Comer uma maçã por dia faz bem? Descubra os benefícios dessa fruta

Uma das frutas mais conhecidas e consumidas no mundo, a maçã faz parte especial na nossa vida. Além de ser fonte natural de importantes nutrientes, que proporcionam o bem-estar do organismo, cientificamente é comprovado que o seu consumo, uma vez por dia, prolonga consideravelmente a nossa qualidade de vida! Entenda como essa fruta atua em prol da saúde e veja as vantagens de comê-la na rotina.

Um provérbio inglês diz: "Consumir uma maçã por dia mantém o médico distante". Não é para menos, essa fruta é rica em fibras alimentares, vitaminas, minerais e propriedades anti-inflamatórias que, segundo a nutricionista Sheila Basso, transformam o alimento em um poderoso aliado para a saúde. Segundo a profissional, a composição nutricional da maçã se torna responsável por tornar o nosso intestino saudável, controlar os níveis de colesterol e fortalecer o sistema imunológico:

"O aspecto mais positivo da maçã é que ela oferece poucas calorias e concentra grande quantidade de vitaminas do complexo B, C e E, potássio, muitas fibras e substâncias antioxidantes que atuam beneficamente reduzindo o risco de doenças. Mas, é importante dizer que os benefícios multiplicam-se quando a casca da fruta é ingerida, pois é nela que se concentram em maior quantidade as substâncias ativas", explica a profissional.

Conheça 7 benefícios de consumir uma maçã por dia

1 - Reduz os riscos de diabetes: As fibras alimentares encontradas na fruta, ajudam a equilibrar e retardar a absorção de glicose no organismo, diminuindo o risco do desenvolvimento de diabetes. Já para os diabéticos, de acordo com a nutricionista, podem consumir sem restrição, já que o açúcar presente na fruta é a frutose, absorvido de forma mais lenta pelo organismo.

2 - Previne o envelhecimento precoce: Por ser rica em propriedades antioxidantes, tanto na polpa como na casca, o consumo diário da maçã atua combatendo as ações dos radicais livres, proporcionando uma pele bonita e saudável, além de proteger o nosso organismo de diversas doenças.

3 - Ajuda a saúde bucal: Segundo a Dra. Sheila Basso, morder e mastigar a fruta, estimula as gengivas e aumenta a produção de saliva, diminuindo o número de bactérias na boca e evitando as cáries. "Isso não quer dizer que ela limpe os dentes de forma adequada, a boa escovação sempre é necessária", analisa a profissional.

4 - Favorece o emagrecimento: As fibras presentes principalmente na casca da maçã, ajudam a proporcionar saciedade, diminuindo a fome e favorecendo a perda de calorias. Além disso, as fibras alimentares contribuem para o desenvolvimento da massa magra, quando aliamos a prática de atividade física.

5 - Cérebro saudável: O consumo regular da maçã melhora a nossa capacidade cerebral, reduz os riscos de desenvolver o Alzheimer ou um AVC (acidente vascular cerebral), por exemplo. Além de atual em prol da memória e melhorar o funcionamento do sistema nervoso central, isso se dá pela presença do ácido fólico e das vitaminas do complexo B e C.

6 - Previne complicações respiratórias: Os poderoso agentes antioxidantes encontrados na maçã, atuam diariamente protegendo os pulmões e melhorando a nossa capacidade respiratória. A fruta também pode diminuir as crises de asma e outras doenças crônicas.

7 - Protege a garganta e a voz: Ficar rouco ou ter dores de garganta é mais comum do que a gente pensa e não só para quem trabalha arduamente com a voz. A fruta possui ação adstringente, que ajuda na limpeza da garganta e da faringe, beneficiando e facilitando a projeção da voz.

Natural, suco e até vinagre: As diversas formas de consumo da maçã

Além de poder fazer parte de bolos, tortas, compotas e geleias, o consumo da maçã é extremamente versátil e todos eles podem agregar os benefícios para sua saúde. Em sua forma in natura, a maçã deve ser sempre bem lavada e consumida com casca. Também pode ser consumida através de sucos, fazendo parte de outras composições e misturas de frutas. Já o vinagre de maçã é uma ótima alternativa para temperos de saladas, trazendo sabor e muitos nutrientes.


Especialista orienta sobre hábitos que podem ajudar a equilibrar a saúde mental

Quando o assunto é saúde, é comum ligar esse termo ao corpo, no entanto a psicóloga e gerente de Saúde Mental da Secretaria de Saúde de Palmas (Semus), Dhieine Caminski, explica que dar atenção ao seu estado psicológico é fundamental para o equilíbrio mental.

Os transtornos mentais acometem, em algum momento da vida, ao menos 20% da população mundial. São casos de depressão, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno bipolar, esquizofrenia, ansiedade, anorexia, dentre outros. Mas, manter a mente em equilíbrio pode evitar algumas dessas patologias, a psicóloga Dhieine Caminski explica que mudanças simples de hábitos podem ajudar a manter a saúde mental em dia.

De acordo com ela, “estabelecer uma rotina ajuda corpo e mente a viver em equilíbrio. O cérebro se acostuma com as tarefas e responsabilidades quando elas são organizadas, e isso evita estresses desnecessários. A mente consegue relaxar melhor quando você sabe que tem a maioria das suas tarefas sob controle”.

