A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) discutirá a crise energética, diante do quadro de crise hídrica enfrentada pelo Brasil. O requerimento para a audiência pública,  do senador Eduardo Braga (MDB-AM), foi aprovado pelo colegiado nesta terça-feira (14). A data da reunião será agendada.

Braga ressalta que novas projeções, divulgadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), apontam para um maior risco de escassez de energia até o fim da estação seca, “a mais rigorosa em 91 anos”. Segundo o parlamentar, o ONS atualizou as estimativas de consumo de eletricidade, que ficaram cerca de 20% maiores para os próximos meses em razão de maior crescimento esperado da economia neste ano (4,5%) e da demanda de setores mais intensivos no uso de energia, como a indústria.

Segundo Braga, o problema não se restringe a 2021, porque pode ocorrer no ano que vem. Todas as simulações do ONS levam em conta o cenário até novembro e, a partir daí, contam com o fim da crise hídrica para recompor a capacidade e afastar o risco de falta de energia.

“Diante desse quadro, torna-se premente que esta comissão priorize essa discussão, para que os órgãos envolvidos se manifestem sobre os problemas apontados e as medidas tomadas para evitar apagões”, argumentou o senador ao requerer a audiência pública.

Concessões

Também foi aprovado requerimento do presidente da CI, senador Dário Berger (MDB-SC), para a realização de audiência pública sobre as propostas da União para as concessões de rodovias federais, especialmente na Região Sul. Ele argumentou que algumas concessões desatendem ao interesse público e, por isso, devem ser discutidos no âmbito do Poder Legislativo. A reunião ainda será agendada.

A comissão fará ainda um debate sobre o setor de transporte aéreo, que sofre o impacto da pandemia de covid-19. O autor do requerimento, senador Jean Paul Prates (PT-RN), quer que sejam aprofundados temas como as disparidades de valores cobrados para os diferentes destinos nacionais. Ele também quer ouvir representantes da Itapemirim Transportes Aéreos, que entrou no mercado de decolagens do Brasil em julho.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado