Forças Armadas terão cota racial em concurso, a começar pelo ITA

As Forças Armadas - Marinha, Exército e Força Aérea - firmaram acordo com o Ministério Público Federal (MPF) que determina a reserva de vagas em concursos públicos para cargos efetivos das Forças Armadas futuros e aos em andamento para candidatos negros. O acordo resulta de uma ação civil pública ajuizada pelo MPF.
Em abril, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, reforçou o entendimento de que as vagas oferecidas nos concursos promovidos pelas Forças Armadas se sujeitam à política de cotas prevista na Lei 12.990/2014, que estabelece prioridade para negros e pardos no provimento de vagas na administração pública federal.
O acordo estabelece que os candidatos deverão se autodeclarar negros. Uma comissão utilizará exclusivamente o critério fenotípico para examinar a condição declarada pelo candidato. Não serão considerados registros ou documentos apresentados, como imagem, certidões referentes à confirmação em procedimentos realizados em outros processos seletivos e concursos públicos. O procedimento será filmado e a gravação será utilizada na análise de eventuais recursos interpostos pelos candidatos.
Em caso de descumprimento de quaisquer das obrigações pactuadas no acordo, haverá multa diária de R$ 20 mil para cada obrigação descumprida. O valor deverá ser revertido ao Fundo de Recuperação de Bens Lesados.
Como o Estado mostrou em janeiro, uma em cada três universidades federais do País já investigou a matrícula de estudantes por suspeita de terem fraudado o sistema de cotas raciais. Para minimizar casos assim, o governo do presidente Michel Temer decidiu reativar um grupo de trabalho, encabeçado pelo Ministério de Direitos Humanos e incluindo secretarias do Ministério da Educação e da Fundação Nacional do Índio (Funai), para dar base a comissões de aferição de autodeclaração da etnia dos estudantes em todas as federais.
ITA. Em nota, a Assessoria de Comunicação da Procuradoria da República no Distrito Federal informou que o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) adotará o sistema de cotas pela primeira vez já no processo seletivo para 2019. As inscrições começam daqui a uma semana (no dia 1.º) e vão até 15 de setembro. O ITA oferece cursos de Engenharia em seis modalidades: aeroespacial, aeronáutica, civil-aeronáutica, computação, eletrônica e mecânica. No ano passado, um total de 11.135 pessoas concorreram às vagas da instituição. Os concursos oferecidos pelo Colégio Naval, pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e pela Academia de Força Aérea também adotarão o sistema.


MP vai apurar legalidade do uso de reconhecimento facial pelo Facebook

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) abriu um inquérito pra apurar se a adoção de tecnologia de reconhecimento facial pelo Facebook está amparada na lei ou se é ilegal. Este tipo de recurso técnico vem sendo utilizado pela plataforma e em diversos outros locais, e agora é oferecido a lojistas pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

Antes, o Facebook permitia que as pessoas marcassem a si e outros em fotos. Desde o fim de 2017, passou a utilizar sistemas de reconhecimento facial que identificavam pessoas nas fotos independentemente de qualquer solicitação destas. A empresa justificou que a ferramenta tinha como objetivo aumentar a segurança do usuário ao permitir que ele monitorasse imagens publicadas onde ele aparece.

Mas a Comissão de Proteção de Dados Pessoais do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) quer avaliar se tal prática é permitida por lei. O órgão considera que a face é um dado biométrico sensível.

O promotor responsável pelo inquérito, Frederico Meinberg, destaca entre suas preocupações o fato de as tecnologias de reconhecimento conseguirem atualmente, inclusive, gerar informações sobre as pessoas, como sua orientação sexual.

Além disso, estudos divulgados - como um artigo do Instituto de Tecnologia de Massaschussets (MIT, na sigla em inglês) divulgado em fevereiro - apontam uma precisão maior no caso de rostos brancos e de homens, o que abre espaço para riscos de discriminação na utilização deste tipo de sistema, que opera de maneira automatizada.

