5 cuidados ao correr na praia para evitar bolhas, assaduras, dores

Você está curtindo o verão na praia e decide dar uma corridinha para despachar o sedentarismo e queimar umas calorias extras. Ótima ideia! Mas não pense que basta vestir o shorts, calçar o tênis (ou ir descalço, se preferir) e deixar suas pegadas na areia.

Tomar alguns cuidados ao praticar a atividade física é muito importante para evitar problemas que podem prejudicar a realização do exercício —bolhas e assaduras, por exemplo — ou até mesmo impedir você de curtir a praia depois —como queimaduras de sol e desidratação. Mostramos cuidados importantes para driblar os perrengues mais comuns que afetam quem corre na praia.

1 - Aposte na vaselina ou em pomadas anti-assaduras

O atrito pele com pele em áreas como virilha e axilas é famoso por causar assaduras em corredores. Agora, imagine o que acontece ao adicionar areia e sal da praia a esse esfrega, esfrega que ocorre nessas partes do corpo. Sim, o risco de você ter uma assadura aumenta! Para evitar problemas, procure passar vaselina ou pomadas específicas para prevenir assaduras em atletas (elas são diferentes das que bebês usam, ok?). Esses produtos agem diminuindo o atrito na região em que são aplicados.

2 - Evite molhar o tênis

Em um dia de calor, a ideia de pisar na água durante a corrida pode parecer divertida e refrescante. Porém, junto com a água vai entrar areia no seu pé. E o atrito dessa areia com a pele costuma gerar bolhas. A saída é evitar ao máximo "mergulhar" seus tênis na água do mar e também em poças. Antes de vestir as meias para treinar, aplique também vaselina nos pés para minimizar o atrito com a meia, o calçado e possíveis grãos de areia.

Quem corre descalço não tem esse problema do atrito. Porém, precisa ficar atento para não se machucar ao pisar em pedras ou objetos deixados na areia da praia. Mais: quando você corre sem tênis sua pisada muda e músculos diferentes são exigidos. Por não estarem adaptados, podem sofrer com fadiga precoce, além de apresentarem muitas dores pós-treino.

3 - Escolhe bem onde pisa

Correr na areia não é igual a treinar no asfalto e pode gerar dificuldades para quem não está adaptado. A areia seca e fofa eleva a dificuldade do exercício e exige mais dos músculos dos pés, das pernas e do quadril. Isso pode não só gerar uma fadiga precoce, obrigando você a parar o treino antes do planejado —e talvez bem longe do seu guarda-sol —, como também provocar fortes dores musculares pós-treino. Por ser muito irregular, a areia fofa também aumenta o risco de torção.

Já a areia molhada é mais similar ao exercício no asfalto. No entanto, é preciso ficar atento à inclinação, que costuma ser mais acentuada nessa porção próxima ao mar. O desnível sobrecarrega mais um lado do corpo e pode gerar dores. Se for impossível evitar a inclinação, tente ao menos correr pelo mesmo tempo "indo e voltando". Assim, os dois lados do corpo serão exigidos de maneira similar.

4 - Planeje sua hidratação

Na praia geralmente não tem bebedouro, né? Então, lembre-se de levar uma garrafinha de água, dinheiro ou cartão para comprar algo para beber e repor os líquidos perdidos no suor. A desidratação pode acelerar a fadiga, gerar dor de cabeça e até causar problemas de saúde mais graves.

A quantidade de água que se deve beber durante uma atividade física varia muito de pessoa para pessoa, intensidade do exercício e condições climáticas. No geral, o recomendado é tomar um copo de água a cada 15 a 20 minutos.

5 - Proteja sua pele

O uso de filtro solar deve ocorrer durante todo o dia, independentemente do horário. Não aplicar o produto, especialmente na praia, pode causar queimaduras, manchas, rugas e também colaborar para o surgimento de um câncer de pele. Por isso, antes de calçar os tênis aplique o protetor solar em todo o corpo. Além disso, use boné ou viseira e camiseta com proteção UV para treinar.

Outro cuidado importante para evitar problemas trazidos pelos raios UV é não se expor ao sol nos horários de pico. Então, não saia para treinar entre 10h e 16h. Quanto mais longe dessa faixa de horário você puder correr, melhor.


Sem passar fome: veja 9 alimentos que colaboram com a saciedade

Para matar a fome, a melhor dica, é claro, é comer. Mas, acredite, de nada adianta investir naquele pãozinho com manteiga de manhã. Apesar de ele saciar você na hora, em pouco tempo a fome voltará. Isso porque massas brancas, como o pão, liberam uma alta dose de glicose de uma vez no sangue, mas são absorvidos rapidamente, saciando por míseras horas.

É por esse motivo que listamos abaixo 10 alimentos para você investir ao longo do dia, para acabar de vez com o ronco constrangedor no estômago. Obviamente, nossa lista contém apenas opções saudáveis. Afinal, não adianta nada matar a fome comendo um pedaço de bacon supergorduroso e aumentar riscos de doenças relacionadas às gorduras saturadas, como as cardiovasculares.

Inclua essas alternativas em sua dieta para forrar o estômago de vez, mas dessa vez com saúde:

  1. Chia

 A chia faz parte do grupo de alimentos ricos em fibras. Essas substâncias não são digeridas pelo corpo humano, fazendo com que o alimento fique mais tempo no estômago e aumentando o trânsito intestinal. Além disso, a chia forma um gel e se expande quando entra em contato com líquidos. Isso é muito benéfico, pois torna mais lenta a absorção da glicose dos alimentos, o que espanta a fome por mais tempo.

  1. Leite e derivados

 Por incrível que pareça, um pedaço de 100 g de queijo sacia mais do que 100 g de carne. Isso porque a carne é rica em proteína, enquanto o alimento derivado do leite é fonte de gordura, que demora mais para ser digerida, e fornece mais carboidratos, ou seja, calorias.

  1. Carnes magras

Acima, lembramos que a gordura demora mais para ser digerida e por esse motivo dá mais saciedade do que a proteína. Pensando assim, claro que carnes gordas como um bife também acabarão com sua fome. O problema é que ele também pode fazer mal, já que aumenta os níveis de colesterol e de doenças. Como vivemos em um período em que o nível de pessoas obesas é alto, o ideal é evitar as carnes gordas e investir nas magras, como peixe e frango. Elas não são tão eficazes para matar a fome como um bife ancho, por exemplo, mas fazem o seu papel em deixar o estômago ocupado por bastante tempo.

  1. Alface e folhas verdes

 Quer coisa melhor do que um alimento que sacia e ainda tem pouca caloria? Bem, todos os que fazem parte do grupo dos vegetais e hortaliças entram nesse quesito. Ricos em fibras, eles demoram para serem absorvidos. É por esse motivo que comer um pratão de alface no almoço pode não ser lá tão saboroso (para algumas pessoas, claro), mas mata a fome que é uma beleza.

  1. Castanha e amêndoa

Além de estarem no grupo das oleaginosas, vegetais que possuem óleos e gorduras (olha ela aqui), a castanha e a amêndoa também são ricas em triptofano. Esse composto estimula neurotransmissores específicos do cérebro relacionados à saciedade. Se já não bastassem esses motivos para matar a fome, essas duas opções ainda são mais difíceis de mastigar, fazendo com que você envie sinais aos poucos ao cérebro para ele se acalmar, já que o corpo está recebendo comida.

