erro grosseiro" só estará configurado levando-se em conta cinco variáveis que, na prática, tornariam muito restritivo o enquadramento de autoridade por essa conduta. O que STF fez foi incluir na categoria "erro grosseiro" alguns tipos de medidas que as autoridades podem tomar.

— Quero ressaltar a importância das decisões tomadas por gestores durante a pandemia se fiarem ao máximo em standards técnicos, em especial aqueles decorrentes de normas e critérios científicos aplicados à matéria, entre elas as orientações da Organização Mundial da Saúde. Não podemos é sair aí a receitar cloroquina e tubaína, não é disso que se cuida. Claramente, o relator [ministro Luís Roberto Barroso] deixou isso de maneira evidente, é preciso que haja responsabilidade técnica — disse Gilmar, acrescentando:

— Caso um agente público conscientemente adote posição contrária às recomendações técnicas da OMS, entendo que isso poderia configurar verdadeira hipótese de imperícia do gestor, apta a configurar erro grosseiro. A Constituição não autoriza o presidente da República ou a qualquer outro gestor público a implementação de uma política genocida na questão da saúde.

O primeiro a votar, na sessão de quarta-feira, foi o ministro Luís Roberto Barroso, relator das seis ações que questionam a MP. O voto dele estabelece: "Configura erro grosseiro o ato administrativo que ensejar violação ao direito à vida, à saúde ou ao meio ambiente equilibrado por inobservância: i) de normas e critérios científicos e técnicos; ii) dos princípios constitucionais da precaução e da prevenção." Atos de improbidade administrativa, que têm uma lei própria, também não são alcançados pela MP, ou seja, podem passíveis de punição.

Barroso chegou a citar o uso de remédios "de eficácia ou segurança ainda controvertidas na comunidade científica", mencionando especificamente a hidroxicloroquina. Nesta quinta, o ministro Luiz Fux, que acompanhou o voto do relator, também fez menção a isso e criticou o "negacionismo científico voluntarista".

— Se pretende utilizar fármacos que ao invés de curar doentes venha a matar. E estamos experimentando um momento desafiador para a medicina. A medicina não conhece essa doença. Isso foi dito pelo ex-ministro da Saúde aqui no Supremo. Como a medicina não conhece essa doença, nessa área, como guardião da Constituição, garantidor do direito fundamental da saúde, da preservação da vida, todo cuidado é pouco — disse Fux.

Nesta quinta-feira, além de Fux e Gilmar, votaram os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Rosa Weber, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello e Dias Toffoli, totalizando dez de um total de 11 ministros. Apenas Celso de Mello não participou do julgamento. Quase todos concordaram com a restrição proposta por Barroso. Somente Marco Aurélio votou para rejeitar as ações.

Já o ministro Alexandre de Moraes sugeriu uma restrição maior ainda, mas apenas Cármen endossou sua proposta. Moraes quis retirar um trecho da MP que isentava de punição medidas de "combate aos efeitos econômicos e sociais decorrentes da pandemia da covid-19". Segundo ele, mantido esse texto, ações tomadas daqui a alguns anos poderão ser justificadas como relacionadas à pandemia e, com isso, ficarão livres de responsabilização.

— Isso pode justificar medidas relacionadas a planos econômicos, segurança pública, estaríamos aqui a permitir uma cláusula tão aberta, que se perpetuaria ao longo dos anos, que, a meu ver, inverteria a ordem, a lógica. Regra é a responsabilização, que nós transformaríamos em exceção. A partir dos próximos anos, todas as medidas terão alguma ligação, algum nexo com os efeitos gerados pela pandemia — disse Moraes.

Justificativa: Novo protocolo sobre cloroquina foi motivado por 'clamor da sociedade', diz ministério

Gilmar foi contra. Ele citou processos judiciais movidos contra pessoas que ocuparam cargos na equipe econômica no passado e que, na sua opinião, não fizeram nada de errado. Para o ministro, o mesmo poderá voltar a ocorrer se o STF permitir isso. Barroso também argumentou:

— O que me preocupou, é por exemplo, o ministro da Economia [Paulo Guedes] cogitou de emitir papel moeda para acudir a emergência. Eu, que não sou economista, e isso não é da minha alçada, me arrepio com a ideia de emitir papel, porque associo isso com a escalada da inflação. Porém, há algumas decisões, puramente técnicas, em que você vai ter opiniões legítimas de um lado e de outro. Nestes casos, eu acho que você precisa de um erro grosseiro.

Em seu voto, Barroso também propôs: "a autoridade a quem compete decidir deve exigir que as opiniões técnicas em que baseará sua decisão tratem expressamente as normas e critérios científicos e técnicos aplicáveis à matéria tais como estabelecidos por o e entidades médicas e sanitárias nacional e internacionalmente e sanitárias reconhecidas, e da observação dos princípios constitucionais da precaução e da prevenção sob pena de se tornarem corresponsáveis por eventuais violações a direitos."