Segundo o promotor, tais tecnologias podem promover “novas formas de discriminações possíveis com o uso do reconhecimento facial, veladas ou expressas, tais como: recrutamento de candidatos para vagas de emprego; acesso aos cargos públicos; ingresso em instituições de ensino; filiação a entidades; participação em organizações religiosas etc”.

À Agência Brasil, o Facebook disse que irá cooperar com a apuração. "Nos colocamos à disposição para prestar eventuais esclarecimentos ao Ministério Público. Neste caso específico, ainda não fomos notificados", informou a assessoria.


Estátua de mascote oficial da Copa de quase 2 m é roubada na Rússia

Mascote da Copa brilha, e criadora agora sonha com estúdio de animação: Na abertura, o simpático lobo esteve ao lado de Ronaldo para um pontapé simbólico antes de Rússia e Arábia Saudita© Getty Images Na abertura, o simpático lobo esteve ao lado de Ronaldo para um pontapé simbólico antes de Rússia e Arábia Saudita

Uma enorme estátua do lobo Zabivaka, o mascote oficial da Copa do Mundo da Rússia, foi roubada em São Petersburgo antes da final do torneio, informaram na última  segunda-feira (16) as autoridades locais.

Segundo fontes oficiais, no local não havia câmeras de vigilância, por isso que é difícil de saber quando a estátua foi roubada e quem cometeu o crime.O valor da estátua, instalada no começo de junho, chega a 348 mil rublos (R$ 85 mil).

A Copa do Mundo da Rússia ocorreu entre 14 de junho e 15 de julho em 11 cidades russas, entre elas São Petersburgo, que acolheu sete partidas da competição, incluídas a semifinal e a partida de disputa de terceiro e quarto lugar. Com informações da Folhapress


Rejeição recorde de presidenciáveis abre caminho para ‘vale-tudo’ na campanha

Apenas 2,2% dos brasileiros confiam no Governo Federal. Quando se trata do Congresso Nacional e dos partidos políticos, o percentual é ainda menor: 0,6% e 0,2%, respectivamente, segundo a última pesquisa CNT/MDA, divulgada em maio. Essa desconfiança com o mundo político se manifesta também nas pesquisas de intenção de voto para a presidência da República, que alcança índices recordes nos levantamentos de todos os institutos. Segundo o Datafolha, por exemplo, os votos brancos e nulos lideram a corrida presidencial e 33% do eleitorado não tem candidato nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o pré-candidato com mais intenções de voto (30%) — e também a maior rejeição (46%) —, mas cuja candidatura mal pode ser vista no horizonte, por conta de sua condenação à prisão em segunda instância. Nesse contexto, em que os principais candidatos partem de uma rejeição de pelo menos 40%, o espaço para ampliar o eleitorado se torna mais restrito. E fica mais fácil machucar as candidaturas dos adversários.

Para o diretor do Datafolha, Mauro Paulino, a impressão é de que os eleitores mais convictos são aqueles que não querem votar em ninguém. A esta altura, a persistência de um terço do eleitorado sem candidato nas pesquisas estimuladas é inédita, o que pode ser explicado em parte pela ausência de uma candidatura governista forte. "Quem não tem candidato está buscando algo que passe pela conciliação, pela clareza na definição e na exposição das propostas, e está cansado dos embates mais virulentos e que não levam à solução dos problemas urgentes", opina o pesquisador. Segundo os levantamentos do DataPoder360, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que lidera as pesquisas presidenciais nos cenários sem Lula, também se destaca entre os concorrentes pela convicção de seu eleitorado: 77% de seus eleitores dizem que não trocam mais de candidato.