  1. Banana

 Conhecida por dar energia, devido à grande quantidade de carboidratos, a banana também ajuda a matar a fome por dois motivos: ela também é rica em fibras e em triptofano, o mesmo composto das castanhas e amêndoas.

  1. Feijões, ervilha, grão de bico

 Os grãos são indispensáveis em uma lista sobre saciedade. Isso porque eles são fonte de fibras e proteínas vegetais, que demoram para ser processadas pelo sistema digestivo.

  1. Cereais integrais

 Já não é novidade dizer que a opção integral é melhor, não é mesmo? De qualquer forma, não custa relembrar que grãos integrais contêm mais fibras, que fazem com que o alimento demore mais para ser digerido.

  1. Linhaça

 Na mesma categoria da chia, a linhaça é uma semente rica em fibras, que desacelera a digestão e, assim, mantém o estômago e o intestino ocupados por mais tempo. Além disso, ela ainda tem gorduras mono e poli-insaturadas, que retardam o esvaziamento gástrico e fazem com que o intestino libere mais colecistocinina, hormônio que regula o apetite. Só não se esqueça de se manter hidratado, já que a água faz com que as fibras não se prendam ao intestino.


Alimentos orgânicos: eles são mais benéficos à saúde e ao planeta

Navegamos por um tempestuoso mar de desinformação, quando o assunto é agricultura orgânica. O Instituto Questão de Ciência (IQC) publicou recentemente, nas páginas do VivaBem, um artigo que já seduz os incautos pelo atraente título: Mais saudáveis? Sem pesticidas? O mito da superioridade dos orgânicos.

Na comunidade científica, as propriedades nutricionais dos alimentos orgânicos são debatidas há décadas. Ainda não temos respostas definitivas. Mas temos indicações importantes segundo as quais os alimentos orgânicos ou agroecológicos têm, sim, inúmeras vantagens em relação aos alimentos produzidos no sistema convencional. E o debate vai muitíssimo além de questões meramente nutricionais.

Em 2016, a revista Nature Plants publicou um dos estudos mais influentes dos últimos tempos acerca do tema. No artigo Organic agriculture in the 21st century, os pesquisadores John Reganold e Jonathan Wachter, do Departamento de Agronomia e Ciências do Solo da Washington State University, compilam num belíssimo diagrama —no formato de uma flor — anos de estudos comparativos entre o manejo convencional e o manejo orgânico. Os dados incluem elementos agronômicos, ecológicos, sociais, comerciais e ocupacionais. Conclusão: muito além da produtividade e da qualidade nutricional, a agricultura orgânica geralmente apresenta desempenho bastante superior nos quesitos qualidade do solo, otimização energética, biodiversidade, redução da poluição hídrica, lucratividade, redução de custos, promoção de serviços ecossistêmicos, geração de emprego, redução de riscos ocupacionais decorrentes do uso de pesticidas e, é claro, redução do uso de pesticidas. Abaixo, o diagrama. Fica como tarefa de casa aos críticos apressados que falam sobre orgânicos com pouco ou nenhum compromisso com a complexidade científica que o tema requere aos leitores que buscam mais profundidade na discussão:

Já no quesito políticas públicas quem critica os orgânicos não deveria ignorar o Report of the Special Rapporteur on the right to food, publicado em 2017 pela Nações Unidas (ONU). O trabalho deslancha severas críticas ao modelo hegemônico da agricultura convencional. Seus temerosos impactos socioambientais, assim como a viabilidade e sucesso das práticas agroecológicas, são detalhados com fartos dados ao longo das 20 páginas da publicação.

No quinto capítulo deste relatório, lê-se o seguinte: "A disseminação das práticas de agricultura orgânica demonstra que uma agricultura isenta de pesticidas é viável; estudos indicam que a agroecologia é capaz de produzir alimento suficiente para alimentar a população mundial, garantindo a todos uma nutrição adequada; a afirmação promovida pela indústria agroquímica, segundo a qual pesticidas são necessários para atingirmos a segurança alimentar, é não somente imprecisa, mas perigosamente enganosa". O relatório é enfático ao sugerir a adoção de práticas agroecológicas - por exemplo, a agricultura orgânica - como estratégia a ser perseguida por produtores rurais e gestores públicos em nível global. A leitura completa da publicação é um antídoto oficial contra o discurso falacioso propagado pela indústria agroquímica e, curiosamente, por certos cientistas e institutos.

Sobre clichês e argumentos

É um falso maniqueísmo: uns defendem a radical conversão de todos os cultivos convencionais em sistemas agroecológicos. E outros dizem que produção orgânica é conversa para boi dormir. Ambos pecam pela ingenuidade. Seja qual for seu lado, é desonesto usar um ou poucos trabalhos científicos —meticulosamente pinçados do imenso universo de publicações acadêmicas — para generalizar um argumento de natureza ideológica.

Sim, todos nós somos guiados por valores ideológicos. Problemático é fantasiar a ideologia e vendê-la como insuspeita ciência. Desinformação é um alimento (não orgânico) que se come cru. Mas os intermináveis clichês, quase sempre enredados em perigosas meias-verdades, não passam incólumes a uma leitura crítica. Vejamos:

"Alimentos orgânicos são mais caros"

Depende. A resposta pode ser 'sim' para quem os compra nas grandes redes de varejo ou em espaços elitizados. Em tais ambientes, as exorbitantes margens de lucro de intermediários dizem mais sobre a moralidade de suas práticas do que sobre os reais custos de produção vinculados ao árduo trabalho dos agricultores familiares dedicados à lida da terra. Mas o que dizer das experiências de CSA's (Comunidades que Sustentam a Agricultura) ou do projeto Cestas Solidárias, no Paraná, através dos quais, por meio do contato direto entre consumidores e agricultores, é possível adquirir cestas semanais de produtos agroecológicos por preços que muitas vezes ficam abaixo dos encontrados nos mercados e mesmo nas feiras?

O preço de um alimento não é definido unicamente pelos custos de produção. Ele é quase sempre vinculado a isenções ou subsídios governamentais. Exemplo: os agrotóxicos comercializados no Brasil, hoje, têm redução de 60% na base de cálculo do ICMS. Sem falar na isenção total do IPI. Não fossem essas benesses quase maternais, que preço pagaríamos pelos produtos oriundos da agricultura convencional, altamente dependente desses insumos? Com mais equilíbrio na lei da oferta e demanda, e mais equilíbrio nas relações fiscais entre a agricultura familiar e o agronegócio refém das commodities, é plenamente possível desenvolver uma política de segurança alimentar na qual alimentos orgânicos e agroecológicos sejam acessíveis a todos os brasileiros. Mas o Estado tem promovido, de maneira recorrente, o desmantelamento de políticas e programas de apoio à agricultura familiar ecológica.

"Alimentos orgânicos podem conter pesticidas mais tóxicos e prejudiciais ao meio ambiente"

Críticos da agricultura ecológica arvoram-se em torno da chamada calda bordalesa - um fungicida à base de sulfato de cobre por vezes utilizado no manejo orgânico. O sulfato de cobre pode ser tóxico se usado em larga escala, situação que não se verifica quando a agricultura orgânica é praticada de modo responsável e em conformidade com seus preceitos e normas. A propósito, mesmo a calda bordalesa já é considerada antiquada entre agricultores orgânicos.

