Governo decide prorrogar até novembro presença das Forças Armadas na Amazônia Legal

A Secretaria-Geral da Presidência informou que o governo federal decidiu prorrogar até 6 de novembro a presença das Forças Armadas na Amazônia Legal.

A Operação Verde Brasil foi criada para fazer ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais. A operação é direcionada ao combate ao desmatamento ilegal e a focos de incêndio.

De acordo com a Secretaria-Geral, o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) com a prorrogação dos trabalhos das Forças Armadas será publicado nesta sexta (10), no "Diário Oficial da União".

O decreto em vigor atualmente, publicado em junho, previa a presença das Forças Armadas na região até esta sexta.

Mourão

Mais cedo, nesta quinta-feira, o vice-presidente Hamilton Mourão participou de uma videoconferência com representantes de fundos globais de investimentos para discutir a proteção da Amazônia. Mourão chefia o Conselho da Amazônia.

Conforme a colunista do G1 e da GloboNews Cristiana Lôbo, a partir do ano que vem, os grandes fundos terão de cumprir regras de governança mais rigorosas para definição de investimentos.

Ao Blog da Cristiana Lôbo, Mourão afirmou que o Brasil mostrará bons resultados no combate a queimadas.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), porém, os focos de queimadas na Amazônia em junho foram os maiores para o mês nos últimos 13 anos.

 


Presidente interina da Bolívia está com Covid-19

A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, afirmou  que está com Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. Em postagem nas redes sociais, ela afirmou que passa bem e cumpre quarentena.

Áñez afirmou que fará um novo teste em 14 dias para ter certeza de que se livrou do novo coronavírus, que infectou quase 43 mil pessoas na Bolívia e deixou mais de 1,5 mil mortos no país até esta quinta.

Além de Áñez, outro chefe de estado sul-americano está com Covid-19: o presidente Jair Bolsonaro confirmou na terça-feira o teste positivo para o novo coronavírus. Ele também passa bem.

Jeanine Áñez ocupa a presidência boliviana interinamente desde novembro de 2019, quando o então presidente Evo Morales se viu obrigado a deixar o cargo após protestos no país gerado por denúncias de fraude eleitoral — Evo havia vencido o pleito rumo a um quarto mandato.

Áñez disputará as eleições presidenciais, mas as pesquisas mais recentes mostram que a presidente interina está atrás do candidato aliado de Evo, Luis Arce, e do centrista Carlos Mesa.


Diosdado Cabello, número 2 do chavismo na Venezuela, está com o novo coronavírus

O líder chavista Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Constituinte da Venezuela e principal aliado de Nicolás Maduro, anunciou  que está com o novo coronavírus.

"Devo informar que, depois de fazer os testes correspondentes, testei positivo para Covid-19, e desde então estou em isolamento seguindo o tratamento indicado", informou Cabello, número dois do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

"Toda minha solidariedade (...). Ele já está descansando, está bem", reagiu Maduro depois de ler a mensagem publicada nas redes sociais durante um discurso no canal estatal VTV.

Cabello suspendeu seu programa semanal de televisão na quarta-feira, alegando que "lutava contra uma forte alergia".

Maduro também confirmou que outro líder do chavismo testou positivo para o novo coronavírus: Omar Prieto, governador do estado de Zulia (oeste, na fronteira com a Colômbia), a região de maior foco da doença na Venezuela.

Segundo dados oficiais, a Venezuela registrou 8.010 infecções e 75 mortes até quarta-feira. Os números são questionados pela oposição e organizações como a Human Rights Watch, que consideram que uma situação muito pior está sendo ocultada.


EUA registram novo recorde, com mais de 65,5 mil casos de Covid-19 em 24 horas

Os Estados Unidos registraram um novo recorde de contágios pelo novo coronavírus em 24 horas com mais de 65.500 novos casos reportados em um dia, segundo a Universidade Johns Hopkins.

O recorde anterior havia sido na terça-feira, com 60.200 casos. O país, que tem o maior número de contaminados e mortes pela doença no mundo, foi o primeiro - e único até o momento - a registrar mais de 60 mil casos em um período de 24 horas.

O total de casos contabilizados de Covid-19 nos EUA desde o início da pandemia supera os 3,11 milhões. 133.209 pessoas já morreram, também segundo a Johns Hopkins.


