Alimentos vão pesar mais no bolso do consumidor em 2018, diz FGV

Os preços dos alimentos foram o “grande assunto” de 2017 nos indicadores de inflação, e 2018 “começa do zero” nesse item, segundo André Braz, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

A  FGV revelou que o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 0,74% em dezembro, ante aumento de 0,80% em novembro, fechando o ano com deflação de 0,42%. Foi a menor variação anual do índice desde 2009, quando o IGP-DI registrou queda de 1,43% no ano fechado.

O IGP-DI é uma das versões dos índices da FGV que medem o aumento de preços, nesse caso, ele registra a inflação de preços desde matéria-primas e industriais até bens e serviços finais.

Em dezembro, o IGP-DI apontou aceleração nos preços dos alimentos. No atacado, o grupo “alimentos in natura” saiu de uma deflação de 4,24% em novembro para um recuo de 1,87% em dezembro. Já os “alimentos processados” passaram de uma alta de 0,39% em novembro para um avanço de 1,01% em dezembro.

Segundo Braz, o movimento se deve a fatores sazonais e deverá chegar aos consumidores deste mês em diante. Um exemplo é o preço de bovinos no atacado, que saíram de recuo de 1,33% em novembro para alta de 2,92% em dezembro.

A elevação contaminou o preço da carne bovina, também no atacado, que passou de queda de 0,44% para alta de 2,04%.

Para o pesquisador, o comportamento dos preços de alimentos ano passado deve ser analisado de forma associada com o que ocorreu em 2016. A queda de 2017 “queimou a gordura” criada com a alta de 2016.

“Agora, 2018 começa do zero”, afirmou Braz, destacando algumas pressões inflacionárias, como reajustes nos preços de defensivos agrícolas, fertilizantes e óleo diesel, que marcarão a elevação dos custos na agricultura neste ano.

Braz destacou ainda que o grupo Alimentação do IPC-DI, que mede os preços ao consumidor, registrou deflação de 0,48% em 2017. Isso reforça a expectativa de deflação nos preços dos alimentos também no IPCA, índice oficial, que será informado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Árvores contribuem para infância feliz em meio a brincadeiras e descobertas

A sabedoria popular defende que para que o ser humano tenha uma vida completa é preciso que “plante uma árvore, escreva um livro e tenha um filho”. Se levado em consideração o sentido literal, das três missões, sem dúvida a mais fácil é plantar uma árvore, já que até mesmo os pássaros a fazem com muita sabedoria e maestria, ao distribuir sementes que, quando germinadas, se tornam frondosas espécies de árvores. Nossa relação com elas, as árvores, pode ser considerada íntima, já que algumas infâncias já foram profundamente marcadas pelas brincadeiras, as aventuras de escalada, balanço, esconde-esconde, à sombra ou em torno das árvores frutíferas, como mangueiras, cajueiros, jamelão, seriguela e tantas outras.

Como parte das ações concretas em busca por uma cidade mais sustentável e melhor para a população e ainda para incentivar essa relação tão saudável, de diversão ao ar livre, a Prefeitura de Palmas lançou em setembro deste ano o projeto Pé de Sombra, que irá plantar 36 mil mudas de árvores nativas e frutíferas no período chuvoso, de novembro de 2017 a maio de 2018.

Com essa ação, em breve, o costume de ter crianças e até famílias reunidas sob uma bela árvore, brincando e se movimentado poderá ser resgatado. E histórias como a da aposentada Cunegundes Coelho de Arruda, 77 anos, se repetirem. A idosa se orgulha de saborear direto do pé frutos fresquinhos de espécies plantadas por ela, sendo manga, acerola, ata (pinha), maracujá, araçá, coco, limão, lima, mexerica, cacau e algumas espécies ornamentais. Mesmo morando na cidade de Fortaleza do Tabocão, cerca de 170 km de distância de Palmas, a orgulhosa avó, aguarda com muita expectativa a visita da netinha Ana Luíza Campelo Benevides, de 7 anos, que mora em Palmas com os pais, para repassar suas experiências com as espécies e incentivar a paixão na sua jovem descendente.

E o propósito tem surtido efeito. Apesar de fazer parte de uma geração vidrada em tecnologia, Ana Luíza prefere mesmo é brincar ao ar livre, sempre que tem a chance. A ida à casa da avó é sempre muito aguardada. “Lá tem muito espaço e posso brincar bastante nas árvores, mesmo minha avó ficando de olho para eu não me machucar”, explica a garota.