Atualmente, opta-se pela calda cúprica. Ela tem o mesmo efeito, porém traz uma quantidade muito menor de cobre em sua composição. De todo modo, comparar o uso controlado do cobre à pulverização de centenas de milhares de litros de agrotóxicos comerciais no Brasil - muitos, aliás, já banidos na União Europeia, na América do Norte e mesmo na China - é um exercício de estelionato intelectual. A contaminação por agrotóxicos é um drama de saúde pública no Brasil e no mundo. Ao longo da cadeia produtiva dos alimentos convencionais, agricultores e demais trabalhadores do segmento vivem em constante risco de contaminação por pesticidas sintéticos cuja toxicidade pode ser letal.

É estimado em 200 mil o número de pessoas que morrem, todos os anos, em decorrência da contaminação por agrotóxicos, segundo relatório das Nações Unidas. A maioria dos casos acontece nos países em desenvolvimento - onde fiscalização e normativas regulatórias são frágeis. Entre os grupos populacionais mais vulneráveis, segundo recente relatório da Unicef, estão infelizmente as crianças. No Brasil, informações do Ministério da Saúde revelam que, entre 2007 e 2014, aconteceram 17.669 casos de intoxicação por agrotóxicos. O cenário piorou nos anos seguintes: entre 2015 e 2017, foram 34.073 casos notificados. São, entretanto, dados subestimados. Estudos da Fundação Oswaldo Cruz indicam que, para cada caso notificado, existem pelo menos 50 outros não registrados nas estatísticas oficiais.

Os dados mais recentes estão compilados no último dossiê da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), intitulado Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde; e no atlas Geografia do uso de agrotóxicos no Brasil e conexões com a União Europeia, publicado pela geógrafa Larissa Bombardi, da Universidade de São Paulo (USP). Isso não significa que a agricultura orgânica é isenta de problemas e desafios. Produzir sem veneno é um grande desafio tecnológico e ainda precisamos de muito trabalho e pesquisa para consolidar e disseminar técnicas de manejo mais responsáveis do ponto de vista ecológico.

"Alimentos orgânicos não são mais nutritivos"

Para alimentos de origem vegetal, segundo uma ampla revisão bibliográfica elaborada por pesquisadores britânicos em 2009, realmente não há grande diferença quanto ao valor nutricional entre orgânicos e convencionais. Nem é esperado que haja, quando falamos no teor de macronutrientes —carboidratos, proteínas e lipídios. É o que mostra também estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition. Acerca da quantidade de vitaminas e minerais, porém, ainda há controvérsias entre estudiosos da área. Mas algumas pesquisas sugerem que alimentos orgânicos podem conter maior quantidade de metabólitos secundários. É o caso de um estudo publicado por pesquisadores do Instituto Dinamarquês de Ciências Agrárias; e de outro trabalho publicado por cientistas da Universidade da Califórnia (EUA).

Segundo relatório encomendado pelo Parlamento Europeu, divulgado em 2016, "o leite orgânico, e provavelmente também a carne, trazem maiores quantidades de ômega 3 e ácidos graxos quando comparados a produtos convencionais". No caso do leite orgânico, também os teores de vitamina E são maiores. De acordo com a publicação, "há indicações segundo as quais os alimentos orgânicos têm menor teor de cádmio do que os convencionais". Os autores do relatório escrevem que tal diferença é de alta relevância para a saúde humana —pois o cádmio é um metal tóxico com possíveis efeitos deletérios em nosso metabolismo. A mesma informação também foi apontada em outra pesquisa bibliográfica publicada no British Journal of Nutrition. Além do menor teor de cádmio, os autores identificaram maior concentração de antioxidantes nos alimentos orgânicos. Adiante: maior quantidade de antioxidantes e micronutrientes; maior quantidade de ferro e magnésio; e teor significativamente menor de nitratos... Foram também as conclusões do estudo Nutritional quality and safety of organic food, publicado em 2010 por encomenda da Agence française de sécurité sanitaire des aliments (AFSSA).

Mesmo com tantas evidências, porém, ainda é cedo para conclusões definitivas. Em termos metodológicos, não é nada fácil planejar estudos comparativos para avaliar alimentos produzidos nos dois sistemas. De todo modo, embasar o conceito de qualidade alimentar apenas no teor de nutrientes é uma tendência obsoleta na nutrição. O conceito contemporâneo de alimento saudável vai muito além disso: em uma abordagem sistêmica, é preciso entender as dimensões ambientais, sociais e culturais dos agro-ecossistemas onde nosso alimento é cultivado. Nessa percepção ampliada, a superioridade dos produtos orgânicos ou agroecológicos é inegável.

"Alimentos orgânicos não são mais saudáveis"

Aos defensores desse argumento cínico, sugere-se a leitura de um recente artigo científico publicado por pesquisadores norte-americanos no periódico Environmental Research. Uma dieta baseada em alimentos orgânicos ocasionou redução significativa do nível de agrotóxico detectado em amostras na urina de adultos e crianças. O trabalho ganhou grande repercussão internacional. A presença de agrotóxicos no organismo de mamíferos é comumente associada a processos teratogênicos e carcinogênicos, como destaca outro artigo científico publicado em 2019 no International Journal of Environmental Research and Public Health, entre outros efeitos deletérios à saúde.

Estranhamente, algumas pessoas alegam que existem "níveis seguros" de exposição a tais substâncias. O próprio dossiê da Abrasco, na página 77, derruba esse mito infundado. Não há, e nunca houve, qualquer consenso científico acerca de possíveis "níveis seguros" dos princípios ativos normalmente empregados nas formulações dos principais agrotóxicos atualmente em uso — como os organofosforados, os piretroides e os neonicotinoides.

Mas a real natureza do argumento "orgânicos não são mais saudáveis" sugere outra reflexão: quão limitada é nossa definição de 'saúde'? Enquanto a agricultura convencional promove a dispersão intensiva de produtos comprovadamente danosos à saúde humana e ao equilíbrio dos ecossistemas, as práticas orgânicas e agroecológicas promovem o equilíbrio químico e biológico das áreas em que são implementadas. Portanto, a agroecologia trabalha com o que a Organização Mundial da Saúde (OMS) chama de 'saúde ambiental'. O prestigioso periódico The Lancet, uma das maiores autoridades acadêmicas para questões de saúde pública, mantém uma publicação exclusivamente dedicada ao conceito de planetary health, ou 'saúde planetária'. São conceitos relacionados aos determinantes ambientais, econômicos, sociais e políticos que influenciam a saúde humana. Assim, discutir saúde hoje é também grande desafio conceitual que os especialistas não mais podem ignorar. Ao comprar alimentos orgânicos, o consumidor apoia um processo de transição ecológica relacionado não apenas à menor exposição ocupacional de agricultores a pesticidas sintéticos, mas também à desintoxicação gradual do solo, das águas, do ar e dos alimentos que ingerimos.

"Alimentos orgânicos estiveram relacionados à contaminação de três mil pessoas na Alemanha, em 2011, das quais 53 morreram"

A contaminação por E. colli é resultante da falta de higiene. Se não forem bem lavados, praticamente todos os tipos de alimento estão sujeitos a contaminação. Em certos casos, a própria água usada na irrigação de culturas pode estar contaminada por fezes de animais. E qualquer sistema produtivo, de fato, pode ser mal executado e resultar em processos bacteriológicos danosos à saúde de produtores e consumidores.

