Senado aprova indicação, e Nestor Forster é confirmado embaixador do Brasil nos EUA

O plenário do Senado aprovou  a indicação de Nestor José Forster Junior para ocupar o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos. O nome de Forster recebeu o apoio de 47 senadores, enquanto três votaram contra e um se absteve.

O diplomata já ocupa o cargo, de forma interina, desde o ano passado.

A análise da indicação foi presencial. Após seis meses de sessões virtuais, por conta da pandemia, o Senado retomou nesta semana as votações no edifício-sede.

No caso de escolha de autoridades, a deliberação precisa ser secreta, o que não é possível por meio do sistema remoto. Alguns senadores votaram pelo sistema “drive-thru” instalado em uma das entradas do Congresso.

Forster foi indicado para a embaixada pelo presidente Jair Bolsonaro em novembro do ano passado, e já tinha sido aprovado pela Comissão de Relações Exteriores do Senado em fevereiro.

Entenda as regras para indicação de embaixadores

A indicação veio após ele desistir de nomear o filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para o posto. Em outubro, Eduardo também anunciou, em um discurso no plenário da Câmara, que não iria mais ser indicado.

A sabatina de Forster na Comissão de Relações Exteriores (CRE) já havia ocorrido em fevereiro. Na ocasião, o diplomata defendeu que Brasil e EUA aprofundem a parceria na área científica e na área de defesa, e que seja possível acabar com a bitributação para empresas e pessoas físicas brasileiras.

Ele afirmou não ver "subserviência alguma" do Brasil em relação aos EUA e disse que um "alinhamento automático é algo impossível de se fazer".

Sobre a questão imigratória, Forster ponderou que o número de imigrantes ilegais cresceu 10 vezes no último ano, mas disse se tratar de uma questão "pontual".

Segundo o embaixador, 95% desse grupo são compostos por famílias alvos de redes criminosas. "Se identificou que houve um redirecionamento de redes criminosas que atuavam na América Central e que passaram a atuar no Brasil", disse.

Em uma cerimônia em Washington, Forster concedeu ao escritor e ideólogo Olavo de Carvalho o grau mais alto da Ordem de Rio Branco – uma condecoração que reconhece serviços meritórios prestados ao Brasil.

Cabe ao presidente da República conferir esse título. Olavo de Carvalho tem influência sobre a ala ideológica do governo Bolsonaro e também sobre os filhos do presidente que atuam na política.

Na ocasião, Forster entregou a medalha a Olavo de Carvalho e discursou elogiando o escritor. "É desnecessário dizer que o professor preenche com sobra os critérios fixados no regulamento da Ordem de Rio Branco, de serviços ou méritos excepcionais ao Brasil", disse o embaixador.

"Mas a contribuição de Olavo de Carvalho à Filosofia, à cultura brasileira certamente ultrapassa a sua obra publicada. Juntamente com a atividade de filósofo, escritor e jornalista, ele desenvolveu, desde a década de 1980 uma atividade docente igualmente original, a formação de uma nova classe intelectual no Brasil, buscando o resgaste e a redenção da alta cultura em nosso país", continuou.

Currículo

Nestor Forster tem 57 anos e nasceu em Porto Alegre (RS). O diplomata é formado em Letras Clássicas e Vernáculas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e em História pela mesma instituição.

Após concluir o Curso de Preparação à Carreira de Diplomata do Instituto Rio Branco (IRBr), ingressou na carreira diplomática em 1986 como terceiro-secretário.

Dentre as funções que ocupou, Forster foi chefe do Setor de Política Comercial da Embaixada em Washington (1992/95); chefe do Setor Econômico da Embaixada em Ottawa (1995/98); chefe de gabinete do Advogado-Geral da União (AGU)(2002); chefe do Setor Financeiro da Embaixada em Washington (2003/06); cônsul-geral adjunto do Consulado-Geral em Hartford (2009/13); cônsul-geral Adjunto do Consulado-Geral em Nova York (2016/17); ministro conselheiro na Embaixada em Washington (2017/18); e é encarregado de Negócios da Embaixada em Washington, desde 2019.

O relator da indicação na CRE, Nelsinho Trad (PSD-MS), destacou em seu relatório a atuação de Forster na embaixada brasileira em Washington ao longo dos anos.

No parecer, Trad também ressaltou os resultados da visita de Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, em março de 2019, que, de acordo com o parlamentar, "consolidou a união estratégica entre os dois países".