Com receio de serem punidos no futuro e para evitar demora na adoção de medidas necessárias no curtíssimo prazo para debelar os efeitos econômicos da pandemia, as equipes do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, pediram para a Presidência da República editar a medida. Mas a MP fala tanto das ações de combate aos feitos econômicos, como também na área da saúde.


Coronavírus: Brasil chega a 20 mil mortes e supera 300 mil casos

O número de mortes decorrentes do novo coronavírus chegou a 20 mil na quinta-feira, com 1.188 novos óbitos registrados nas últimas 24 horas. O país também ultrapassou a marca de 300 mil infectados nesta noite, com a notificação de 18.508 novos casos, segundo o Ministério da Saúde. Com isso, o Brasil chega a 310.087 casos e 20.047 mortes até o momento.

O número de mortes registradas de ontem para hoje é mais um recorde da doença no país, superando o informado na terça-feira, quando 1.179 novas mortes foram incluidas no sistema, mas que podem ter ocorrido em dias anteriores.

São Paulo continua como estado com mais casos da doença: são 73.739 até o momento. Em seguida vem Rio de Janeiro (32.089), Ceará (31.413), Amazonas (25.367) e Pernambuco (23.911).

Em relação às mortes, São Paulo também lidera os números, com 5.558 óbitos. Depois vem Rio de Janeiro (3.412), Ceará (2.161), Pernambuco (1.925) e Pará (1.852), que ultrapassou Amazonas (1.620).

Mais cedo, o secretário-executivo substituto do Ministério da Saúde, Eduardo Macário, disse que não é possível falar se o Brasil já atingiu o "pico" da doença. Ele argumentou que, na medida em que ainda há um grande volume de exames sendo processados, seria prematuro fazer qualquer afirmação neste sentido.

- Começamos a perceber que em alguns estados do Norte e Nordeste há uma estabilização nos números, mas em relçaão ao Brasil como um todo, ainda é prematuro - afirmou Macário.

Ao comentar dados de um gráfico que mostrava a diferença entre as mortes efetivamente ocorridas em um dia e aquelas que eram apenas registradas naquele dia, Macário disse que os números poderiam dar uma "falsa impressão" de que as mortes estariam diminuindo, mas ele fez questão de dizer que a curva de óbitos no país está em "desenvolvimento".

- A princípio, (olhar os dados no gráfico) dá essa falsa impressão de que os óbitos estão diminuindo nas últimas semanas, mas na medida em que as invesrtigações são concluídas, boa parte dessas investigações são referentes a semanas anteriores. É uma curva ainda em desenvolvimento - afirmou.

Ainda de acordo com o balanço do Ministério da Saúde, o Brasil tem 164.080 pacientes em acompanhamento e 125.960 recuperados.


Zeca Pagodinho perde amigo taxista vítima de Covid-19; Vadinho estava internado no Miguel Couto

A família Zeca Pagodinho está de luto. Morreu na quarta-feira, vítima de Covid-19, aos 61 anos, Vadinho, amigo de longa data do sambista. Eles ficaram próximos antes de Vadinho se tornar taxista e passar a trabalhar ocasionalmente para Zeca. A equipe do cantor usou o perfil do artista no Instagram para lamentar a morte:

"Hoje, infelizmente, é um dia de tristeza para o Zeca Pagodinho e pra muita gente ligada ao samba. Faleceu, vítima de Covid-19, o Vadinho, taxista de todos e de todas as horas. Para ele, não tinha tempo ruim, sempre de bom humor e com um sorriso no rosto! Ele fazia parte da categoria “pessoa do bem“. Era um grande amigo do Zeca e de muitas outras pessoas, e estava sempre pronto para atender, ajudar e trabalhar. Nossos sentimentos para a família do Vadinho e para tantas outras famílias que estão perdendo entes queridos para essa trágica pandemia. E reforçamos o pedido para que todos se protejam, fiquem em casa e usem máscara se for necessário sair! Vamos nos cuidar e cuidar de todos a nosso redor!"

Vadinho estava internado há mais de três semanas no Hospital Miguel Couto, na Zona Sul do Rio, por causa da doença. Ele era uma pessoa querida no mundo do samba, onde tinha também vários clientes. Em 29 de abril, dia em que o taxista fez aniversário, o cantor Anderson Leonardo, do Molejo, fez um vídeo pedindo orações pela recuperação do amigo.


