Paralisação de rodoviários deixa 200 mil passageiros sem ônibus no DF

Aproximadamente 2.500 rodoviários da empresa São José fazem uma paralisação na manhã desta segunda-feira (27/8). A greve deixa 200 mil passageiros sem ônibus na bacia 5 do Distrito Federal, que atende Brazlândia, Ceilândia, SIA, SCIA, Vicente Pires, Estrutural, Recanto das Emas e parte de Taguatinga. Os ônibus só começaram a sair dos terminais por volta das 7h da manhã, o que gerou reflexos nas paradas de ônibus e na estação do metrô de Ceilândia, que enfrenta fluxo intenso de pessoas.

O Sindicato dos Rodoviários do Distrito Federal não detalhou o motivo da paralisação, mas informou que acontece por problemas internos entre trabalhadores e a empresa. Eles também pedem que os ônibus passem por manutenção e que os ex-funcionários da Cootarde sejam contratados.

Já a assessoria de imprensa da São José informou que a paralisação dos rodoviários pegou a empresa de surpresa. "O sindicato parou toda a empresa de manhã, mesmo estando em período de [negociação] da database e a São José tendo participado de todas as negociações, não fomos informados dessa paralisação", informou a assessoria.

Falha no metrô

Além da falta de ônibus na região oeste do DF, o metrô também apresenta problemas em Ceilândia. A fila de passageiros chega ao estacionamento da estação. De acordo com o Metrô-DF, a falha ocorre nas catracas e não há previsão de quando a situação será normalizada.

"As apontadas falhas são de ciência e o METRÔ-DF vem buscando medidas junto ao órgão responsável, nesse caso o DFTrans. Cabe esclarecer que, apesar de instalados nas estações, os equipamentos pertencentes ao apontado sistema são geridos pelo DFTrans e possuem o serviço de manutenção restrito aos técnicos do citado órgão. Contudo, ainda não é possível informar previsão de reparo", informou o órgão.


Sem ponte, estudantes pegam desvio para ir à escola e passam quase 10h dentro de micro-ônibus

Moradores de um assentamento em Darcinópolis, região norte do Tocantins, estão praticamente isolados. É que a ponte que dá acesso à região foi incendiada no início deste mês. Os estudantes precisam viajar quase 10 horas para ir à escola e depois voltar para casa, já que o percurso até a cidade aumentou por causa do desvio.

A ponte de madeira já estava em péssimas condições. Depois que ela foi incendiada, só sobrou a base de concreto e um buraco com mais de 10 metros de altura.

O mecânico Nilton Galdino da Silva colocou galhos na estrada para alertar quem não conhece o caminho. Ele tem uma chácara do outro lado e agora precisa dar uma volta para atravessar o rio e chegar em casa. "O percurso aumenta muito porque você tem que ir por Darcinópolios e mesmo por Darcinópolis ainda tem uns trechos que a gente não consegue passar se não for com veículo traçado. Com carro pequeno não tem possibilidades de a gente trafegar".

Os estudantes passam cerca de 10 horas dentro do ônibus escolar. Segundo o motorista do micro-ônibus, Edimar Borges, antes o trajeto era de 80 km. Com o desvio, a viagem aumentou para quase 200 km. "Agora que queimaram essa ponte, o percurso dobrou, ficou mais difícil. Então tem que sair mais cedo para pegar os alunos, senão eles chegam atrasados no colégio".

A estudante Larissa Machado, de 10 anos, é a primeira aluna que o transporte escolar busca em casa. Ela entra às 10h no micro-ônibus e chega às 14h40. Na volta é bem pior. "Eu saio daqui 10h, mas chego aqui 20h30 ou 21h. Quem quer estudar tem que fazer".

O prefeito de Darcinópolis Jackson Soares informou que está providenciando uma ponte provisória.

"Em relação à ponte, que infelizmente foi incendiada, já me comuniquei com os fazendeiros e todos vão doar um pouco de madeira para a gente fazer uma ponte provisória nessa região. Em relação às nossas rotas escolares, todas as nossas estradas estão sendo feitas para melhorar e facilitar o transporte escolar".


