Tiririca disputará reeleição, diz jornal

No final do ano passado, Tiririca anunciou que deixaria a vida pública, “decepcionado com a política brasileira”. “Saio com vergonha do que vi nestes sete anos aqui”, declarou na ocasião.

Em 2010, ao chegar a Brasília, o humorista foi o deputado mais votado do país, com 1,354 milhão de votos, atrás apenas de Celso Russomanno entre os candidatos de São Paulo. Ficou marcado pelo bordão “pior do que tá, não fica” e se reelegeu em 2014, com 1,016 milhão de votos.

A coluna Radar revelou em maio que o cacique Valdemar Costa Neto tentava dissuadir Tiririca da desistência. O PR insistia que, sem a exposição da política, a agenda de shows do comediante poderia ficar esvaziada.


Partidos podem registrar até 16 candidatos a deputado federal e 48 a estadual

Representantes e advogados dos partidos políticos dos diretórios regionais do Estado receberam ontem, 19, no auditório do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins, novas informações e orientações a respeito do procedimento de registro de candidaturas. Na ocasião, a secretária judiciária do TRE, Regina Bezerra, o coordenador judiciário, Carlos Ancelmo, e o chefe da seção de autuação, distribuição e registros partidários, Adelson Ramos, explanaram ponto a ponto as mudanças paras as eleições de outubro.

 Segundo o Tribunal, os partidos devem ficar atentos ao cumprimento da quantidade de candidatos para os cargos proporcionais e aos percentuais de candidatura por sexo. Cada partido ou coligação poderá registrar até 16 candidatos a deputado federal e 48 candidatos a deputado estadual. Do número de candidaturas requeridas deverá ser preenchido o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo.

 “A maior novidade é que, a partir desta eleição, toda a tramitação do processo de registro do candidato será eletrônica, por meio do Sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe)”, informou o TRE.

 Convenções Partidárias

 Os partidos políticos e coligações poderão solicitar o registro de seus candidatos após a efetivação das convenções partidárias, que podem ser realizadas a partir desta sexta-feira, 20, até 5 de agosto. Os procedimentos poderão ser realizados por meio do sistema Candex. Os partidos e coligações deverão fazer o download do CANDex atualizado, disponível no portal do TSE e no TRE-TO.

 Os pedidos dos registros dos candidatos, partidos e coligações serão obrigatoriamente elaborados no CANDex e gravados em mídia eletrônica, a qual deverá ser entregue no Tribunal Eleitoral até as 19 (dezenove) horas do dia 15 de agosto de 2018.

 A secretária judiciária do TRE-TO, Regina Bezerra explicou a importância das inovações. “O processo eletrônico é incomparável com o processo físico, realmente facilitou muito para os partidos, representantes, advogados, poder ter acesso a todas essas informações até pelo celular, no conforto da sua casa. Essa era uma demanda antiga que a Justiça Eleitoral entregou esse ano na eleição suplementar para governador e agora nas eleições gerais de outubro”, afirmou.

 (Com informações da Ascom/TRE-TO)


Recusa de dois ‘vices’ coloca em xeque o poder político de Bolsonaro

Jair Bolsonaro (PSL) aparece como líder em todas as pesquisas de intenção de voto para presidente da República na ausência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso há três meses em Curitiba. Mas o entusiasmo de seus eleitores não tem se materializado nas parcerias políticas necessárias. Nas últimas 24 horas, o capitão reformado do Exército levou dois nãos de potenciais candidatos a vice-presidente, o que deve colocá-lo na corrida eleitoral em condições muito desfavoráveis em relação a outros candidatos.

As negociações com o PR (que é dono de 45 segundos do horário eleitoral) naufragaram nesta terça-feira, o que jogou por terra a única esperança que os aliados do militar nutriam para ter um tempo significativo na propaganda de rádio e televisão — o nanico PSL dá a Bolsonaro míseros oito segundos. No mesmo dia, o pré-candidato ofereceu a vaga de vice na sua chapa ao general Augusto Heleno, mas a cúpula do PRP, partido ao qual o ex-comandante das forças brasileiras no Haiti está filiado, vetou o acordo. “A consequência imediata [do fracasso das alianças partidárias] é a perda do tempo de TV. As dificuldades [para Bolsonaro] com isso serão gigantes”, avalia o cientista político Vitor Marchetti, da Universidade Federal do ABC.

