Cassação com manutenção dos direitos políticos é premiação para quem foi afastado

A cassação de Marcelo Miranda – ex-governador do Tocantins – se arrastou por um longo período e veio a se concretizar no último ano do seu mandato. Com uma série quase infindável de recursos e outros de julgamentos o desfecho foi o afastamento do então governador.

Apesar de todo o constrangimento que mais uma vez os tocantinenses tiveram que enfrentar – o governador é reincidente, já foi cassado outra vez – Marcelo  e sua vice, Cláudia Lelis,  podem ter sido premiados com a cassação.

Explico: pelo andar da carruagem os dois podem manter os direitos políticos e nas próximas eleições,as de outubro,ambos podem ser candidatos e, pasmem, podem ser eleitos como se nada pesasse contra eles.

Observando-se uma situação dessas é complicado para a cabeça do eleitor que vai às urnas procurando exercer seu direito cívico ao voto, e pretendendo escolher alguém que lhe represente ter que conferir os nomes daqueles que foram extirpados de seus cargos por força da lei, pelo fato de cometerem ilícitos.

Caso os dois mantenham os direitos políticos, a justiça eleitoral estará prestando um desserviço aos  bons políticos e aos homens e mulheres de bem que ainda têm na justiça. Que se faça valer o que a lei determina.

 

 


É preciso encontrar uma saída para o Tocantins

Diante de tantos contratempos que o Tocantins vem passando é preciso encontrar uma saída para esses tempos sombrios e tudo isso passa pela resolução da crise política que se arrasta, comprometendo o desenvolvimento de um Estado que já passa da hora de ter sua grandiosidade definida.

A cassação de um governador - no nosso caso, pela segunda vez - deixa o Tocantins exposto à fragilidade do poder Executivo, que não inspira confiança a quem deseja investir aqui. Qual o grande empresário ou grupo arriscaria investir em um Estado em que o governador é cassado por corrupção em duas situações que demandam em eleições extraordinárias e que deixam uma perspectiva de total falta de estabilidade.

Estabilidade que, por sinal, é o discurso usado por um dos candidatos ao governo na eleição suplementar. Discurso que não combina com o mesmo, pois em seu curto prazo no exercício do cargo de governador interino, Mauro Carlesse, já foi interpelado pela justiça em uma série de ações que contrariam o que é determinado pela lei. Para ficar em um caso: o governador foi proibido de contratar ou exonerar cargos comissionados. Sendo esse tipo de prática uma ocorrência, a contratação de cargos comissionados, quase que regra nos governos exercidos por Marcelo Miranda.

A busca pela saída dessa crise política tem de ser rápida e só poderá acontecer com a sociedade tocantinense se unindo em prol de mudanças políticas e de atitudes dos políticos em relação ao que é público.
Não havendo cobrança, infelizmente continuaremos a patinar no escorregadio campo da indefinição e da instabilidade que tanto nos causa atraso e gera desconfiança aos nossos olhos e ao restante do país.


No meio da ciclovia havia uma rachadura e o desrespeito com o cidadão

A ciclovia localizada na quadra 603 Sul poderia ser de grande utilidade para os ciclistas daquela quadra. Quando digo poderia é porque a mesma parece ter sido feita com tanto desleixo que o perigo é constante ao se locomover naquele percurso.

Uma rachadura em especial mostra o quanto o descaso do poder público pode ser danoso ao cidadão. Na referida ciclovia existe uma elevação, uma cratera na superfície da pista da ciclovia que é um perigo para quem anda de bicicleta e mesmo para os pedestres que andam naquela via. Esse perigo se torna duplicado para crianças, idosos e pessoas com problemas de locomoção.

Quando sabemos que os impostos no Brasil são os mais elevados do planeta e na contrapartida os serviços desempenhados pelos governos – em todas as suas esferas – é para ficar com um sentimento de impotência e de descrença naqueles que nos governam.

A esperar que no caso da ciclovia que aqui citei, localizada na 603 Sul, frente ao  Hospital e Maternidade Cristo Rei, o poder público municipal tome uma providência e faço o devido reparo.

O cidadão que paga seus impostos, na maioria das vezes, com dificuldades, merece respeito e pela falta dele cada vez mais os representantes políticos estão sem representatividade e sem coragem de pedalar na ciclovia por eles construída.


