Com o turismo liberado no Tocantins, a movimentação nos hotéis começou a apresentar uma leve melhora. Mas, os empresários dizem que a ocupação ainda é baixa e pedem por iniciativas do poder público.

Em um hotel perto da avenida Juscelino Kubitschek (JK) em Palmas, os 155 quartos ficaram vazios por alguns meses, durante a pandemia da Covid-19. A ocupação começou a melhorar, mas falta muito para voltar ao patamar de antes.

“A nossa expectativa do pós-pandemia já foi superada. Mas, ainda assim, estamos falando de ocupações na ordem dos 20%, que é muito baixo”, disse o gerente geral Tiago Almeida.

Outro hotel, localizado no centro da capital, costumava ficar lotado antes da pandemia. A taxa de ocupação chegava a ficar em 80%, mas até agora, o movimento ainda não voltou ao normal.

A taxa de ocupação agora está em torno de 25%. Os preços também baixaram. A gerente do estabelecimento Fabiana Barrenquevit disse que o cenário desse início do ano é muito incerto, por isso a retomada está sendo lenta. A expectativa de melhorias deve ocorrer após a chegada da vacina.

“Está em fase de adaptação, as pessoas estão sendo vacinadas, mas nada de concreto ainda. O ano de 2020 foi um ano de muita superação, 2021 nós estamos muito confiantes que as coisas vão voltar à normalidade, que a gente consiga fazer mais contratações, porque sem hospedagem e sem o pessoal procurar o ramo hoteleiro, a gente não consegue manter a equipe”, afirmou.

O Thiago, além de gerenciar um hotel, também representa o setor numa associação. Ele defende que a gestão pública, com o foco no turismo, pode ajudar no desenvolvimento do segmento na cidade.

“Turismo local não vive só de negócio, uma vez liberada a movimentação interna no Brasil, os negócios vão voltar e as coisas vão acontecer. O turismo de lazer é super importante, nós não podemos viver só do Jalapão, o Jalapão tem um peso muito forte, mas a gente precisa de outras iniciativas”.

Em nota, a Agência de Desenvolvimento do Turismo disse que desde o início da pandemia disponibilizou R$ 20 milhões para o trade turístico, isso inclui a rede hoteleira. A nota cita iniciativas, como a divulgação de todas as regiões turísticas, principalmente, pelas redes sociais.

Citou também um observatório do turismo que vai fazer um monitoramento do fluxo turístico de todas as regiões e dentro disso, o inventário, que vai servir de base para o planejamento e ações promocionais.

A agência citou ainda o plano de pesca esportiva que contemplou a Ilha do Bananal, serras e lagos, além das Serras Gerais.

As informações são do  G1 Tocantins.