Em tempos em que as pessoas vivem vidas duplas, entre a realidade e as redes sociais, a orientação da especialista é que a escolha seja pela vida real. “As redes sociais ajudam na comunicação entre pessoas que estão longe, mas distancia as que estão próximas e ainda transmitem uma falsa realidade. Pesquisas mostram que redes sociais são nocivas à saúde quando usadas em excesso e podem até causar depressão e ansiedade”, destaca.

Outra dica valiosa da psicóloga é relaxar mais nos momentos de lazer, o que ajuda muito a colocar os pensamentos em ordem e aproveitar cada momento ao máximo, seja no trabalho ou momento de lazer.

Corpo são, mente sã

 

Conforme ela, dormir bem é fundamental “tanto a falta quanto o excesso de sono são prejudiciais e podem ser um dos fatores causadores de problemas como estresse, ansiedade e até depressão. Por isso, tente descansar à noite, leia um livro, ouça uma música ou faça qualquer atividade de relaxamento, de modo a introduzir o sono, o ideal é dormir de 6 a 8 horas por noite”, explica.

 

Fazer, no mínimo, 30 minutos de exercício físico diariamente ajuda a manter a oxigenação do cérebro em dia. Além disso, favorece a produção de endorfina, substância responsável pela sensação de bem-estar, que contribui diretamente para a boa saúde mental.

 

Assim como qualquer parte do corpo, o cérebro tem substâncias químicas que podem entrar em desequilíbrio e causar problemas como depressão, síndrome do pânico e muitas outras. “Por isso, é importante procurar ajuda quando julgar necessário e ir em busca do seu equilíbrio mental com o auxílio de um médico ou psicólogo”, finaliza.


Doença de Crohn e colite ulcerativa: como os fungos afetam sua saúde?

As conexões entre diferentes partes do corpo humano estão cheias de surpresas, mas aqui está uma que você pode não ter considerado: será que o que provoca a caspa também contribui para seus problemas digestivos?

Esse é um mistério que os cientistas estão tentando desvendar com a pesquisa sobre os fungos que vivem no intestino. As bactérias que colonizam esse órgão vêm sendo normalmente o foco científico há mais de uma década, mas os fungos estão começando a receber mais atenção.

Por enquanto, esses estudos descobriram conexões entre fungos e várias doenças crônicas, incluindo a doença de Crohn e a colite ulcerativa. Como é típico na ciência médica, uma explicação simples (A causa B, que pode ser curado por C) é pouco provável.

Mas o potencial para melhorar a vida de centenas de milhares de pacientes - e para descobrir processos complexos que nunca percebemos estarem na raiz dessas doenças - fez do campo fúngico algo tentador para pesquisadores médicos.

"É uma parte interessante da ciência", disse David Underhill, da cadeira de pesquisa de doenças inflamatórias intestinais no Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles. "Acredito que nos próximos cinco anos, certamente dez, desenvolveremos uma compreensão diferente dessa área."

A equipe de Underhill está investigando as ligações entre fungos no intestino e doenças intestinais inflamatórias como a de Crohn.

Os pesquisadores começaram a se interessar em estudar o microbioma quando avanços na tecnologia do DNA facilitaram a identificação de microrganismos no corpo humano. Trabalhos anteriores, disse Underhill, se dedicaram principalmente às bactérias, porque há muito mais delas em nosso corpo, em comparação com qualquer outro tipo de organismo.

Há trilhões de bactérias no trato digestivo, e cerca de cem espécies diferentes. O número de fungos é de centenas de milhares, com apenas algumas espécies diferentes. Durante anos, os fungos receberam pouca atenção científica.

Agora, com nossa compreensão do microbioma bacteriano mais bem estabelecida, os pesquisadores se voltaram para os fungos, o que alguns chamam de micobioma. Ficou rapidamente evidente que esses organismos desempenham um papel distinto na nossa saúde.

Um dos principais fungos na pesquisa de Underhill é o Malassezia. Embora seu nome seja pouco conhecido, você está cheio dele.

O fungo é onipresente no corpo humano saudável e coloniza a pele logo após nosso nascimento. Para algumas pessoas, o Malassezia no couro cabeludo cria uma irritação que provoca a caspa.

Mas também aparece dentro de nosso corpo, no trato digestivo. Recentemente, Underhill e seus colegas publicaram um estudo na revista "Cell Host & Microbe", que sugere uma ligação entre o Malassezia no intestino e a doença de Crohn.

Os indivíduos com Crohn apresentavam concentrações elevadas de Malassezia nas paredes intestinais, enquanto pacientes saudáveis não tinham quase nenhuma. Os pesquisadores demonstraram então que bastava adicionar esse tipo de fungo ao intestino - pelo menos, em camundongos - para exacerbar a inflamação observada na doença de Crohn.

Esse trabalho se soma um crescente conjunto de evidências ligando os fungos às doenças inflamatórias intestinais. Já em 2010, os pesquisadores relataram que medicações antifungos ajudaram pacientes com doença inflamatória intestinal a entrar em remissão. Em 2012, descobriu-se que o Malassezia em particular estava associado a esse tipo de doença.