O PR era visto como a aliança mais importante pela pré-campanha de Bolsonaro. Além de ter estrutura e tempo de rádio e TV, o senador pelo Espírito Santo Magno Malta, nome cogitado para vice,  seria importante para angariar votos entre o eleitorado evangélico. De acordo com fontes do PR, as exigências de Bolsonaro para selar o casamento eram inviáveis. “O Bolsonaro queria que nós não nos coligássemos com ele no Rio de Janeiro e que deixássemos de apoiar o PT na Bahia e em Minas Gerais”, diz um político que acompanhou as tratativas.

Prevaleceu o pragmatismo. Em um cenário eleitoral em que estão proibidas as doações de empresa, o objetivo número um do PR é ampliar a sua bancada na Câmara Federal e garantir, dessa forma, a maior fatia possível do fundo partidário e do tempo de rádio e televisão. Um bom desempenho em Minas e na Bahia são estratégicos para isso e, por isso, o PT era importante para a sigla nestes Estados. Além do mais, estender a aliança com Bolsonaro para o Rio de Janeiro era necessária justamente para se beneficiar dos votos de legenda que o militar deve receber no Estado.

A prevalência do cálculo político sobre a ideologia ficou ainda mais evidente com o veto dado pelo nanico PRP à indicação do general Augusto Heleno para a vice de Bolsonaro. Segundo o presidente da sigla, Ovasco Resende, o convite foi feito na noite desta terça-feira, mas aceitá-lo colocaria em xeque uma série de acordos já construídos nos Estados. “O nosso objetivo é alcançar a cláusula de barreira [número mínimo de votos a partir do qual uma legenda pode ter acesso aos recursos do fundo partidário e do tempo de rádio e TV]”, afirma Resende. “Fomos surpreendidos quando nos disseram que o general Heleno tinha sido convidado e não tínhamos tempo para consultar todos os diretórios”, complementa.

Apesar do pouco tempo no horário eleitoral, o fato de Bolsonaro ser um nome muito conhecido pela população e reunir o apoio de um grupo fiel às suas ideias ainda o mantém como um postulante forte para o pleito de outubro, destaca o professor Carlos Melo, do Insper. “Mesmo sem tempo de TV, o Bolsonaro tem condições de chegar ao segundo turno. Ele é orgânico dentro do seu eleitorado, marca sempre entre 15% e 20% [nas intenções de voto]. E isso é voto suficiente para colocá-lo no segundo turno”, diz o cientista político.

Melo ressalta, no entanto, que surgirão mais obstáculos para Bolsonaro quando ele precisar ampliar o nicho dos seus votos, caso chegue à etapa final da eleição. Uma dificuldade que, ao que parece, está sendo percebida pelas legendas tradicionais e que ajuda a entender o isolamento vivido pelo pré-candidato do PSL ás vésperas do início da campanha. “Os partidos se perguntam: a gente vai com um candidato marcado para morrer no segundo turno?”, questiona Melo.


Amália Santana confirma pré-candidatura a reeleição

A deputada Amália Santana (PT) começou a andar o estado em pré-campanha. A parlamentar garantiu através de sua página do Facebook que está firme na disputa pela reeleição nas eleições gerais de outubro.

Amália Santana sofreu um AVC no inicio do ano e passou cerca de 30 dias internada na UTI do Hospital Don Orione em Araguaína. A parlamentar ainda possui dificuldades motoras, mas está se recuperando bem através dos trabalhos de reabilitação que vem realizando.


Moisés Avelino recebe visita de Carlesse e classifica reunião como “bastante proveitosa”

A comunicação do município confirmou que política foi um dos assuntos tratados na reunião, além de temas “pertinentes” ao Palácio Araguaia e outras pautas “de interesse da população paraisense”. Moisés Avelino classificou a conversa como “bastante proveitosa”, acrescentando que a visita de cortesia de Mauro Carlesse “é importante para fortalecer o município”.

O governador visitou Moisés Avelino ao lado do presidente da Ageto, Virgílio Azevedo; do superintendente da agência, Adelmo Vendramini; e dos servidores Dedé Benício e Valdeci Nogueira, além do assessor Marcos Gonçalves. Do lado paraisense estiveram presentes o vice-prefeito Celso Morais (MDB), o vereador João Camargo (PV) e o secretário municipal de Infraestrutura, Ubiratan Carvalho.