Ela garante que não gosta quando as pessoas cortam as árvores, porque acaba com a sombra e ainda tira o lar dos animais. “Muito ruim quando destroem a natureza. Não gosto quando matam as árvores, pois elas são nossas amigas e só fazem bem”, defende a pequena que acrescenta: “Aqui em Palmas eu sempre passeio com minha mãe em lugares que posso aproveitar e brincar nas árvores, adoro o Parque Cesamar, que tem muitas árvores, e até na Praia da Graciosa e do Caju. Lá na Praça do Bosque eu também me divirto bastante”, conta a pequena.

Quem também é consciente de seu papel no mundo e defende as árvores com unhas e dentes é o pequeno Pedro Miguel Dias de Brito Xerente, de 6 anos, filho da agrônoma Thalyta de Sousa Dias, 33 anos. “Minha preocupação é de educar meu filho para que ele tenha empatia e saiba cuidar da natureza. Nisso uma grande experiência que está em curso e que tenho certeza que ele lembrará na vida adulta, foi de uma muda que ele ganhou da minha mãe e que fez questão de plantar e acompanhar o crescimento da árvore, plantada no ano passado, no tempo com cerca de 80 centímetros e que hoje já passa de um metro e meio”, explicou a mãe orgulhosa da disposição de Pedro.

“É muito bonito ver esse sentimento que ele tem com a árvore. A cada dois meses vamos ao local para fazer a manutenção, nisso ele rega e verifica o andamento do crescimento a partir da orientação dada por mim”, garantiu Thalyta.

 

Boas lembranças

 

Paralelo às ações diretas de plantio feitas pela Prefeitura, a gestão também incentiva que os moradores sejam agentes transformadores e disseminadores dessas práticas em prol do meio ambiente.

O microempresário Jonas Vieira, de 62 anos, recorda-se de uma majestosa jabuticabeira plantada no quintal de seu já falecido pai, Emídio Vieira, na cidade de Axixá, interior do Estado. “Quando estava carregada era motivo de festa para os netos que aproveitavam para brincadeira na sombra da árvore e ainda saborear o fruto que enchia o tronco a ponto de quase escondê-lo por completo”, lembra.

Apesar de a árvore já não existir mais, as lembranças jamais serão esquecidas e a árvore sempre será associada à presença do patriarca da família. “Ficou aquela sensação boa. Toda vez que vejo jabuticaba vem logo na mente a imagem de meu pai”, recorda-se com saudade.

( Com informações da assessoria de comunicação)


Segundo pesquisa da UFG, o pequi do Tocantins é menos calórico

O pequi, fruta nativa do Cerrado, está presente na vegetação de quase todas as regiões do País. O que pouca gente sabe é que, dependendo da sua origem, ele pode apresentar diferenças nutricionais. Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Goiás (UFG) concluiu que o fruto coletado no Tocantins é o menos calórico e o que contém mais cálcio. Já os pequis coletados no Norte de Minas Gerais e oeste de Mato Grosso apresentam polpa mais gordurosa.

A pesquisa analisou pequis colhidos em Tocantins, Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais. Segundo a responsável pelo estudo e professora da Faculdade de Nutrição da UFG, Maria Margareth Veloso Naves, é raro existir esse tipo de diferença em frutos da mesma espécie. “É mais comum que isso ocorra com micronutrientes, como vitaminas e minerais, e não referentes a lipídios ou proteínas, por exemplo. Mas no pequi identificamos essa peculiaridade”, disse.

De acordo com a pesquisa, três caroços de pequi do Tocantins somam 24 kcal, valor energético duas vezes menor do que o encontrado nos frutos coletados em Goiás e Minas Gerais. Por outro lado, os frutos procedentes do Tocantins possuem teor de cálcio duas vezes maior do que o observado nas polpas dos frutos das outras áreas. Se comparado com  outros frutos nativos como cupuaçu e graviola, a quantidade de cálcio chega a cinco vezes mais.

Mas, ainda conforme a pesquisa, mesmo os pequis do norte de Minas Gerais e oeste de Mato Grosso, que têm maior quantidade de lipídios, podem contribuir para a promoção e manutenção da saúde. Segundo o estudo, 60% dos lipídios do fruto são gorduras saudáveis, que reduzem o risco cardiovascular.