Empresa suspeita de fraudar contratos da prefeitura recebeu R$ 62 por rolo de papel higiênico, diz polícia

Uma das empresas investigadas na operação Jogo Limpo, da Polícia Civil, emitiu notas fiscais cobrando de entidades esportivas R$ 62 por um rolo de papel higiênico. A nota era para a compra de 30 unidades, o que totalizaria R$ 1.860. Os investigadores acreditam que além de estarem superfaturados, os produtos sequer foram entregues.

A suspeita é de que a empresa em questão era fantasma e não existia na realidade. Ela seria uma fachada para repassar o dinheiro desviado no esquema ao vereador José do Lago Folha Filho (PSD), que também é presidente da Câmara de Palmas. O vereador nega as acusações. (veja a resposta completa abaixo)

Além dos R$ 62 pelo papel higiênico a nota mostra ainda uma cobrança de R$ 140 por fardo de feijão. A nota era dirigida a uma entidade de apoio ao esporte em Palmas, que recebeu da Fundação Municipal do Esporte os recursos para fazer as compras.

A informação veio a tona após a quebra do sigilo das investigações. A segunda fase da Jogo Limpo foi deflagrada no dia 3 de agosto e prendeu 26 pessoas, incluindo três vereadores. Todos foram liberados para responder em liberdade.

As fraudes, de acordo com a Polícia Civil, podem ter desviado R$ 7 milhões que seriam investidos em projetos voltados ao esporte. Outra nota fiscal, da empresa NSJ Comercial, que também seria fantasma, mostra a transferência de R$ 10 mil para a conta do vereador Folha.

A defesa do vereador José do Lago Folha Filho informou que o depósito não tem relação com a investigação ou com as empresas mencionadas.

O vereador Rogério Freitas disse que prestou todos os esclarecimentos para a polícia e que continua colaborando com as investigações.

O vereador Major Negreiros disse que não tem nada a declarar e que já se manifestou sobre todas as acusações. James Paulo Maciel Vilanova, identificado como gestor da NSJ Comercial Limitada, não foi localizado.


Ilha no lago de Palmas fica cheia de lixo após festa com embarcações

Uma das ilhas que fica no lago de Palmas amanheceu tomada pelo lixo no último  domingo (19). Os resíduos foram deixados após uma festa realizada no local na tarde no  sábado (18) com dezenas de barcos, lanchas, flutuantes e outras embarcações.

Durante a manhã deste domingo, pessoas que passaram pelo local pararam para registrar o lixo que ficou para trás. As imagens mostram sacos plásticos, garrafas e embalagens de bebidas deixados na areia. Os vídeos repercutiram nas redes sociais.

"É o resultado de uma farra que fizeram aqui ontem. Deixando esse cenário extremamente triste. Olha o que o ser humano faz. Ficou só resultado", disse um homem que passou pelo local.

A PM Ambiental informou que a ilha é abandonada e faria uma fiscalização para ver a situação deixada após a festa. O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) foi questionado sobre a situação e liberação do local para eventos, mas ainda não se posicionou.

Em contato com a organização da festa realizada no local, por telefone, um dos organizadores informou que o local estava  sendo limpo na tarde do último  domingo (19).


Recursos para combate à violência contra a mulher caem 79% desde 2014

Os valores destinados pelo governo federal ao programa de promoção da autonomia e enfrentamento à violência contra a mulher estão em queda desde 2014.

Levantamento do Poder360 mostrou que, de janeiro a julho deste ano, R$ 20,4 milhões foram repassados às ações de proteção à mulher. No mesmo período de 2014, haviam sido R$ 95,3 milhões. O corte foi de 79% no período.

