A Coreia do Norte criticou neste domingo (3) a reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU para abordar o teste de um míssil apresentado como “hipersônico” e acusou os países-membros de brincar com uma “bomba-relógio”.

A reunião a portas fechadas, que durou pouco mais de uma hora, foi solicitada por Estados Unidos, França e Reino Unido depois que o regime norte-coreano anunciou, em 29 de setembro, ter testado um míssil “hipersônico”.

Os cinco países do Conselho de Segurança não chegaram a um acordo sobre um projeto de declaração, pois “Rússia e China informaram que não era pertinente no momento”, segundo uma fonte diplomática.

Mas o encontro provocou indignação na Coreia do Norte, que neste domingo o chamou de “ofensa injustificável” a sua soberania e de “grave provocação intolerável”.

“Exigir que renunciemos a nosso direito de autodefesa reflete sua intenção de não reconhecer a RPDC [República Popular Democrática da Coreia] como um Estado soberano”, declarou Jo Chol Su, diretor para organizações internacionais no ministério norte-coreano das Relações Exteriores.

“Expresso minha grande preocupação com o fato de que o Conselho de Segurança da ONU tenha se divertido utilizando desta vez uma perigosa ‘bomba-relógio'”, completou em uma declaração citada pela agência de notícias oficial KCNA. 

Na sexta-feira (1º), poucas horas antes da reunião do Conselho de Segurança, a Coreia do Norte lançou um míssil antiaéreo. Alguns dias antes, Pyongyang anunciou ter testado com sucesso um míssil “hipersônico”, muito mais rápido e difícil de interceptar pelos sistemas de defesa.