Itália começa a mirar 'fase dois' em meio à redução de mortos por Covid-19

A Itália registrou o menor número de mortes por Covid-19 em mais de duas semanas. As autoridades do país começaram a planejar uma segunda fase da batalha contra o coronavírus. A ideia é traçar medidas para quando for possível reavaliar o isolamento em segurança.

O número de mortes no país chegou a 15.887, soma que corresponde a quase um quarto do total registrado no mundo. Porém, o aumento de 525 óbitos em relação ao dia anterior foi o menor balanço diário desde 19 de março. Há menos pacientes em unidades de terapia intensiva (UTI) pelo segundo dia consecutivo.

"A curva atingiu um pico e começou a descer", disse Silvio Brusaferro, diretor do Istituto Superiore di Sanità, o principal instituto de saúde da Itália. "É um resultado que temos que alcançar dia após dia."

"Se isso for confirmado, precisamos começar a pensar na segunda fase e continuar contendo a propagação desta doença".

Os números deste domingo mostram indícios de que as rígidas restrições à circulação e às reuniões públicas impostas em 9 de março na Itália conseguiram conter a epidemia, mas as autoridades alertam:

"Não abaixe a guarda, fique em casa", disse Angelo Borelli, chefe do departamento de Proteção Civil, em um briefing diário.


Diagnosticado com coronavírus, Boris Johnson é internado em hospital para realizar exames

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, de 55 anos, foi internado para realizar exames por seguir apresentado sintomas relativos ao coronavírus.

Mesmo com a internação, Johnson segue no comando do governo e mantém contato com integrantes do seu gabinete.

O governo britânico informou que a internação de Johnson é apenas uma medida de precaução com base numa orientação do médico do primeiro-ministro.

"Este é um passo de precaução, como o primeiro-ministro continua a ter sintomas persistentes de coronavírus 10 dias depois de testar positivo para o vírus", disse Downing Street.

O primeiro-ministro revelou que estava infectado em 27 de março. Ele foi isolado em um apartamento em Downing Street, sede do governo britânico. Na sexta-feira, ele afirmou que permanecia em isolamento por ainda apresentar temperatura elevada.

Mudança de estratégia

Com o aumento de casos e número de mortos, o país mudou a sua estratégia de combate ao vírus. Em 23 de março, Johnson fez um pronunciamento à nação no qual anunciou que os britânicos só podem se deslocar para ir ao trabalho, caso não possam realizá-lo remotamente, e para comprar itens essenciais ou para atender necessidades médicas próprias ou de pessoas vulneráveis.

Inicialmente, o Reino Unido adotou a estratégia de mitigação da pandemia e de "imunização de rebanho", ou infecção de grande parte da população, que, na teoria, desenvolveria imunidade coletiva com o objetivo de proteger todos os cidadãos.

Mas isso mudou: um modelo matemático apresentado pelo Imperial College de Londres deu um panorama extremamente sombrio de como a doença iria se propagar pelo país, como iria impactar o sistema público de saúde (o SUS do Reino Unido, chamado de NHS) e quantas pessoas iriam morrer.

Por isso, o país adotou as medidas de distanciamento social e isolamento obrigatório em vigor.


Com corpos de mortos por coronavírus nas ruas, cidade do Equador recebe doação de mil caixões de papelão

Guayaquil, cidade mais castigada pelo novo coronavírus no Equador, tenta responder com caixões de papelão à alta demanda provocada pela pandemia, informou  a Associação de Papeleiros.

O município recebeu uma doação de mil caixões de papelão prensado da associação, que foi entregue a dois cemitérios da localidade.

"É para que possam cobrir a demanda de caixões, que estão em falta na cidade ou são extremamente caros", disse um porta-voz do conselho de Guayaquil à AFP.

A província de Guayas, que está militarizada e cuja capital é Guayaquil, registra a maior incidência da Covid-19 no país, com 2.524 infectados e 126 mortos.

Os caixões estão em falta na cidade, assinalou Santiago Olivares, dono de uma funerária. "Vendi 40 que tinha na sucursal do centro e outros 40 da sede de Durán. Pedi mais dez para o fim de semana e já acabaram."