Lula pede desculpas por avaliar positivamente o impacto do coronavírus na agenda liberal: 'sei o sofrimento que causa a pandemia'

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu desculpas pela declaração sobre o impacto positivo do novo coronavírus no enfraquecimento de teses defendidas por adeptos à agenda do liberalismo econômico. Em transmissão ao vivo ontem em uma rede social, o ex-presidente disse que 'ainda bem que a natureza criou esse monstro', se referindo ao questionamento que a pandemia traz à política neoliberal de enfraquecimento do Estado, defendida pelo governo do presidente Jair Bolsonaro. Segundo Lula, somente o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises, como a pandemia.

"Usei uma frase totalmente infeliz. E a palavra desculpa foi feita pra gente usar com muita humildade. Se algum dos 200 milhões de brasileiros ficou ofendido, peço desculpas. Sei o sofrimento que causa a pandemia, a dor de ter os parentes enterrados sem poder acompanhar", escreveu Lula, nas redes sociais.

A declaração que causou polêmica foi feita durante uma iniciativa promovida pela revista "Carta Capital" por meio de videochamada, ainda nos primeiros minutos de transmissão.

— Eu, quando eu vejo os discursos dessas pessoas falando... Quando eu vejo essas pessoas acharem que tem que vender tudo que é público e que tudo que é público não presta nada... Ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus. Porque esse monstro está permitindo que os cegos enxerguem, que os cegos comecem a enxergar, que apenas o estado é capaz de dar solução a determinadas crises — afirmou Lula, comparando o momento atual com aquele atravessado em 2008, com a crise financeira global.

Em seguida, o petista fez menção ao auxílio emergencial de R$ 600 paga pelo governo federal a pessoas financeiramente afetadas pela pandemia da Covid-19, que demandou interrupção de atividades econômicas como forma de garantir um isolamento social que impeça ou atrase o avanço do contágio pelo novo coronavírus.

— Imagina quando Roosevelt teve que agir na guerra. Você acha que ele estava preocupado com orçamento? Não! Ele tinha que fazer armas para vencer a guerra. Na guerra contra o coronavírus, eles não cumprem sequer a promessa de dar R$ 600 reais para as pessoas ficarem em casa e se protegerem — comparou Lula, usando como referência o presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, e a atuação dele durante a Segunda Guerra Mundial.


Guedes avalia reduzir para R$ 200 valor do auxílio emergencial, em fim gradativo do programa

O ministro da Economia, Paulo Guedes, avalia reduzir o valor do auxílio emergencial para R$ 200, após o pagamento da terceira parcela do benefício. A possibilidade é uma das formas de fazer com que o programa seja encerrado de forma gradual, como defende Guedes.

O valor de R$ 200 foi mencionado pelo ministro durante reunião com empresários. Como revelou o GLOBO, Guedes disse, no mesmo encontro, que é preciso "suavizar a queda" do pagamento do auxílio, mas negou prorrogar o programa indefinidamente, por falta de espaço fiscal.

Na versão original do projeto, a equipe econômica previa que o auxílio emergencial — criado para mitigar os efeitos da crise do coronavírus — fosse de R$ 200.

O valor foi pensado por ser semelhante à média do repassado às famílias do Bolsa Família. No Congresso, o benefício acabou sendo ampliado para R$ 500 e, depois, o presidente Jair Bolsonaro fechou acordo para elevar a ajuda para R$ 600.

Se o auxílio fosse de R$ 200, daria para pagar por mais meses, teria dito Guedes, segundo um interlocutor. Segundo essa fonte, Guedes lembrou que quando propôs R$ 200, a estimativa era beneficiar 30 milhões de pessoas. Mas o valor subiu para R$ 600 para 60 milhões de pessoas.

A redução gradual do valor seria uma das formas em estudo para estruturar o fim gradual do auxílio emergencial. Outra possibilidade é incorporar o programa em outra plataforma de auxílio do governo, ainda não definida. Também está em análise a possibilidade de definir um público mais específico para receber as próximas parcelas do auxílio. Com essa focalização, seria possível reduzir o valor total do programa.


Veja como emitir o cartão virtual do Caixa Tem para usar o auxílio emergencial

O beneficiário do auxílio emergencial de R$ 600 que receber a ajuda do governo federal por meio da poupança social digital aberta pela Caixa Econômica Federal pode, ao invés de sacar o dinheiro no banco, pagar contas e fazer compras com o cartão de débito virtual, emitido gratuitamente por meio do aplicativo Caixa Tem. Essa forma de pagamento já está sendo aceita em diversos estabelecimentos comerciais do país, a exemplo dos mercados Assaí, Extra, Pão de Açúcar e Carrefour. Dessa forma, não é preciso enfrentar longas filas nas agências bancárias ou nas casas lotéricas.