 

Mais coloridos e gordurosos

 

A pesquisa também observou a coloração dos frutos, que varia de acordo com a quantidade de carotenóides. Os pequis coletados no norte de Minas Gerais e Mato Grosso são mais laranja-avermelhados, ou seja, possuem mais dessa substância. Enquanto os frutos procedentes do Tocantins e Goiás têm polpa amarela clara, quase branca. Ao relacionar a quantidade de lipídios com a cor e o teor de carotenóides, a pesquisa concluiu que os pequis gordurosos são também os com coloração mais forte.

O próximo passo do estudo é avaliar os tipos de carotenóides presentes no fruto. “Queremos saber, em cada tipo de polpa, se os carotenóides são antioxidantes, se podem contribuir para retardar o envelhecimento das células, ou se são pró-vitamina A, que protegem a visão”, afirmou Maria Margareth.

 

(Com informações T1 Notícias e Com jornal A Redação)


Quantas horas você deveria dormir para ter um dia mais produtivo?

Dormir muito ou dormir pouco, o que é melhor? Há momentos na carreira e na vida em que, por necessidade ou problemas, a escolha pende para um lado ou para o outro do travesseiro. O fato é que, em termos de "tempo ideal" de sono, uma pessoa adulta necesita de 7 a 9 horas de sono diários para manter seu equilíbrio e, mais ainda, a produtividade em alta.

O dado é da instituição americana National Sleep Foundation, que há alguns anos realizou um estudo para oferece uma orientação sobre o número "certo" de horas necessárias por noite. A pesquisa foi coordenada pelo professor de Harvard, Charles Czeisler, que reuniu um time para analisar centenas de estudos sobre o sono.

As pesquisas já apontavam que a falta de sono causa ganho de peso, depressão e déficit de atenção. Além disso, algumas mostravam que muito sono também seria prejudicial em termos de produtividade. O resultado foi uma tabela completa, que pega desde recém-nascidos até idosos.

Confira a seguir a tabela com o que os pesquisadores consideram a quantidade ideal de sono, dependendo da sua idade.

* Recém-nascidos de até 3 meses: 14 a 17 horas
* Bebês de 4 a 11 meses: 12 a 15 horas
* Crianças de 1 a 2 anos: 11 a 14 horas
* Crianças de 3 a 5 anos: 10 a 13 horas
* Crianças de 6 a 13 anos: 9 a 11 horas
* Adolescentes de 14 a 17 anos: 8 a 10 horas
* Adultos de 18 a 25 anos: 7 a 9 horas
* Adultos: 26 a 64 anos: 7 a 9 horas
* Idosos: a partir de 65 anos: 7 a 8 horas

Segundo o National Sleep Foundation, a falta de sono pode trazer riscos inclusive no curto prazo, por isso é tão importante dormir as horas indicadas. Além disso, para garantir uma boa noite de sono, é importante evitar o consumo de cafeína e álcool horas antes de dormir. Deixar o telefone perto da cama também é contra-indicado. Como dica, os pesquisadores acrescentam que fazer atividades físicas durante o dia pode trazer um sono melhor.


Veja como minimizar efeitos da seca e de fumaça de queimadas

Veja abaixo os problemas mais comuns decorrentes da baixa umidade do ar e das partículas em suspensão dos incêndios florestais e dicas de como reduzir seus efeitos.

Pele – segundo a dermatologista Cristiane Dal Magro, a hidratação da pele deve ser feita com um creme, mas para ser mais eficaz, é importante que ocorra em até três minutos após o banho. “Chamamos essa orientação de dica de ouro da hidratação. É nesse período que a pele absorve melhor os princípios ativos do hidratante.”

Nas peles mais sensíveis, a secura pode causar fenômenos alérgicos, como a dermatite atópica, lembra a dermatologista. “Outro fenômeno relacionado ao tempo seco é o eczema, que gera inflamação e irritação, com formação de placas vermelhas e engrossamento da pele”, diz.

Nariz e olhos – outro efeito da baixa umidade sobre o corpo é o ressecamento das mucosas e dos olhos, diz o médico Maurício Menezes de Souza, que atua na área de clínica médica. “Por causa desse ressecamento, o nariz e os olhos podem ficar irritados. No nariz, como os vasos são muitos superficiais, o ressecamento pode causar sangramento”, explica.

Outra consequência relacionada ao ressecamento da mucosa do nariz é a maior vulnerabilidade a viroses. “Com a umidade natural da parede do nariz, vírus e bactérias aderem e ali morrem. Com a mucosa seca, o nariz perde essa capacidade de filtro”, afirma Menezes. Solução fisiológica pode hidratar os olhos e nariz, aliviando o desconforto.

