Reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) realizada na quinta-feira, 19, teve o retorno imediato da realização de cirurgias eletivas na rede hospitalar estadual como principal pauta. A cobrança foi feita pelo Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Tocantins (Cosems). “Estamos há um ano e meio com as nossas cirurgias eletivas paralisadas. Com todo respeito, não devemos condicionar a decisão de outros entes nesta pauta, pois quem decide sobre essa questão somos nós. Há uma discussão sobre profissionais não realizarem cirurgias via Poder Público, mas podem verificar que muitos estão fazendo procedimentos de forma particular. Precisamos atender a nossa gente, que está na ponta, e que tanto precisa”, argumentou o presidente da entidade, Rondinelly Souza.

Em Cristalândia houve mutirão, mas o Estado não consegue?

O diretor de Regionalização e Descentralização do Cosems, Wilkey Fernando Lourenço, também usou a palavra para cobrar a retomada. Conforme o membro do conselho, a discussão ocorreu antes mesmo da pandemia da Covid-19 e citou como exemplo mulheres que esperam há anos por procedimentos simples. “Até quando vamos conversar e até quando vamos enterrar nossos pacientes? Estamos cansados de participar da reunião e não resolver essa situação. No meu Hospital (Cristalândia) eu fiz o primeiro mutirão de eletivas e o Estado não consegue? Precisamos refletir mesmo sobre isso”, destacou.

Sesau segue orientação do MS, mas estuda retomada

A Secretaria da Saúde do Tocantins (Sesau) emitiu nota para esclarecer que a suspensão da realização de procedimentos eletivos atende às orientações feitas pelo Ministério da Saúde (MS) durante a pandemia da Covid-19. “Em virtude da falta de segurança, alto índice de contaminação em unidades hospitalares, baixo estoque de insumos e a falta de sangue para a realização das cirurgias”, lista. Apesar disto, a pasta afirma que prepara um plano de retomada das cirurgias, sob a expectativa de melhora no cenário epidemiológico.  Uma das alternativas é realizar estes atendimentos nos Hospitais de Pequeno Porte, onde não há contaminados com o coronavírus.