Veja o passo a passo para emitir o cartão virtual:

O primeiro passo é verificar se o aplicativo Caixa Tem está atualizado. Se não estiver, é preciso baixá-lo novamente na Google Play (aparelhos com sistema Android) ou na App Store (dispositivos com sistema iOS). Feito isso, para emitir o cartão, basta clicar na opção Cartão de Débito Virtual, apresentada logo na tela inicial.

Depois disso, vai aparecer uma tela com duas opções: "Quero saber mais" e "Usar meu cartão virtual agora". A segunda deve ser selecionada.

Em seguida, será necessário digitar a senha do app Caixa Tem.

Vai aparecer na tela, então, uma imagem com os dados do seu cartão virtual, incluindo nome, número com 16 dígitos, validade e código de segurança com três dígitos. Já é possível utilizá-lo.

Imagem de chamada

A cada compra, o número do cartão permanecerá o mesmo, mas o código de segurança será alterado. Por ser um cartão de débito, não é possível fazer parcelamentos, apenas utilizá-lo para compras à vista, desde que haja saldo na conta do beneficiário.

Redes de supermercados também já aceitam essa forma de pagamento. Com o cartão de débito virtual do auxílio emergencial, é possível pagar mantimentos e produtos de higiene, quitar boletos e usar o valor em itens de farmácia ou combustível.

Outra alternativa de uso são compras pela internet. No aplicativo do Magazine Luiza, por exemplo, após colocar os produtos no carrinho, o consumidor pode escolher o meio de pagamento entre boleto, cartão de crédito ou cartão de débito virtual Caixa. Após selecionar essa última opção, deve-se preencher o número, o nome e a validade. No e-commerce, o limite para compra diária é de mil reais.

Os sites e os aplicativos do e-commerce B2W — que inclui Lojas Americanas, Submarino e Shoptime — também já começaram a aceitar pagamentos via cartão de débito digital, inclusive no app de cashback Ame Digital.


Paulo Marinho presta depoimento à PF por cinco horas e meia sobre vazamento de informações a Flávio Bolsonaro

O empresário Paulo Marinho prestou depoimento à Superintendência da Polícia Federal do Rio em um novo procedimento de investigação instaurado para apurar eventual participação de servidores no vazamento de informações sobre a Operação Furna da Onça. Na saída, após cinco horas e meia na PF, Marinho não quis dar declarações sobre o teor de seu depoimento. O empresário chegou a parar onde estavam os jornalistas, mas disse apenas que não poderia comentar porque o inquérito está sob sigilo.

Segundo Paulo Marinho, o senador Flávio Bolsonaro foi informado por um delegado da Polícia Federal, entre o primeiro e o segundo turnos da eleição de 2018, que seria deflagrada a Operação Furna da Onça, que continha um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre a movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, então assessor de Flávio.

Por causa desse relatório, Queiroz passou a ser investigado por suspeita de operar um esquema de "rachadinha" — prática de devolução de parte dos salários dos funcionários — no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Segundo o relato de Paulo Marinho, foi o próprio senador que o procurou para contar sobre o episódio do vazamento depois que o caso veio à tona em dezembro de 2018. Na ocasião, ele estava acompanhado do advogado Victor Granado Alves, seu então assessor parlamentar na Alerj.

Na terça-feira, os advogados de Alves admitiram que ele foi a uma reunião com o senador na casa do empresário Paulo Marinho em dezembro de 2018.

Em nota, a defesa também nega irregularidades na relação de Alves com Flávio Bolsonaro e aponta que ele exerceu serviços advocatícios para o PSL. Ele é investigado junto com Flávio e Queiroz pelo Ministério Público do Rio no procedimento que apura peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito do gabinete devido à “rachadinha”. Alves como Flávio e Queiroz também teve o sigilo bancário e fiscal quebrado pelo TJ do Rio em abril do ano passado.

Entre os citados por ele na reunião em que Flávio teria relatado o vazamento, apenas Marinho foi intimado. Após o seu depoimento e eventual apresentação de provas, isso será reavaliado para ouvir novos depoimentos.

Bolsonaro diz que empresário terá que provar

 O  presidente Jair Bolsonaro disse que o empresário terá que provar suas declarações. Foi a primeira vez que Bolsonaro comentou o caso, revelado no domingo pelo jornal Folha de S. Paulo.

— Ele vai ter que provar, não vou entrar em detalhe, quem foi o delegado que teria dito para um assessor do meu filho...É sempre assim, né, "ouvi "dizer". Não, não é "ouvi dizer" — disse Bolsonaro, em entrevista ao jornalista Magno Martins, transmitida no Instagram. — Quem vai provar? "Ouvi dizer". Não é assim, não. Você está mexendo com a honra das pessoas.