México alcança novo máximo de contágios por Covid-19 em 24 horas

O México registrou  um novo recorde diário de contágios de Covid-19, ao somar 7.280 novos casos em 24 horas, segundo cifras da Secretaria de Saúde.

 

De acordo com o balanço, o país acumula 282.283 casos positivos e 33.526 óbitos desde que foi reportado o primeiro contágio no país em 28 de fevereiro.

 

Com relação à véspera, foram contabilizados 730 novos óbitos.

 

"O risco de contágio segue alto, razão pela qual é preciso seguir as medidas sanitárias para prevenir mais casos", advertiu José Luis Alomía, diretor de Epidemiologia, em sua habitual conferência vespertina.

 

O funcionário destacou, no entanto, que há uma tendência para baixo nos casos positivos e falecimentos estimados em todo o país.

 

"Praticamente já temos três semanas (epidemiológicas), a 24, a 25 e a 26, com uma tendência descendente", afirmou Alomía.

 

O México iniciou em junho uma gradativa reabertura econômica, o que segundo Hugo López-Gatell, encarregado da estratégia contra o novo coronavírus, sempre acarreta um risco da ocorrência de novos casos.

 

Com 127 milhões de habitantes, o México é o quinto país com mais mortes por Covid-19 no mundo, atrás de Estados Unidos, Brasil, Reino Unido e Itália.


Mary Trump: 5 revelações do livro da sobrinha do presidente dos EUA

Um livro de memórias escrito pela sobrinha do presidente americano Donald Trump afirma que ele é um "narcisista" que ameaça a vida de todos os americanos.

O livro de Mary Trump, Too Much and Never Enough: How My Family Created the World's Most Dangerous Man (Demais e nunca suficiente: como minha família criou o homem mais perigoso do mundo, em tradução livre), descreve seu tio como uma fraude e alguém que intimida os outros.

A Casa Branca rechaça as alegações feitas no livro. Trechos da obra foram vazados para a mídia americana.

A família Trump processou a publicação para barrar seu lançamento no dia 14 de julho.

"Mais que narcisismo"

Mary Trump, de 55 anos, escreve que, para seu tio, "nada é suficiente" e que o presidente dos EUA exibe todas as características de um narcisista.

"Donald não é simplesmente fraco, seu ego é uma coisa frágil que deve ser reforçada a todo momento, porque ele sabe no fundo que não é nada do que afirma ser", escreve a sobrinha, que possui doutorado em psicologia clínica, sobre Trump.

Ela diz que o presidente foi influenciado por assistir a seu proprio pai, Fred Trump, intimidar o pai dela, Fred Trump Jr - que morreu de uma doença relacionada ao consumo de álcool quando ela tinha 16 anos.

Mary Trump escreve que seu avô era extremamente severo com o filho mais velho, Fred Jr, quem ele queria que assumisse o negócio imobiliário da família. Mas, como o pai de Mary se afastou dos negócios, o avô não teve escolha a não ser recorrer ao segundo filho, Donald.

Não foi uma escolha feliz, insinua a sobrinha. "Quando as coisas pioraram, no final da década de 1980, Fred não podia mais se separar da ineptidão brutal de seu filho; o pai não tinha escolha a não ser se comprometer", ela escreve sobre a atitude do avô em relação ao futuro 45º presidente dos EUA.

"Seu monstro havia sido libertado."

A Casa Branca rejeita a alegação de que o pai de Trump tenha sido rígido e duro, dizendo que o presidente "descreve o relacionamento que teve com seu pai como caloroso, e que seu pai era muito bom com ele".

"Tinha que derrubar Donald"

No livro, Mary Trump descreve como ela forneceu documentos fiscais ao jornal americano "The New York Times", que os usou para publicar uma reportagem investigativa de 14 mil palavras sobre os "duvidosos esquemas fiscais de Trump durante os anos 90, incluindo casos de fraude descarada, que aumentaram bastante a fortuna que ele recebeu dos pais".

Mary Trump disse que foi abordada por jornalistas em sua casa em 2017 e inicialmente relutou em ajudar.

Ela esperou um mês, assistindo a como "Donald destruiu normas, ameaçou alianças e pisou nos mais vulneráveis", antes de decidir entrar em contato com o repórter do "New York Times".