Eleição suplementar e o descontentamento dos eleitores em abstenções, votos em branco e nulos

O resultado da eleição suplementar que decretou Carlesse e Vicentinho no segundo turno não é o mais importante nessa eleição atípica. O que deve ser refletido é o descaso que a mesma provocou no eleitor.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral, 19,19% dos eleitores votaram em branco ou nulo e 30,14% sequer compareceram para votar, isso em números quer dizer: as abstenções chegaram a 306.811 (30,14%). Os votos nulos somaram 121.877 (17,13%) e os votos em branco 14.660 (2,06%).

É preocupante quando nos deparamos com esses números e percebemos que os eleitores – aqueles que têm o poder de decidir – estão se ausentando do processo democrático da escolha dos seus representantes, em um Estado que atravessa um período em que um governador foi cassado e o sentido de estabilidade é cada vez mais ausente.

Diante disso, podemos considerar que a eleição suplementar pegou os eleitores de surpresa, o tempo curto de mandato do eleito, a falta de propostas reais para tentar solucionar a grave crise em que se encontra o Tocantins e, talvez o fator determinante, a falta de representatividade dos políticos junto ao eleitorado.

Vamos lá: os candidatos que estarão no segundo turno são políticos que não aquele apelo de líderes natos, aqueles que conseguem despertar o eleitor para tirar um pouco do tempo de um domingo para ir a uma sessão eleitoral cumprir com o rito do voto. Os candidatos – Carlesse e Vicentinho – parecem sombras pálidas dos grandes políticos de outrora, sustentados apenas nas imagens, nas grandes reuniões e nas propagandas nas quais suas vozes parecem apenas um sussurro, quando deveriam, ao menos, aparentar confiança ao eleitor.

O pior de tudo ao observar esse cenário é que em uma disputa com 7 candidatos houve esses relevantes números de negação aos postulantes ao cargo de governador, imagina-se que o quadro irá piorar com apenas dois no páreo. É para ficar perplexo.


Opinião Rodrigo Blamires: Um presidente na berlinda e o país à beira do colapso

A maneira que Temer assumiu o cargo foi desastrosa para o país. Diria que foi traumática e hoje se reflete em um governante sem apoio popular e com os aliados querendo sua cabeça em uma bandeja e no meio disso tudo um país que está à beira de um colapso e vivendo quase uma convulsão social.

A paralisação dos caminhoneiros e suas graves consequências para a população talvez tenha sido a pá de cal para enterrar o governo Temer, mesmo que ele venha terminar o mandato, já é simbolicamente um presidente decorativo, sem aquilo que dá o real poder ao governante: o apoio da população.

Demonstrando falta de tato para o diálogo, Temer deixou que algo que poderia ser negociado nos bastidores tomasse uma proporção de caos e apresentou-se como a sua antecessora: inábil para o cargo. Os caminhoneiros deram um nó em toda e qualquer possível estratégia para Temer. A história poderá, mais tarde, mostrar que uma paralisação nas estradas derrubou um presidente do Brasil, não literalmente, mas que precipitou o fim do governo em termos de governabilidade.

Agora nos resta o desenrolar desse governo sem poder de decisão e saber se o congresso tomará as rédeas e exercerá um poder paralelo, com a conformidade de Temer para se manter no cargo, pois em caso de renúncia ou afastamento o destino dele será a justiça, pois teria o fim do foro privilegiado. Uma situação complicada para ele e muito mais para o país, que em uma breve analogia está parecendo um navio sem comandante.

Temos de ter esperança que o Brasil entre nos trilhos para que a normalidade seja a tônica dos dias e esperar que Temer, no cargo com ou sem poder, possa manter o que ainda resta de ordem e que o país possa ter combustível para alcançar o verdadeiro progresso.


O debate e o pouco caso de alguns dos candidatos

Realizado alguns dias atrás na  TV Jovem – afiliada da Record – o debate organizado pela emissora mostrou total desinteresse por parte de algum dos principais candidatos ao governo do Estado na eleição suplementar.

A ausência dos candidatos nos faz refletir sobre alguns aspectos, entre eles o fato de os mesmos perderem excelente oportunidade para explanarem sobre suas propostas, projetos e alternativas para viabilizar novas políticas econômicas para o Estado, as quais são essenciais para o Tocantins deixar de patinar e  se consolidar como o grande Estado que deve ser.