Tanto o senador quanto o diplomata citaram a mudança de posição dos EUA com relação ao pleito do Brasil para entrada na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE); a designação do Brasil como aliado preferencial extra Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a decisão unilateral do Brasil de deixar de exigir visto para a entrada de turistas norte-americanos no país e o acordo da Base de Alcântara.

Durante a sabatina, Forster classificou a visita como "histórica". À época, ele já ocupava funções na embaixada em Washington.

"[Foi] uma virada de página, assinalando um novo momento em que o Brasil e os Estados Unidos podem usar o que chamei de leito profundo de valores e princípios compartilhados", disse.

Outras indicações aprovadas

Os senadores também aprovaram, por 40 votos a 3, a indicação do general do Exército Gerson Menandro Garcia de Freitas para exercer o cargo de embaixador do Brasil em Israel.

Foram aprovados ainda os nomes dos diplomatas:

Hermano Telles Ribeiro (Líbano);

Paulo Roberto Caminha de Castilhos França (Países Baixos);

Norberto Moretti (Organização de Aviação Civil Internacional);

Reinaldo José de Almeida Salgado (Argentina);

Carlos Eduardo de Ribas Guedes (Mali);

Rafael de Mello Vidal (Angola);

Sérgio França Danese (África do Sul);

José Antonio Gomes Piras (Estônia).

CNJ

Também foi aprovada a indicação, feita pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), de Maria Thereza de Assis Moura para ocupar o cargo de corregedora-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Maria Thereza foi aprovada pela unanimidade dos senadores presentes à sessão. Apesar de sigilosa, a votação contou com apoio expresso da bancada feminina.

“É uma honra, para todas nós mulheres apreciar hoje a indicação dessa mulher competente e qualificada, que representa o universo das mulheres brasileiras, para ocupar a posição do CNJ”, afirmou a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA).

O senador Omar Aziz (PSD-AM) disse que Maria Thereza colocará “limites” nos abusos de autoridade.

“Estaremos votando, com certeza, em uma mulher que fará um trabalho exemplar à frente da Corregedoria e que colocará limites nos abusos de autoridade. É só o que nós queremos, ou seja, que os limites sejam respeitados. Não podem, midiaticamente, magistrados, Brasil afora, achar que podem tudo e que não há absolutamente nada a acontecer depois que eles conseguem denegrir a imagem de um ser humano”, afirmou Aziz.


Mulher dá à luz em voo e bebê ganha passagens de graça pelo resto da vida pela companhia aérea

Uma mulher deu à luz em um voo que saiu do Cairo com destino a Londres. Por uma rede social, a companhia aérea EgyptAir informou que o bebê que nasceu nas alturas irá ganhar passagens áreas gratuitas para conhecer todos os destinos oferecidos pela empresa pelo resto da vida.

Segundo a companhia, a iemenita Hiyam Nasr Naji Daaban começou a ter contrações durante o voo, o piloto tentou fazer um pouso de emergência, mas a mulher deu à luz antes do avião aterrissar. O parto foi realizado por um médico que estava no avião e não houve complicações.

"O piloto, Rushdi Zakaria, presidente da Holding Company for Egypt, parabenizou a passageira Hiyam Nasr Naji Daaban, de nacionalidade iemenita, por sua segurança e concedeu a seu filho recém-nascido uma passagem vitalícia gratuita".


Presidente da Colômbia pede repúdio global a eleições na Venezuela boicotadas por oposição a Maduro

O presidente da Colômbia, Iván Duque, condenou as eleições da Venezuela previstas para dezembro, boicotadas pela oposição ao regime chavista. Segundo o colombiano, o processo eleitoral "busca legitimar a ditadura de Nicolás Maduro".

"Necessitamos fazer um chamado enérgico a todas as nações do mundo para que elevem suas vozes pedindo eleições verdadeiramente livres, e não à orquestra eleitoral pré-fabricada à qual se quer entregar ao povo venezuelano neste mês de dezembro, unicamente para perpetuar a ditadura", disse Duque.

O colombiano também acusou o regime de Maduro de "se sustentar com recursos do narcotráfico" e de "abrigar terroristas". "É uma ameaça constante para as democracias da região e do mundo", atacou Duque.

As declarações foram dadas em vídeo enviado aos debates da Assembleia Geral das Nações Unidas, iniciados nesta terça e que ocorre virtualmente por causa da pandemia do novo coronavírus. O presidente Jair Bolsonaro abriu a sessão.