Os caixões no porto de Guayaquil, motor econômico do Equador, são vendidos por um preço a partir de US$ 400. Mas, na cidade, os fornecedores não conseguem atender à demanda.

"Devido ao toque de recolher, não há fornecimento suficiente de material", explicou Olivares, lembrando que um caixão de papelão não atende às normas sanitárias do governo para o enterro de vítimas da Covid-19.

Os caixões de papelão "serão de grande ajuda para proporcionar uma sepultura digna aos mortos durante esta emergência sanitária", publicou no Twitter a prefeitura de Guayaquil, onde famílias imploram para que as autoridades removam os corpos de residências e ruas.

O Equador, que reportou 3.646 casos de Covid-19, e 180 mortos, está sob um toque de recolher de 15 horas. O governo equatoriano também decretou estado de exceção.


China registra aumento de novos casos de coronavírus

A China continental registrou 30 novos casos de coronavírus no  último  sábado  contra 19 no dia anterior, com o aumento do número de casos envolvendo viajantes do exterior e também transmissões locais, o que destaca a dificuldade de combater o vírus.

A Comissão Nacional de Saúde disse em comunicado neste domingo (5) que 25 dos casos mais recentes envolveram pessoas que vieram do exterior, em comparação com 18 casos no dia anterior.

Cinco novas infecções transmitidas localmente também foram relatadas no sábado, todas na província costeira do sul de Guangdong.

A China continental já registrou um total de 81.669 casos, enquanto o número de mortos aumentou em três, para 3.329.

Embora as infecções diárias tenham caído drasticamente em relação ao auge da epidemia em fevereiro, quando centenas de novos casos eram notificados diariamente, Pequim continua incapaz de interromper completamente novas infecções, apesar de impor algumas das medidas mais drásticas para conter a propagação do vírus.

Os chamados casos importados e pacientes assintomáticos, que têm o vírus e podem transmiti-lo mesmo sem apresentar sintomas, se tornaram uma das principais preocupações da China nas últimas semanas.

O país fechou suas fronteiras para quase todos os estrangeiros à medida que o vírus se espalha por todo o mundo, mas a maioria dos casos importados envolve chineses voltando do exterior.

O governo central também pressionou as autoridades locais a identificar e isolar os pacientes assintomáticos.


Mortes por coronavírus na França ultrapassam 5.300

As mortes pela pandemia de coronavírus ultrapassaram 5.300 na França, segundo dados oficiais divulgados.

Nas últimas 24 horas, 471 pessoas morreram em hospitais, elevando o saldo para 4.503 mortes hospitalares. A essas foram somados números de um primeiro relatório oficial sobre 884 outros idosos que faleceram em asilos, que até agora não eram contabilizados.

Esses primeiros números nos lares de idosos são, no entanto, "muito parciais" e, portanto, preliminares, afirmou o diretor-geral de saúde, Jérôme Salomon, em sua teleconferência de imprensa.

O país registra nesta quinta, segundo a Universidade Johns Hopkins, 59.929 casos de pessoas com Covid-19, a doença causada pelo coronavírus.

No total, são 26 mil hospitalizados na França, dos quais 6.399 em terapia intensiva. São 382 a mais por dia, uma taxa de aumento que vem diminuindo desde segunda-feira.

Esse número excede a capacidade inicial de acolhida, que era de 5.000 leitos na França, no início da crise.


Trump faz novo teste para novo coronavírus; resultado é negativo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer teste para saber se estava infectado com o novo coronavírus, informou a Casa Branca. O resultado deu negativo para Sars-Cov-2, o vírus que causa a doença Covid-19.

Em carta à Casa Branca, o médico de Trump, Sean Conley, disse que o presidente foi testado com um novo tipo de exame que dá o resultado em 15 minutos.

"Ele [Trump] está saudável e sem sintomas", disse Conley.

Testes de Trump

Em março, Trump fez teste para o novo coronavírus após integrantes da comitiva brasileira que acompanhou o presidente Jair Bolsonaro na visita ao norte-americano testarem positivo para Covid-19.