Outro ponto que os candidatos não se atentaram quando deixaram de ir ao debate é o do desrespeito com a organização do mesmo. Imagine o quão dispendioso em termos de tempo, mobilização de vários profissionais para deixar um  estúdio pronto para simplesmente o candidato chegar e apresentar suas linhas de pensamento. Meu caro leitor: é muito tempo e trabalho empreendido para a realização de um debate em uma TV.

Fora o desrespeito aos profissionais e à diretoria da TV Jovem, há, também, o  desrespeito ao telespectador que aguardava para ver e ouvir aqueles que estão disputando o cargo máximo no Executivo estadual. Vai saber se os ausentes não deixaram de ganhar alguns votos por causa da falta de percepção de não acreditar na eficiência de um veículo de comunicação tão poderoso como a TV. Vai lá saber.

Aos candidatos que compareceram o meu aplauso e aos “fujões” o mínimo de respeito nos próximos debates, ou seja, que compareçam. Sem as tradicionais desculpas de agenda com outros compromissos e a balela de sempre, pois todos se comprometem antes e depois deixam de cumprir com o acordado. Talvez por falta de propostas ou desconhecimento da importância da comunicação em uma campanha política.

Em tempo: os ausentes foram: Amastha (PSB), Carlesse (PHS), Marcos Souza (PRTB) e Vicentinho(PR). Compareceram Kátia Abreu (PDT), Mário Lúcio Avelar (Psol) e Márlon reis (Rede Sustentabilidade).

 


Opinião Rodrigo Blamires: O Brasil vai parando na estrada

A paralisação dos caminhoneiros mostra o Brasil em sua face mais cruel: a de um país ineficiente. Aumentos de combustíveis – com impostos absurdos embutidos – que comprometem o trabalho de uma classe que literalmente leva o país na estrada: os caminhoneiros. A falta de investimento e planejamento para termos uma malha ferroviária que fosse a saída para evitar situações como essa que estamos passando, de extrema gravidade diga-se passagem.

Com pífios 30.129 quilômetros de extensão compondo o que temos de malha ferroviária em confronto ao verdadeiro continente de estradas, algumas delas em péssimas condições de rodagem ou nenhuma condição. Dessa maneira o país fica refém de um sistema de transporte que transporta desde o alimento até o combustível que movimenta uma gigantesca frota de veículos.

Chegamos, com essa paralisação, ao fim da estrada e todos os problemas que dela ocasionam. Estamos vivendo o momento da falta de investimentos em alternativas para desafogar o volumoso fluxo e dependência dos caminhões para movimentar o país e ao mesmo tempo evidência a  sangria insana do governo em tirar o suor e o lucro de todos os brasileiros em impostos cada vez mais salgados e que não aparecem em forma de investimentos em áreas como o transporte, que nesse momento está causando danos consideráveis para a economia e para o país como o todo.

Infelizmente na história do nosso país vale aquela máxima de colocar o cadeado depois que a porta foi arrombada. Sendo assim que essa paralisação seja a oportunidade para que haja discussões sobre possibilidades de criar alternativas para novos caminhos que venham a beneficiar os trabalhadores das estradas e que ao mesmo tempo as ferrovias sejam realidade para que o transporte não fique condicionado apenas às vias terrestres por meio de caminhões, caso o contrário esse tipo de paralisação irá ocorrer com mais frequência e maiores prejuízos. Que venha o tempo do bom senso e que venha rápido, mesmo com a paralisação nas estradas.


O Brasil é maior que governos e crises

A crise política em que vivemos... Causada pela total deterioração do sistema político é uma etapa no sistema democrático que teremos de superar para termos de fato uma nação, lógico com problemas que todas as nações possuem, mas com algo que estamos perdendo: expectativa de crescimento. Perdendo isso estamos naquele impasse de que se está ruim é melhor não piorar.

Triste situação para um país das dimensões e do potencial que o Brasil trás em si. País que já esteve entre as sete maiores economias do planeta e hoje passa por uma situação em que uma greve dos caminhoneiros praticamente paralisa o país e temos de reconhecer que o Brasil sobrevive por conta de uma malha viária, cada vez mais destruída, sem segurança e com a sobrevida graças aos famosos recapeamentos. Interessante observar que as reivindicações dos caminhoneiros são pertinentes. Basta saber dos abusivos preços dos combustíveis para esses profissionais, que já pagam seus impostos e suas contribuições sindicais e enfrentam jornadas desumanas de trabalho.