A Venezuela passará por eleições legislativas em 6 de dezembro. As principais organizações de oposição anunciaram um boicote contra as eleições parlamentares, as quais tacham de "fraude", depois que o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), de orientação governista, nomeou uma diretora do CNE em 12 de junho e declarou a omissão do Legislativo.

Em resposta às declarações de Iván Duque, o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, disse que o colombiano cometeu "demasiada hipocrisia". "Ele se apresenta como um herói da paz, dos Direitos Humanos e da luta contra o narcotráfico", escreveu o ministro nas redes sociais.

"A Comunidade Internacional não é estúpida, senhor Duque. Você está diante do mundo como um mentiroso incomparável", afirmou Arreaza. A mensagem foi compartilhada por Maduro.

O discurso de Nicolás Maduro na Assembleia Geral das Nações Unidas está previsto para a tarde desta quarta-feira (23).


EUA pedem que americanos evitem festas de Halloween por riscos da Covid-19

Esqueça o traje de princesa, as máscaras de Batman ou de Trump: as autoridades dos Estados Unidos pediram à população para evitar sair na noite de Halloween por causa do "alto risco" frente a pandemia do novo coronavírus. A data é comemorada em 31 de outubro.

"Muitas tradições do Halloween podem apresentar alto risco de propagação do vírus", informou o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) em um comunicado no qual desaconselha festas à fantasia ou permitir que crianças saiam para comprar doces.

"Ir para uma casa mal-assombrada onde as pessoas estão amontoadas e gritando também não está permitido", acrescentou.

As autoridades recomendaram realizar atividades em casa ou com amigos e vizinhos ao ar livre, respeitando o distanciamento social. Eles sugerem também um concurso virtual de fantasias.

O CDC observou que a tradição dos "doces ou travessuras", em que as crianças vão de porta em porta pedindo guloseimas, representa um risco moderado. O órgão recomendou que as pessoas preparassem os sacos de doces com antecedência e os deixassem a uma distância considerável da porta de casa.

As diretrizes foram anunciadas em um momento em que os estados de todo o país buscam um equilíbrio entre normas de segurança e diversão em meio à temporada de festas, que começa com o Halloween.

"Como algumas das formas tradicionais de celebrar este feriado não permitem minimizar o contato com pessoas que não são membros da família, é importante planejar com antecedência e identificar alternativas mais seguras", explicou a Secretaria de Saúde do condado de Los Angeles.

200 mil mortes

Os Estados Unidos chegaram a 200 mil mortes pelo novo coronavírus, aponta monitoramento da Universidade Johns Hopkins. É o primeiro país a alcançar esse número de vítimas da Covid-19 no mundo desde o início da pandemia.

Além disso, os EUA estão perto de chegar a 7 milhões de casos confirmados do coronavírus. Tanto em diagnósticos quanto em mortes, o país é o mais atingido no mundo pela Covid-19, em números absolutos.

As primeiras 100 mil mortes confirmadas nos EUA ocorreram entre janeiro e maio. A doença se espalhou rapidamente por todos os 50 estados americanos, mas foi Nova York, entre março e abril, que registrou os piores dias da pandemia — a maior cidade do país registrava centenas de mortes por Covid-19 a cada dia e precisou passar por um lockdown severo.


Trump x Ciência: os embates incomuns entre o presidente dos EUA e especialistas em clima e coronavírus

Presidentes que buscam a reeleição costumam confrontar seus rivais políticos. Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem optado por, em vez disso, confrontar a ciência.

Dois sinais claros dessa atitude desafiadora foram expressos na última semana, a menos de 50 dias da eleição de 3 de novembro.

Na quarta-feira (16), Trump contradisse publicamente o diretor dos Centros de Controle de Doenças (CDC) — que havia descartado que uma vacina contra o coronavírus pudesse estar amplamente disponível antes de meados de 2021 e disse que o uso de máscaras pode ser mais eficaz em prevenir infecções do que uma eventual vacina.

"Ele cometeu um erro", disse o presidente americano sobre as duas considerações do doutor Robert Redfield.

O presidente insistiu, em uma coletiva de imprensa, que uma vacina contra a covid-19 poderia ser anunciada em outubro ou "um pouco mais tarde" e estaria disponível ao público "imediatamente".

Poucos dias antes, Trump se recusou a admitir que os grandes incêndios na costa oeste do país estão ligados às mudanças climáticas, como afirmam vários cientistas.

"Não acho que a ciência saiba" , disse o presidente durante uma visita à Califórnia na segunda-feira (14), sugerindo que em breve o clima começaria a esfriar.