Apoio a Vicentinho Alves

Moisés Avelino recebeu o governador um dia depois de marcar presença no lançamento da pré-candidatura à reeleição do senador Vicentinho Alves. O republicano foi adversário de Mauro Carlesse na eleição suplementar de junho e foi derrotado. Para o pleito de outubro, o parlamentar vai tentar permanecer no Senado Federal e já não esconde que busca vaga na chapa de Carlos Amastha (PSB).

“Sou amigo do Vicentinho Alves. Vou votar nele para senador, vou ajudá-lo”, disse Moisés Avelino à imprensa ao ser questionado sobre a presença dele no evento do republicano. Entretanto, o prefeito não quis comentar sobre as articulações ou sobre a possível aliança do parlamentar e do MDB com Amastha. “O resto vou observar depois”, acrescentou. O paraisense não é simpático ao ex-prefeito de Palmas e já fez duras críticas ao pré-candidato ao governo.

“Não sou chamado para nada”

Na ocasião, Moisés Avelino demonstrou certo descontentamento com o MDB, apesar de negar e dizer que a insatisfação é na verdade de “alguns” correligionários com ele e não ao contrário. “Estou dentro do partido igual quarto de empregada, lá na periferia. Não sou chamado para nada, não tenho dado palpite, não tem me procurado e estou quieto lá no meu canto”, comentou. Entretanto, o prefeito negou a possibilidade de deixar a legenda.


Ciro diz que como presidente vai renegociar reforma trabalhista

O pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, disse nesta terça-feira que, se eleito, irá buscar uma renegociação da reforma trabalhista, salientando que acha importante uma mudança na legislação, mas que não concorda com o que foi aprovado durante o governo de Michel Temer.

"O meu compromisso é trazer essa bola de volta para o centro do campo e recolocar a discussão", afirmou o pedetista, em evento da indústria em São Paulo.

Ao ser questionado por alguns empresários presentes em tom de cobrança sobre outras ocasiões em que declarou que iria revogar a reforma, Ciro disse que o uso do termo "revogar" não passava de um "cacoete de professor".

"Eu acho que essa reforma trabalhista que passou, sem embargo de ter coisas boas, tem três defeitos de origem que recomendam a gente trazer a bola de volta e abrir uma conversa entre sindicatos e empresários em direção a achar o caminho de convergência em que não fique uma parte humilhada e derrotada, e a outra parte vitoriosa", explicou.

ALIANÇAS

Sobre a viabilidade de reunir partidos do novo centrão com PSB e PCdoB em uma só aliança, Ciro demonstrou otimismo.

"Foi assim que redemocratizamos o Brasil lá atrás e é assim que a gente governa o Ceará com grande êxito", disse o presidenciável, acrescentando que, em função da aliança desses partidos no Ceará, seu Estado natal, o diálogo é mais "natural".

"Eu quero juntar todos os que tiverem vontade de ajudar o Brasil a virar esse jogo trágico", disse ao ser questionado especificamente sobre o PR, que até agora vem negociando com o PT e com o PSL, do pré-candidato Jair Bolsonaro.

"O problema brasileiro hoje é tão grave, que é tão ilusória a ideia de que qualquer um de nós possíveis candidatos terá capacidade de resolver o problema do Brasil sem um amplo diálogo com forças contraditórias", completou o pedetista.


Partido Avante volta ao comando de André  Gomes, após apoiar Kátia Abreu nas Suplementares

A Direção Nacional do Avante recompôs, no final da tarde da  segunda-feira, 16, o comando do partido no Estado do Tocantins, devolvendo a direção ao ex-vereador por dois mandatos em Miracema, André Gomes. Uma alteração no comando havia sido feita quando o partido passou a ser dirigido pelo empresário Tom Lyra, numa coalisão que apoiou a Senadora Katia Abreu (PDT) na disputa pelo Governo do Estado durante o pleito suplementar.

Segundo o comando do partido, será  priorizado  a  formação de chapa proporcional a deputado estadual e federal, estando livre para definir apoio a governo e a senado.

 André Gomes, que é irmão do ex-deputado federal Eduardo Gomes, garante que as candidaturas desenvolvidas durante este período em que o partido esteve sobre outro comando serão mantidas.


