Após quase um ano da chegada da pandemia do coronavírus no Brasil, a cidade do Rio se tornou o município com mais óbitos confirmados pela doença no país. Nesta quinta-feira foram confirmadas 106 novas mortes da doença, alcançando o triste número de 17.535 vidas perdidas desde março de 2020. Apesar de ter quase o dobro de população, a vizinha São Paulo, líder até então de óbitos acumulados, confirmou 17.523 mortes pelo coronavírus.

A chegada do Rio no topo deste triste ranking, entretanto, já era esperada. O GLOBO mostrou no início do ano que , desde setembro, a cidade do Rio estava no topo do ranking de mortes por Covid-19 entre municípios do país. Há algumas semanas, Manaus, que vive um colapso na saúde, ultrapassou o Rio em mortes confirmadas em um intervalo de duas semanas. Entretanto, a capital fluminense continuou em um patamar de novas mortes bem acima da capital paulistana.

As cidades com mais óbitos confirmados

Rio de Janeiro – 17.535

São Paulo – 17.523

Manaus – 6.046

Brasília – 4.591

Fortaleza – 4.360

Dados divulgados e analisados pelo pesquisador Wesley Cota, da Universidade Federal de Viçosa, mostram que nos últimos 14 dias o Rio confirmou 886 mortes pela Covid-19, enquanto São Paulo registrou 619.

Em todo o estado do Rio foram confirmados 182 novos óbitos de coronavírus e mais de 2,8 mil casos da doença. Desde o início da pandemia, 30,354 pessoas morreram por causa da doença e mais de 532 mil já foram diagnosticadas com o vírus.

Com os dados, a média móvel passa a ser de 2.798 casos e 134 mortes por dia. Em relação há duas semanas atrás, houve uma redução de 6% no número de óbitos, o que indica uma tendência de estabilidade na intensidade do contágio por estar abaixo da marca mínima estipulada de 15%.

Em todo o estado do Rio,19 pacientes aguardam na fila de espera por um leito, sendo nove por uma vaga de UTI. Segundo o governo do estado, a taxa de ocupação dos leitos de enfermaria é de 61% e de UTI é de 48,8%.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.