A advogada Maria Claudia Bucchianeri se tornou a favorita para a vaga de ministra substituta do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e pode ser indicada ao cargo pelo presidente Jair Bolsonaro. Bucchianeri obteve apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e conta com a benção de grupos evangélicos para assumir a cadeira na Corte Eleitoral.

Como advogada, Bucchianeri atuou na campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2018 e no processo do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que culminou no afastamento do ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel. Também foi advogada de Arthur Lira e da família do presidente da Câmara. Tem trânsito entre vários partidos políticos.

Sua ligação com o mundo evangélico se deu por conta de sua dissertação de mestrado, em 2004, que tratou de liberdade religiosa no Brasil. A advogada tem diversos trabalhos publicados sobre o tema, como este de 2007: A separação Estado-igreja e a tutela dos direitos fundamentais de liberdade religiosa no Brasil.

Se for mesmo indicada como ministra substituta, Bucchianeri será uma das responsáveis por analisar ações relacionadas à propaganda eleitoral da campanha presidencial de 2022.

O Poder360 apurou que a advogada já teve um contato direto com o presidente Jair Bolsonaro, por intermédio de Arthur Lira.

No último dia 1º de junho de 2021, Bucchianeri foi apoiada publicamente pela Anajure (Associação Nacional dos Juristas Evangélicos). A entidade afirmou que ela tem “reconhecido trabalho em defesa da liberdade religiosa no país“. No currículo, foi assessora do ex-ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), e tem mestrado e doutorado na USP (Universidade de São Paulo), tendo sido orientada pelo hoje ministro Alexandre de Moraes.

A advogada Marilda Silveira, que compôs a última lista tríplice para substitutos no TSE, também é cotada para a vaga. Nos bastidores, ela é apoiada pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, que não desistiu de emplacar a advogada na Corte Eleitoral.

O 3º nome na disputa é o de Ângela Baeta Neves, que encabeça a lista tríplice com 9 votos e conta com apoio do atual presidente do TSE, ministro Roberto Barroso. A advogada foi vice-diretora da EJE (Escola Judiciária Eleitoral) e participou da campanha eleitoral do MDB para a Presidência em 2018, quando o partido era representado por Henrique Meirelles.

Bolsonaro não é obrigado a indicar o primeiro nome da lista, mas deve se ater a uma das indicadas. Pela primeira vez, a lista tríplice é composta apenas por mulheres. A vaga a ser preenchida é a do ministro Carlos Horbach, que era substituto e foi nomeado ministro titular do TSE em maio.