Esses comentários afrontosos em relação ao conhecimento científico são considerados incomuns até mesmo para um presidente como Trump, que tem um longo histórico de discordância com especialistas em assuntos como o coronavírus ou as mudanças climáticas.

"É um passo além da sua linha normal, e sua linha normal já é muito extrema", diz W. Henry Lambright, professor de Ciência Política da Universidade de Syracuse.

"É algo extremamente raro, não me lembro de um presidente que tenha feito isso nos últimos anos", afirma Lambright, que pesquisa a relação entre governos e ciência há anos.

A questão agora é quais consequências essa posição inédita pode ter.

A eleição e depois

Vários cientistas associam os incêndios na costa oeste dos EUA às mudanças climáticas, mas tal relação foi rejeitada por Trump na semana passada — Foto: EPA/BBC

Vários cientistas associam os incêndios na costa oeste dos EUA às mudanças climáticas, mas tal relação foi rejeitada por Trump na semana passada — Foto: EPA/BBC

Com quase 200 mil mortes por covid-19, os Estados Unidos são o país do mundo mais atingido pela pandemia, fato que se tornou um assunto decisivo para as eleições de novembro.

Embora Trump demonstre apostar tudo em uma vacina que possa ser disponibilizada o mais rápido possível, a oposição democrata o acusa de politizar a questão e de ter falhado no combate ao coronavírus — inicialmente minimizando-o.

"Confio em vacinas. Confio nos cientistas. Mas não confio em Donald Trump", disse Joe Biden, rival e candidato democrata à presidência. "E, neste momento, o povo americano tampouco pode (confiar)."

Biden também criticou Trump na segunda-feira (14) por suas posições sobre o aquecimento global, chamando-o de "piromaníaco climático".

O presidente, que ao longo da sua gestão cortou diversas regulamentações ambientais, atribuiu os incêndios na Califórnia ao manejo florestal falho, embora grande parte das florestas naquele Estado sejam controladas pelo governo federal.

Assim, o tema das mudanças climáticas também entrou na reta final da campanha eleitoral.

As pesquisas sugerem que as políticas ambientais e a pandemia preocupam a maioria dos americanos, mas as opiniões variam amplamente, dependendo da posição partidária.

Por exemplo, menos de um terço dos americanos (31%) confia nas afirmações de Trump sobre o coronavírus, enquanto a maioria (55%) confia no CDC, apontou uma pesquisa da emissora de TV NBC News do mês passado.

No entanto, entre os republicanos, o nível de confiança nos comentários do presidente mais do que dobra: 69%.

Sobre as mudanças climáticas, uma pesquisa do Pew Research Center de outubro indicou que dois terços dos americanos (67%) acreditavam que o governo não estava fazendo o suficiente para reduzir seus efeitos.

Mas enquanto 71% dos democratas consideram as políticas de mudança climática desejáveis, dois terços dos republicanos (65%) acreditam que tais políticas não fazem diferença ou fazem mais mal do que bem ao meio ambiente.

Assim, o impacto eleitoral que seus ataques com a ciência podem ter é incerto — ainda mais considerando que Trump aparece vários pontos atrás de Biden em diferentes pesquisas de intenção de voto.

"Não vejo como isso pode ajudá-lo, (mas) com sua forte base de apoiadores, nada parece prejudicá-lo", analisa Robert Erikson, professor de Ciência Política na Universidade de Columbia e especialista em opinião pública e eleições, em entrevista à BBC News Mundo.

Em sua opinião, Trump parece estar apelando "para aquela parte de sua base que é cética em relação à ciência, mas é claro que as consequências de longo prazo disso podem ser desastrosas".

Lambright, por sua vez, também alerta que o atual presidente pode ter aberto um precedente para futuros governos.

"Os sucessores de Trump podem não ser tão radicais quanto ele", diz ele, "mas serão menos relutantes em desafiar os cientistas quando isso estiver de acordo com suas posições políticas".


Pais de Madeleine McCann não estão por trás do desaparecimento da menina, diz MP da Alemanha

O Ministério Público da Alemanha acredita que os pais de Madeleine McCann não estão por trás do desaparecimento da filha, disse o porta-voz da promotoria, Hans Christian Wolters, à emissora portuguesa RTP na sexta-feira (18). A menina britânica desapareceu em Portugal em 2007, em um caso até hoje não elucidado.

