As contas do setor público consolidado tiveram superávit primário de R$ 16,729 bilhões em agosto. No mesmo mês do ano passado, as contas públicas registraram déficit de R$ 87,594 bilhões.

Os números foram divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (29). O resultado do setor público consolidado inclui as contas do governo federal, dos governos regionais e das estatais federais. O superávit primário não inclui as despesas com juros e mostra que o valor arrecadado foi suficiente para cobrir as despesas públicas.

No acumulado do ano, o setor público acumula déficit de R$ 1,237 bilhões. No mesmo período do ano anterior, as contas estavam com déficit de R$ 571,136 bilhões.

Enquanto o Governo Central (governo federal, BC e Previdência) ficou negativo em R$ 11,092 bilhões em agosto, os governos estaduais e municipais foram superavitário em R$ 27,337 bi. As empresas estatais também ficaram positivas, em R$ 184 milhões.

Quando incluídos os gastos com juros, o resultado nominal é deficitário em R$ 235,775 bilhões de janeiro a agosto. Sozinha, a conta de juros já soma R$ 237,012 bilhões no ano.

Dívida bruta recua

Após bater recorde em fevereiro (90%), a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) segue recuando. Em agosto, a DBGG voltou para o patamar de 82,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Em valores nominais, o montante é de R$ 6,849 trilhões.

O indicador serve como referência para as agências de classificação de risco, que define a atratividade de investimentos dos países. Em 2020, a DBGG encerrou em R$ 6,615 trilhões, equivalente a 89,3% do PIB.