A Confederação Israelita do Brasil (Conib) declarou repúdio a um vídeo divulgado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) com informações sobre o combate à pandemia de coronavírus.

Segundo a Conib, a Secom fez uso da mensagem “O trabalho liberta” ao afirmar, no vídeo, que “o trabalho, a união e a verdade nos libertarão”.

A Conib lembra que a frase “O trabalho liberta” está inscrita na entrada do campo de extermínio nazista instalado em Auschwitz, na Polônia, durante a Segunda Guerra Mundial.

A entidade informou lamentar a “banalização de questões caras ao judaísmo e à humanidade”.

O secretário de Comunicação do governo, Fabio Wajngarten, que é judeu, afirmou que houve uma interpretação errada do texto para associar o governo ao nazismo. Segundo ele, toda medida do governo é deformada “para se encaixar em narrativas”.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), também judeu, afirmou: “Nada que lembre o nazismo pode ser visto com bons olhos. Para nós, judeus, o campo de extermínio de Auschwitz é um pesadelo eterno“.