Assim como o ex-presidente petista, contudo, Bolsonaro também se destaca nos números de rejeição (19% no Datafolha). Enquanto favorito no primeiro turno, o capitão da reserva deve virar alvo de concorrentes diretos, como o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e o ex-ministro Henrique Meirelles (MDB), caso este último de fato siga na campanha. "Campanha de TV serve para três coisas: preservar a própria imagem, mudar essa imagem ou derrubar um adversário", resume Marcello Faulhaber, estrategista da vitoriosa campanha de Marcelo Crivella à prefeitura do Rio de Janeiro em 2016. Ele lembra que, em 2002, o marqueteiro de José Serra, Nizan Guanaes, conseguiu tirar o ex-governador Ciro Gomes (PDT) do segundo turno com uma campanha negativa. Em 2014, foi a vez de João Santana, marqueteiro de Dilma Rousseff, tirar a ex-ministra Marina Silva (Rede) do páreo.

"Acho que Alckmin e Meirelles — se permanecer candidato — vão bater muito em Bolsonaro, achando que, ao bater, vão ficar com os votos que ele perder", diz o estrategista. Faulhaber imagina que os atuais 19% de intenção de voto de Bolsonaro possam cair para 12% ou 13% por conta dos ataques adversários, mas isso não quer dizer que seriam Alckmin ou Meirelles a colher os votos. Marina Silva, um candidato indicado pelo PT para representar Lula, Ciro Gomes ou o senador Alvaro Dias (Podemos-PR) poderiam acabar beneficiados. No caso específico do PT, a ausência de Lula claramente prejudicaria o partido no primeiro turno, por conta de sua alta intenção de votos, mas poderia ajudar o partido em um segundo turno, já que o ex-presidente tem a maior rejeição (46% além dos 28% que hoje não votariam em ninguém, segundo o Datafolha) e precisaria de mais da metade dos votos para vencer.

Os partidários de Lula podem buscar esperança em outra pesquisa, do instituto Ipsos. O levantamento não afere exatamente intenção de votos, mas a avaliação da conduta dos presidenciáveis. Na última pesquisa, Lula era desaprovado por 54% dos brasileiros. É muito, mas é menos do que os 70% que desaprovavam Alckmin ou os que não aprovavam as condutas de Ciro Gomes (65%), Bolsonaro (64%), Marina Silva (63%) e Henrique Meirelles (59%). Nessa aferição, é difícil encontrar um nome que vá bem. O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa é desaprovado por 47%, e o juiz Sérgio Moro, que decide sobre a Lava Jato na primeira instância em Curitiba, por 55%.

Antipolítica

O cientista político Antônio Lavareda destaca que o repúdio à política não é um fenômeno brasileiro — na última eleição norte-americana, tanto Hillary Clinton quanto Donald Trump tinham rejeições superiores a 50%. "Cresceu o escrutínio, o exame e a análise dos candidatos pelo eleitorado", avalia. Mas, segundo Lavareda, à medida que a campanha ocorrer no Brasil, a rejeição deve ceder. "Quando a campanha começa, a vida pregressa dos candidatos, suas realizações, o que fizeram de bom ou de mau, tudo passa a ser indicador de caráter dos candidatos mais importantes, mais que  do que sua própria retórica".

O discurso do outsider, de alguém que não participa do jogo político, parece desfrutar de uma adesão maior na sociedade, diz Lavareda, que ressalva: isso não foi o bastante para sustentar na corrida presidencial nomes como o apresentador Luciano Huck e Joaquim Barbosa. Bolsonaro se vale do discurso, mas tem décadas de Congresso Nacional. "Em uma eleição geral como a brasileira, com 20.000 candidatos, fica difícil a emergência de nomes realmente novos", diz o cientista político, para quem as análises anteriores à campanha oficial têm sido bem mais dinâmicas do que as variações dos cenários eleitorais. "Essa articulação política não tem repercussão propriamente eleitoral. É a propaganda que sistematiza os programas dos candidatos. É a propaganda que atinge o eleitor".


Santander mira expansão em energias renováveis no Brasil

De financiamento de projetos de energia renovável a emissão de títulos verdes, o maior banco estrangeiro do Brasil está em busca de expansão em negócios de impacto sócio-ambiental, disse Jean Pierre Dupui, vice-presidente executivo da empresa, em entrevista em São Paulo.

O plano é aumentar em cerca de 20% a assessoria que oferece para financiamento de projetos (project finance, em inglês) de energias renováveis este ano em comparação com 2017, aproximadamente a mesma taxa de crescimento que o Santander registrou nos últimos anos, de acordo com Dupui. O banco também pretende aumentar em pelo menos 50% os empréstimos destinados a iniciativas ambientais, como fontes eficientes de energia e equipamentos para economizar água. Esses empréstimos cresceram 42% no ano passado, para R$ 1,7 bilhão, excluindo os grandes projetos de infraestrutura.

"Para os negócios de energia renovável, atuamos como um balcão único", disse Dupui, explicando que os serviços do Santander incluem desde assessorar empresas em leilões de energia até financiar as transações resultantes.

Projetos recentes incluem assessoria à Enel SpA, a maior concessionária da Europa, em projetos de energia solar no Brasil.

Dupui também vê uma oportunidade nos títulos verdes (green bonds, em inglês), que apoiam a energia limpa e outras iniciativas sustentáveis. O Santander tem um pipeline de US$ 1 bilhão de empresas brasileiras que querem emitir esse tipo de dívida quando as condições do mercado melhorarem. Cerca de R$ 3,67 bilhões de títulos verdes foram emitidos de 2015, quando o primeiro título desse tipo foi emitido por empresa brasileira, até setembro do ano passado, segundo os dados mais recentes da Climate Bonds Initiative.

Iniciativa global

O Santander aderiu em junho a uma iniciativa global de 41 bancos que adotam ações voluntárias para enfrentar a mudança climática em seus negócios -- a "Climate Action in Financial Institutions Initiative", um movimento que Dupui disse que pode ajudar o banco a atrair linhas de crédito de bancos multilaterais para projetos sustentáveis no Brasil.

A iniciativa tenta aumentar a conscientização sobre o impacto da mudança climática nos negócios bancários e permitir que as empresas compartilhem as melhores práticas, disse Benoît Leguet, diretor-gerente do I4CE - Institute for Climate Economics, responsável pelo secretariado da iniciativa.

O banco tem uma meta global de reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 9% entre 2016 e 2018, meta que a unidade brasileira já alcançou, segundo Karine Bueno, superintendente executiva de desenvolvimento sustentável do Santander.


Correios começará a emitir documento único de identidade

Os Correios e o Comitê Gestor da Identificação Civil Nacional, por meio do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), assinaram na  terça-feira (3) um protocolo de intenção para a atuação da empresa na validação de dados destinados à emissão do DNI (Documento Nacional de Identidade).

Por meio da parceria, o Comitê Gestor pretende estender os pontos de atendimento para acesso ao documento, contando com a presença dos Correios em todos os municípios brasileiros. A ação piloto terá início na agência de Correios Central de Brasília e abrangerá, no período de 30 dias, somente os empregados dos Correios. O projeto será ampliado a toda a rede de atendimento, por meio de um plano de expansão desenhado com o TSE.

O TSE foi o órgão escolhido para validar o DNI devido à sua ampla base de dados biométricos, utilizada para o recadastramento do pleito eleitoral. A iniciativa propõe unir vários documentos em um só.


Regra do cheque especial entra em vigor em julho

O cheque especial, que passou a ser a linha de crédito mais cara do sistema financeiro nacional, terá um novo funcionamento a partir de 1.º de julho. As instituições financeiras vão oferecer uma opção mais barata para o correntista que utilizar 15% do limite da conta por 30 dias seguidos. Os consumidores, no entanto, não serão obrigados a aceitar a proposta e nada mudará para quem permanecer devedor.

A taxa média cobrada de pessoas físicas recuou de 321%, em abril, para 311,9% ao ano, em maio, conforme dados divulgados na quarta-feira, 27, pelo Banco Central. Já a taxa média de juros no crédito livre - que não utiliza recursos da poupança e do BNDES - ficou em 39,2% ao ano em maio, considerando todas as modalidades.

Assim, uma dívida de R$ 1 mil contraída na modalidade de cheque especial sobe para R$ 4.119,11 depois de 12 meses. Já no crédito pessoal, essa mesma dívida, após o mesmo período, ficaria em R$ 1.392,07, segundo cálculos da economista e planejadora financeira Paula Sauer, do Planejar.

Em entrevista durante o anúncio do programa, em abril, o presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Murilo Portugal, disse que a medida era um avanço para o setor financeiro. "O uso mais adequado vai reduzir inadimplência do cheque e a menor inadimplência vai permitir a redução do juro", defendeu.

As alterações foram propostas pelas próprias instituições financeiras como uma resposta ao BC, que vem cobrando publicamente os bancos sobre um conjunto de ações para a redução do custo do crédito desde o começo do ano.

As declarações do BC são uma resposta a uma pressão da opinião pública que esperava que a queda da taxa básica da economia, a Selic, hoje no piso histórico de 6,50% ao ano, fosse repassada de maneira mais perceptível também pelos bancos aos tomadores de pessoa física.

Assim, os bancos se comprometeram a oferecer parcelamento da dívida que funcionará como 'porta de saída' para quem está com a conta corrente negativa por muito tempo. Quando esse cliente migra para uma dívida mais barata, dizem os bancos, contas serão reorganizadas e cairá o risco dê calote no futuro.

A nova regra se aplica somente para dívidas superiores a R$ 200. A oferta das opções mais vantajosas para pagamento do cheque especial deve ocorrer em até 5 dias úteis após os bancos constatarem que o cliente se enquadra neste caso. O cliente não será obrigado a contratar uma das alternativas oferecidas pelos bancos. Nesses casos, os bancos terão de reiterar as ofertas aos clientes a cada 30 dias. Se o cliente optar por parcelar a dívida do cheque especial, os bancos terão a opção de manter ou não o limite de crédito dessa modalidade ao consumidor.

No cartão, ao contrário, quem não agir após comunicação do banco entra na lista de inadimplentes. Portugal disse que foram feitas pesquisas e consultas com consumidores, que reprovaram eventual operação compulsória. Fonte que acompanhou as negociações disseram em abril ao jornal O Estado de S. Paulo e o Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) que bancos e o próprio BC optaram pela ação voluntária porque a obrigatoriedade do rotativo sofreu questionamentos legais até do Ministério Público.

Para a economista e pesquisadora do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) Ione Amorim, as mudanças, apesar de ainda não estarem claras (os bancos ainda não divulgaram como será a linha que substituirá o cheque especial), parecem tímidas para reduzir o endividamento do cheque especial. "Trocar uma linha por outra não me parece ideal, já que após a aquisição do crédito pessoal o cheque especial permanecerá na conta da pessoal e ela correrá o risco de aumentar o endividamento", afirma. Ione teme que a medida possa acelerar o superendividamento dos consumidores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo


Preço médio dos combustíveis cai pela 3ª semana seguida, diz ANP

Pela terceira semana seguida está mais barato encher o tanque do carro. Levantamento divulgado nesta terça-feira, 26, pela Agência Nacional do Petróleo (ANP)mostra redução no custo médio dos combustíveis na semana entre 17 e 23 de junho.

O valor médio da gasolina caiu de 4,572 reais na pesquisa anterior para 4,538 reais neste levantamento. Por Estado, o maior custo médio para o combustível foi encontrado no Acre. Por lá, o litro saía por até 5,036 reais. Já a menor cotação média foi a do Amapá: 4,084 reais por litro.

O litro do diesel, uma das principais demandas dos caminhoneiros durante a greve de onze dias do mês passado, saiu de 3,434  reais para 3,397 reais. O litro mais caro é o do Acre, 4,356 reais. E o mais barato está no Paraná, 3,196 reais.

O etanol, por sua vez, caiu de 2,948 reais para 2,920 reais. O custo mais alto está no do Rio Grande do Sul, 4,083 reais. E o menor preço é o do Mato Grosso, 2,675 reais.

Já o botijão de 13 kg do gás de cozinha, o GLP, teve leve aumento no preço, saindo da média de 68,85 reais para 68,91 reais. O Mato Grosso cobra o maior valor pelo, 95,67 reais. E a Bahia, o menor preço: 65,19 reais.


Como vai funcionar o IGTV, app de vídeo lançado pelo Instagram para competir com o

O Instagram lançou na última quarta-feira, 20, uma plataforma dedicada exclusivamente a vídeos mais longos, com até uma hora de duração, que promete competir com o YouTube por usuários nas redes sociais.

Batizada de IGTV, a plataforma, a exemplo do YouTube, terá aplicativo próprio tanto para Android quanto para iOS. A ferramenta permite que usuários excedam o limite atual de 60 segundos dos vídeos e postem conteúdo também pelo desktop do computador.

Ainda não está claro, contudo, se os vídeos do IGTV vão incluir propagandas ou permitir a monetização, como no principal concorrente.

Em uma entrevista exclusiva à BBC News, o fundador e CEO do Instagram, Kevin Systrom, não descartou a possibilidade, mas disse que "não há pressa para definir isso".

"O vídeo merece um lar melhor no celular", provocou Systrom.

Para o especialista em tecnologia Alex Brinnand, da revista TenEighty, o IGTV pode fortalecer o Instagram no mercado das redes sociais - em 2012, a plataforma foi comprada pelo Facebook por US$ 1 bilhão.

"Ainda vamos ver o poder que o Instagram tem. Tenho certeza que há muitas discussões acontecendo nas outras plataformas sobre quanto (o IGTV) pode ser uma ameaça (à concorrência)", observou.

A possibilidade de divulgar vídeos longos é vista como uma inovação, uma vez que o Instagram permite apenas vídeos de 60 segundos na timeline e de 15 segundos no "insta stories" - ferramenta que derrubou o concorrente Snapchat.

A novidade terá integração com o Facebook Watch, serviço de vídeo sob demanda lançado no ano passado.

Acesso gradual

A nova plataforma vai ter um aplicativo independente - que ainda não está disponível para ser baixado -, mas já pode ser acessada pelo próprio Instagram. Um ícone de uma televisão com um raio na horizontal aparece ao lado do ícone de mensagens in-box no Instagram.

Systrom disse à BBC News que pretende mudar como as pessoas fazem e assistem a vídeos, eliminando televisões e telas de computadores.

"Todos os nossos dados mostram que as pessoas estão passando cada vez menos tempo na frente da televisão, mas gastam mais tempo nos celulares", disse.

Systrom diz que sente "a responsabilidade" de trazer essas mudanças para o Instagram.

O IGTV possui quatro abas principais: "Para você (For You)", com sugestões que levam em conta o que o usuário curte e contas que segue; "Seguindo" (Following), com o conteúdo dos canais que a pessoa segue; "Populares" (Popular), que traz conteúdo em alta entre todos os usuários; e, finalmente, "Continuar assistindo" (Continue Watching), que apresenta o histórico de visualizações.

Os vídeos aparecem separados em cards. O IGTV sempre mostra na base do vídeo uma lupa para pesquisa, que permite busca por palavras-chave. Há ainda um ícone que permite criar um canal.

Como o IGTV funciona?

Até o momento, o Instagram só permite postagens pelo celular.

Essa é uma das grandes diferenças do IGTV, onde será possível subir um vídeo por meio do desktop e clipes vão ganhar um link único.

Cada usuário vai ter seu próprio canal, algo similar ao YouTube, onde os vídeos ficam armazenados.

Se o usuário já tem uma conta do Instagram, vai ganhar um canal quando atualizar o aplicativo.

Questionado sobre as inevitáveis comparações com o YouTube, Systrom disse que os vídeos no IGTV seriam "mais envolventes e talvez mais emocionais".

Haverá controle no IGTV?

Como todo conteúdo no Instagram, o IGTV tem regras.

As diretrizes explicam que o usuário não deve publicar conteúdo violento, de nudez, discriminatório ou de ódio. Kevin Systrom admitiu à BBC News que nem todo vídeo será aprovado pela empresa antes de ser enviado.