Mesmo que seja extramente prejudicial ao país, essa greve é um sintoma que as coisas precisam ir para outro patamar. É preciso uma ampla reforma política e tributária para que o país possa entrar definitivamente nos eixos, nada de paliativo e/ou  planos mirabolantes que se sustentem por um curto período e depois explodam em uma bolha que arrase com a vida de milhões.

É urgente que a carga de imposto seja suavizada, pois é impossível continuar pagando, não recebendo contrapartida e sabendo que a tendência do governo é cada vez mais ir pelo caminho do aumento de impostos, penalizando aqueles que produzem para a manutenção da máquina pública, cada vez mais onerosa e com pouca eficiência.

Em resumo: pelo que se paga de impostos, em valores arrecadados, o Brasil pode ter soluções para seus grandes déficits nas áreas de saúde, educação e segurança.  O problema, por enquanto, é essa nefasta carga tributária e a falta de uma reforma política que possa discutir e colocar outras e mais saudáveis medidas em práticas. Começando por aí o Brasil melhora e agradece.

 


Opinião Rodrigo Blamires: Os eleitores estão se cansando de promessas vazias em discursos pomposos

A razão de uma campanha política é a dos candidatos apresentarem propostas que venham ao encontro dos anseios da população. Projetos que tenham consistência, coerência e acima de tudo venham a contemplar aqueles que pagam caro para a manutenção de um estado cada vez mais invasivo e menos eficiente.

Na campanha suplementar ao governo estadual o que percebemos é a uma espécie de super-heróis sendo recebidos nas cidades com grande número de cabos eleitorais e apelo midiático para dizerem que são conhecedores das soluções de todos os problemas que o Tocantins enfrenta.

Nas redes sociais, no programa do Rádio ou da TV o discurso do “sei como resolver” é o imperativo nas falas dos candidatos. Insistindo naquela velha prática de candidatos que se tornam personagens: é que ‘pilotando’ uma bicicleta acredita que faz parte de uma realidade da qual nunca teve contato; outro pede pela manutenção de uma estabilidade que não existe, em uma fala que nem ele mesmo mostra confiança. Isso só para ficar somente nos mais exaltados em sua composição de personagens, de super-heróis, aqueles que sem planejamento, projetos viáveis, resolverão os problemas com um simples passe de mágica.

Campanha não é momento para delírios de marqueteiros, para estrelismos de candidatos ou surgimento de salvadores da pátria. Campanha é oportunidade para quem tem proposta apresentar ao eleitorado e – muito mais importante – momento adequado para o eleitor fazer uma avaliação de quem poderá ser o melhor representante para resolver os problemas que afetam diretamente sua vida em comunidade.

Os eleitores estão percebendo que pirotecnia de campanha e discursos vazios já não causam muita emoção e para os candidatos o melhor é mudar o rumo de suas campanhas, pois ao que parece o eleitor está com outro perfil.


Amastha fora da eleição suplementar

O Ex-prefeito de Palmas – Carlos Amastha – está fora da disputa na eleição suplementar. O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) indeferiu novo pedido de registro de candidatura, ponto final ao projeto do ex-gestor municipal de chegar ao Palácio Araguaia nesta eleição, ressaltando que na eleição geral o nome de Amastha não tem restrições à candidatura.

Como já havia dito a candidatura de Amastha era mais uma forma de buscar mídia espontânea e estar participando de um pleito, pois a regra estabelecida pela justiça eleitoral negava-lhe participação nesta eleição complementar; mais ou menos aquela coisa de que “se colar, colou.”

A questão gira em torno da renúncia  que aconteceu no dia 3 de abril, mas a Constituição Federal exige seis meses de desincompatibilização. O TRE, dessa maneira, manteve a coerência e o fato está consumado. Ainda restando a Amastha a tentativa de recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Que provavelmente acatará a decisão  do tribunal local.

A impugnação de Amastha foi pedida pelo candidato Márlon Reis (Rede) e pelas coligações “É a Vez dos Tocantinenses”, de Vicentinho Alves (PR), “Reconstruindo o Tocantins”, de Kátia Abreu, e “Governo de Atitude”, de Mauro Carlesse (PHS).

Mesmo fora da disputa o ex-prefeito diz que a campanha seguirá normalmente. Cabendo, dessa maneira, ao TRE se pronunciar sobre a legitimidade da mesma. E fica a expectativa de quem Amastha poderá apoiar, caso resolva aceitar que sua candidatura naufragou, pelo menos na eleição suplementar.