Um mês após ser nomeado chefe do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do Ibama, José Carlos Mendes de Morais pediu exoneração do cargo.

Subordinado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Prevfogo é responsável pela política de combate aos incêndios florestais em todo o território nacional.

Procurado, o Ibama confirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que Morais pediu exoneração alegando motivos pessoais. A exoneração dele, porém, ainda depende de publicação no “Diário Oficial da União”.

Em uma mensagem enviada aos servidores comunicando que havia solicitado sua exoneração, Morais não deixou claro o que motivou a sua saída. Disse apenas que se tratava de “motivo de força maior”.

Morais agradeceu o apoio dos colegas no que ele chamou de “difícil, mas importante missão de promover o combate aos incêndios florestais que tem assolado várias regiões do país”. Afirmou ainda estar certo de que continuarão “nessa luta de contribuir com a preservação do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável”.

A nomeação dele havia sido publicada em 11 de setembro deste ano no Diário Oficial da União, por meio de uma portaria assinada pelo presidente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim.

As atividades desenvolvidas pelo Prevfogo incluem a realização de campanhas educativas, treinamento e capacitação de produtores rurais e brigadistas, monitoramento e pesquisa.

Queimadas

Neste ano, tanto a Amazônia quanto o Pantanal têm registrado aumento no número de queimadas.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o número de focos de incêndio na Amazônia de janeiro a setembro deste ano é o maior desde 2010.

Naquele ano, foram 102.409 pontos de fogo na floresta de 1º de janeiro a 30 de setembro; em 2020, no mesmo período, foram 76.030

Além disso, de janeiro até quinta-feira (8), a Amazônia teve quase o mesmo número de focos que o registrado em todo o ano de 2019: 81.805 contra 89.176 vistos no ano passado.

O mês passado foi, ainda, o pior na história em número de incêndios no Pantanal: foram 8.106 registros. O recorde mensal anterior era de 5.993, de agosto de 2005.