As suspeitas sobre Kate e Gerry McCann foram levantadas ainda nos primeiros anos do mistério do desaparecimento de Maddie. O ex-policial português Gonçalo Amaral suspeitava que a garota de 3 anos havia morrido em um acidente e os pais, preocupados com a repercussão, esconderam o corpo. Entretanto, não há nenhuma prova que incrimine os pais até hoje.

A promotoria alemã também diz ter provas de que Maddie, como a menina era conhecida, foi morta por Christian Brückener — principal suspeito do caso. O alemão está preso por outros crimes, e teve o nome revelado como suspeito no caso Madeleine em junho de 2020 (leia mais sobre ele no fim da reportagem).

"Não temos qualquer elemento para pensar que ela está viva. Tudo o que temos indica que está morta", declarou Wolters.

Segundo a investigação, Brückener fez procedimentos médicos no rosto para alterar a fisionomia ainda em 2007. Além disso, a emissora RTP obteve acesso a imagens do alemão na região portuguesa do Algarve no mesmo ano em que Maddie desapareceu.

O principal suspeito

Policiais divulgaram em 4 de junho a identidade do principal suspeito no caso McCann: o homem se chama Christian Brückner, um alemão de 42 anos. Ele é conhecido pelas autoridades de segurança da Alemanha e foi condenado no ano passado por estuprar uma idosa norte-americana de 72 anos na Praia da Luz, em 2005. Ou seja, o crime ocorreu na mesma cidade onde Madeleine desapareceu, dois anos depois.

Além disso, segundo autoridades alemãs, Brückner tem condenações por abuso sexual de menores, roubos, tráfico de drogas e é conhecido por invadir hotéis.

A polícia acredita que Brückner estava na área onde a criança de 3 anos foi vista pela última vez. Eles estão pedindo informações sobre uma van usada pelo suspeito para viajar em Portugal e o outro veículo, um Jaguar. O homem transferiu esse Jaguar para o nome de outra pessoa no dia seguinte ao desaparecimento de Madeleine.


Área de calota polar no Ártico atinge 2º menor nível em mais de 40 anos, diz instituto dos EUA

A calota polar do Ártico registrou neste verão no Hemisfério Norte sua segunda menor área de superfície desde o início da série histórica, iniciada há 42 anos, disseram cientistas da Universidade de Colorado Boulder.

O Centro Nacional de Neve e Gelo (NSIDC, na sigla em inglês) da instituição americana mediu apenas 3,74 milhões km² em 15 de setembro. Somente no verão de 2012, quando uma tempestade atingiu a calota ártica, foi registrado uma área ainda menor: apenas 3,14 milhões km².

A calota polar ártica é o manto de gelo que se forma no mar em altas latitudes. A cada ano, uma parte dessa camada derrete no verão para se formar novamente no inverno.

No entanto, a cada verão uma porção maior se derrete e não consegue ser reconstruída no inverno, reduzindo cada vez mais sua superfície. Cientistas atribuem isso ao aquecimento global. Os satélites observam essas áreas com muita precisão desde 1979, e a tendência de queda desde então é nítida.

'Ano louco'

"Foi um ano louco no norte, com o gelo marinho quase no nível mais baixo da história, ondas de calor na Sibéria e enormes incêndios florestais", disse Mark Serreze, diretor do NSIDC.

"Estamos caminhando rumo a um Oceano Ártico sem gelo sazonal", lamentou.

O degelo não contribui diretamente para o aumento do nível do mar, já que o gelo já está na água. Ainda assim, quanto menos gelo, menos os raios solares são refletidos e são absorvidos em maior quantidade pelos oceanos — o que aumenta ainda mais a temperatura da água.


Polícia britânica busca ladrões de cinco armas de James Bond

A Scotland Yard lançou um apelo por testemunhas para tentar encontrar os criminosos que roubaram cinco armas da saga James Bond há seis meses cerca de 20 km ao norte de Londres.

No dia 23 de março, à noite, enquanto o Reino Unido estava em confinamento estrito em razão da Covid-19, as armas foram roubadas de seu dono em Enfield. Embora os ladrões tenham sido percebidos pelos vizinhos, eles conseguiram escapar antes que a polícia chegasse.

O saque: duas pistolas Beretta, uma "Cheetah" e outra "Tomcat", uma Walther PPK, um revólver Smith and Wesson 44 Magnum e outra pistola Lama calibre 22, que apareceram nos filmes "Um novo dia para morrer", "Na mira dos assassinos" e "Viva e deixe morrer", do agente 007.