Sim, um caso de contaminação de alimentos orgânicos aconteceu na Alemanha em 2011. E milhares de casos similares já aconteceram, e ainda acontecem no mundo todo, relacionados a surtos de E. colli em alimentos convencionais. Usar esse episódio como questionamento à qualidade dos produtos orgânicos parece ser uma argumentação deveras obtusa —no mínimo tendenciosa, imparcial e alheia a interesses científicos.

"Não há evidências de que alimentos orgânicos sejam mais suscetíveis à contaminação microbiológica do que alimentos convencionais", afirmam pesquisadores neozelandeses em estudo publicado no periódico Critical reviews in food science and nutrition. Mas há um outro tipo de contaminação que os críticos da agricultura orgânica normalmente esquecem de mencionar: a contaminação por agrotóxicos, alguns dos quais classificados pela FAO e pela OMS como altamente perigosos.

"Alimentos orgânicos trazem muitas dúvidas quanto aos sistemas de rotulagem e certificação"

Qualquer sistema de certificação, em qualquer setor produtivo, é vulnerável a fraudes. Determinados selos podem se transformar, inclusive, em ferramentas de uso político; interesses escusos podem estar em jogo. Isso não significa, de maneira alguma, que as entidades certificadoras de alimentos orgânicos no Brasil não realizem um trabalho extremamente sério. O Brasil, aliás, tem inovado nesse segmento. A Lei 10.831/2003 prevê, além de certificação por auditoria, mecanismos de certificação participativa.

O procedimento adotado pela Rede de Agroecologia Ecovida é o exemplo mais conhecido no país: grupos de agricultores e mesmo consumidores podem realizar vistorias nas propriedades rurais com o objetivo de atestar a conformidade à legislação. Trata-se de um modelo ainda emergente e, sem dúvida, existem pontos que requerem aperfeiçoamento. De todo modo, eventuais irregularidades no sistema de certificação orgânica devem ser severamente punidas. O mesmo deve valer para as gravíssimas e criminosas fraudes praticadas na cadeia produtiva do agronegócio brasileiro.

Em 2017, por exemplo, operações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) apreenderam agrotóxicos contrabandeados, fraudados ou irregulares em 12 estados e 79 municípios. O Rio Grande do Sul liderou a lista de ocorrências, com 67 autuações, seguido por Mato Grosso do Sul, com 29, e São Paulo, com 26. Os produtos contrabandeados incluem substâncias sem autorização no país, agrotóxicos armazenados irregularmente e com data de validade vencida. Ao todo, foram 178 autuações conduzidas pelo Ibama. O valor total em multas atingiu R$ 33,3 milhões. Mas esses números são apenas a ponta do iceberg. Afinal, eles não contabilizam apreensões conduzidas por órgãos como Polícia Federal, Receita Federal e secretarias estaduais.

Nas contas do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), foram apreendidas 654 toneladas de agrotóxicos entre 2001 e 2016. Fraudes também foram identificadas pela própria Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a quem cabe fiscalizar aeronaves agrícolas usadas na pulverização de agrotóxicos. Das 132 aeronaves agrícolas fiscalizadas pela Anac em 2017, 93 tinham algum tipo de irregularidade. A mais comum delas, detectada por fiscais da agência, foi a instalação irregular do dispersor --equipamento usado para pulverizar agrotóxico nas plantações. Por isso, é importante ficarmos de olhos abertos para as rotineiras e criminosas fraudes praticadas na agricultura convencional. Comércio irregular de agrotóxicos, legalização de substâncias sem estudos toxicológicos conclusivos, pulverização descontrolada de pesticidas e uso de mão de obra análoga à escravidão são apenas alguns exemplos.

"Alimentos orgânicos são parte de uma grande e poderosa indústria e, assim, privilegiam grandes cadeias comerciais enquanto prejudicam pequenos agricultores"

Dados do Research Institute of Organic Agriculture (FIBL), sediado na Suíça, mostram que em 2018 as áreas destinadas à agricultura orgânica no mundo todo somavam apenas 57,8 milhões de hectares. Isso corresponde a somente 1,2% das áreas cultivadas atualmente.

Dizer que o mercado de orgânicos é um "gigante global", portanto, é delírio. No Brasil, cultivos orgânicos são desenvolvidos em apenas 0,3% de nossas terras agrícolas, segundo a Embrapa. Assim, a tal "máfia dos orgânicos", como dizem por aí os críticos desinformados, não é mais que uma formulação retórica sem qualquer sentido. Felizmente, o percentual de produtores agroecológicos ou orgânicos no Brasil vem crescendo substancialmente. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o número de produtores orgânicos cadastrados no país triplicou entre 2010 e 2018.

"Alimentos orgânicos, por não serem cultivados a partir de sementes transgênicas, representam um atraso tecnológico"

Plantar, colher e guardar as sementes da safra para o ano seguinte é um ciclo perpetuado há milênios por nossos antepassados. Assim, desenvolvemos uma imensa variedade de espécies vegetais adaptadas a diferentes condições ambientais. Esse processo, que remonta séculos de evolução biológica e cultural, pode ser ameaçado pela adoção de sementes geneticamente modificadas - não mais de propriedade dos agricultores, suas famílias e suas comunidades. Mas sim das empresas que as produzem e, em geral, costumam transformar pequenos agricultores e agricultoras em reféns de suas práticas comerciais.

Muitas vezes, profissionais vinculados à indústria agroquímica invisibilizam ou desqualificam a valorização, disseminação e troca das sementes nativas, também conhecidas como sementes crioulas. Mas essas sementes, resultantes de milhares de anos de co-evolução, são um verdadeiro patrimônio genético! Elas guardam em si a possibilidade de diversificar nossa matriz alimentar e, assim, garantir mais segurança e soberania às futuras gerações - independentemente dos humores imprevisíveis do comércio internacional de insumos agrícolas.

Preservar, disseminar e cultivar sementes nativas ou crioulas é enriquecer a diversidade de nossos agroecossistemas. Portanto, é uma prática incentivada pela agroecologia, pela produção orgânica e por suas variantes. É exatamente o contrário do que se pratica na agricultura convencional, que pode cair na armadilha de se tornar cada vez mais dependente de sementes patenteadas por entidades privadas, sem contar que esse processo de homogeneização biológica caminha na direção contrária ao discurso da valorização da biodiversidade.

É claro que, do ponto de vista tecnológico, devemos celebrar os avanços da ciência. As técnicas de transgenia têm-se refletido em imensos ganhos civilizatórios em vários ramos da pesquisa clínica, por exemplo. Entretanto, quando aplicadas ao campo da agricultura, a adoção de sementes transgênicas produzidas e monopolizadas por grandes corporações têm se revelado uma grave ameaça à independência e à soberania de agricultores e agricultoras. No Brasil, segundo dados da consultoria Céleres para o ano de 2017, as sementes transgênicas estavam em 93,4% da área total onde são produzidos soja, milho e algodão. Não deixa de ser irônico: tais sementes estão na terra, mas nos rótulos dos alimentos sua menção é ainda considerada tabu pela indústria agroquímica, que, por alguma razão, empreende grandes esforços no sentido de esconder esta informação do consumidor.