Pulmão – órgão mais afetado pelas partículas em suspensão provocadas pela fumaça de incêndios. O pneumologista Ricardo Martins diz que não há muito o que fazer. Segundo ele, o excesso de fumaça faz com que a respiração se dê de maneira mais prejudicada, tanto pela redução da concentração de oxigênio, quanto pela competição com outros gases. As pessoas devem evitar dirigir nos horários de pico de trânsito, quando há maior concentração de gases produzidos pelos veículos.

Pessoas que vivem próximas de áreas de incêndios devem fechar janelas, portas e umidificar o ambiente de casa com bacias d’água, toalhas molhadas e equipamentos de umidificação, se possível.

Consumo de líquidos – O clínico Maurício Menezes lembra que a hidratação é fundamental para evitar os transtornos da baixa umidade no corpo. “Existe um equilíbrio de água no nosso organismo. Para mantê-lo, a pessoa deve ingerir de dois a três litros de água pura ou em sucos. A bebida alcoólica não é recomendada para hidratar, porque o álcool inibe o hormônio antidiurético, o que faz com que a água do corpo seja eliminada mais rapidamente.”


Maneiras de diminuir o tédio e perder mais calorias na esteira

Recorrer à esteira é a opção da maioria das pessoas que precisam ou desejam emagrecer. O exercício é uma maneira simples e que funciona, mas muitas vezes acaba se tornando entediante e pode até demorar para dar resultado.

Por conta disso, a revista norte-americana “Women’s Health” listou 5 maneiras de queimar mais calorias diversificando seu treino.

Aprenda a evitar o tédio e perder ainda mais calorias na esteira
Thinkstock/Getty Images

Aprenda a evitar o tédio e perder ainda mais calorias na esteira

1 - Para quem deseja emagrecer, intensidade na hora da corrida é uma regra, mas muitas vezes a frequência cardíaca aumenta o cansaço e não nos permite correr por muito tempo. Por isso, é indicado achar um meio termo. Tente correr de forma intensa durante 30 minutos em alguns dias e no outro caminhar por uma hora.

2 - Intercalar a velocidade da corrida é mais uma forma de queimar calorias e diminuir o tédio. Uma opção é correr mais intensamente durante 2 ou 3 minutos e depois voltar a velocidade inicial, mais tranquila.

3 - Você sabia que inclinar a esteira pode aumentar drasticamente a perda de calorias? Sua velocidade vai diminuir, mas o esforço exigido acelera o processo de emagrecimento.

4 - Tirar alguns dias de descanso para fazer apenas a manutenção do treino evita lesões e diminui o tédio. Por isso, alterne dias de corridas intensas e longas com outros de breves caminhadas.

5 - Ainda segundo a revista, o ideal é misturar exercícios e não ficar somente na esteira. Pesquisas revelam que a melhor forma de perder peso é achar uma combinação de treinos de resistência, intervalos, força e alongamento.

Além das dicas, é importante sempre consultar um educador físico para potencializar seus treinos e conseguir melhores resultados.

 


Veja o que se deve comer antes e depois de fazer exercícios

Quando ciclistas colombianos viajaram à França para competir pela primeira vez no famoso Tour de France, em 1984, levaram consigo um suplemento energético que nunca tinha sido visto naquelas estradas: a rapadura.

Esse alimento chamou tanta atenção que os colegas de outras equipes – e outras nacionalidades –, vendo os colombianos escalarem as montanhas "como se estivessem descendo", começaram a pedir um pedaço dos "tijolos" que eles comiam.

A utilização do açúcar como um aliado dos ciclistas é apenas uma anedota, mas revela uma verdade bem conhecida: alimentação é essencial para os atletas, especialmente porque é a fonte de energia para a competição.

Por isso, é importante saber qual é a melhor maneira de se alimentar na hora de fazer um exercício.

"O equívoco mais comum é acreditar que, para melhorar fisicamente, deve-se parar de comer", disse à BBC Mundo, serviço em espanhol da BBC, o treinador esportivo Jesus Madrid Mateu, coordenador na Mocri, empresa que trabalha com atletas de Fórmula 1 e golfe.

"O que precisa mudar é a composição corporal. Não se trata apenas de reduzir a ingestão de calorias, é necessário melhorar a qualidade e quantidade dos alimentos", acrescentou.

E quais são os alimentos que devem ser consumidos antes, durante e depois de qualquer esporte?