Uma dessas armas, a pistola Lama de empunhadura amarela, foi encontrada em abril, enferrujada, em um campo próximo a uma estação de trem em Essex. As outras, algumas peças únicas, não foram encontradas.

O revólver Magnum é o único no mundo totalmente cromado. A Walther PPK é a última usada por Roger Moore na cena de "Na mira dos assassinos", em que a atriz Grace Jones (May Day) é jogada da Torre Eiffel de paraquedas.

'Valor sentimental'

Um dos responsáveis pela investigação, Paul Ridley, disse em nota que as armas roubadas "são muito reconhecíveis" e "com absoluta certeza" seriam identificadas "pelo público ou por quem as propusesse para compra".

Ele ressalta também o "valor sentimental" que estas armas tinham para o seu dono.

A polícia divulgou imagens de câmeras de vigilância mostrando um veículo suspeito pouco antes do assalto, um Vauxhall cinza.

Os criminosos foram descritos como três homens com sotaque do leste europeu, vestidos com roupas escuras e mascarados.


Manifestantes em Belarus mantêm pressão sobre Lukashenko com protestos em massa

Dezenas de milhares de pessoas marcharam por Minsk  gritando "vá embora" no sexto fim de semana seguido de protestos contra o presidente Alexander Lukashenko, mantendo a pressão sobre o veterano líder bielorrusso para que renuncie.

Pelo menos 10 pessoas foram detidas, disse a agência de notícias russa Tass, segundo a polícia. Vídeos compartilhados por meios de comunicação locais mostraram forças de segurança com capacetes ou máscaras retirando manifestantes das ruas.

O país do Leste Europeu mergulhou em turbulência em agosto após uma eleição presidencial, que Lukashenko diz ter vencido de forma esmagadora, mas a oposição diz que foi fraudada.

No poder por 26 anos, o ex-funcionário soviético não mostra intenção para renunciar, uma vez que tem apoio da Rússia.

A União Europeia prometeu impor sanções a Minsk por supostas fraudes eleitorais e abusos dos direitos humanos.

Junto aos protestos, hackers vazaram dados pessoais de mil policiais em retaliação pela repressão, com milhares de pessoas detidas, muitas reclamando de espancamentos e tortura na prisão.

O governo negou ter abusado de detidos.

A lealdade das forças de segurança é crucial para a capacidade de Lukashenko de se manter no poder. Seus rostos costumam ser cobertos por máscaras, balaclavas ou capacetes. Alguns manifestantes arrancaram as máscaras de alguns policiais.

"À medida que as prisões continuam, continuaremos a publicar dados em grande escala", disse um comunicado distribuído pelo canal de notícias da oposição Nexta Live.

O governo disse que vai encontrar e punir os responsáveis ​​pelo vazamento dos dados, que foram amplamente distribuídos nos canais do Telegram na noite de sábado.

O governo disse que 390 mulheres foram detidas por participarem de um protesto no sábado. A maioria foi liberada.

A Rússia vê Belarus como estratégico contra UE e a Otan e acusou os Estados Unidos de fomentar a revolução em seu vizinho.

Moscou concordou em conceder um empréstimo de 1,5 bilhão de dólares para apoiar o governo de Lukashenko após uma reunião entre ele e o presidente russo, Vladimir Putin.


Egito anuncia a descoberta de 14 sarcófagos com cerca de 2,5 mil anos em Saqqara

As autoridades do Egito anunciaram a descoberta de 14 sarcófagos com cerca de 2,5 mil anos em Saqqara, a 25 km das pirâmides de Gizé. Eles estavam no fundo de um poço e se somam a outros 13 que foram encontrados na semana passada.

Os arqueólogos que atuam na região encontraram os artefatos ainda na sexta-feira (18), segundo um comunicado do Ministério de Antiguidades. O sítio de Saqqara é uma vasta necrópole – espécie de cemitério antigo – que abriga a famosa pirâmide de Djoser, a primeira da era faraônica e uma das obras mais antigas do mundo.

Os sarcófagos encontrados estão bem preservados e suas imagens mostram motivos marrons e azuis, bem como numerosas inscrições hieroglíficas. Nos últimos anos, as autoridades egípcias têm anunciado descobertas arqueológicas com bastante frequência, com o objetivo, entre outros, de reativar o turismo.

Muito importante para a receita do país, o setor se viu bastante afetado, tanto pela instabilidade política, quanto pelos ataques posteriores à revolução de 2011, que derrubou o ditador Hosni Mubarak do poder. O país enfrenta outra crise no setor promovida pela pandemia da Covid-19.