Escala pública de plantões da Justiça é contestada no CNJ por juiz

O juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande (MS), Carlos Garcete, enviou em agosto do ano passado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) uma proposta para alterar o regime de plantão judiciário em primeiro e segundo graus de jurisdição, disciplinado pela Resolução 71, do órgão. Em uma das modificações, o magistrado solicita que o nome dos juízes e desembargadores em plantão não sejam divulgados.

Em maio deste ano, o pedido de Garcete foi juntado a um outro processo, da Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages). Os casos foram incluídos na pauta de sete sessões do CNJ entre maio e junho deste ano.

Os plantões judiciários foram alvo de questionamentos após o desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), determinou a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – preso desde 7 de abril pela Operação Lava Jato. Favreto já foi filiado ao PT durante quase 20 anos e, por isso, a apresentação do pedido de liberdade pelos deputados petistas Paulo Pimenta, Paulo Teixeira e Wadih Damous justamente neste final de semana provocou controvérsia.

Em plantão no dia 8 de julho, o magistrado atendeu a um pedido feito 32 minutos depois do começo do seu expediente e mandou tirar Lula do cárcere por duas vezes. A primeira decisão do desembargador Favreto foi derrubada pelo relator da Lava Jato, João Pedro Gebran Neto. As duas ordens de soltura perderam efeito, por decisão do presidente da Corte, Thompson Flores.

A Resolução 71 foi assinada em 2009 pelo então presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. O despacho tem treze artigos. Em seu pedido de providências, o juiz Carlos Garcete solicita ao Conselho que “aperfeiçoe a Resolução”. O magistrado requer a inclusão da “obrigatoriedade de constar, em decisões proferidas durante plantões judiciários, preliminares expositivas da necessidade do exame do caso naquele período excepcional, sob pena de perecimento de direito”.

Em outro trecho do documento, Carlos Garcete argumenta que a divulgação dos juízes em plantão é um “flagrante equívoco”.

“Referida divulgação – prévia e pública – acaba por direcionar, inequivocamente, grande parte de pleitos em plantões, haja vista que advogados militantes, por conhecerem previamente posicionamentos específicos de magistrados sobre temas Jurídicos, notadamente em caso de desembargadores, acabam por aguardar o plantão daquele desembargador de sua preferência para distribuir, ad exemplum, habeas corpus, diante da prévia escala publicada”, afirma o juiz ao CNJ.

“O que deve ser publicado previamente é o local e os contatos com os servidores plantonistas para atendimento e recebimento de petições no plantão, e não os nomes de magistrados”, conclui o magistrado.


‘Passarinho na muda não pia’, despista Josué Gomes sobre candidatura

O presidente da Coteminas, Josué Gomes da Silva, de 41 anos (filho do vice-presidente da república, José Alencar), que foi escolhido o novo presidente do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial
Desde que deixou o MDB e se filiou ao PR, no início de abril, o empresário Josué Gomes da Silva já foi apontado como eventual nome de partidos do centro na disputa presidencial e citado como vice ideal do PT e de Ciro Gomes (PDT).
Presidente da indústria têxtil Coteminas, o filho do ex-vice-presidente José Alencar (que morreu em 2011) chegou a ser estimulado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a se aventurar como cabeça de chapa.
Também é constantemente lembrado para a eleição majoritária em Minas Gerais, onde estreou numa disputa eleitoral em 2014 — Josué disputou uma vaga no Senado pelo MDB; conquistou 3,6 milhões de votos, mas não foi eleito.
Ditado
Entre tantas possibilidades, ou “boatos”, como define, o empresário prefere ser bem mineiro: “Há um ditado que diz que passarinho na muda não pia”, afirmou quando questionado sobre uma real disposição de concorrer à Presidência.
“Estou esperando uma decisão do PR, provavelmente nesta semana. Como militante recém-chegado ao partido, o meu papel de conversar, dialogar, eu já fiz. Minhas posições são muito claras”, completou Josué.


Em reunião com presença de Adir, Vicentinho confirma conversa com Amastha e marca convenção para mesmo dia do PSB

O senador Vicentinho Alves (PR) afastou na última  segunda-feira, 16, qualquer dúvida em relação à aproximação com o pré-candidato a governador Carlos Amastha (PSB). Antes de anunciar em evento que disputará a reeleição, o parlamentar republicano conversou com a imprensa e confirmou que conversa com o ex-prefeito de Palmas, acrescentando que a convenção republicana será no mesmo dia da pessebista. “Vamos ser vizinhos”, emendou.

