Os comerciantes da Feira do Bosque tiveram o primeiro dia de vendas desde o início da pandemia, no  domingo (13). A feira, que funcionava todos os domingos na Praça do Bosque dos Pioneiros em Palmas, foi transferida para a 304 Sul.

Foram mais de seis meses sem comercializar os produtos. A primeira noite atraiu menos da metade dos mais de 100 feirantes cadastrados. A professora Darile Paiva logo percebeu a diferença.

“Por ser feira do bosque e ser num espaço livre, realmente é um diferencial porque aqui é muito quente, então [lá] é um espaço agradável, a gente sente aquele clima. É bom, é diferente, e assim, parece que a gente está na feira que funciona na terça e na sexta, tirando o artesanato que é diferente”.

A professora aposentada Alice Socorro de Souza era acostumada a frequentar a feira do Bosque após a missa. Neste domingo, ao chegar ao novo local, fez questão de observar e seguir as orientações e medidas de segurança.

“Cheguei agora e já estou fazendo a vistoria, estou olhando o espaço, o que tem. Eu acho que está tudo de acordo, pessoal de máscara, mantendo o distanciamento, que é importante neste momento”, disse.

O uso de máscaras quando não estiver consumindo os produtos é obrigatório, assim como a disponibilidade de álcool em gel nas mesas. A escolha da feira da 304 Sul, segundo a prefeitura, foi para facilitar a fiscalização e controle de pessoas. Outro motivo é o fechamento das praças e parques da capital.

A feirante Simone Aparecida ficou aliviada por voltar ao trabalho. “É muito bom retomar as atividades, gosto de ser artesã, é a minha profissão, trabalho há 17 anos. Então foi bom demais o que fizeram de nos dar esse local para trabalhar”.

A barraca de pastel também foi movimentada, mas o fluxo foi menor do que o feirante Robson Corrêa Soares imaginava. Ele espera domingos melhores.

“Voltar para a Feira do Bosque, nós esperamos que a gente volte. Um ambiente ao ar livre, onde corre vento, acho que não tem problema nenhum, como as outras feiras já estão funcionando, lá também pode voltar a funcionar. [Até isso acontecer], o jeito é ficar por aqui, trabalhando aqui mesmo.”

As informações são do  G1 Tocantins.