"Alimentos orgânicos não podem garantir a segurança alimentar da população mundial"

E por acaso os alimentos produzidos em sistemas convencionais garantem tal segurança? Não. Hoje, qualquer estudioso sabe que o problema alimentar do mundo não está neste ou naquele método produtivo. E sim nas variáveis políticas e econômicas entranhadas nas dinâmicas internas dos sistemas agroalimentares.

Testemunhamos dois paradoxos. Enquanto já produzimos calorias suficientes para alimentar uma população global de 10 bilhões de pessoas, ainda falamos em fome e desperdício. E, ainda que a agricultura moderna tenha atingido patamares invejáveis de produtividade, os extremos simbolizados pela desnutrição e pela obesidade jamais foram tão alarmantes.

Para os estudiosos da agroecologia, portanto, compreender as mazelas do sistema agroalimentar contemporâneo é uma tarefa que transcende a mera comparação entre índices de produtividade de diferentes sistemas. Repensar nosso modelo de produção agropecuária é um atraente convite para repensarmos múltiplas dimensões de nosso modelo civilizatório.

"Alimentos orgânicos exigem maiores áreas de plantio para produzir as mesmas quantidades observadas na agricultura convencional, resultando portanto em maiores taxas de desmatamento em cenários de conversão agroecológica de grandes áreas"

Trata-se de uma meia verdade que esconde uma forma de cegueira voluntária. A agricultura convencional, hoje, é altamente produtiva. Para chegarmos a esse patamar, foram necessárias décadas de estudos, pesquisas científicas, investimentos por parte de grandes corporações, incentivos fiscais e arranjos políticos desde os primórdios da chamada Revolução Verde, na década de 1960.

Pergunta: e se o mesmo entusiasmo político, econômico, corporativo e científico fosse destinado ao desenvolvimento de tecnologias para a produção agroecológica, será que esse argumento ainda faria sentido? A resposta é, provavelmente, um sonoro 'não'. Ainda assim, mesmo diante de um contexto desfavorável em termos de políticas públicas e investimentos, a agricultura de base ecológica mostra incontestáveis sinais de que, sim, ela é provavelmente capaz de suprir demandas locais e globais de alimentos de modo muito mais equilibrado do ponto de vista socioambiental.

Um conhecido estudo liderado pelo biólogo David Pimentel, da Cornell University, já demonstrou há mais de uma década que a produtividade de sistemas orgânicos é apenas ligeiramente menor ou, em certas condições, pode ser muito similar à observada em sistemas convencionais. Em 2017, dados publicados na Nature Communications trouxeram novas perspectivas a esse debate. Foram analisados cenários climáticos e populacionais para o ano de 2050. E o artigo conclui que a agricultura orgânica pode suprir a demanda mundial por alimentos — desde que integrada a um sistema agroalimentar eficiente e bem elaborado. Em outras palavras, isso será possível se revermos nossos padrões de consumo de carne e demais produtos de origem animal (o que, em termos éticos e climáticos, seria um grande avanço).

Outra ponderação: se por um lado a agricultura orgânica pode demandar maiores áreas de plantio em certos casos, também é verdade que as práticas agroecológicas podem de fato recuperar áreas já degradadas pela agricultura convencional. Portanto, é deveras simplista argumentar que cultivos orgânicos demandam mais território -- sem considerar a capacidade regenerativa dos sistemas agroecológicos, especialmente quando vinculados ao manejo agroflorestal. Além disso, novamente citando o estudo da Nature Plants, produtividade por hectare é apenas um entre tantos critérios se queremos entender a eficiência de um determinado sistema produtivo. E se considerarmos variáveis sistêmicas como qualidade do solo, otimização energética, manutenção da biodiversidade, promoção de serviços ecossistêmicos, redução da poluição hídrica e atmosférica ou redução de riscos ocupacionais e ambientais oriundos do uso de agrotóxicos? Nesse caso, os métodos produtivos de base orgânica ou agroecológica são evidentemente mais adequados às demandas sociais e ambientais de nosso tempo.

 


Nutrição e saúde: Os 10 melhores alimentos para o ser humano comer!

Se alimentar bem é uma garantia de qualidade de vida, afinal, quando ingerimos os nutrientes necessários para o bem-estar, todos os nossos sistemas (imunológico, respiratório, circulatório, cardiovascular, digestivo...) funcionam da maneira correta. A nutricionista Thaís Leopoldo separou os alimentos que são indispensáveis para a saúde de todos os seres humanos. Confira!

10 alimentos essenciais para nossa saúde

1 - Ovo: É um dos alimentos mais utilizados em receitas, saboroso, prático e barato. "Dentre os nutrientes essenciais para a boa saúde que são encontrados no ovo, destacam-se o ácido fólico, a proteína, o zinco, o ferro, o manganês e o potássio, por exemplo. Ao contrário dos alimentos ricos em gorduras saturadas, o ovo apresenta uma concentração de gorduras totais em torno de 5 gramas, sendo que destes, apenas 1,5 grama é de gordura saturada", explica a profissional.

"Em outras palavras, o consumo regular de ovo não é prejudicial à saúde (claro, desde que você evite a versão frita do alimento)", completa.

2 - Alho: Um dos temperos mais presentes nas nossas preparações, o alho é benéfico e cheio de nutrientes: "É uma alimento riquíssimo e vitaminas do complexo B, A, C e E. Minerais como ferro, iodo e cromo, compostos ativos como alicina, por exemplo. Ele possui substâncias com potencial antimicrobiano, antiviral e anticoagulante. Também possui ação diurética, expectorante, antifúngico, antiespasmódico, vasodilatador, imunoestimulante e broncodilatador", analisa Thaís Leopoldo.

3 - Maçã: Saborosa, suculenta e saudável, a fruta é extremamente benéfica para o nosso corpo. "Por conter um alto teor de fibras, a maçã ajuda a regular o intestino garantindo menos estresse sobre o reto. O antioxidante quercetina, encontrado na maçã, foi identificado por pesquisadores como especialmente capaz de fortalecer o sistema imunológico. Essa propriedade da maçã já é há séculos reconhecida pela sabedoria popular, que sempre afirmou a capacidade da maçã de evitar as mais variadas doenças", indica a nutricionista.

"Além disso, a fruta é capaz de ajudar a proteger o coração de doenças cardiovasculares e na casca da maçã são encontrados elementos capazes de prevenir que as gorduras se solidifiquem dentro das artérias", reitera.

4 - Cúrcuma: Também conhecido como açafrão, ela é altamente nutritiva e ajudará a tornar o nosso organismo saudável, livre de enfermidades: "Por possuir uma grande ação anti-inflamatória da curcumina, a cúrcuma tem o poder de ajudar no processo de emagrecimento a diminuir a quantidade de gordura corporal. É um desintoxicante natural do fígado, ajuda na prevenção de melanoma, além de ser antisséptico e antibacteriano natural, sendo muito utilizado para desinfetar cortes e queimaduras", explica a especialista.