Em 2016, pesquisadores na França publicaram um estudo que mostrou que as populações de fungos de pessoas com problemas intestinais eram extremamente diferentes das de pacientes saudáveis.

"São peças pequenas que estamos juntando", disse Mathias Lavie-Richard, microbiologista do Instituto Micalis, na França, e coautor desse estudo.

E já começou a corrida para fazer essas conexões e adicioná-las ao crescente corpo de evidências. Os achados poderiam beneficiar centenas de milhares de pessoas.

A doença de Crohn, por exemplo, é comumente tratada com drogas anti-inflamatórias conhecidas como inibidores do Fator de Necrose Tumoral (TNF, na sigla em inglês). Mas esses tratamentos só são eficazes para cerca de 60 por cento dos pacientes, de acordo com a Fundação de Crohn e Colite.

As drogas também são caras: o medicamento anti-TNF Humira pode chegar a custar quase US$ 38 mil por ano, dependendo do seguro-saúde do paciente.

A ligação entre a doença de Crohn e o Malassezia levanta a possibilidade - ainda não comprovada - de que algo tão simples quanto um medicamento antifúngico genérico poderia garantir alívio: livre-se dos fungos, livre-se da inflamação. Underhill e seus colegas estão chegando aos ensaios clínicos agora, apenas uma das muitas equipes ansiosas para testar a ideia.

Cientistas em Montreal desenvolvem um ensaio clínico semelhante, com o tratamento tendo início em alguns meses, de acordo com Martin Laurence, pesquisador e criador do Projeto Malassezia, que acompanha a pesquisa publicada sobre esse organismo em particular.

Não foram ligadas ao micobioma apenas as doenças inflamatórias intestinais. Um estudo publicado no ano passado mostrou que a alteração da composição dos fungos do intestino em camundongos acentuou os sintomas da asma. Algumas evidências sugerem uma ligação entre infecções fúngicas e câncer de próstata.

"A tecnologia melhora a cada ano; está cada vez mais eficiente na identificação de organismos e de seu papel na doença e no processamento de sintomas", afirmou o dr. J. Curtis Nickel, urologista da Universidade Queen's, no Canadá.

Nickel é coautor de futuras pesquisas que sugerem ligações entre o Malassezia e a cistite intersticial, uma condição crônica e dolorosa da bexiga.

Ele disse que o próximo passo para muitos pesquisadores é investigar como esses fungos interagem e são afetados por outros organismos que vivem a seu lado.

"Eu, pessoalmente, suspeito que exista uma interação entre todos os diferentes fungos, bactérias e vírus. Uma população insalubre desses organismos exacerba uma doença e talvez até mesmo - este é o próximo passo - seja a causa dela. Mas ainda não chegamos lá", disse Nickel.

Embora estejam longe de declarar que os fungicidas são a panaceia para doenças intestinais, os cientistas estão otimistas com novas pesquisas sobre o micobioma, que poderão ajudar a resolver os mistérios que cercam essas doenças inflamatórias e até mesmo oferecer novas formas de tratamento.

"Quando você fala sobre essa pesquisa para as pessoas que têm essas doenças, é como uma nova luz. É uma nova esperança", disse Lavie-Richard.


Uveíte também deixa os olhos vermelhos, mas é mais grave que conjuntivite

Na maioria das vezes, ao perceber os olhos avermelhados e uma maior sensibilidade à luz, automaticamente relacionamos esses sinais à conjuntivite. De certa maneira, pensar nesse diagnóstico não está errado, mas acontece que existe outra doença —mais grave— que pode estar por trás desse sintoma: é a uveíte.

O problema se dá por conta de uma inflamação no chamado tecido uveal, que é composto pela íris, corpo ciliar e coróide. E as causas para o problema são diversas. Desde agentes infecciosos, como toxoplasmose (uma das principais causas da uveíte no Brasil), sífilis, tuberculoses etc, ou por conta de alguma doença autoimune.

Muitas vezes, a inflamação dos olhos acompanha ou até acontece antes da manifestação de algumas doenças, como por exemplo a artrite idiopática juvenil (antes chamada de artrite reumatoide), doenças reumáticas e intestinais nos adultos, dentre outras.

Além dos olhos vermelhos

A uveíte, assim como a conjuntivite, tem como primeiro sintoma a vermelhidão ocular, porém na conjuntivite não se observa sinais de inflamação intraocular, e sim somente na conjuntiva. Além disso, a uveíte não é contagiosa e apresenta outros sintomas frequentes, como dor ocular, visão turva, sensibilidade à luz e manchas escuras que flutuam no campo visual, também conhecidas como moscas volantes.

E para chegar ao diagnóstico da doença, primeiramente, é feita uma anamnese (conversa entre o médico e o paciente), após isso, são realizados exames oftalmológicos, assim como testes complementares feitos em laboratórios e exames de imagem, se necessários.