Depois de contrabandear 19 caixas de documentos legais para fora do escritório de advocacia onde estavam guardadas, ela as entregou a repórteres. Ela descreve como os abraçou, chamando aquele de o momento "mais feliz que vivi em meses".

"Não me bastava ser voluntária em uma organização que ajuda refugiados sírios", ela escreve. "Eu tinha que derrubar Donald."

Trapaceiro da universidade

Mary Trump afirma que seu tio pagou um amigo para fazer o teste SAT para ele - um exame padronizado feito por estudantes americanos depois do ensino médio, que influencia a aceitação em universidades - porque ele estava "preocupado com o fato de sua média de notas, que o colocava longe do topo de sua classe, atrapalhar seus esforços para ser aceito".

Ele contratou "um garoto inteligente, com a reputação de ser bom em testes, para fazer os SATs por ele", escreve ela, acrescentando: "Donald, a quem nunca faltou dinheiro, pagou bem ao amigo".

Trump estudou na Universidade Fordham, em Nova York, mas depois foi transferido para a Escola de Negócios Wharton, na Universidade da Pensilvânia.

A Casa Branca nega que o presidente tenha trapaceado no vestibular.

Donald seria 'incapaz de experimentar emoções'

Mary Trump culpa o patriarca da família Trump, Fred Trump, por grande parte da suposta disfunção familiar. Ela diz que o avô Trump, um magnata imobiliário de Nova York, "destruiu" Donald Trump, interferindo em sua "capacidade de desenvolver e experimentar todo o espectro das emoções humanas".

"Ao limitar o acesso de Donald a seus próprios sentimentos e tornar muitos deles inaceitáveis, Fred perverteu a percepção do filho sobre o mundo e afetou sua capacidade de viver nele", escreve ela.

"A suavidade era impensável", para o avô Trump, ela escreve, acrescentando que ele ficava furioso e zombava sempre que o pai dela - conhecido como Freddy - pedisse desculpas por qualquer erro.

O patriarca queria que seu filho mais velho fosse "matador", diz a autora.

Donald Trump, sete anos mais novo que seu falecido irmão, "teve muito tempo para aprender assistindo a Fred humilhar" seu filho mais velho, escreve Mary Trump.

"A lição que ele aprendeu, na sua forma mais simples, foi que era errado ser como Freddy. Fred não respeitava o filho mais velho, assim como Donald."

Problema com mulheres

Mary Trump escreve que seu tio pediu a ela que escrevesse um livro sobre ele, chamado "Art of the Comeback" (arte do retorno), e forneceu "um compêndio de mulheres que ele esperava namorar, mas que, ao recusá-lo, eram subitamente as piores, mais feias e gordas mulheres que ele já havia conhecido".

Mais tarde, ele mandou alguém demiti-la e nunca a pagou por seu trabalho, ela alega.

Ela diz que Trump fez comentários sugestivos sobre seu corpo quando ela tinha 29 anos, embora ela fosse sua sobrinha e Trump estivesse casado com Marla Maples, que foi sua segunda mulher.

Segundo ela, Trump disse a sua atual esposa Melania que sua sobrinha havia abandonado a universidade e consumido drogas na época em que a contratou para o projeto do livro. É verdade que Mary Trump deixou a faculdade, mas ela diz que nunca usou drogas e diz acreditar que seu tio inventou a história para se apresentar como seu "salvador".

"A história era para seu benefício tanto quanto para qualquer outra pessoa", escreve ela, que diz que "ele provavelmente já acreditava em sua versão dos eventos".

Quem é Mary Trump?

Mary Trump, 55 anos, é filha de Fred Trump Jr, irmão mais velho do presidente, que morreu em 1981 aos 42 anos.

Ele lutou com o alcoolismo durante grande parte de sua vida e sua morte prematura foi causada por um ataque cardíaco ligado ao consumo de álcool.

O presidente Trump citou os problemas pessoais de seu irmão como incentivo para a pressão de seu governo para combater a crise de saude ligada aos opioides nos EUA.

Em uma entrevista no ano passado ao "Washington Post", Donald Trump disse que lamentava ter pressionado o irmão mais velho a ingressar no negócio imobiliário da família.

Mary Trump evitou amplamente os holofotes desde que seu tio se tornou presidente, embora ela tenha sido crítica a ele no passado.