"É muito importante a comida antes e depois do treinamento. Ela deve ser de qualidade e ajustada para o tipo de atividade física", disse o especialista.

Antes do exercício
Para a nutricionista argentina Cynthia Zyngier, especialista em esportes, o principal é a alimentação antes do exercício.

Estima-se que um treino cardiovascular normal em uma academia gaste cerca de 900 calorias.

"É aconselhável comer carboidratos complexos, como massas, arroz, batatas, pão e vegetais cerca de duas horas antes da prática", disse.

A ideia é que esse tipo de alimento é digerido rapidamente e fornece ao corpo a energia necessária para o movimento.

No entanto, muitas pessoas não possuem duas horas, especialmente na parte da manhã, para digerir um prato de macarrão ou de legumes com arroz.

"Essas pessoas são aconselhadas a consumir carboidratos simples, como leite ou iogurte, que são digeridos mais rapidamente", disse Zyngier.

Digestão lenta
Mas o que você não deve comer antes de ir para a academia?

Acima de tudo, qualquer alimento que mantenha o estômago ocupado.

"Duas coisas importantes: não comer alto teor de gordura ou de fibra. Esses geralmente demoram cinco ou seis horas para serem digeridos", disse Zyngier.

Pão integral, cascas de frutas e outros alimentos integrais são considerados parte do grupo.

"Quando você está fazendo a digestão, o sangue se concentra nesse processo e não na necessidade de dar ao corpo o necessário para se mover", disse ele.

Hidratação
É raro ver atletas comerem no meio de uma competição, embora em longas sessões, como uma corrida de bicicleta ou uma maratona, há desde a rapadura dos ciclistas colombianos até as bananas consumidas por vários competidores.

No entanto, há uma coisa que não pode faltar, segundo os especialistas: água. A primeira máxima do atleta é manter uma boa hidratação.

"Se a atividade não dura mais de uma hora, o melhor é tomar entre meio litro e um litro de água. Nada mais", disse ele.

"Se durar mais tempo, então você tem que começar combinando hidratação com açúcares, que geralmente vêm em bebidas esportivas ", acrescentou Zyngier.

E apesar de existirem vários mitos sobre o que comer depois de fazer algum exercício, o garantido é que a nutrição é essencial para a recuperação física.


Comer banana e abacate ajuda a prevenir enfarte e AVC, revela estudo

Uma nova pesquisa mostrou que duas frutas podem ajudar a prevenir ataques cardíacos e acidentes cerebrais. Estamos falando de banana e abacate.

Segundo um estudo realizado na Universidade do Alabama, nos EUA, e publicado no Journal of Clinical Investigation Insight, o potássio regula os genes que mantêm a flexibilidade da artéria e podem impedir que elas endureçam e sofram entupimentos.

Os testes foram feitos em ratos que correm risco de doença cardíaca quando alimentados com uma dieta rica em gordura. Durante o estudo, foi possível observar que os roedores que receberam alto teor de potássio apresentaram menos endurecimento da artéria.

"Os resultados demonstram o benefício de suplementação de potássio, presente nas duas frutas, adequada na prevenção de endurecimento vascular", afirmou o professor Paul Sanders, responsável pelo estudo.

Já as artérias de ratos alimentados com uma dieta com baixo teor de potássio se tornaram significativamente mais rígidas. Sendo assim, alimentos ricos em potássio ajudam a impedir ataques fatais, mantendo as artérias flexíveis.


Jabuticaba previne doenças da obesidade e faz bem à memória, diz estudo

Uma pesquisa desenvolvida na Unicamp, no interior de São Paulo, descobriu que o consumo da jabuticaba e do jambo-vermelho traz benefícios à memória, além das frutas terem compostos que previnem doenças ligadas à obesidade. Segundo o Jornal da Unicamp, a pesquisa rendeu cinco artigos científicos.

A nutricionista Ângela Giovana Batista registrou em seus experimentos que a casca da jabuticaba e a polpa do jambo-vermelho - fruta comum em locais quentes, mas pouco consumida fora das regiões Norte e Nordeste - ajudam a diminuir a massa corporal gorda, além de aumentar a defesa antioxidante, que ajuda a prevenir o diabetes tipo 2.

Em outro experimento da pesquisadora, animais foram avaliados em uma piscina, treinados para encontrar uma plataforma em um lugar específico. Ao retirar o objeto do lugar, os animais que tiveram a dieta suplementada pelas frutas seguiram nadando na região da plataforma, enquanto os que não comeram a fruta nadaram sem rumo definido, mostrando uma memória mais curta.