Tratamento diverso

São diversas as formas de tratar a uveíte. Isso porque a terapia é direcionada à causa da doença. No caso de infecções, utiliza-se medicação específica contra o agente causador (antibióticos, antivirais etc). Naqueles casos cuja causa é autoimune, são usados medicamentos como corticoides, imunomoduladores, imunossupressores e, mais recentemente, uma classe de drogas denominada modificadores da resposta biológica.

E para controle da inflamação, o uso do corticoide na forma de colírio, ou via oral, tem sido a base do tratamento.

Recentemente, foi incorporado ao SUS (Sistema Único de Saúde) um medicamento que pode contribuir na terapia contra a uveíte. Muito utilizado no tratamento de outras doenças, como a artrite idiopática juvenil, o remédio, que tem como substância principal a chamada adalimumabe, é um modificador da resposta biológica que age sobre a inflamação nas uveítes não infecciosas, além de ser recomendado para pacientes adultos que não estejam respondendo corretamente ao tratamento com corticoide.

Tem cura?

Quando a doença é do tipo infecciosa, uma vez tratada corretamente, pode evoluir com cura. No entanto, existem doenças como a toxoplasmose que podem voltar mesmo tendo sido tratada. Se isto ocorrer, a terapia deve ser reintroduzida em cada episódio de recidiva.

Já nas uveítes autoimunes, mesmo após o tratamento da crise aguda da doença, é necessário o tratamento e o acompanhamento por um tempo mais prolongado para ter certeza que a doença está controlada. A terapia deve ser levada muito a sério, afinal de contas, a uveíte pode causar cegueira de forma irreversível.

Por isso, ao detectar vermelhidão nos olhos que não diminuem, o primeiro passo é procurar um oftalmologista imediatamente.


10 dicas simples sobre saúde e bem-estar

Segue abaixo 10 dicas simples sobre saúde e bem-estar que, a princípio, podem parecer sem importância, mas são essenciais para a promoção da saúde e prevenção de várias doenças.

  1. Ter o hábito de lavar as mãos quando chegar em casa e antes das refeições

Esse alerta não serve apenas para as crianças. Adultos, por favor, precisamos dar o exemplo. Um dos lugares do corpo onde acumulamos mais bactérias são as mãos. Portanto, o simples gesto de lavar as mãos com sabonete, antes de manipular qualquer alimento, pode prevenir doenças infecciosas. Lembre-se também de que o hábito de lavar as mãos quando chegar da rua, seja em casa ou no trabalho, é uma eficaz prevenção da gripe e resfriados.

  1. Lavar as mãos após usar o banheiro

Pode acreditar que em pleno século XXI ainda tem gente que não lava as mãos com sabonete após usar o banheiro. Essas pessoas provavelmente não sabem que podem causar doenças não apenas nelas próprias, mas em todos ao redor, visto que as bactérias se espalham por contato como um simples aperto de mão.

  1. Não manipular alimentos prontos (cozidos, assados, etc.) junto com alimentos crus

Principalmente as carnes, pois há um alto risco de contaminação cruzada (transferência de micróbios patogênicos causadores de doença de um alimento normalmente cru, para outro alimento). Portanto tenha uma tábua para cortar carne crua e outra para cortar carne cozida ou assada no caso do churrasco, por exemplo.

  1. Não descongelar alimentos à temperatura ambiente

Há duas maneiras seguras para se descongelar alimentos: na geladeira ou no micro-ondas. “Se você não vai usar os alimentos imediatamente, pode simplesmente passar do freezer para a geladeira e deixá-los descongelando. Mas alimentos descongelados no micro-ondas devem ser cozidos ou preparados imediatamente após o descongelamento”.

A zona de temperatura entre 5℃ e 60℃ é conhecida como “zona da temperatura de risco”, pois permite uma rápida proliferação de bactérias, com algumas que produzem toxinas que não são eliminadas pela temperatura do cozimento. Portanto, alimentos cozidos ou perecíveis, como comida japonesa, devem ficar à temperatura ambiente por no máximo 2 horas.

  1. Não conversar enquanto prepara seu prato no restaurante self service.

Quando falamos, rimos, cantamos, sopramos, etc., automaticamente expelimos partículas de saliva que podem cair nos alimentos. Essas partículas contêm bactérias que contaminam os alimentos que muitas pessoas irão comer. Portanto, o ideal é deixar para bater papo quando estivermos à mesa.

  1. Ter o hábito de ler rótulos dos alimentos antes de comprar.

O grande problema não é consumir alimentos industrializados, mesmo porque isso, hoje em dia, está cada vez mais comum, e sim consumir alimentos industrializados com alto teor de sódio, açúcar, gordura, etc. Sempre verifique quais os primeiros ingredientes informados no rótulo, pois eles aparecem em quantidades decrescentes. Se for comprar um chocolate amargo, que é melhor para saúde por ter maior quantidade de cacau do que de leite e açúcar, por exemplo, verifique se o primeiro ingrediente é massa de cacau. Se for açúcar, não é um chocolate amargo! Assim como os pães e biscoitos integrais. Observe se o primeiro ingrediente da lista é realmente a farinha de trigo integral. Os “sucos” de caixinha também têm maiores quantidades de açúcar, água, conservantes e um percentual bem pequeno de néctar da fruta, ou seja, deveria ser proibido serem comercializados como suco de fruta.