Depois que Trump venceu as eleições, em 2016, ela descreveu a experiência como a "pior noite" de sua vida, segundo o "Washington Post".

"Deveríamos ser julgados duramente", ela tuitou. "Eu lamento pelo nosso país."

 


Estátua de Melania Trump é queimada na Eslovênia

Uma escultura de madeira da primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, foi queimada perto de sua cidade natal, Sevnica, na Eslovênia, na noite de 4 de julho, quando os norte-americanos comemoraram o Dia da Independência dos EUA, disse o artista encarregado da escultura.

Brad Downey, um artista norte-americano que mora em Berlim, afirmou à Reuters que ele removeu a escultura queimada e desfigurada em tamanho natural assim que a polícia o informou do incidente, em 5 de julho.

"Quero saber por que eles fizeram isso", disse Downey.

O escultor afirma que esperava que a estátua fomentasse um diálogo sobre a situação política nos Estados Unidos, destacando o status de Melania Trump como imigrante casada com um presidente que jurou reduzir a imigração.

Em Washington, o gabinete de Melania Trump não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Nas últimas semanas, o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu adotar atitude dura contra qualquer pessoa que destrua ou vandalize monumentos históricos dos EUA, no momento em que o ativismo político contra a injustiça racial se espalhou por todo o país. Veja no VÍDEO abaixo.

Downey, de 39 anos, disse que apresentou relatório à polícia e gostaria de entrevistar os culpados, se encontrados, para um filme que está preparando.

"A investigação neste caso ainda não foi concluída, portanto não podemos revelar detalhes devido ao interesse de mais procedimentos", disse à Reuters a porta-voz da polícia Alenka Drenik.


Empresa russa diz ter obtido licença para antiviral capaz de impedir replicação do coronavírus

A empresa R-Pharm disse ter obtido licença na Rússia para comercialização de um novo medicamento antiviral específico para o tratamento da Covid-19, de acordo com a agência Reuters. O remédio é chamado de Coronavir e a empresa diz que ele é capaz de inibir a replicação do coronavírus Sars-Cov-2.

A Rússia já tinha aprovado anteriormente o uso de outro antiviral, o Avifavir, em 11 de junho. Tanto o Coronavir quando o Avifavir tem como base um antiviral já alvo de estudos: o favipiravir. Ele foi analisado na China ainda está sendo testada no Japão, e não é comercializada. Em alguns casos, houve alerta de risco de má formação em embriões.

Veja o que se sabe sobre o antiviral Avifavir

Tanto o Coronavir quanto o Avifavir não são comercializados no Brasil. Os responsáveis russos não divulgaram estudos randomizados e revisados por outros cientistas em revistas científicas que comprovem a eficácia dos medicamentos contra a Covid-19.

Combate ao vírus

A empresa R-Pharm diz que um ensaio clínico envolvendo casos leves e médios mostrou eficácia para impedir a replicação do Sars-Cov-2. Os representantes afirmam que o ensaio mostrou melhora em 55% dos casos no 7º dia do tratamento. Os testes começaram em maio e foram aplicados em 110 pacientes.

"A prática clínica e o estudo clínico que realizamos confirmaram que o Coronavir interrompe muito mais rapidamente a infecção em decorrência de uma efetiva obstruçãoda replicação do vírus", disse Mikhail Samsonov, diretor médico da R-Pharm, à Reuters.

O antiviral é um dos produtos da R-Pharm, que afirma estar desenvolvendo uma candidata a vacina contra a Covid-19 e diz ter já um medicamento aprovado pelo ministério da Saúde russo que atua contra a "tempestade de citocinas" causadas pelo novo coronavírus.


Vizcarra convoca eleições no Peru para abril de 2021

O presidente peruano, Martín Vizcarra, convocou eleições presidenciais e legislativas conjuntas para abril do próximo ano, para as quais não concorrerá, o que marca o início formal do processo eleitoral de cinco anos no Peru.

"Cumprindo meu compromisso, mostro aqui o decreto que convoca eleições gerais para 11 de abril de 2021 para eleger um presidente, vice-presidentes do Congresso e representantes peruanos para o Parlamento andino", anunciou Vizcarra durante uma declaração transmitida pela televisão a partir do Palácio do Governo.