Inicialmente o republicano foi cauteloso ao falar sobre uma possível aliança com o ex-prefeito, mas ao ser pressionado confirmou a aproximação. “O diálogo está sendo com o Amastha”, assumiu. O senador não sacramentou a aliança, mas deu sinais de que tudo caminha para isto. “Eu sou um homem do diálogo. Naturalmente, nós vamos marcar nossa convenção também para o dia 5. Vamos ser vizinhos”, disse ao confirmar a articulação.

O parlamentar afirmou inicialmente que a convenção seria no Centro de Convenções, mas a assessoria do Partido da República confirmou que o local do evento será o Espaço Cultural, exatamente no mesmo local e dia das convenções do Partido Socialista Brasileiro (PSB) e do Podemos.

Ao lado de Vicentinho, Adir Gentil: “Quando o Amastha conversa, todo mundo critica porque conversa; quando não conversa, todo mundo diz que ele é arredio à classe política e não sabe conversar” (Foto: Divulgação)

“Política tem também as divergências”

O senador ainda minimizou a insatisfação das lideranças republicanas e emedebistas com uma provável aliança com Carlos Amastha. O ex-prefeito já fez duras críticas a Vicentinho Alves e também ao ex-governador Marcelo Miranda (MDB), com quem também já abriu o diálogo.

“Conviver na política é bom por isso, tem também as divergências. É claro que a grande maioria vai conosco. Não vou dizer totalidade porque não sou nenhum ditador”, comentou Vicentinho Alves, acrescentando que não pode falar pelo MDB por não ser dirigente do partido.

Entretanto, o senador demonstrou confiança de que os emedebistas acompanharão o Partido da República. “Percebo que o MDB também vai neste mesmo caminho que a gente está indo. Estou dialogando muito lá”, disse Vicentinho Alves, voltando a afirma que o dia 5 de agosto poderá trazer “muitas novidades”.

“Pode prosperar”

Um dos principais articuladores de Carlos Amastha e presidente do Podemos, Adir Gentil marcou presença no evento do senador Vicentinho Alves e projetou possibilidade de composição entre os grupos. “Existe realmente uma conversa, uma conversa concreta, que tenho certeza absoluta que pode prosperar”, afirmou.

Adir Gentil também confirmou diálogo com o MDB e minimizou o encontro com Marcelo Miranda. “As conversas estão mais no âmbito dos deputados estaduais de alguns setores do MDB. E claro que a conversa com o ex-governador não tem problema nenhum de existir”, completou.

Por fim, Adir Gentil ainda reclamou sobre a repercussão das articulações do pré-candidato ao governo do PSB. “Quando o Amastha conversa, todo mundo critica porque conversa; quando não conversa, todo mundo diz que ele é arredio à classe política e não sabe conversar”, finaliza.

Adir Gentil confirma o encontro de Amastha com Marcelo Miranda e a aproximação com Vicentinho Alves após o vereador Tiago Andrino (PSB) ter ido às redes sociais tentar minimizar a repercussão negativa das articulações. O parlamentar disse que as notícias sobre a possibilidade destas alianças buscavam “desconstruir” o ex-prefeito, que era o “personagem que inaugurou um novo tempo na política do Tocantins”.

Uma suplente mulher

Confirmado como pré-candidato a reeleição, Vicentinho Alves diz que vai começar a articular as vagas de suplente de senador. Ainda sem nomes, a única garantia dada pelo republicano é que um das indicações será uma mulher.

O político negou que a derrota na eleição suplementar ao governo o fez “voltar atrás” no projeto pelo Palácio Araguaia. “Cada momento é um momento. Para mim isto não significa voltar atrás. Até porque ser senador da República me honra muito. É que naquele momento era uma eleição de governador e eu disputei ela. Agora é uma que tem espaço para a reeleição e assim nós vamos”, ponderou.

Vicentinho Alves ainda garantiu que já tem o apoio de 85 prefeitos. Isso de forma muito segura. Já é uma base razoável para quem vai disputar uma reeleição. É uma honra, é gratificante”, afirmou.

A programação do Partido da República foi inicialmente declarada como fechada à imprensa. A notícia foi dada por assessores de Vicentinho Alves aos jornalistas presentes. Entretanto, o senador abriu o evento após ter tomado ciência durante a coletiva. O lançamento da pré-candidatura à reeleição do republicano aconteceu em Palmas, no Hotel Céu.