  1. Higienizar as frutas, antes de comer, mesmo as que você não vai comer a casca

As cascas das frutas estão cheias de bactérias. Quando cortamos a fruta, as bactérias de fora vão para dentro do alimento. Por isso a importância de lavar as frutas e hortaliças com cascas, nem que seja em água corrente, para eliminar as bactérias e não contaminar o alimento. NÃO lavar os alimentos com sabão. O ideal é usar o hipoclorito de sódio (03 gotas para 1 litro de água) ou deixar de molho por alguns minutos em vinagre (1 colher para 1 litro de água).

  1. Lavar latas dos alimentos antes de consumi-los

Assim como os alimentos com casca, as latas ou caixas de alimentos como leite, leite condensado, creme de leite, lata de sardinha, etc., devem ser lavados antes de abertos para não contaminar o conteúdo interno. Diferente das cascas dos alimentos, estes podem ser lavados com água e sabão.

  1. Preferir toalha de papel a pano de prato

Tanto para enxugar as mãos quanto para enxugar a louça. O ideal é não enxugar a louça e sim deixar secar naturalmente. O pano de prato só é recomendado, se tiver bem seco e higienizado, e se for trocado todos os dias. Quando os panos estão úmidos, após o uso, podem chegar a ter cerca de 1 milhão de micro-organismos a mais do que a tampa de um vaso sanitário.

  1. Cobrir os alimentos prontos para evitar que moscas ou outros insetos pousem

Moscas podem carregar até 351 tipos de bactérias diferentes. Acho que não precisa dizer mais nada.

Que essas dicas sejam úteis, lembradas e utilizadas no nosso dia a dia. São preciosos “segredos” para nos prevenir de muitas doenças infecciosas.


Dificuldade em engordar: 8 dicas para ganhar peso sem comprometer a saúde

Provavelmente, você já ouviu a expressão ser "magro de ruim" para se referir a uma pessoa que mesmo comendo bastante não engorda. E apesar de causar inveja em muita gente, estar abaixo do peso gera desconfortos com a aparência em algumas pessoas e, em certos casos, pode estar associado a problemas de saúde.

Mas, quando alguém é considerado muito magro? Uma forma de avaliar é por meio do Índice de Massa Corporal (IMC), que é uma medida obtida dividindo o peso pela altura ao quadrado. Pessoas com IMC abaixo de 18,5 são consideradas muito magras, porém possuir um IMC abaixo de 16 indica uma magreza excessiva ou grave.

Vale ressaltar que a magreza não é sinônimo de saúde. Quem está abaixo do peso deve realizar um check-up para garantir que está tudo bem com o organismo. Em muitos casos, essas pessoas não estão recebendo as vitaminas e nutrientes essenciais de que o corpo necessita. Há várias condições que podem causar a magreza em excesso ou a facilidade para perder peso. Entre elas, destacam-se os distúrbios alimentares como anorexia e também doenças como diabetes, hipertireoidismo, infecções ou câncer.

Agora, se está tudo bem com sua saúde e sua dificuldade de engordar ocorre devido a questões genéticas ou hábitos alimentares ruins, não adianta sair comendo tudo o que vê pela frente para engordar. É claro que é preciso consumir mais calorias do que se gasta. No entanto, ingerir "calorias vazias" —como doces, frituras, refrigerantes, bebidas alcoólicas, entre outras guloseimas — não nutre o corpo e ainda pode levar a problemas como diabetes, colesterol e triglicérides alterados.

Para engordar de forma saudável é fundamental seguir algumas estratégias e não comprometer o bem-estar do organismo. Veja os detalhes a seguir.

  1. Inclua mais proteína na dieta

As proteínas são indispensáveis ao corpo humano, pois além de contribuírem como fonte energética, são responsáveis pelo crescimento muscular e pela manutenção do organismo. Suas fontes mais ricas são os ovos, o leite, o queijo e as carnes de todos os tipos, porém a melhor opção são as mais magras, grelhadas ou assadas. Enquanto as leguminosas são as melhores fontes de proteína vegetal. Outras fontes vegetais incluem castanhas e nozes. Aumentar o consumo de proteínas leva a um ganho de peso saudável e sustentável.

  1. Fracione as refeições

É importante manter a rotina de fazer três refeições principais por dia —café da manhã, almoço e jantar — e dois lanches intermediários. Dessa forma, aumenta-se a ingestão calórica, dividindo as refeições em maior número.

Não é recomendado ficar longos períodos sem se alimentar e é preciso manter o hábito de fazer pequenos lanches entre as refeições. Mas, é importante escolher alimentos saudáveis para esses lanchinhos. Prefira alimentos ricos em fibras, com proteína magra, pães integrais ou frutas, por exemplo.

  1. Invista em atividades físicas

As pessoas magras também precisam se exercitar. A atividade física ajuda a desenvolver massa muscular e consequentemente gera um aumento no peso saudável. Além disso, a prática de atividade física aumenta a disposição e até mesmo a fome. Há várias opções de atividade, mas para quem busca ganhar peso, os exercícios de força, como musculação, são os mais indicados.