O presidente assinou o decreto supremo de convocatória às eleições, e anunciou que será publicado nesta quinta-feira no jornal oficial "El Peruano".

"Estamos dentro do prazo da lei. Teremos daqui a um pouco mais que nove meses, uma mudança de autoridades", ressaltou.

Vizcarra afirmou que "o Peru já passou pelos tempos das incertezas sobre a existência ou não da continuidade democrática", e evocou seu compromisso de terminar seu mandato no prazo estabelecido por lei, em 28 de julho de 2021, data em que o país celebra o bicentenário.

O governante lembrou que se tornou presidente em março de 2018, depois de ter sido vice-presidente de Pedro Pablo Kuczynski, que renunciou ao cargo, após o escândalo de corrupção relacionado à construtora Odebrecht.

Durante seu discurso, Vizcarra reiterou que a periodicidade das eleições não deve ser alterada por "crises políticas, pandemia ou qualquer fator externo".

A convocatória para as eleições ocorre no dia seguinte ao de uma comissão do Congresso começar a debater uma proposta para realizar as eleições em maio do próximo ano, em vez de abril, em referência a supostos riscos à saúde.

O Peru é o segundo país com mais casos do novo coronavírus na América Latina, atrás somente do Brasil, com mais de 312.911 pessoas infectadas, e é o terceiro em mortes, com 11.133, depois do Brasil e do México.

O sistema eleitoral peruano prevê que a eleição presidencial seja definida em dois turnos se o vencedor não conseguir mais do que 50% dos votos, enquanto o Parlamento é escolhido em um único turno. O mandato é de cinco anos.

Vizcarra, que carece de partido e bancada legislativa, é proibido por lei de se apresentar. Ele também negou a ambição de concorrer às eleições de 2021.


Trump anuncia que iniciou retirada formal dos EUA da OMS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ao Congresso e às Nações Unidas que iniciou o processo para retirar formalmente o país da Organização Mundial da Saúde (OMS). A saída terá efeito a partir de 6 de julho de 2021.

Segundo o Departamento de Estado americano, "o aviso de retirada dos Estados Unidos, em 6 de julho de 2021, foi submetido ao Secretário-Geral da ONU, que é o depositário da OMS".

A ONU confirma que recebeu o documento do governo americano.

"Os Estados Unidos são parte da Constituição da Organização Mundial da Saúde desde 21 de junho de 1948. A participação dos Estados Unidos na Organização Mundial da Saúde foi aceita pela Assembleia Mundial da Saúde, com certas condições estabelecidas pelos EUA para sua eventual retirada da Organização Mundial de Saúde. As condições mencionadas incluem aviso prévio de um ano e cumprimento integral do pagamento das obrigações financeiras avaliadas. O Secretário-Geral, na sua qualidade de depositário, está em processo de verificar com a Organização Mundial da Saúde se todas as condições para tal retirada estão preenchidas", diz um comunicado assinado pelo porta-voz da OMS, Stephane Dujarric.

Trump fez o anúncio inicial sobre o tema em 29 de maio: na ocasião, disse que está encerrando relações com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e que vai realocar financiamento antes destinado ao órgão a outras iniciativas.

Para Trump, a OMS foi "pressionada" pela China para dar "direcionamentos errados" ao mundo sobre o novo coronavírus, causador da Covid-19. "O mundo está sofrendo agora como resultado dos malfeitos do governo chinês", disse Trump em maio.

O rompimento com a OMS vem em meio a uma série de desentendimentos entre o organismo e os EUA. Em abril, Trump anunciou a suspensão da verba à entidade. Trump também acusou a China de estar à frente das decisões da OMS mesmo que Pequim financiasse menos o organismo do que os EUA, algo que vem sido criticado pelo presidente desde o início da pandemia.

Brasil

Após Trump dizer que iria retirar os EUA da OMS, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro afirmou, no início de junho, que estaria disposto a fazer o mesmo se continuar na instituição o que ele chamou de "viés ideológico".

"O Trump cortou a grana deles, voltaram atrás em tudo. E adianto aqui: os Estados Unidos saíram da OMS, a gente estuda no futuro. Ou a OMS trabalha sem o viés ideológico, ou nós vamos estar fora também. Não precisamos de gente de fora dar palpite na saúde aqui dentro", afirmou Bolsonaro em 5 de junho.