O Brasil contabilizou nas últimas 24 horas 41.889 novos casos de Covid-19. Assim, o país soma 3.952.790 de infectados pelo novo coronavírus. A marca de 4 milhões deve ser batida nesta quarta ou na quinta-feira. Foram registradas também 1.166 mortes, elevando para 122.681 o número de vidas perdidas para o Sars-CoV-2.

O Brasil registrou na terça uma média móvel de 859 mortes por Covid-19. É o quarto dia consecutivo em que o número diminui. Desde 12 de agosto, a média móvel de mortes de brasileiros por Covid-19 está abaixo de mil e desde o dia 28, abaixo de 900. Com a variação de -13%, o Brasil segue com tendência de estabilidade nas mortes com Covid-19. Se chegar a -16%, passa a ser considerado em queda.

A “média móvel de 7 dias” faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o “ruído” causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

As informações são do boletim das 20h do consórcio de veículos de imprensa, formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, que reúne informações das secretarias estaduais de Saúde.

A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

Dados da pasta divulgados na noite desta terça-feira indicam que o Brasil registrou 42.659 novos casos de Covid-19, além de 1.215 mortes provocadas pela doença, das quais 276 ocorreram nos últimos três dias. Com isso, o país chegou a 3.950.931 infectados e 122.596 óbitos. Há ainda 2.690 mortes em investigação.

São Paulo é o estado com mais casos da doença: são 814.375 até o momento. Seguido por Bahia (259.418), Rio de Janeiro (226.800), Minas Gerais (226.800) e Ceará (216.333). Em relação às mortes, São Paulo também aparece na frente, com 30.375. Depois vêm Rio de Janeiro (16.217), Ceará (8.447), Pernambuco (7.614) e Pará (6.176).

Sem sintomas, brasileira carregou coronavírus por cinco meses, caso mais longo de infecção já documentado

A persistência do coronavírus no organismo de algumas pessoas é muito maior do que se pensava. Num trabalho pioneiro, cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) acompanharam e documentaram o caso de uma mulher que permaneceu 152 dias infectada com o Sars-CoV-2 com capacidade se multiplicar, isto é, potencialmente contagioso.

Essa é a mais longa persistência de coronavírus já documentada no mundo e evidencia o importante papel dos assintomáticos na propagação da pandemia.

A Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) publicou em suas redes sociais uma postagem que reproduz declaração do presidente Jair Bolsonaro, da noite anterior, de que “ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina”. A peça diz ainda que “o Governo do Brasil preza pela liberdade dos brasileiros”.

A fala do presidente, no entanto, contraria o que determina a legislação. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece no § 1º do artigo 14 que “é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias”.