Em relação ao ano passado, a queda foi de 25%. Até julho de 2017, R$ 27,2 milhões haviam sido desembolsados. Os dados são do portal SigaBrasil.
Com o objetivo de ampliar a política nacional de enfrentamento à violência contra a mulher, o governo mantém, por meio do programa, projetos de consolidação da rede de atendimento e campanhas de conscientização.
Uma das principais ações em vigor é a Central de Atendimento à Mulher. Criado em 2005, o Ligue 180 é 1 canal de denúncias de violência e orientação à mulber. Até julho deste ano, R$ 7,3 milhões foram investidos na ação. O desembolso foi o menor desde 2014, quando haviam sido destinados R$ 4,9 milhões.
O Ligue 180, que incorporou o Disque 100, é uma das principais iniciativas de combate à violência de gênero no país. Segundo dados do governo federal, o canal recebeu quase 80.000 denúncias até julho deste ano. Registrou, ainda, mais de 740 ocorrências relacionadas a feminicídios e tentativas de homicídio contra mulheres.
O papel do Estado
O programa de combate à violência é ligado à Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres, desde junho vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos.
No governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o órgão tinha status de ministério. Foi rebaixado em 2016, na gestão do presidente Michel Temer (MDB). Nesses 2 anos, já foi ligado tanto ao Ministério da Justiça quanto à Secretaria de Governo.
Para Ana Paula Antunes Martins, doutora em Sociologia e professora substituta no Departamento de Gestão de Políticas Públicas da UnB (Universidade de Brasília), a perenidade de políticas públicas voltadas às mulheres é fundamental não só para solucionar, mas para prevenir casos de violência.

“São esses recursos do Orçamento que criam políticas efetivas para a prevenção ao feminicídio”, afirmou.

A pesquisadora, que está à frente do Nepem (Núcleo de Estudo e Pesquisa sobre a Mulher), explicou que o recuo no repasse de recursos da União tem reflexo também sobre as esferas estadual e municipal.
No ano em que a Lei Maria da Penha, que tornou crime a violência contra a mulher, completa 12 anos, os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que, em 2017, foram registrados 193 mil casos de violência doméstica contra mulheres.
Na visão de Ana Paula, o corte orçamentário leva ao enfraquecimento de serviços especializados que dependem de recursos públicos para o funcionamento. É o caso, por exemplo, da Casa da Mulher Brasileira, centro de atendimento especializado no atendimento à mulher em situação de violência doméstica.
“O investimento do Estado não apenas abre novos serviços voltados à política de combate, mas faz com que os que já existam se mantenham.”
OUTRO LADO
Em nota, o Ministério dos Direitos Humanos informou que “foram feitos ajustes de gastos em virtude do cenário econômico”. “O governo federal mantém o compromisso de desenvolver políticas que são importantes para a proteção e garantia dos direitos da mulher”, completou.
O Ministério explicou que a iniciativa está estruturada em 6 eixos:
Casa da Mulher Brasileira;
ampliação da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180;
organização e humanização do atendimento às vítimas de violência sexual;
implantação e manutenção dos Centros de Atendimento às Mulheres nas regiões de fronteira seca;
campanhas continuadas de conscientização;
unidades móveis para atendimento a mulheres em situação de violência.
“Os programas seguem em implementação, bem como todas as políticas públicas desenvolvidas para garantia de direitos da mulher”, disse.


Artistas visuais têm até dia 31 de julho para se inscreverem no Salão Palmense de Novos Artistas

Quem está iniciando nas artes visuais tem a oportunidade de expor suas obras no 3º Salão Palmense de Novos Artistas, promovido pela Fundação Cultural de Palmas (FCP). As inscrições estão abertas até o dia 31 de julho para realização de exposição de 31 de agosto a 28 de setembro, na Galeria Municipal de Artes e Salão de Exposições da Fundação Cultural de Palmas (FCP).

As inscrições são gratuitas e podem ser protocoladas, presencialmente, no setor administrativo da Fundação Cultural de Palmas (FCP), das 8 às 14 horas, ou pelos Correios, em postagem identificada para o “3º Salão Palmense de Novos Artistas” e endereçada à Fundação Cultural de Palmas, Espaço Cultural, Avenida Teotônio Segurado, Área Verde, ACSU-SE 30, CEP: 77.021-002, Palmas – TO.

Aluna de Artes Visuais, na modalidade desenho, do Centro de Ensino e Treinamento Artístico (Ceta), da FCP, a advogada Aline Brito, já se inscreveu para o Salão. “Fazer o curso de desenho foi uma forma de ver a vida de outra forma, com mais sentimento, às questões humanas, a paisagem, a cidade. Eu não desenhava, tinha uma vontade de criar, mas não tinha o caminho, a técnica, e com o curso me senti apta a me inscrever para a exposição”, disse.