Ângela notou que o consumo regular das frutas evitava a produção de uma proteína, conhecida como tau, que prejudica a formação de ligações entre as células do cérebro, as chamadas sinapses. A cientista alertou, porém, que o efeito das frutas é preventivo, e não curativo.

A pesquisadora espera que a descoberta leve ao desenvolvimento de produtos utilizando as frutas, como chás e barras de cereais, além de sucos, sorvetes e farinhas.

(Com informações do Jornal da Unicamp)

 


Somente o exercício não emagrece, mas aumenta músculo e limita fome

Como dar a má notícia para um paciente obeso de que o exercício provavelmente não vai emagrecê-lo? E que, mesmo assim, ele deve se esforçar para manter uma prática regular? "É um assunto delicado", resume Pedro Hallal, cientista brasileiro de renome e entusiasta dos benefícios da atividade física.

O exercício comumente é listado entre as boas práticas para quem quer perder peso, mas, sozinho, ele parece ser capaz de fazer pouco por aqueles que almejam ver algum resultado na balança.

"O emagrecimento depende essencialmente de uma conta simples: é o total de energia ingerida na alimentação menos o quanto o organismo gasta diariamente", diz Hallal, que coordenou, para a revista médica "Lancet", uma série de estudos sobre o impacto da inatividade física na saúde global.

Se o plano é não mexer muito na dieta–fator mais importante para o emagrecimento—, a alternativa seria então aumentar o gasto energético. A questão, porém, é mais complicada do que parece, começando pela quantidade.

A prática de atividade física moderada por 30 minutos diários tem impacto pequeno no combate à obesidade, afirma Hallal. "Todas essas diretrizes da OMS e do Ministério da Saúde de praticar meia hora diária de atividade física diária foram pensadas para outros desfechos, como prevenir infarto, diabetes, hipertensão, acidente vascular cerebral e cânceres. Além disso, há melhora da saúde óssea e da saúde mental, diminuindo também o risco do mal de Alzheimer."

Quando a meta é combater a obesidade, pode ser necessária uma dose maior de exercício: de 45 minutos a 1 hora por dia. Mas não de qualquer tipo. Estudos recentes têm apontado que exercícios de força, como lutas e musculação, são mais eficazes do que caminhadas, por exemplo.

MÚSCULO

A educadora física e professora da Unifesp Ana Dâmaso e colaboradores constataram, após dez anos de pesquisa, que corrida e caminhada em esteira até ajudam a reduzir a massa gordurosa, mas também fazem o indivíduo perder músculo, o que atrapalha o emagrecimento.

O músculo é um tecido metabolicamente mais ativo do que a gordura, ou seja, quanto mais músculo uma pessoa tem no corpo, mais energia ela gasta diariamente. A melhor opção, no caso, seria fazer um exercício misto, combinando as duas modalidades.

Segundo Ana Dâmaso, o desafio é preservar, com o exercício, a quantidade elevada de músculo ao mesmo tempo em que se controla a alimentação, mantendo a taxa metabólica e evitando o efeito sanfona.

Outra dica para o obeso que quer fazer exercício e emagrecer –e não se frustrar no caminho– é não ficar olhando para a balança.

Isso porque o exercício costuma aumentar a quantidade corporal de massa magra (composta principalmente de músculos) e diminuir o de massa gorda. Como a primeira é mais pesada do que a segunda, é possível se assustar e achar que a prática de exercício engorda.

"Por isso que todo o meio acadêmico recomenda medir o emagrecimento não apenas em quilos, mas sim em quilos de gordura ou percentual de gordura", diz Hallal.

Os especialistas elencam mais motivos para que a atividade física não fique relegada a um segundo plano na vida de quem quer emagrecer.

Um deles é que o exercício regular é capaz de controlar a fome e reduzir a ingestão de carboidrato e de gordura, afirma Ana Dâmaso.

Outra razão para levantar do sofá e se mexer, diz Pedro Hallal, é que é melhor para a saúde ser "fat and fit", gordo e ativo, do que só gordo (e, de repente, até mais saudável do que algumas pessoas magras e sedentárias).

Mas uma precaução que o obeso deve adotar é não exagerar –especialmente para evitar lesões e outras frustrações, que podem ser descontadas na comida.

Como o plano só dará resultados no médio ou longo prazo, o ideal é que a prática seja, acima de tudo, sustentável.