Centenas de pessoas protestaram  dentro do Congresso estadual do Michigan, Estados Unidos, contra as medidas de isolamento social adotadas para combater o novo coronavírus. Alguns manifestantes estavam armados com fuzis.

A governadora do Michigan, a democrata Gretchen Whitmer, havia pedido extensão das medidas no estado, que registra mais de 40 mil casos de novo coronavírus e mais de 3,7 mil mortes pela Covid-19. Os parlamentares do Partido Republicano — o mesmo do presidente Donald Trump — não votaram a medida.

Alguns dos manifestantes usavam placas e símbolos favoráveis ao presidente dos EUA. O próprio Trump, porém, vem defendendo as medidas de isolamento social para evitar que Covid-19 tenha consequências ainda piores no país, o mais atingido pela pandemia.

Parlamentares registraram nas redes sociais que receberam xingamentos — inclusive de pessoas que estavam armadas. Alguns tentaram invadir o plenário, mas foram contidos por policiais.

De acordo com a emissora NBC, a legislação estadual permite que as pessoas carreguem armas de fogo desde que “por motivos dentro da lei” e que o portador mantenha o armamento visível.

Autoridades locais advertiram os manifestantes por não estarem respeitando o distanciamento durante o protesto, o que poderia acarretar em multa. O prefeito de Lansing, capital do Michigan, disse estar “desapontado” com o protesto, mas defendeu que o grupo “estava dentro do direito de livre expressão”.

Protestos pela reabertura

Estados como Geórgia, Oklahoma, Carolina do Sul e Ohio vêm retirando as medidas de isolamento social. O presidente Trump chegou a apresentar uma série de passos para flexibilizar o distanciamento, mas os casos nos EUA continuam a subir.

Diversas cidades vêm registrando manifestações contrárias ao isolamento e pela reabertura do comércio. Os protestos, porém, encontram bloqueios feitos pelos profissionais de saúde, que, em alguns casos, impediram os manifestantes de entrarem em prédios públicos.