Edital

Podem se inscrever artistas em estágio de iniciação em artes visuais das áreas de desenho, pintura, aquarela, gravura, escultura, colagem e técnica mista e que não tenham participado de exposições individuais e coletivas. Conforme o edital da seleção, estão previstas categorias infantil (de 10 a 14 anos), infanto-juvenil (de 14 a 17 anos) e adulto (a partir de 18 anos).

As obras selecionadas serão avaliadas por comissão formada por três profissionais ligados à área artística e cultural. O Salão Palmense de Novos Artistas é um projeto da FCP que oferece aos artistas visuais em estágio de iniciação espaço para exposição de suas obras.

O edital com todas as regras da seleção pode ser conferido aqui.  (As informações são da assessoria de comunicação).


Big Mac é 20% mais barato no Brasil (US$ 4,40) do que nos Estados Unidos (US$ 5,51)

Nova pesquisa do índice Big Mac, realizada pela revista britânica The Economist e divulgada na última quarta-feira, 11, mostra que o principal sanduíche da rede de fastfood McDonald's no Brasil é o mais caro do mundo. Segundo o levantamento, o Big Mac no Brasil custa R$ 16,90, mas deveria custar R$ 12,48, ou seja, 41% a menos do que o preço americano de US$ 5,51. A comparação leva em conta o preço do sanduíche ajustado pela riqueza produzida pelos habitantes (PIB per capita).

A partir da ideia de que o McDonald's se esforça para produzir sanduíches idênticos ao redor do planeta, com os mesmos ingredientes e métodos, a revista britânica usa o preço do item mais conhecido do cardápio, o Big Mac, para avaliar a taxa de câmbio pelo mundo e o poder de compra entre os Estados Unidos e outros países.

Hoje, um Big Mac é 20% mais barato no Brasil (US$ 4,40) do que nos Estados Unidos (US$ 5,51), de acordo com o índice. Mas com base nas diferenças observadas pelo PIB per capita, o sanduíche em terras brasileiras deveria custar 41% a menos do que nos EUA, ou seja, R$ 12,48 (US$ 3,25), de acordo com o levantamento com a taxa de câmbio real de R$ 3,84.

Subvalorizado

Sem o ajuste do PIB, comparando apenas os preço de R$ 16,90 no Brasil e US$ 5,51 nos Estados Unidos, a taxa de câmbio implícita do Big Mac é de R$ 3,07. A diferença entre esta e a taxa de câmbio real, R$ 3,84, sugere que o real está desvalorizado em 20,1%, o pior nível desde janeiro de 2016 (-32%), aponta o índice.

Na economia real, para se ter uma ideia, o dólar fez uma escalada no primeiro semestre deste ano e avançou 17% frente a moeda brasileira.

A comparação feita pela The Economist aponta para onde as taxas de câmbio deveriam ir para chegar a equidade de preço de uma cesta de produtos em diferentes países. Neste caso, se o custo local de um sanduíche é superior ao preço nos EUA, de US$5,51, a moeda está sobrevalorizada, ou cara. Se o preço local é inferior a esse nível, a moeda está subvalorizada, ou barata.

Em janeiro deste ano, o real estava subvalorizado em 3,2%, de acordo com a mesma pesquisa. Em julho de 2017, ele estava 3,7% abaixo do que deveria estar.

Das 41 moedas acompanhadas pela revista, a mais frágil é a libra egípicia, com uma subvalorização de 68%. Apenas duas estão sobrevalorizadas em relação ao dólar: o franco suíço (+18,8%) e a coroa sueca (+5,8%).

 


Agência Nacional de Saúde suspende temporariamente venda de 31 planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu temporariamente o direito de 12 operadoras de venderem 31 tipos planos de saúde. A medida  foi adotada diante do alto índice de reclamações recebidas na agência contra esses planos durante o primeiro trimestre deste ano. As operadoras somente poderão voltar a ofertar no mercado esses contratos quando comprovarem a melhoria no atendimento.

Isso não significa que contratos já existentes estão suspensos. Eles continuam a vigorar. O objetivo da medida é apenas evitar que novos usuários contratem tais modalidades enquanto os problemas não forem solucionados, como o não cumprimento nos prazos para agendamento de consultas ou exames.

As reclamações foram captadas pelo Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento. Entre janeiro e março, a ANS recebeu 15.655 reclamações de natureza assistencial. Dessas, 13.999 foram consideradas para análise do programa.