5 - Couve: Um dos vegetais verde-escuros mais conhecidos, a couve deve estar presente quase que diariamente na nossa alimentação saudável: "A couve é muito utilizado em dietas por ser pobre em calorias. Também é rica em minerais como ferro, cálcio e vitaminas A e complexo B, sendo excelente para combater problemas digestivos como constipação e indigestão por também ser rica em fibras. Fonte de glicosinolatos, que são fitoquímicos naturais como ação desintoxicante", ressalta Dra. Thaís.

6 - Limão: Seja no suco, como tempero e até na sobremesa, o limão é versátil e saboroso, encaixando em diversos momentos da nossa alimentação. "É uma fruta riquíssima em vitamina C, importante para um bom funcionamento do sistema imunológico. Também é fonte de cálcio, magnésio, ferro, cobre e iodo que equilibram o nosso organismo. O suco do limão podem ajudar a aliviar sintomas de indigestão e constipação por conter uma grande quantidade de fibras, além de ajudar a alcalinizar o sangue", analisa a nutricionista.

7 - Lentilha: Da mesma família do feijão, a lentilha é rica em proteínas e fibras alimentares, substâncias ideais para nosso bem-estar: "Por ser composta de fibras insolúveis ajuda na absorção de gordura ingeridas. Atua na tensão pré-menstrual, por conter uma substância chamada lignanas, que tem uma ação parecida ao hormônio feminino, como estrogênio que ajuda a diminuir os sintomas de TPM. Além de possuir cálcio, responsável por produzir hormônios importantes para fortalecer os ossos" indica a profissional.

8 - Canela: É uma das especiarias mais antigas do mundo, de importante atuação no nosso organismo: "Possui uma propriedade antioxidante poderosa. Além de auxiliar no controle de insulina de diabéticos e pré-diabéticos. A canela impulsiona a atividade do cérebro e, portanto, atua como bom tônico. Ajuda na eliminação de perda nervosa da tensão. Estudos mostraram que cheirar canela pode impulsionar a função cognoscitiva da memória, o funcionamento de certas tarefas e aumenta a vigilância e concentração", reitera.

9 - Alecrim: A erva é conhecida por ser um alimento completo. De aroma peculiar, o alecrim pode estar presente em sucos, molhos, sopas e águas aromatizadas. Segundo Thaís Leopoldo, é um alimento com propriedades antifúngicas e anti-inflamatórias, além de ser um relaxante muscular e cicatrizante. Por ser rico em vitaminas do complexo B e minerais como ferro e cálcio, seu consumo atua também na prevenção da anemia, no fortalecimento e desenvolvimento de ossos e músculos.

10 - Quinoa: Chama de superalimento, por ser fonte de diversos nutrientes para o nosso corpo, as substâncias encontradas no "pseudo cereal" atuam no nosso organismo de uma forma geral. Rica em proteínas, ela atua em prol da saúde cardiovascular, prevenindo infarto, derrames, por exemplo. Beneficia os músculos, tornando-os saudáveis e fortes, além de ser fonte de ômega 3, um ácido-graxo responsável pela saúde do cérebro e do coração.


Efeitos da poluição na saúde são semelhantes ao do fumo, diz estudo

Diversos estudos já mostraram que a poluição do ar está ligada ao aumento de casos de diabetes, problemas cardíacos e até maior risco de desenvolver demência.

Agora, em um novo estudo, pesquisadores das instituições University of Washington, Columbia Univerty e University of Buffalo, dos Estados Unidos, concluíram que a poluição do ar, especialmente causada pelo ozônio no nível do solo, tem feito aumentar o desenvolvimento de enfisema pulmonar.

 Publicada no periódico JAMA, a pesquisa demonstrou que o aumento dos níveis de ozônio no nível do solo pode estar conectado ao aumento de problemas pulmonares.

Como o estudo foi feito:

  • Os médicos das três universidades acompanharam um grupo multirracial acompanharam por 18 anos (entre 2000 e 2018) um grupo de sete mil pessoas em seis cidades metropolitanas dos EUA: Chicago, Winston-Salem, North Carolina, Baltimore, Los Angeles, St. Paul, Minnesota e Nova York.
  • Participantes vieram de dois grupos de estudo dos EUA: o MESA (Multi-Ethnic Stucy of Atherosclerosis) e Air and Lung, financiados pelo National Heart, Lung, and Blood Institute.
  • Os médicos aplicaram métodos de avaliação à exposição de poluentes no ar na casa dos participantes dos estudos, coletando medidas detalhadas ao longo dos anos tanto da vizinhança em que eles moravam quanto das regiões metropolitanas.
  • Eles então realizavam ao menos uma tomografia computadorizada por ano nos participantes. Em alguns casos, eles também optavam por fazer testes respiratórios para medir a velocidade de inspiração e expiração.
  • O resultado é que, se o nível de ozônio do ambiente estiver maior do que a média, os habitantes têm maior risco de desenvolver enfisema pulmonar. O resultado é equivalente ao de pessoas que fumam um maço de cigarro por dia durante 29 anos.
  • O estudo ainda determinou que os níveis de ozônio estão aumentando no país, em parte por causa das mudanças climáticas. As médias anuais dos níveis de ozônio nas áreas estudadas estavam entre 10 e 25 ppb (partes por bilhão).

Por que isso é importante?

Além de corroborar a tese de que a poluição ambiental é extremamente prejudicial ao corpo humano e responsável por causar inúmeras doenças, a pesquisa também demonstra os efeitos específicos causados pela exposição de longo prazo ao ozônio.

Enquanto a maioria dos poluentes transportados pelo ar está em declínio pelo sucesso de medidas preventivas para reduzir essas substâncias no ar, os níveis de ozônio estão aumentando. O ozônio no nível do solo é produzido principalmente quando a luz ultravioleta reage com os poluentes produzidos pelos combustíveis fósseis.

De acordo com os médicos que desenvolveram o estudo, as doenças crônicas de pulmão estão aumentando nos EUA, inclusive entre os não-fumantes. Por isso, acreditam, é importante entender o que está causando essas doenças. Comum e difícil de ser evitada, a poluição parece ser um fator importante nesse cenário.

O estudo ainda adiciona mais dados às crescentes evidências de ligação entre poluição e enfisema. Um melhor entendimento do impacto dos poluentes nos pulmões pode nos levar a formas mais eficientes de prevenir e tratar essa doença, acreditam os cientistas.


Novo estudo mostra que carne branca também aumenta os níveis de colesterol

Contrariando o senso comum, comer carne branca pode ter os mesmos efeitos no colesterol do que quando ingerimos carne vermelha. É o que diz um estudo recente publicado no American Journal of Clinical Nutrition.

Conduzido por cientistas do Children's Hospital Oakland Research Institute(CHORI), a pesquisa surpreendeu os estudiosos ao mostrar que um alto consumo de carne vermelha ou branca resultou em níveis de colesterol similares e mais altos do que nos pacientes que consumiram uma dieta baseada apenas em plantas.

Mais que isso, os médicos perceberam que, independente da fonte de proteína consumida, os níveis de colesterol LDL continuavam altos se a dieta no geral fosse rica em gordura saturada. A pesquisa não incluiu na análise dietas com peixe ou carnes processadas (como bacon e linguiça).

Como o estudo foi feito?

