Ciclistas e amigos da fotógrafa e estudante de de Artes Visuais da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) Valda Nogueira, de 34 anos, se reuniram na noite de quinta-feira na Tijuca, Zona Norte do Rio, para realizar um protesto contra a morte da artista. Valda faleceu na madrugada da última sexta-feira, após ser atropelada por um ônibus enquanto andava de bicicleta no bairro.

Segundo testemunhas, o motorista não prestou socorro à vítima. Ela chegou a ser socorrida por pedestres para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, Zona Sul do Rio, para uma cirurgia de emergência, mas não resistiu aos ferimentos. A cremação ocorreu na última segunda-feira.

Valda foi formada pela Escola de Fotógrafos Populares, no Complexo da Maré, e também passou pelo Observatório de Favelas. Atualmente, integrava o coletivo Farpa e era membro da plataforma de mulheres fotojornalistas Women Photograph e das iniciativas Diversify.Photo e MFON Women.

A fotógrafa era conhecida pelo trabalho documental sobre movimentos sociais. Como ela mesma descrevia em seu site, “povos, territórios, ancestralidade e cultura” eram os temas centrais de seus projetos.