Entre os itens mais importantes para a proteção de profissionais de saúde durante o atendimento a doentes com Covid-19 estão as máscaras do tipo N95. No entanto, com o avanço do contágio, tornou-se comum ver pessoas com essas máscaras, apesar das orientações do Ministério da Saúde. Na semana passada, o presidente do Rio Ônibus, Claudio Callak, surgiu usando uma máscara do tipo fora das recomendações.

No dia 4 de abril, Callak, publicou em sua conta no Instagram uma sequência de três fotos na qual aparece em um ambiente fechado. Nos registros, ele está vestindo uma máscara N95 e segura uma taça de bebida na mão. Ao postar a primeira imagem, ele escreveu: “E aí, como é que faz?”. Na última imagem, com a taça mais erguida, a imagem mostra a máscara molhada.

Um dos seguidores de Callak na rede social percebeu a relevância do equipamento utilizado nas fotos: “Ostentação máxima! Máscara N95!”, escreveu o usuário. Outra pessoa elogiou o presidente do Rio Ônibus pela brincadeira: “Você é o melhor”. Ele respondeu: “Obrigado. Nem só de pânico devemos viver”.

Procurado pelo EXTRA, Callak apagou as imagens nas quais aparecia com a máscara e informou, por nota, que cometeu um “ato falho” ao tentar conscientizar a população sobre a importância do uso do equipamento. Segundo ele, como a atividade do transporte também é essencial, faz uso dos equipamentos de “necessários e disponíveis”. “Claudio Callak tem preocupação redobrada quando volta pra casa todos os dias e num dos poucos momentos de descontração cometeu ato falho ao tentar, em sua rede social, transmitir a mensagem sobre a importância do uso da máscara como recomenda o Ministério da Saúde”, informa a nota.

O Rio Ônibus é o sindicato das empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro. Callak tem participado de agendas com o prefeito Marcelo Crivella referentes à situação dos transportes na pandemia. Ele também fez publicações sobre a instalação do hospital de campanha do Riocentro.

Conforme o Ministério da Saúde tem informado, o equipamento é vital para que profissionais de saúde se protejam durante o combate ao novo coronavírus. Segundo as recomendações da pasta, além dos profissionais, apenas pessoas com sintomas, doentes, ou com o novo coronavírus devem usar este equipamento de proteção.

Em diversas entrevistas desde o início de março, o ministro Luiz Henrique Mandetta pediu que, quem tivesse comprado máscaras deste modelo, entregasse a representantes da Saúde na unidade mais próxima de sua casa. Com a falta de equipamntos desse tipo, o ministério está orientando profissionais a fazer procedimentos de esterilização das N95 para que elas possam ser usadas mais de uma vez.

Na semana passada, o Ministério da Saúde anunciou ter adquirido 40 milhões de máscaras do tipo N95, além de 200 milhões de máscaras cirúrgicas com investimento de R$ 694,3 milhões. A dificuldade de conseguir equipamentos de proteção é tão grande que o Brasil está enviando 40 voos para a China para obter os materiais. As máscaras devem ser suficientes para atender a rede pública de saúde por cerca de 60 dias.

LEIA A NOTA NA ÍNTEGRA:

“O presidente executivo do Rio Ônibus, Claudio Callak, através de sua assessoria de comunicação informa que, por estar à frente do sindicato das empresas de ônibus neste momento de guerra ao coronavírus, faz uso de todos os equipamentos de segurança necessários e disponíveis. Assim como os agentes da saúde em todo o Brasil, os rodoviários cumprem papel fundamental neste momento de isolamento social e não podem parar. ​​

Com raríssimas intervalos para descanso, o presidente do Rio Ônibus está em constante contato com agentes do governo, motoristas de ônibus, passageiros, jornalistas etc, e o uso de uma máscara N95 para a proteção dele e de quem está a sua volta é justificável.​

Pai de família, assim como milhares de brasileiros, Claudio Callak tem preocupação redobrada quando volta pra casa todos os dias e num dos poucos momentos de descontração cometeu ato falho ao tentar, em sua rede social, transmitir a mensagem sobre a importância do uso da máscara como recomenda o Ministério da Saúde”.