Ao mesmo tempo, a ANS determinou a reativação de 22 planos vendidos por 16 operadoras. Todos tinham sido alvo de suspensão temporária também provocada pela alta quantidade de reclamações registrada no programa em ciclos anteriores de análise. Esses planos poderão ser comercializados a partir desta sexta.


Pesquisa desenvolve Aedes aegypti que só produz ovos estéreis

Uma nova variedade de mosquitos transgênicos deve começar a ser testada para combater o Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya, zika e febre amarela. A variedade foi desenvolvida pelo no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP) e pode começar a ser produzido em fase de testes  em setembro. Os insetos modificados geneticamente têm espermatozoides defeituosos que, após o acasalamento, resultam em ovos estéreis.

O mosquito é pensado para se integrar a outras estratégias de combate ao Aedes. Segundo a professora Margareth Capurro, principal responsável pela pesquisa, ao evitar sequer o aparecimento das larvas, o inseto transgênico se combina perfeitamente com o trabalho de identificação e destruição de focos em áreas urbanas. Porque os protocolos de ação dizem que, quando são encontrados mosquitos nesse estágio de desenvolvimento, deve ser feito o uso de produtos químicos para eliminação dos animais.

“Para não ter que mudar todas as medidas, todos os parâmetros do mundo inteiro de combate ao mosquito, a linhagem que é estéril é mais adaptável ao que é a medida do controle”, enfatiza Margareth, que já trabalhou no desenvolvimento de outras variedades de mosquitos modificados geneticamente. Um desses, produzido pela empresa Oxitec, por exemplo, tem machos que transmitem um gene que impede que os descendentes cheguem a fase adulta.

Essa nova pesquisa, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pela Agência Internacional de Energia Atômica, atende a uma demanda colocada pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, de acordo com a professora. Por isso, a preocupação de maximizar a integração com outras estratégias de combate ao mosquito.

Próximas etapas

A segunda fase do projeto, prevista para começar em setembro, será feita em parceria com a organização social Moscamed Brasil, em uma fábrica em Juazeiro, na Bahia. Os testes serão feitos em gaiolas de campo, de 3 metros quadrados, colocadas em ambiente natural.

“O objetivo é saber se eles sobrevivem e são capazes de copular na presença de ventos ou de chuvas. Esse é um teste importante, pois, quando fazemos uma modificação genética, além das características de interesse, podemos induzir também características indesejáveis”, explica a pesquisadora.

Se o projeto correr como o esperado, a terceira fase pode ser iniciada ainda no final de 2019, com a produção piloto de 500 mil insetos por semana. A partir dos ajustes finais feitos nesta etapa, o mosquito estará pronto para ser reproduzido em grande escala.

A biofábrica de Juazeiro tem capacidade instalada para produzir 14 milhões de mosquitos por semana. Margareth destaca que o Brasil fez, com a variedade da Oxitec, uma das maiores solturas de mosquitos no ambiente do mundo, com cerca de 1 milhão de animais por semana.

A ideia é que esse novo Aedes modificado possa ser usado também em outros países, sendo distribuído pela Organização das Nações Unidas.

 


Pela primeira vez na história, mulher negra é coroada Miss Grã-Bretanha

No sábado, 14, os presentes no Riverfront Theatre and Arts Centre, em Newport, no País de Gales, viram a história ser feita: pela primeira vez, uma negra foi coroada Miss Grã-Bretanha e irá representar o reino no Miss Universo 2018, que ainda não tem data definida.

A representante do Reino Unido é Dee-Ann Rogers, nascida e criada nas ilhas caribenhas de Anguilla, que fazem parte do território britânico. Além de participar de concursos de beleza, ela também representou seu país duas vezes nos jogos de Commonwealth, onde competia no heptatlo, e é formada em direito pela universidade de Birmingham.

"A diferença que quero fazer é representar as mulheres no geral, mas principalmente as esportistas", conta ela ao portal Pageants News. "Quero elevar o nível delas, para que elas consigam mais patrocínio e representação na mídia. Eu sou muito focada em ver as mulheres recebendo igual aos homens no esporte. Essa é a diferença que quero fazer."

Dee-Ann irá concorrer com a espanhola Angela Ponce, a primeira miss transgênero, e a brasileira Mayra Dias.