  • Foram recrutados 113 homens e mulheres com idade entre 21 e 65 anos, com IMC de peso normal ou sobrepeso;
  • Eles primeiro foram submetidos a uma dieta simples de duas semanas para testar se seriam capazes de seguir uma dieta controlada;
  • Depois foram divididos em dois grupos: dieta rica em gordura saturada versus dieta pobre nesse macronutriente;
  • Em seguida, esses grupos foram mudando as fontes de proteína em suas respectivas dietas, consumindo primeiro carne vermelha por quatro semanas, ficando entre duas e sete semanas na dieta normal e depois retomando a dieta anterior mas com carne branca por mais quatro semanas. Depois de outro intervalo, foram mais quatro semanas com a dieta sem carne;
  • Eles perceberam que nas dietas com carne vermelha e branca o colesterol LDL estava mais alto do que quando a carne era retirada, independentemente da dieta ser rica ou pobre em gorduras saturadas de modo geral.

O que isso significa?

O consumo de carne vermelha está sob ataque nos últimos anos principalmente após diversas organizações, incluindo a OMS (Organização Mundial da Saúde), afirmarem que o excesso desse alimento traz danos à saúde e pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares. Acreditava-se, até então, que a carne branca era uma opção mais saudável.

O novo estudo, no entanto, indica que a restrição ao consumo de carne no geral, seja ela branca ou vermelha, é mais recomendável para auxiliar na redução dos níveis de colesterol. A análise ainda mostrou que uma dieta rica em proteínas de plantas ou de fontes que não sejam carne (como ovos, leite e legumes) é a que apresenta o melhor resultado nesse quesito.

No entanto, ele foi feito com poucas pessoas, portanto deve ser considerada uma evidência preliminar e mais estudos precisam ser feitos.


Exercícios físicos garantem qualidade de vida a idosos

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que, em 2050, a população mundial com idade superior a 60 anos chegue a dois bilhões, representando um quinto da população mundial. Com o aumento da estimativa de vida vem um grande desafio: como envelhecer saudável?

Além de uma alimentação adequada para a faixa etária, ter uma rotina de exercícios impacta no bom funcionamento do organismo. A prática de atividade física na terceira idade é importante para reduzir os danos causados pelo tempo, como o enfraquecimento dos músculos, perda de equilíbrio, perda de agilidade e flexibilidade e de resistência muscular. "O exercício físico com orientação de um educador físico para essa idade faz com que essas capacidades físicas melhorem para que eles venham a ter uma qualidade de vida melhor", explica o educador físico, Ayslan de Araújo, do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe e vinculado à Rede Ebserh.

E com todas essas alterações físicas devido à idade, os idosos sofrem bastante, principalmente quando se trata do seu nível de autonomia e da independência, o que pode implicar em dificuldades na realização de atividades da vida diária, levando a total incapacidade funcional. "Esse indivíduo vai treinar para melhorar as capacidades físicas, seu desempenho no sexo, no trabalho, nas atividades que ele gosta de fazer, na prática do lazer e nos afazeres diários como pegar objetos e atividades em casa", comenta Araújo.

Segundo o educador físico, os idosos devem escolher como atividade física uma caminhada, subir e descer escada ou exercícios com a supervisão de um profissional. "O exercício físico independente da condição do indivíduo, seja ele saudável ou com um tipo de doença associada. É importante ter orientação de um profissional da área sempre, mas na terceira idade, esse acompanhamento se torna muito mais importante devido a capacidade física dessa faixa etária", ressalta o especialista.

Além disso, nessa idade, muitas pessoas sentem a necessidade de um convívio com mais pessoas, e a prática do exercício físico pode muito bem ser um dos melhores remédios contra a depressão e outras doenças. "É justamente nesses momentos que podemos oferecer os benefícios sociais envolvendo exercícios em grupos, com atividades lúdicas para que eles não se sintam excluídos socialmente. Além disso, a prática regular de uma atividade física produz endorfinas, serotonina, hormônios proporcionam a sensação de bem-estar", comenta.

Prevenção de doenças

Como envelhecer é um processo que ocorre aos poucos, quanto mais cuidar da saúde física e mental, menores serão as chances de ter doenças crônicas, aquelas doenças que necessitam de um acompanhamento por maior tempo, como diabetes, hipertensão, entre outras. "O exercício físico na terceira idade ajuda a prevenir e a combater essas doenças e evitar doenças do coração", conta o educador.

A recomendação da OMS é que, a partir dos 65 anos, seja uma atividade física moderada, de preferência em grupo, no mínimo três dias por semana e em intensidade que varia de acordo com as condições de saúde e de mobilidade de cada pessoa. De forma geral, por semana, são suficientes 150 minutos de atividade moderada ou 75 minutos de atividade intensa. Para todas as idades, vale a lembrança de que o aumento do tempo de atividade física potencializa os resultados.


Porções exageradas em restaurantes podem contribuir para a obesidade

Pratos servidos à la carte, mesmo se saudáveis, às vezes são mais calóricos de que fast-food. E, consumidos com frequência, fazem as pessoas ganharem peso.

Precisamos dar mais atenção ao tamanho das porções de comida servidas em restaurantes. Um estudo realizado por uma equipe internacional, que contou com o apoio da Fapesp, atesta que porções exageradas são comuns em estabelecimentos do Brasil – e mundo afora.

A investigação, publicada no periódico científico British Medical Journal, mediu as calorias de 111 refeições populares escolhidas aleatoriamente de restaurantes à la carte ou fast-food das cidades de Ribeirão Perto (no interior de São Paulo, Brasil), Pequim (China), Kuopio (Finlândia), Acra (Gana) e Bangalore (Índia).

Os dados foram comparados com um estudo anterior da Universidade de Tufts, que fez algo similar em estabelecimentos de Boston, nos Estados Unidos.

O resultado mostrou que 94% das refeições à la carte e 72% dos pratos servidos em fast-foods continham mais de 600 calorias – o consumo energético máximo por refeição recomendado pelo sistema de saúde da Inglaterra (NHS).

“Uma parcela da população pode estar confundindo fome com vontade de comer. Esse estudo mostra que, para combater a obesidade, é preciso também olhar para esses excessos”, disse Vivian Suen, do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, e uma das autoras do levantamento.

Exceto na China – que apresentou pratos menos calóricos que nos outros países –, o consumo das porções servidas em restaurante fornecia entre 70% e 120% das necessidades calóricas diárias para uma mulher sedentária (2 mil calorias). Não é pouco.

“Não levamos em conta, nesse estudo, o modo de preparo e a composição nutricional dos pratos. O fato é que, pelos restaurantes pesquisados, há uma parcela da população que está comendo muito”, explicou Vivian. Ou seja, a refeição pode até conter vários alimentos saudáveis, mas, se contar com porções enormes, ainda assim vai engordar.

Embora indique que, na média, as refeições de restaurantes fast-food possuem menos calorias (809) que as servidas à la carte (1 317 kcal), o estudo está longe de ser uma defesa dos preparos rápidos.

“Isso só mostra que, enquanto prestamos atenção em fast-food com campanhas para alimentação saudável, que são muito positivas, estamos deixando de lado fatores importantes, como o tamanho das porções”, ponderou Vivian.


Você pode estar consumindo quase o dobro de sal do que deveria

Uma pitadinha de sal é capaz de realçar o sabor de qualquer alimento, até mesmo os doces. Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, produzido pelo Ministério da Saúde, o sal é um exemplo de produto alimentício fabricado pela indústria e extraído da própria natureza. Sendo um dos temperos mais básicos antigos da culinária, seu papel principal é tornar a preparação mais saborosa e agradável ao paladar.