"Queremos garantir que o Instagram seja uma plataforma segura, acolhedora e gentil para todos", disse.

No começo do ano, o YouTube teve de pedir desculpas por não reagir rápido o suficiente quando um de seus astros, Logan Paul, enviou um vídeo mostrando o corpo de um homem que se matou em uma floresta no Japão.

Na ocasião, a diretora de negócios do YouTube disse à BBC News que não achava que a plataforma deveria ser regulada da mesma forma que emissoras tradicionais.

Systrom diz que é difícil especular como o IGTV será monitorado. "Vamos ver como o produto conquista os consumidores e garantir que seja seguro e justo."


Agropecuária puxa geração de empregos formais em maio

O setor da agropecuária puxou a geração de empregos formais no mês de maio. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados pelo governo federal. Do saldo de criação de empregos de 33,6 mil novos postos, a área foi responsável por 29,3 mil.

Na diferença entre admissões e demissões, em seguida vêm os setores de serviços (18,6 mil), construção civil (3,1 mil), serviços industriais de interesse público (555), administração pública (197) e de atividade extrativa mineral (230). Já o comércio e a indústria de transformação tiveram saldo negativo de 11,9 mil e 6,4 mil vagas.

No acumulado do ano, o setor de serviços foi o que mais gerou empregos formais (272,7 mil). Já o comércio foi marcado entre janeiro e maio por um saldo negativo de 76 mil vagas.

O Caged é divulgado mensalmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e mede as novas contratações com carteira assinada e as demissões no período. Não estão inclusas aí outras formas de admissão fora da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

A diferença entre contratações e demissões foi a menor registrada no ano. Em abril, o saldo de criação de postos de trabalho ficou em 115,9 mil. Em março, a diferença entre admissões e demissões foi de 56,1 mil. Em fevereiro, o total de novas vagas registradas foi de 61,2 e em janeiro, 77,8 mil.

Na comparação com o mesmo mês em anos anteriores, o resultado ficou estável em relação a 2017, quando foram criadas 34,2 mil vagas, e melhor do que os desempenhos de 2016 e 2015, quando os saldos ficaram negativos em, respectivamente, 76,6 mil e 115,6 mil postos.

No acumulado do ano, o saldo foi positivo em 381,2 mil vagas. No total, o Cadastro registrou 6,66 milhões de admissões e 6,28 milhões de demissões. Já nos últimos 12 meses (junho de 2017 a maio de 2018), o saldo foi de 284.8 mil.

Estados

No recorte geográfico, o estado de Minas Gerais teve o maior saldo de geração de empregos em maio (19,8 mil), seguido por São Paulo (9,2 mil), Bahia (5,9 mil) Espírito Santo (5 mil) e Maranhão (2 mil).

Entre os estados que se destacaram pelos saldos negativos estão Rio Grande do Sul (-10,7 mil), Santa Catarina (-4,5 mil), Rio de Janeiro (-3,14 mil), Amazonas (-1,2 mil) e Paraíba (-703).

Salários médios

Segundo o Caged, o salário médio de admissão, de R$ 1.527, ficou menor do que o pagamento médio no desligamento, de R$ 1.684. Nos dois foram registradas quedas de, respectivamente, R$ 10,33 e R$ 8,08.

Empregos intermitentes e parciais

O trabalho intermitente – conhecido como “horista” e legalizado a partir da Reforma Trabalhista aprovada no ano passado e em vigor desde novembro – foi a modalidade em 4,4 mil contratações. Considerando os 1,2 mil desligamentos, o saldo de admissões nessa forma ficou em 3,2 mil empregos.

Já as admissões em regime de trabalho parcial totalizaram 5,3 vagas. Com as 3,3 demissões nessa modalidade, o saldo foi de 2 mil empregos. As ocupações mais frequentes neste tipo de jornada foram repositor de mercadorias, operador de caixa, operador de telemarketing, vendedor e auxiliar de escritório.