Mas é importante começar devagar. Uma pessoa sedentária, por exemplo, precisa começar com treinos mais leves, focados em repetições, com mais resistência para depois investir nos treinos de hipertrofia (aumento da massa muscular). É importante sempre ter a orientação de um profissional durante o treino. A atividade física ajuda a ganhar massa muscular e não apenas gordura, além de contribuir com um estilo de vida mais saudável e na diminuição do estresse.

  1. Não se esqueça das gorduras boas

As gorduras consideradas boas são essenciais para o metabolismo e a manutenção de funções fisiológicas como a síntese de hormônios, e contêm micronutrientes indispensáveis para o ganho de peso. Elas são fontes de energia, além de ajudarem na absorção de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K).

Priorize as gorduras insaturadas, presentes em alimentos como azeite, amendoim, abacate, peixes, sementes de linhaça e chia, castanhas, nozes e amêndoas, entre outros.

  1. Alie-se aos carboidratos certos

Os carboidratos complexos são fundamentais para o funcionamento do organismo e trazem muitos benefícios para a saúde. É importante evitar os carboidratos processados, que são menos nutritivos e sempre que possível optar por fontes naturais desse macronutriente. Por isso, vale investir em arroz, pão integral, quinoa, aveia e também alimentos como feijão, lentilha e batata-doce, por exemplo.

  1. Fique longe do cigarro

É importante manter os hábitos saudáveis mesmo sendo uma pessoa magra, e por isso, é necessário ficar longe do cigarro. Sabe-se que a nicotina ajuda a diminuir o apetite por meio da ativação de um grupo específico de neurônios no cérebro. Além disso, fumar aumenta as chances do surgimento de outras doenças como câncer.

  1. Evite junk food

É necessário ficar longe de fast foods para controlar a ingestão de sódio e evitar o consumo de alimentos processados e ultraprocessados. A recomendação é consumir com bastante moderação frituras e açúcar refinado. Esses alimentos podem até engordar, mas são pobres em nutrientes e levam ao aumento do colesterol ruim.

  1. Mantenha uma rotina e vá devagar

A maneira mais segura de ganhar peso é mudar os hábitos de forma lenta e seguindo sempre um objetivo. Todos os dias, o corpo queima naturalmente as calorias consumidas e é importante comer um pouco mais de fontes de energia e criar o hábito de ter "excedente" para ganhar peso e músculos saudáveis.

 


Apendicite: diagnóstico precoce evita o agravamento da saúde

Dores ao redor do umbigo, enjoo, falta de apetite, febre e anormalidade no funcionamento do aparelho digestivo, podem ser os sintomas da apendicite. A inflamação atinge o apêndice, um órgão que fica localizado no lado direito do intestino grosso e que muitas vezes é dito como vestigial, ou seja, que não tem uma função específica.

Na maioria dos casos, a apendicite é provocada pela obstrução do canal que liga o apêndice ao intestino grosso. Não existe uma causa única para isso acontecer, pode ser por fragmentos de fezes que impacta no aumento da pressão ou ainda quando o tecido linfoide aumenta, causando uma obstrução no órgão.

 Não há nenhuma comprovação da prevenção da apendicite, por isso é importante estar atento aos sinais, ressalta Fernando Mello, cirurgião do aparelho digestivo e profissional do Hospital Universitário Lauro Wanderley em João Pessoa. ''Não existe nenhuma mudança alimentar ou de hábito de vida que possa prevenir um episódio de apendicite", explica o médico.

A apendicite precisa ser diagnosticada o mais rápido possível. Isso porque, ela se desenvolve rapidamente e, se houver demora no diagnóstico, há um grande risco de a infecção se espalhar pela corrente sanguínea, causando uma infecção generalizada. O tratamento pode ser feito com cirurgia, com a remoção do apêndice, ou com uso de antibiótico. Foi o que aconteceu com a enfermeira, Tainara de 23 anos que conta que começou a sentir uma leve dor do lado direito da barriga. ''No começo eu achava que não era nada demais, fiquei por dias sentindo dores abdominais achando que era normal, quando me vi, já estava com infecção generalizada, fiquei internada por 8 dias com dreno para drenar todo líquido inflamado, tomando antibiótico e passei por cirurgia'', relata.

Se a cirurgia não for realizada em tempo hábil, a apendicite pode pôr em risco a vida do paciente. "Qualquer pessoa que chegue a unidade de saúde com esses sintomas, a gente deve rapidamente pensar em apendicite e investigar", alerta o cirurgião do Hospital Universitário Lauro Wanderley em João Pessoa.


Hábitos saudáveis podem atrasar em até 10 anos o câncer e as doenças do coração, mostra estudo

Pesquisa divulgada em periódico médico britânico avaliou dados de 111 mil pessoas acompanhadas por duas décadas.

Hábitos saudáveis podem dar às mulheres dez anos "extras" de vida sem câncer, problemas no coração ou diabetes tipo 2.

Para os homens, o benefício de uma rotina sem cigarros, com uma dieta balanceada e exercícios regulares pode chegar a 7 anos a mais livres dessas doenças.

Comer duas maçãs por dia melhora saúde cardiovascular, diz estudo

As conclusões fazem parte de uma pesquisa assinada por 13 cientistas e publicada nesta semana no periódico médico britânico BMJ.