Para que seu efeito seja benéfico, o sal precisa ser utilizado com moderação. Na medida certa, ele é capaz de garantir deliciosas refeições. Enquanto o excesso pode causar diversos problemas de saúde, como insuficiência renal, AVC (Acidentes Vasculares Cerebrais) e hipertensão.

É justamente sobre o consumo de sal por parte da população brasileira que trata um estudo inédito feito pela Pesquisa Nacional de Saúde, em 2013 e 2014, e conduzida pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Os dados foram obtidos a partir de análises biológicas (sangue e urina) extraídas de 9 mil brasileiros. Segundo os resultados desses exames laboratoriais, os brasileiros consomem, em média, 9,34 gramas de sal por dia. Valores que correspondem a quase o dobro do recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde), que é de 5 gramas.

O estudo mostrou ainda homens e jovens estão entre os que mais consomem sal, mas apesar desse destaque, o consumo é elevado de forma generalizada na população brasileira, abrangendo todas as faixas etárias e níveis de escolaridade.

O risco de uma pitada extra

A pesquisadora da Fiocruz e coordenadora técnica da pesquisa, Célia Landmann Szwarcwald, reforça que o consumo excessivo de sal é um dos indicadores mais preocupantes, visto que ele está associado à hipertensão, causa direta e indireta de várias outras doenças crônicas, como as cardiovasculares e renais.

A redução do sal na alimentação tem potencial para diminuir uma grande fração de mortes prematuras e aumentar, consideravelmente, a expectativa de vida saudável na população brasileira, explica Célia.

Xô, ultraprocessados!

Salsicha, biscoito, chocolate, macarrão instantâneo, salgadinho chips, refrigerante: alimentos ultraprocessados são cheios de cores e sabores que os tornam superatraentes. Mas saiba que é exatamente essa a intenção da indústria alimentícia.

Segundo o Guia Alimentar, é comum que os ultraprocessados apresentem alto teor de sódio, por conta da adição de grandes quantidades de sal, necessárias para estender a duração dos produtos e intensificar o sabor, ou mesmo para encobrir sabores indesejáveis oriundos de aditivos ou de substâncias geradas pelas técnicas envolvidas no ultraprocessamento.

Além do sódio, eles muitas vezes são ricos em açúcares, gorduras e calorias. O problema é: esses produtos são hiperpalatáveis, ou seja, extremamente saborosos e capazes de "viciar". O formato em que eles são comercializados também é um problema, pois reduz nossa percepção da quantidade consumida, o que favorece a ingestão excessiva e consequentemente o desenvolvimento de doenças como diabetes, doenças cardiovasculares e câncer.

Prefira opções caseiras

Criar seu próprio tempero pode, além de garantir uma melhor qualidade nutricional, adicionar um sabor ainda mais especial aos seus pratos. Aposte nem misturas de sal com orégano, manjericão, alecrim ou qualquer outra erva aromática seca.

Reveja seus hábitos

Evitar adicionar sal às comidas prontas, tirar o saleiro da mesa, medir a quantidade de sal com uma colher de chá ao invés de acrescentar pitadas a olho nu, estar atento aos rótulos dos alimentos, descascar mais e desembalar menos são exemplos de pequenas atitudes que, incorporadas aos seus hábitos, podem reduzir significativamente seu consumo de sal.


Afinal, chocolate faz bem ou mal ao coração?

Páscoa chegando e é quase impossível não se deparar com os ovos e produtos a base de chocolate que invadem as prateleiras de supermercados, padarias, lojas especializadas e até a internet. Quem navega pelas redes sociais é atingido nesta época do ano quase que diariamente por uma foto que desperta o paladar e a vontade de comer o doce. Mas chocolate faz bem para a saúde? E para o coração, traz riscos ou benefícios?

Ao que tudo indica, temos um aliado!

Um relatório apresentado pela Associação de Cardiologia dos Estados Unidos afirma que o chocolate ajuda a reduzir os riscos de ataque cardíaco e diminui a tendência de aderência das plaquetas na parede das artérias e obstrução dos vasos sanguíneos. Novas pesquisas também sugerem que o doce a base de cacau pode baixar a pressão arterial e o colesterol, prevenir o diabetes e melhorar a saúde dos vasos sanguíneos.

Há ainda um estudo de Harvard, publicado na revista HEART, que aponta que uma ou mais porções diárias de chocolate amargo reduz em 16% o risco de fibrilação atrial (batimentos descompassados e na maioria das vezes acelerados), tipo mais comum de arritmia cardíaca.

Flavonoides, um ponto a favor

Uma possibilidade para explicar essa relação benéfica é a presença significativa de flavonoides no chocolate - ou melhor, no cacau. Os flavonoides (compostos bioativos do grupo dos polifenóis encontrados em uma variedade de frutas e vegetais) têm poder antioxidante e ajudam, por exemplo, a baixar a pressão arterial, melhorar o fluxo sanguíneo para o cérebro e o coração, prevenir coágulos sanguíneos, combater o dano celular, além de estarem associados com a diminuição de inflamações e aumento do bom colesterol.

Porém, vale destacar: nem todos os chocolates encontrados no mercado são ricos em flavonoides. Isso porque a maioria dos produtos vendidos por aí são altamente processados, o que significa que grande parte dos flavonoides se perdem nesse caminho.

E se a quantidade de flavonoides não estiver descrita na embalagem, vale a regra: quanto maior o teor de cacau da barra, melhor é para a sua saúde. Sendo assim, prefira o chocolate amargo, que geralmente tem mais cacau e, portanto, mais flavonoides que o chocolate ao leite - além de menos gordura saturada também.

Quanto consumir?

Embora os estudos estejam cada vez mais próximos de confirmar esses benefícios do chocolate para a saúde, em especial ao coração, é importante ressaltar que o consumo deve ser em pequenas quantidades, uma vez que o chocolate contém gordura saturada e é rico em calorias proveniente do açúcar, que, em excesso, podem trazer efeitos muito nocivos à saúde, como o ganho de peso e outros problemas metabólicos.

Por isso, como praticamente tudo que consumimos, vale a regra: moderação! Existem maneiras de incluir o chocolate na alimentação mantendo as calorias e gorduras sob controle. Busque orientação, avalie os rótulos e procure a opção mais saudável.

Ainda não podemos comemorar...

Sabe-se que há a necessidade de mais pesquisas voltadas para o assunto, porque ao mesmo tempo em que o chocolate pode ajudar na saúde também traz riscos, principalmente para aquelas pessoas que já possuem problemas cardiovasculares, em que há a necessidade de evitar o produto.

A realidade, portanto, é que os pesquisadores e cientistas não chegaram ainda num consenso e conclusão dessa relação direta entre o chocolate e a saúde do coração. Ainda não está efetivamente claro porque o chocolate apresenta os efeitos descritos nessas pesquisas, apenas possibilidades e hipóteses. Também não se sabe qual seria a quantidade ideal a ser consumida para alcançar os benefícios desejados. Portanto, nesta Páscoa, nada de abusar na quantidade de chocolates, ok? Comer com consciência e prazer é a melhor opção.