O presidente dos EUA, no início, não queria fazer o exame por considerar que estava saudável. Trump mudou de ideia no dia seguinte, mas disse o teste não seria feito por causa do encontro com brasileiros da comitiva de Bolsonaro. O resultado saiu negativo para o novo coronavírus. Relembre na reportagem abaixo.

Bolsonaro também fez testes para o novo coronavírus após outros integrantes da comitiva que viajou aos EUA serem diagnosticados com a Covid-19. Segundo o presidente, os resultados foram negativos nos dois exames.


Número de casos confirmados de novo coronavírus no mundo passa de 1 milhão, diz levantamento

O número de casos confirmados de Covid-19 no mundo superou a marca de 1 milhão informa levantamento da Universidade Johns Hopkins (Estados Unidos). O total de mortos pelo novo coronavírus Sars-Cov-2, segundo o estudo, passa de 50 mil.

Os diagnósticos da nova doença explodiram no último mês: em 2 de março, o mundo registrava cerca de 92 mil casos. Ou seja, o número de registros de Covid-19 aumentou quase 1.000% em 31 dias.

Entretanto, o número real de casos pode ser bem maior porque nem todos são diagnosticados e reportados. Por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) tem reforçado a necessidade de testar o máximo de pessoas possível.

A disparada no número de casos e a transmissão sustentada do novo coronavírus em praticamente todos os continentes levou a OMS a declarar pandemia em 11 de março.

Na ocasião, os contágios na China — primeiro epicentro da doença — começavam a estagnar. No entanto, os registros de Covid-19 na Europa, especialmente na Itália, disparavam. Foi ainda no início de março que diversos governos europeus decretaram medidas para forçar o distanciamento social, como restrições na circulação de pessoas nas ruas e fechamento de bares, restaurantes e outros estabelecimentos.

Os Estados Unidos também viram um aumento considerável no número de casos de Covid-19. A doença apareceu inicialmente na Costa Oeste, em estados como Washington e Califórnia. Porém, Nova York registrou explosão do novo coronavírus e se tornou o principal epicentro da epidemia no país.

Os  Estados Unidos tinham o maior número de casos de novo coronavírus em todo o mundo: mais de 230 mil. A Itália, entretanto, registrou mais mortes pela Covid-19, com quase 14 mil vítimas da doença.


Prefeitos das duas maiores cidades dos EUA recomendam máscaras para todos

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, recomendou  aos moradores da cidade cobrir o rosto quando estiverem em público, mesmo se for com uma máscara caseira.

Na quarta-feira (1), o prefeito de Los Angeles, Eric Garcetti, já havia pedido para que os residentes da cidade usassem máscara quando estivessem em público.

O que está por trás da recomendação é a preocupação de que o vírus esteja sendo espalhado pelas pessoas que estão infectadas, mas não apresentam nenhum sintoma da Covid-19.

Trata-se, portanto, de um esforço para conter mais contágios. A cidade de Nova York tem 1.374 mortes causadas pela Covid-19; Los Angles,

Recomendação nacional

A recomendação é para aqueles que vivem em regiões mais afetadas, mas, nas atuais circunstâncias, a maioria dos americanos estão nesses locais.

Segundo a Associated Press, a sugestão é para que sejam empregadas máscaras não médicas, camisetas, bandanas para cobrir o nariz e boca quando as pessoas estejam na rua.

As máscaras N95, mais profissionais, serão só para os profissionais que estão na linha de frente do combate à Covid-19.

Essa é uma mudança de orientação. Até recentemente, as máscaras só eram recomendadas aos doentes ou às pessoas que tinham um risco de doença respiratória

O órgão de controle de doenças dos EUA, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (conhecido pela sigla CDC) determinou que todos são potenciais vetores da doença, mesmo se não tiverem sintomas.

O Sars-Cov-2 é espalhado, principalmente, por microgotas em espirros ou tossidas, mas os especialistas dizem que o germe ainda não é totalmente conhecido pelos cientistas.

Um estudo de pesquisadores de Singapura estima que cerca de 10% das infecções são iniciadas por pessoas que não tiveram sintomas.