O levantamento foi feito sobre duas bases de dados, uma americana e outra britânica, que compilam informações sobre cerca de 111 mil indivíduos acompanhados por duas décadas.

Para Frank Hu, da Escola de Saúde Pública de Harvard, um dos autores, o estudo traz "uma mensagem positiva para as pessoas".

"Melhorando seus hábitos cotidianos, elas podem ganhar não apenas mais anos de vida, mas bons anos, com qualidade."

O que são hábitos saudáveis?

Os dados mostram quantos dos participantes, quando completavam 50 anos, se encaixavam em pelo menos quatro de cinco critérios:

- Nunca havia fumado;

- Seguiam uma dieta balanceada;

- Faziam pelo menos 30 minutos de atividade física de moderada a intensa todos os dias;

- Tinham Índice de Massa Corpórea (IMC) entre 18,5 e 24,9;

- Não consumiam mais de uma taça pequena de vinho por dia, no caso das mulheres, ou de 500 ml de cerveja, no caso dos homens.

As mulheres que se encaixavam em quatro dos cinco critérios viveram em média 34 anos sem o surgimento de câncer, problemas cardiovasculares, como ataque cardíaco ou derrame, e diabetes tipo 2 ? dez anos a mais do que as mulheres que estavam fora desse grupo.

Já os homens com hábitos considerados saudáveis viveram 31 anos em média livres dessas doenças, sete anos mais que os colegas que não se encaixavam nos critérios.

Por que existe uma diferença entre homens e mulheres?

A disparidade entre os gêneros pode ser explicada pelo fato de que as mulheres, em geral, já vivem mais que os homens.

Homens que fumavam mais de 15 cigarros por dia e homens e mulheres obesos (com IMC superior a 30) estavam entre os perfis que apresentaram menor expectativa de vida, ainda de acordo com o estudo.

Para ambos os sexos, um estilo de vida mais saudável não apenas reduziu o risco de aparecimento das três doenças, mas também aumentou as chances de sobrevivência nos casos em que elas foram diagnosticadas.

Por que o estudo se concentrou nessas três áreas?

Câncer, doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2 são os males que mais acometem as pessoas à medida que envelhecem. E são também as que têm maior relação com os hábitos dos pacientes.

Pesquisas mostram que obesidade e sobrepeso, por exemplo, estão ligadas a 13 tipos diferentes de câncer, incluindo o de mama, de intestino, de rim, de fígado e de esôfago.

A Cancer Research UK, instituição sem fins lucrativos baseada no Reino Unido e dedicada à pesquisa do câncer, calcula que quatro em cada 10 casos da doença podem ser prevenidos com mudanças no estilo de vida dos pacientes, como diminuir o consumo de carne processada, aumentar a ingestão de fibras e proteger a pele dos raios ultra-violetas.

Como se trata de um estudo de observação, as conclusões não implicam uma relação causal, ou seja, que os hábitos saudáveis sejam diretamente responsáveis pelo atraso no aparecimento das doenças.

Ele aponta uma correlação.

Além disso, está baseado em informações fornecidas pelos próprios participantes ? sobre os hábitos alimentares e de exercícios, peso e altura ? e que, por isso, podem não ser rigorosamente precisos.

A pesquisa procurou ainda levar em conta outros fatores além dos hábitos cotidianos, como o histórico médico familiar dos participantes, etnia e idade, que também podem ter tido impacto nos resultados.


Infarto não escolhe idade

Durante muito tempo, os indivíduos com menos de 50 anos pouco ou nada se preocupavam com um "fantasma" chamado infarto agudo do miocárdio. Havia o conceito de que o indivíduo jovem poderia até morrer de uma forma acidental, mas não de uma doença que era sinônimo de cabelos brancos e rugas no rosto.

Ledo engano! As mudanças culturais e epidemiológicas da população, que visivelmente repaginaram a figura do homem moderno, trouxeram à baila um novo perfil de adulto jovem —indivíduo muito estressado, com muitas responsabilidades financeiras e profissionais, que se alimenta mal e que não se cuida rotineiramente.

A tragédia estava então mais do que anunciada, espreitava-se um desfecho absolutamente desfavorável: a população jovem começou a morrer em larga escala por infarto agudo do miocárdio.

A fisiologia cardíaca ensina que, quando ocorre entupimento de uma artéria coronária, vaso sanguíneo responsável pela irrigação do músculo cardíaco, o provimento de fluxo ainda assim pode ser satisfatório, graças a existência de pequenos vasos sanguíneos colaterais. Simplificando, quando existe circulação colateral no coração, as pessoas podem suportar e inclusive sobreviver a ocorrência de um infarto miocárdico.

Eis o fulcro do problema. A circulação colateral demanda tempo para se constituir no músculo cardíaco e desempenhar o fundamental papel de compensar eventuais entupimentos arteriais. Demandar tempo implica em longevidade, em maior quantidade de anos de vida com qualidade associada.

Assim, dentre as escassas desvantagens da juventude, pode-se destacar a insignificante quantidade de circulação colateral no coração.

