O Congresso dos Estados Unidos aprovou uma medida que eleva de 18 para 21 anos a idade mínima da venda de tabaco e cigarro eletrônico no país. Adotada pelo Senado como uma emenda a uma lei orçamentária, a medida deverá entrar em vigor em 2020.

A mudança deverá ser efetivada em cerca de nove meses. O tempo é necessário para que o país publique decretos de execução que imponham sanções às lojas que violarem a nova regra.

Dezenove estados e mais de 500 cidades norte-americanas já adotam os 21 anos como idade mínima para a venda de tabaco e cigarro eletrônico.

O presidente Donald Trump demonstrou apoio à disposição votada no Congresso nesta quinta.

As empresas do setor de tabaco e e-cigarros, como são chamados os cigarros eletrônicos, também apoiaram a disposição, mas como parte de uma estratégia para suavizar a opinião pública contrária ao marketing desses produtos voltado a menores de idade.

“Esta é uma grande vitória para a saúde pública”, disse o senador Brian Schatz, democrata do Havaí, que já havia proposto o aumento da idade nacional em 2015. O Havaí é um dos estados que vende tabaco e e-cigarros somente para maiores de 21 anos. “Aumentar a idade mínima para fumar tabaco e cigarro eletrônico para 21 anos protegerá nossos filhos e salvará vidas”, disse o senador em entrevista ao “New York Times”.

Polêmica

Em setembro, o governo dos EUA chegou a considerar a proibição total do comércio de cigarros eletrônicos com sabor, muito popular entre os jovens do país. A maneira de apaziguar a questão e encontrar um meio termo foi aumentar a idade mínima do consumo em três anos.

Os defensores da proibição total do cigarro eletrônico se apoiavam no fato do consumo de cigarros eletrônicos cada vez mais cedo ter causado uma crise de saúde em jovens consumidores na faixa dos 20 anos, que começaram a ter complicações pulmonares este ano.

A venda de bebida alcoólica nos Estados Unidos também adota os 21 anos como idade mínima nacional.