Estudo estima que 93% da população mundial têm restrições de viagem por Covid-19

Nove em cada dez pessoas em todo o mundo estão sujeitas a restrições de viagem devido a medidas tomadas pela pandemia da Covid-19, informou o Centro de Pesquisa Pew dos Estados Unidos.

À medida que o planeta se aproxima de um milhão de infectados e 50 mil mortos, 93% da população global de 7,2 bilhões de pessoas vivem em países que limitam a circulação pelas fronteiras daqueles que não são cidadãos ou residentes, e 39% em países com fronteiras totalmente fechadas para turistas, viajantes de negócios ou novos imigrantes.

"Em 31 de março de 2020, 143 países tinham fronteiras completamente fechadas (64) ou parcialmente (79) devido ao surto da Covid-19", informou o centro Pew com base em anúncios de nações e dados da ONU.

"À medida que mais países implementam ou expandem as restrições de viagem, espera-se que esses números aumentem", alertou.

A China, o país mais populoso do mundo (1,4 bilhão) e onde o novo coronavírus foi relatado pela primeira vez em dezembro, fechou suas fronteiras inteiramente a todos os estrangeiros que não sejam funcionários diplomáticos ou científicos desde 18 de março.

A Índia, com mais de 1,3 bilhão, e os Estados Unidos, com cerca de 330 milhões, ordenaram fechamentos parciais.

Em grande parte dos países da América Latina, aplica-se o fechamento total de fronteiras.

Em alguns, como Argentina e os andinos, com limitações de circulação para seus próprios cidadãos.

Outros, como México e Venezuela, têm fechamentos parciais, enquanto a Nicarágua é a única que mantém suas fronteiras abertas, segundo o instituto.

A pandemia da Covid-19 também teve impacto nas reivindicações de asilo.

Os Estados Unidos anunciaram que rejeitarão potenciais requerentes de asilo em sua fronteira sul com o México e o Canadá, e que não atenderão aos pedidos daqueles que entrarem por terra em seu território.

Na Europa, muitos pedidos de asilo foram suspensos.

"Os 272 milhões de migrantes internacionais no mundo podem ter dificuldades em retornar aos seus países de origem em um futuro próximo devido ao aumento das restrições de viagens e ao menor número de voos comerciais", segundo o Pew.

No entanto, as fronteiras ainda estão abertas ao fluxo de mercadorias, embora nos países da União Europeia, por exemplo, o período de espera para a circulação comercial tenha aumentado "substancialmente", destacou.


Trump e Bolsonaro conversaram sobre combate à Covid-19 em telefonema

Donald Trump e Jair Bolsonaro conversaram sobre o confronto ao novo coronavírus durante um telefonema de acordo com a Casa Branca.

O presidente dos EUA falou sobre Bolsonaro durante a entrevista coletiva diária. "Ele está trabalhando muito. Ele tem um problema com o vírus. Ele tem um grande problema e nós conversamos sobre isso hoje. Nós fizemos um telefonema nesta manhã. E o Brasil está em reclusão. Eles não iam entrar em reclusão, mas tiveram que fazer isso. O mundo está em reclusão", afirmou Trump.

O governo brasileiro recomenda o distanciamento social, mas não impôs o isolamento nem ordenou o fechamento de lojas, o que foi feito por alguns estados e municípios.

No telefonema, os dois discutiram as iniciativas para combater a pandemia de Covid-19 e falaram sobre a importância de cooperação internacional e sobre a parceria entre os dois países, de acordo com a nota do governo dos EUA.

"Os líderes reiteraram a importância de desacelerar o contágio do vírus e proteger vidas por meio de compartilhamento de informação, aumento da preparação, e cooperação no desenvolvimento de terapias e vacinas."

Os dois líderes também afirmaram seu comprometimento a garantir empregos e as rendas das famílias, "usando todas as ferramentas para restaurar o crescimento econômico", disse a Casa Branca.

O presidente Donald Trump agradeceu o Brasil pela cooperação para repatriar cidadãos dos EUA que queriam voltar para a casa e elogiou a relação entre os dois países que continuam a dirigir esforços contra a Covid 19.