Essa é a causa mais determinante do infarto agudo do miocárdio em indivíduos com menos de 50 anos. O aspecto mais agravante é que, na população jovem, o infarto miocárdico costuma ser fulminante, ou seja, mata nas primeiras horas, sem muitas possibilidades de salvamento ou tratamento complementar.

Algumas medidas podem ser adotadas, visando confrontar esta nefasta realidade de elevadas taxas do infarto miocárdico fulminante em indivíduos jovens. A primeira medida é jamais abandonar a prática regular de exercícios físicos.

E aqui vai uma dica relevante —exercício físico não implica necessariamente em estar frequentando regularmente uma academia. Todos nós podemos e somos capazes de criar opções saudáveis de exercícios na rotina diária, como por exemplo substituir o carro pela caminhada ou bicicleta, utilizar mais as escadas do que elevadores e realizar atividades que agreguem a movimentação corpórea e o relaxamento mental. Todo este esforço é válido, uma vez que a regularidade da atividade física promove incremento na circulação colateral do coração.

A segunda medida essencial, para induzir a formação de vasos colaterais, requer cuidados com a alimentação diária, evitando o consumo exagerado de gorduras saturadas, gorduras trans e alimentos ricos em açúcares refinados. Considerando que muitos alimentos e suas propriedades antioxidantes têm sido indicados para longevidade saudável, é interessante procurar profissionais que possam orientar acerca destes conceitos nutrológicos.

Contudo, somente manter a prática regular de atividade física e alimentação equilibrada podem não garantir resultados ótimos, se alguns hábitos deletérios forem mantidos. Neste contexto, é mandatório enfatizar que a população jovem consome demasiadamente álcool, fuma desenfreadamente e muitas pessoas ainda acrescentam, a esta maléfica rotina de vícios, o consumo de drogas ilícitas.

Sendo assim, os indivíduos jovens precisam tomar uma decisão —buscar a longevidade saudável, sendo mais produtivos intelectualmente ou verdadeiramente sucumbir a limitação biológica de seus corações, encerrando precocemente seu ciclo produtivo. Que o bom senso prevaleça, permitindo que os indivíduos jovens valorizem a vida e a força motriz da juventude.


Consumo de chá pode prevenir depressão, aponta pesquisa com chineses idosos

O consumo diário consistente de chá previne os sintomas da depressão constatou um recente estudo que envolveu dados de mais de 13 mil chineses idosos. Na divisão por idade e sexo, os pesquisadores constataram que a associação entre beber chá e sintomas menos depressivos só era significativa entre homens na faixa de 65 a 79 anos.

O trabalho está publicado no BMC Geriatrics, uma revista de acesso aberto que publica artigos científicos. Feng Qiushi, professor associado da Sociologia da Universidade Nacional de Cingapura que liderou a equipe, é cauteloso diante desses resultados e sugere que novos estudos sejam realizados.

Ao analisar os dados de 13 mil chineses envolvidos na Pesquisa Longitudinal Saudável e Longevidade Chinesa (CLHLS), que abrange o período de 2005 a 2014, a equipe liderada por Qiushi levou em consideração idade, sexo, residência, escolaridade, estado civil e tipo de aposentadoria dos idosos. Os pesquisadores consideraram ainda o estilo de vida e as condições de saúde antes de calcular seus resultados, identificando se os idosos fumavam ou consumiam álcool, eram ativos e qual a condição cognitiva dos participantes. Calcularam até mesmo o engajamento social deles.

O consumo de chá não foi a única variável relacionada à menor presença de sintomas depressivos: vida urbana, nível de escolaridade, estado civil, adequação econômica, melhor saúde e envolvimento em atividades sociais também se relacionavam a sintomas menos depressivos.

O consumo de chá é maior entre os homens que vivem nas cidades e tem maior escolaridade. Os bebedores de chá tendem a fumar e beber, mas tem um melhor funcionamento físico e cognitivo e são mais envolvidos socialmente.

Conclusão: “Beber chá consistente e frequente pode efetivamente reduzir o risco de sintomas depressivos para idosos chineses. A promoção do estilo de vida tradicional de beber chá pode ser uma maneira econômica para o envelhecimento saudável da China.” A pesquisa sobre os dados chineses vai agora distinguir os diversos tipos de chá, na tentativa de identificar o que funciona mais contra a depressão.

Resultados similares já tinham sido identificados em outra pesquisa de menor escala, realizada em 2017. Feng Lei, professor assistente no departamento de medicina psicológica da Universidade Nacional de Cingapura e sua equipe publicaram um artigo no Journal of Prevention of Alzheimer’s Disease.

O estudo longitudinal envolveu 957 idosos chineses com 55 anos ou mais descobriu que o consumo regular de chá reduz o risco de declínio cognitivo em idosos em 50%, enquanto portadores do gene APOE e4 (geneticamente propensos a desenvolver a doença de Alzheimer) podem experimentar uma redução do risco de comprometimento cognitivo em até 86%.

Os benefícios a longo prazo do consumo de chá se devem aos compostos bioativos nas folhas de chá que tem potencial anti-inflamatório e antioxidante e outras propriedades bioativas que podem proteger o cérebro de danos vasculares e neurodegeneração.