Em alusão ao Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio, o Núcleo de Custódia e Casa de Prisão Provisória (CPP) de Palmas da Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) iniciou  ciclo de palestras e rodas de conversas voltadas à saúde mental e emocional dos servidores e dos custodiados.

As atividades previstas para todo o mês de setembro na unidade penal são mediadas por psicólogos e médica em saúde mental da própria CPP, e objetivam conscientizar servidores e internos sobre a temática do suicídio, alertar sobre as formas de prevenção no ambiente carcerário e debater sobre a importância dos cuidados relacionados à saúde mental por meio de palestras e rodas de conversas, além da distribuição de material de apoio.

O diretor da CPP de Palmas, Thiago Sabino, fala da importância desse momento de cuidado e de atenção à saúde mental. “Tendo em vista o estresse diário do ambiente carcerário, o projeto visa acentuar as questões emocionais e a problemática do suicídio, oferecendo apoio necessário e, antes de tudo, a compreensão do tema por todos”, afirma o diretor.

Com ação voltada exclusivamente para os reeducandos, a psicóloga – agente analista em execução penal, Elky Cabral, fala da importância de se estabelecer uma cultura de prevenção ao suicídio, quebrando tabus e falando abertamente sobre esse tema. “Juntamente com a médica em saúde mental Dra. Monique Barros, estamos trazendo a importância de se estabelecer uma cultura de prevenção ao suicídio, os fatores de risco e de proteção e reforçamos a importância de buscar ajuda profissional quando perceberem sinais, visto que o cárcere pode acarretar um sofrimento psíquico”, conclui a psicóloga.

O psicólogo, agente analista em execução penal, Rodrigo Monteiro, também reforça a importância da temática para servidores. “É de suma importância trabalharmos a temática do suicídio com os servidores, visto que as profissões que envolvem segurança, lidam diariamente com fatores que colocam em risco a saúde mental dos agentes, logo é necessário manter um canal de diálogo e apoio”, observa.