O chefe da polícia de Rochester, La’Ron Singletary, anunciou  que deixará o cargo após avanços nas investigações do caso Daniel Prude, mais um homem negro morto após ação policial nos Estados Unidos.

Outros quatro policiais em altos cargos na corporação anunciaram a demissão. Singletary alegou que críticos estão tentando “destruir a carreira e a identidade” dele.

“A descaracterização e a politização das ações que eu tomei depois de ser informado da morte de Prude não são baseadas em fatos, e eu não apoio isso”, disse o policial.

Mais cedo, a prefeita de Rochester, Lovely Warren, disse que soube de “novas informações trazidas à luz” sobre o caso Prude. Ela não deu mais detalhes, no entanto, sobre o avanço das investigações.

Na semana passada, os sete policiais envolvidos na abordagem a Prude foram suspensos das funções por decisão da prefeita. “Quando eu vi esse vídeo, fiquei furiosa”, afirmou Warren, na ocasião.

Caso Daniel Prude

A família de Prude divulgou na semana passada vídeo que mostra policiais colocando uma espécie de capuz sobre a cabeça do homem, que estava nu e visivelmente desorientado em um dia de neve. As imagens também mostram os agentes de segurança pressionando Prude sobre o chão. A ação ocorreu em março. Dias depois, ele morreu, e médicos legistas declararam morte por sufocamento.

Parentes de Prude alegam que Daniel sofria de doenças psiquiátricas. Momentos antes da abordagem policial, ele saiu da casa onde estava com a família com sinais de desorientação. Um irmão, então, pediu ajuda aos serviços de emergência.

O caso Daniel Prude veio à tona em um momento de protestos pelos EUA contra a violência policial e contra o racismo — que se tornou um dos temas em debate na corrida presidencial de 2020.